Taking Care of a Watson
1 Prólogo
— Padrinho? — Sherlock fez uma careta e riu muito alto.
— Fique calado, seu imbecil. — John revirou os olhos. — Mary está amamentando.
— Desculpe, mas... Padrinho? — Fez uma careta ainda mais cômica. — Você tem certeza que me quer como... Padrinho da sua filha?
— Quem mais poderia ser padrinho da minha filha?
Sherlock pareceu considerar por alguns segundos. Varreu sua mente atrás de alguém responsável, amigável, confiável e bom o suficiente para apadrinhar o bebê Watson... Sabia que só ele poderia fazer o trabalho.
— Ninguém além de mim pode apadrinhar sua filha, John. — Concluiu, depois de alguns minutos em silêncio. — Outra pessoa não seria confiável... Mas pensando bem...
— Eu confiaria minha vida à você, Sherlock. — Sorriu. — Não se preocupe. Você vai se sair melhor do que imagina.
— Pode confiar em mim, John. — Bateu no ombro do amigo, já pensando em se esquivar para fora da maternidade. — Não vou decepcionar você e a Sra. Watson.
— Vai começar carregando Elsa por um minuto.
Sherlock revirou os olhos e começou à se debater feito uma criança. Qualquer outra pessoa que visse aquela cena sentiria tanta vergonha alheia que deixaria o detetive escapar, mas John Watson não era qualquer pessoa, ele não desistiria tão fácil assim.
— Não posso! — Ele fugiu de John que tentava segurá-lo pelo braço. — Eu não estou pronto! Não sei como segurar um bebê recém-nascido, além de...
— Além de nada. — John levantou as sobrancelhas e segurou o amigo pelos ombros. — Se eu posso confiar em você, posso colocar minha filha nos seus braços. Você vai me acompanhar agora!
John tinha vencido. Arrastou Sherlock para perto de Mary, que amamentava uma criatura bem pequena. E que criatura linda! Tinha olhinhos brilhantes que olhavam com admiração para todos os lados querendo olhar para tudo e todos ao mesmo tempo. Sherlock teve que segurar por um momento seus sentimentos... Era o bebê Watson, futuramente a pessoa mais importante do mundo para ele. Ele soube naquele momento que faria de tudo para proteger aquela criaturinha.
A porta do quarto se abriu enquanto John ajeitava o pequeno corpinho nos braços do melhor amigo. Sherlock não se atreveu à se mover. Não queria fazer nada de errado. Tinha medo de fazer algo errado e quebrar aquela garota... Ela era tão minúscula!
— Cheguei! — Era a voz de Molly Hooper, que ia direto para perto de Mary, beijando e abraçando a amiga. — Como vai meu bebê?
— Acho que esqueci de mencionar, Sherlock... — John sussurrou, depois de ajeitar a pequena no colo do amigo. — Molly Hooper é a madrinha.
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