Taking Care

4 Jewish Origins


Notas iniciais
Espero que gostem, de verdade :DD

– Infelizmente, sim. – a menina respirou fundo.

– Isso é tão... – respirou fundo novamente, tentando conter as suas emoções. – chocante!

Maldito traidor!

Sentiu as lágrimas quererem chegar aos seus olhos, não queria chorar, contudo, havia sido enganada, traída. Ela trabalhara naquele projeto! Ele havia dito que queria levar energia para o Glades, não era isso que ele tinha em mente.

Eu o beijei, eu beijei esse cretino de merda.

Quando as primeiras lágrimas começaram a escorrer pele face alva da garota, o homem tirou a mão de seu ombro e segurou o seu rosto firmemente, beijou sua bochecha delicadamente e aproximou a boca da pequena e descoberta orelha da garota, sussurrando:

– Ei, vai fica tudo bem. – prometeu.

Sentindo-se como uma criança que precisava de carinho, Felicity agarrou o pescoço de Oliver e enterrou o seu rosto no pescoço do homem, despejando ali, todas as lágrimas e soluços que podia, enquanto o homem a apertava forte contra si, e alisava seu belíssimo cabelo loiro.

Ele sentia um aperto em seu coração por vê-la assim. Por saber que ela se importava assim. Ele sabia, naquele momento, que tinha que tomar conta dela. Ele que nunca fora bom nisso, tinha a obrigação de cuidar daquela doce e frágil mulher em seus braços. Não era apenas um instinto, ele precisava dela, precisava cuidar dela, e só conseguiria se sentir bem se fizesse o seu trabalho direito, e seu trabalho não era mais cuidar da cidade, ele precisava cuidar primeiro de Felicity.

A cidade vinha em segundo lugar.

(...)

Ele precisou respirar fundo, encarou profundamente a porta branca enquanto levava a mão a apertar a campainha. Estava mais assustado do que jamais estivera, nem no encontro que deu errado havia ficado tão surpreso.

A porta foi aberta, Oliver não teve como não notar a beleza que sua tristeza exalava. Havia uma inocência quebrada em seu olhar. Seu cabelo estava solto, seu corpo estava coberto pela roupa que usara para trabalhar, ainda estava maquiada também. Ele não sabia o que era, só não conseguia parar de encarar a beleza daquela mulher.

– Oliver... – sussurrou, abrindo um doce sorriso que começava a invadir a tristeza presente em seu olhar. – O que faz aqui?

Apesar de estar nervoso, o homem retirou as flores que segura as suas costas e entregou a mulher, com o sorriso menos galanteador que conseguiu dar, queria ser amável com Felicity, queria que ela o visse como uma pessoa gentil.

Droga, isso seria difícil.

– Soube que você se demitiu, então, decidi não deixar você ficar se remoendo em casa. – os olhos dela brilhavam, ele podia ver isso e, mesmo sabendo disso, ela não se importou.

– Obrigada. – agradeceu, pegando as rosas com delicadeza. – Quer entrar? – ele negou com a cabeça.

Uma romântica caminhada pelo parque, seria calmo e eles poderiam conversar.

– Tudo bem, vou guardar as flores e pegar minha bolsa, só um minuto. – começou a adentrar novamente a casa. – Fique a vontade! – exclamou, indo até a cozinha.

O que havia acontecido com Oliver? Desde quando ele ficara tão... romântico?

Quando voltou para a sala, Oliver ainda estava parado do lado de fora da porta, encarando o quadro de Robin Hood com um sorriso bobo no rosto. A mulher franziu o cenho, tentando entender o sentido daquela expressão que deixava o seu rosto tão magnifico.

– Oliver? – o homem passou a olhar diretamente nos olhos dela, com um olhar tão intenso que provocou um arrepio na espinha dela. – O que houve?

– Esse quadro é... – respirou fundo, sem tirar os olhos dos dela. – Intrigante. – um leve sorriso pousava sobre seus lábios. – Acho melhor a gente ir, não?

A menina simplesmente assentiu, saiu de casa e trancou a porta, seguindo-o até o carro.

(...)

– Eu não acredito que nós estamos realmente, realmente mesmo, fazendo isso! – exclamou a garota. – Parece até aqueles encontros de adolescentes que aparecem nos filmes. – as bochechas dela ficaram vermelhas imediatamente. – Não que a gente esteja em um encontro... – abaixou a cabeça, na tentativa de esconder a vermelhidão.

Oliver estava extremamente feliz.

Felicity e ele estavam sentando na ponta de um píer, ouvindo o som das águas baterem contra a enseada. Estavam tomando limonada e a garota fizera questão de deixar que a água molhasse os seus pés. Tudo parecia perfeito, exatamente como ele sempre desejou que fosse o primeiro encontro deles.

Em um momento impulsivo, o homem colocou a mão sobre a dela, apertando-a levemente.

– Realmente parece. – os olhos dela se voltaram para o rosto de traços fortes e barba por fazer. Ele sorria e mantinha aquele mesmo olhar intenso que vira antes. Os olhos azuis de Felicity estavam tão brilhantes e cheios de esperança, que ele quase não teve coragem de falar. – Eu tenho algo importante para ti dizer. – ele apertou a mão dela com delicadeza.

– Aconteceu algo? – preocupou-se.

– Ray Palmer vai perder a empresa. – sussurrou, fazendo com que ela se assustasse.

– O que? – os olhos dela se arregalaram, surpresa.

A mulher realmente queria pensar: Ele merece, ele não é uma boa pessoa. Ela queria poder pensar assim, como a maioria das pessoas, e havia vezes que ela pensava, por exemplo, quando Isabel Rochev morreu, ela teve que concordar que foi justo, apesar de odiar mortes.

De toda forma, ela não sabia se estava feliz com essa notícia. Ray, por mais mentiroso que fosse, havia sido um bom chefe e estava fazendo um bom trabalho com a empresa.

– Tudo por causa do nome! – exclamou o homem. – Quando ele transformou Queen Consolidate em Palmer's Technology houve uma quebra de contrato, pois havia uma clausula de manter a marca, então, como eu sou o segundo na linha de sucessão, Walter me emprestou o dinheiro, sexta-feira, se tudo ocorrer como os conformes, a empresa estará em minhas mãos outra vez. – sem querer, um sorriso se formou no rosto delicado dela.

Que se dane Ray! Oliver conseguiu a empresa de volta!

Em um impulso de felicidade, encostou o suco na borda do píer e abraçou o homem fortemente. Esse demorou alguns segundos para corresponder e aperta-la de mesma forma, ao tempo em que um enorme sorriso se abria em seus lábios.

– Eu estou tão feliz por você! – exclamou, soltando-o e segurando o rosto dele em suas mãos. – Sério! Isso é incrível!

Ela estava tão eufórica que Oliver não conseguiu segurar a gostosa gargalhada de seus lábios. A mulher acabou gargalhando junto enquanto seu rosto se tingia de escarlate pela vergonha do que acabará de fazer. Estava ficando cada vez mais fácil ter tantos toques e momentos bobos com Oliver.

– Isso é legal. – quando seus olhos tocaram nos de Oliver, os olhos que a encaravam com uma certa dúvida, fizeram com que ela percebesse que falara alto.

Merda Felicity, burra!

– O que é legal? – os olhos de Oliver eram tão indagativos que quase hipnotizaram a mulher.

– Você. Isso. Aqui. – fechou os olhos com força e respirou fundo. – Você ter conseguido a empresa e esse novo relacionamento que nós temos. – bufou assim que terminou de falar e franziu o nariz. – "Relacionamento". – fez aspas com as mãos.

Estava tão irritada por nunca falar as coisas como realmente queria, que não notou o olhar apaixonado que recebia do homem ao seu lado. Ele conseguia ver cada detalhe dela. Seus lábios delicados praticamente pediam que ele a beijasse, seus olhos azuis faziam com que ele se sentisse em casa, a casa que ele não tinha a anos.

Seu pai havia morrido, sua mãe havia morrido e sua irmã não era, nem perto, a boba Thea de antigamente. Sua casa havia desmoronado no momento em que o barco afundou. Pelo menos era nisso que ele acreditara até aquele momento. Ela estava, aos poucos, reconstruindo aquela sensação de estar em casa, e a sua casa era ela. Ele sabia que poderia passar horas encarando-a, passar uma vida ao lado dela, deixar tudo para trás por ela, fazer qualquer coisa por ela, pois, naquele momento ele percebeu, estava completamente apaixonado pela mulher de belos cabelos loiros e olhos azuis eletrizantes. E isso não tinha volta.

Estava na hora, era hora de beijá-la e admitir tudo o que sentia.

– Oliver? – a voz de Felicity o tirou de seus pensamentos. – Seu celular. – o homem franziu o cenho.

Antes que perguntasse o que ela queria dizer, notou o toque irritante de seu celular.

Era Barry.

– Alô? – atendeu rapidamente.

– Onde você está? Não importa, estou na cave, tenho algo importante para te falar.

– Eu estou um pouco ocupado.

– Encontramos um meta-humano em Starling City, acreditamos que ele está atrás do detetive Lance e precisamos de você e Felicity, urgente.

A chamada foi encerrada.

– Temos um problema, um dos grandes! – exclamou o homem se levantando e ajudando a mulher a fazer o mesmo.

(...)

A mulher estava simplesmente em pânico. Andava de um lado para o outro, suas pisadas eram fortes e seus olhos azuis cheios de diversas emoções. Medo. Fúria. Preocupação. E Pânico! Não entendia como havia deixado que isso acontecesse. Não havia Oliver, Roy, Diggle ou Barry. Todos haviam ido atrás daquele maldito meta humano! Ela nem lembrava no nome do maldito homem, Jerry, Gerry ou era Garry? De que importava?

No signal found!

A mulher encarou o nome que estava escrito em seu computador.

Mil vezes merda!

Ela não tinha comunicação com nenhum dos quatro homens que havia ido até de um meta-humano que cuspia fogo! Um meta-humano revoltado com a lei. Um homem que havia fugido para Central City porque havia sido descoberto pelo detetive Lance.

Apesar de ser uma judia de pouca fé, a mulher realmente estava pensando em começar a orar para que nenhum mal os acontecesse. Ela estava preocupada, muito preocupada. Talvez fosse a hora de voltar às origens judaicas, estava quase certa quanto a isso quando um homem vestido de vermelho desceu as escadas a uma velocidade sobre-humana.

– Oh meu Deus! – exclamou, correndo em direção ao homem. – Barry! – ela não pensou duas vezes em agarrar o homem e apertá-lo fortemente. – Eu estava tão preocupada! – exclamou.

– Urgh. – resmungou o homem e ela se afastou para ver o que havia acontecido.

Quando seus olhos passaram pelo corpo do homem, seus olhos se encheram de lágrimas. Barry estava com queimaduras de segundo e terceiro grau. Ele tinha a sorte de se curar rápido, contudo, sua mente estava em Oliver. Como ele estaria?

– O que houve? – perguntou dando uma boa olhada nos ferimentos. – Como você está? Onde estão os outros? Oh Deus, o que aconte... – as lágrimas estava quase escorrendo pelo rosto dela quando os braços de Barry a envolveram, em um abraço terno.

Ela estava em pânico, o que mais ele poderia fazer? Eles eram amigos.

Quando Oliver chegou, Felicity já estava bem mais calma. Tomava a água que Barry havia arrumado, e ela não fazia ideia como, e tentava restabelecer a conexão entre o computador e comunicador do homem.

Porém, não era isso que estava acontecendo ali.

Felicity estava sentada na cadeira e ao seu lado estava Barry, que estava com o braço da cintura da garota – que, diferente do que Oliver achava, só estava ali por a mulher ter surtado – enquanto essa digitava algumas coisas no computador.

Ele acreditava que estava, mais uma vez, perdendo Felicity.

– Humhum. – pigarreou, chamando a atenção deles.

Assim que virou a cadeira e viu o homem encapuzado a sua frente. Pulou como uma menininha da cadeira e correu em sua direção. Não. Correu para ele. Não ousou pular nos braços dele como fizera com Barry, contudo, teve que se esforçar muito para conseguir.

– Está machucado? Está bem? – perguntou, se segurando para não tocar no homem e machuca-lo ainda mais.

– Estou bem. – disse quase entredentes, estava se corroendo de ciúmes e insegurança. – Mas não o Roy. – seu olhar e sua voz continuaram secos. – Ele teve que ir para o hospital.

Os olhos azuis da mulher se arregalaram.

– Eu... – começou. – Me desculpe. – pediu, apreensiva.

– Pelo o que? – perguntou surpreso.

– Pelo problema na comunicação. – bufou. – Foi minha culpa. Eu deveria ter dado um jeito nisso. É A MINHA FUNÇÃO! – exclamou, nervosa.

– Felic... – antes que Oliver completasse, Diggle o interrompeu.

– Barry, acho que você deveria levar a Felicity para beber alguma coisa. – a voz de Diggle era séria.

Os olhos de Felicity se encheram de surpresa.

– Acho melhor os deixamos a sós, não acha? – a pergunta era retórica.

– Na verdade não. – murmurou. – Mas, acho que não tenho outra opção realmente. – após dizer isso, seguiu junto com Barry escada acima.

– O que você pensa que está fazendo? – a voz de Oliver demonstrava irritação.

– Simples, impedindo você de fazer alguma besteira. – um longo suspirou saiu dos lábios de Diggle. – Você está com a cabeça quente, com peso na consciência e queimando de ciúmes. Então, do mesmo jeito que sei que Felicity precisa de uma bebida, sei que você precisa se embriagar. – deu uma tapinha nas costas de Oliver. – Vai lá, Ollie... – brincou o homem. – extravasa.

– Talvez eu tenha coisa demais para extravasar... – murmurou o homem.

– Então pare de juntar ainda mais. – sussurrou o mais velho.

E então, ele foi.

Notas finais
E então?? Gostaram? Detestaram?? Seja sinceros, please!!!