Notas iniciais
Hii! Será que tem alguém que ainda lê essa historia..? Let me know if you exist, okay? I'm really really sorry it took so long... Mas heere, um novo capitulo! :D Provavelmente o maior que eu ja escrevi haha Hope you like it ^-^

– Blaine, não esqueça que a tarde marcamos mais uma visita — Disse o castanho pelo telefone de sua mesa na Vogue.com .
– Oh.. Kurt.. ahm.. Estamos finalizando uma cena aqui. Se eu me atrasar um pouco, você pode ir na frente? Eu chego logo, juro...
– Blaine! Eu preciso de você lá! Eu não acredi-- Mas o outro o interrompeu
– Eu sei meu amor, eu vou correr com tudo aqui... Vai ficar tudo bem.
– Eu acho bom mesmo — E desligou antes que Blaine pudesse dizer algo.
Kurt e Blaine estavam cada vez mais ansiosos e estressados por terem encontrado varias crianças adoráveis porem nenhuma que os fizesse sentir que seria seu bebe especial.

O menino estava correndo para organizar os looks que iam compor a próxima revista, já que os encarregados de faze-lo fizeram um trabalho horrível; quando o telefone tocou.
– Hello dad... Eu estou com um pouquinho de pressa; mas, pode falar
– Tudo bem, eu só queria saber como vocês estão com todo aquele processo da adoção
– Ainda na mesma, pai... Muitas crianças. Todas amáveis. Nenhuma que realmente nos diga "sou eu!". Hoje temos uma visita agendada. Vamos ao 5° orfanato, desde que começamos com tudo isso.
– You know, Kurt; eu não entendo muito disso tudo, foi muito mais fácil para mim e sua mãe pois não tivemos que escolher e descobrir qual seria o meu menino especial... Mas acredito que vocês vão encontrar. E quando essa criança aparecer; vocês vão saber. Só não pare de procurar, filho. E se for um menino; não se esqueça de chama-lo de Burt!
– Omg, pai! Não vou dar o seu nome para o coitado; é muito simples. Eu e Blaine estamos procurando por algum mais... Artístico, eu acho. Mas obrigado papai. Agora tenho que ir. Love you!
– Hahaha Love you too, Kurt!

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Quando Kurt saiu do poderoso prédio da Vogue já havia passado um pouco do horário de almoço, mas pelo menos ele havia resolvido todas as suas atividades do dia (e as de mais alguns).
O horário no orfanato era mais tarde e ele teria tempo para um bom e calmo almoço em NY. Perto do trabalho havia um restaurante de Shawarma, que ficara bem famoso depois das filmagens de "The Avengers", mas que naquele horário, já não estava tão lotado. Comeu pensando sobre o que seu pai havia lhe dito. Ele acreditava que saberiam quando encontrassem a criança certa; mas se preocupava ao pensar se realmente a encontrariam, antes de se cansarem e desistirem.
Ele resolveu ligar para Blaine e ver se o marido chegaria a tempo.
– Oi querido! Conseguiu se resolver com todas as falas aí?
– Nossa, que diferença de hoje de manha...
– Não estrague o momento, Anderson.
– Ok, ok... Então, eu e Joey estamos só passando algumas vezes as cenas e fazendo alguns últimos ajustes, mas vou chegar a tempo, sim. Não se preocupe.
– Oh, então tudo bem. Diga ao Joey que mandei lembranças para ele e o Adam... Se é que eles ainda tem encontros dos ex-Adam's Apples... Anyway; see you there, love!

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Blaine ensaiou pela ultima vez com o grupo e logo saiu com o amigo em direção ao metrô. Joey ia para casa, mas o orfanato era no caminho então resolveu acompanhar o moreno.
– E como vocês estão com tudo isso, Blaine?
– É um pouco complicado. Escolher uma unica, entre tantas. E pior do que isso, é difícil saber que aquela, é ela. A nossa criança...
– Owwnt, Blaine seu coração mole... Eu sei que se fosse por você, adotaria todas as crianças desses orfanatos que vocês tem visitado, lhes daria um lar, e as vestiria com gravatas borboleta!
E os dois riram, afinal de contas; era completamente verdade.

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No letreiro acima da porta da casa lia-se "Castiel — A home for little fallen angels", e pouco depois de tocar a campainha, as portas se abriram para Kurt e de lá uma linda moça de cabelos dourados, apareceu.

– Olá! Você é Mary Winchester? Eu liguei ontem para saber se eu e meu marido podíamos vir visitar as crianças.
– Sim sim, eu mesma. Kurt e Blaine, certo? Por favor. — Ela abriu um pouco mais a porta, sinalizando para que o outro entrasse — Bom, eu acho que já conversamos o bastante pelo telefone ontem; podemos ir direto para as crianças, se você não tiver nenhuma pergunta.
Kurt hesitou por um momento. Perguntas ele tinha, é claro. E várias. Mas nenhuma que ela parecesse poder responder.
Mary o guiou ate o jardim de trás, onde seu marido John, organizava algum tipo de brincadeira com as crianças. Kurt não quis atrapalhar, então ficou olhando. Pensando que talvez um dia seriam ele e Blaine, inventando brincadeiras com seu filho.

– Pelo telefone você disse que não era o primeiro orfanato que vocês visitam. Não conseguiram achar a criança certa ainda? Ou só estão tendo certeza de que é a que escolheram?
– A primeira... — Disse o castanho desanimado — E já começou a me passar pela cabeça a ideia de que talvez eu desista antes que ela apareça...
– Então esqueça essa ideia, antes que ela se concretize! — Disse a moça lhe dando um tapinha no ombro — You know what; eu acho que sei de alguém que pode falar com você com mais propriedade — Ela voltou para dentro da casa e Kurt pode ouvi-la chamando "DEAN!!".

Mary voltou para o jardim acompanhada de um homem alto e de olhos tão verdes quanto os de Kurt eram azuis.
– Kurt, esse é o meu filho, Dean. Ele e Castiel tem um menino, West, e também passaram por todo esse processo e todos esses problemas que vocês estão passando, então talvez vocês possam conversar enquanto o John termina de macaquear com as crianças e nós esperamos seu marido.
Dean deu um sorriso simpático e Kurt sentiu que talvez ele realmente pudesse lhe dar alguma luz no fim do túnel.

– I'm sorry, eu pensei em virmos os dois para falar com você, mas Cas está lá em cima com o West e um amiguinho novo dele. Mas eu tento te ajudar o máximo possível.
Kurt havia conhecido Dean há não mais do que cinco minutos, mas já se sentia tão confortável em falar com alguém que passou pelo que ele estava passando que já saiu atirando perguntas.
– Como souberam que o West era o menino certo para vocês?!
– Bom... Eu não posso falar por todos os casais; mas foi uma situação muito inusitada e eu e Cas vimos isso como um sinal ou algo do tipo — Ele tomou ar e começou a contar — Nao quero ocupar muito o seu tempo contando cada detalhe da historia entao vou tentar me resumir aos fatos importantes. Um dia nos dois tínhamos ido até o supermercado comprar algo que meu irmão, Sam, havia pedido. Quando voltamos para o carro, encontramos um menino no banco de trás. Ele estava comendo um chocolate que eu ia dar para o meu marido mais tarde e parecia faminto e sujo. Nos o trouxemos para cá; procuramos sua família; mas nada. Entramos com o processo para adota-lo então e agora somos seus pais — Dean terminou, tentando conter o enorme sorriso de um pai orgulhoso — Mas ninguém nunca soube como ele foi parar no nosso carro. Cas e eu gostamos de pensar que this was just meant to be, you know?
O castanho havia prestado atenção em toda a historia, mas ainda não sabia o que responder. Uma mão então pousou em seu ombro e ele olhou para trás.
Blaine tinha chego e também pode ouvir a narrativa.

Dean olhou para o casal. Pareciam inspirados por sua historia.
– Não tenham medo de não saber que é ele, porque vocês vão saber. E saibam também que ele vai aparecer, e será a forma mais inesperada possív-- what the hell is that? — Bem no meio do circulo em que os três conversavam, havia caído o que parecia ser um hambúrguer. O loiro olhou para cima, já sabendo do que se tratava.
–CAS!! WHAT THE HELL! Se você vai cozinhar com o West, feche a janela ou ele vai fazer Tá Chovendo Hambúrguer all over again!!
– Sorry Deeeean! — Três cabecinhas apareceram lá em cima em uma das janelas.
O casal olhou para cima também, e apesar do sol; Kurt pôde ver. O azul. O azul do céu irlandês naqueles dois olhinhos.

– omg... — O castanho pensou em voz alta — Blaine! Eu sei porque fomos para a Irlanda! — Disse, puxando as mangas da blusa do moreno e o virando de frente — É ele!! Aquele menino! Ele será o nosso bebe, Blaine!!
– Como você sabe, Kurt?! Tenho certeza que ainda há varias outras crianças que talvez mereçam uma chance--
– Não, Blaine, você não entendeu. Ele estava lá quando estávamos procurando um guia turístico e agora também está aqui!
– Como ele viria de lá até aqui, Kurt? Você pode ter se confundido por causa do sol.
– Blaine, eu reconheceria aqueles olhos azuis em qualquer lugar. Ele é aquele menino solitário no canto do playground que estava observando o céu. E quando ele olhou pra mim.. Ah! Eu sabia que alguma coisa tinha mudado! Alguma coisa nele era diferente.

O moreno levou alguns segundos, mas pareceu se lembrar de Kurt parado no meio da viela irlandesa, olhando para uma das crianças em um parquinho.
– Rory? Ele é o amiguinho do West que eu havia dito. — Comentou Dean, quando percebendo a agitaçao — E de fato, ele é da Irlanda. Mas não estava conseguindo se enturmar no orfanato de lá, então nos oferecemos para passar um tempo com ele.
– Podemos ir conhecê-lo?!? — Kurt perguntou. Mas foi mais por educação, pois suas pernas já estavam o levando em direção a porta para dentro da casa antes que houvesse uma resposta.
– Claro, claro, assim vocês podem até conhecer o Cas e o West.

Mais rápido do que a etiqueta sugere, o castanho entrou e subiu as escadas, seguido por seu marido (que parecia saber conter sua enorme felicidade e ansiedade, bem melhor do que o outro).
No topo da escada alguém já os esperava. De cabelo castanho e olhos num tom mais escuro de azul do que os de Kurt; ele olhava para o casal e seu marido logo atrás.
– Castiel. — O homem estendeu a mão cumprimentando-os
– Cas, esses são Blaine e Kurt. Eles vieram ver o Rory.
Os quatro foram até o quarto ao lado, onde Cas tinha deixado os dois comendo os hambúrgueres que não haviam voado pela janela.

Dean abriu a porta e do outro lado do cômodo estavam dois meninos, de no máximo cinco anos, sentados um em cada ponta de uma pequena mesa, comendo seus lanches com as mãos e rindo (provavelmente do ketchup que cada um deles tinha, espalhado por todo o rosto).
Kurt olhou para Rory. Ele parecia tão diferente de como estava no orfanato na Irlanda. Tão feliz...
– Você pode ir até lá... — Disse Castiel. E foi quando o castanho percebeu que havia congelado ao ver o menino tão de perto — Vem. Pegue um guardanapo com o Dean. Você fica com o Rory, eu com o West.

Kurt obedeceu e devagar, se ajoelhou ao lado de Rory; que agora o olhava com atenção.
Blaine ficou perto da porta junto com Dean, e os dois observavam seus parceiros com amor; enquanto eles cuidavam dos pequenos ketchup-boys.
– Olá! — O pequeno de olhos azuis disse para Kurt.
– Olá! Meu nome é Kurt — Ele respondeu com um grande sorriso – Posso te ajudar a limpar todo esse ketchup? — O garoto fez que sim com a cabeça.
– Meu nome é Rory. Aquele é meu amigo West. Nos acabamos de cozinhar, você quer comer com a gente? — disse o pequeno entre um guardanapo e outro.
– Claro, Rory! — E Kurt pegou o pequeno prato que West lhe oferecia.

Todos eles passaram a tarde ali, comendo, correndo, pulando e brincando com os dois meninos; e quanto mais o tempo passava, e mais eles conheciam Rory, mais Kurt e Blaine sentiam que não poderiam sair dali sem aquele garoto.
Já eram sete horas e enquanto Dean e Castiel lavavam a louça dos hambúrgueres, Kurt e Blaine se preparavam para voltar para casa.
– Kurt.. Você sabe o que temos que fazer agora, certo?
– O processo de adoção?! – O castanho se voltou para o marido e este pôde ver naqueles claros olhos azuis, o brilho de sonhos se realizando. – Tem certeza? Porque nos podemos pensar sobre isso mais um pouco, discut-- Blaine se aproximou segurando as duas mãos de Kurt.
– Eu tenho certeza e sei que você também tem. Esperar só deixaria Rory mais tempo away from where he belongs. Home with us. – E se inclinou dando um beijo na testa do mais velho.
O casal não perdeu mais tempo e correram para falar com Mary. Conversas, perguntas, papelada. E cada folha assinada era um passo mais próximo de seu bebe.

Feito tudo o que podiam naquela noite para adiantar o processo, os dois finalmente chegaram em casa. E Exaustos de tanto exercício com os meninos, caíram logo na cama.
– Blaine eu ainda não acredito que estamos aqui. Que já assinamos aqueles papeis. Que muito em breve traremos aquele menino lindo para morar conosco. – Disse o castanho enquanto brincava com os dedos de Blaine entre os seus.
– Eu sei! Kurt! Seremos uma família! Pode acreditar? Quem diria... Aqueles dois meninos que se conheceram na escadaria da Dalton... Formam uma família, afinal...

Passaram mais algum tempo relembrando toda a sua trajetória juntos, até que Kurt adormeceu nos braços de Blaine, ainda sonhando com o futuro próximo que lhes aguardava.

Notas finais
Se no outro capitulo eu coloquei um toquinho de Doctor Who; agora tem mtoo Supernatural e Destiel (Meu OTP de Supernatural *-*) e até um pouquinho de Misha Collins, pq o West realmente é o filho dele - pra quem não conhece.. Agora é só eu arrumar espacinho para o meu OTP que falta, Johnlock. Wait for it. Hahaha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.