Taking Back Your Love Everyday
15 Doubtful
Notas iniciais
Damon apertou o interfone, 242, era o que constava seus registros pelo menos
—Alô?
—Alô, aqui é Damon Salvatore. Estou procurando Elena.
Silêncio.
—Elena não está.
—Por favor, eu… eu preciso falar com ela. Quem fala?
—É a Bonnie.
—Ok, Bonnie eu me lembro de você, digo, eu tenho registros sobre você. Olha, eu preciso mesmo falar com ela. Preciso esclarecer algumas coisas, então por favor, se puder abrir essa porta pra que eu possa falar tudo que eu tenho pra falar.
Ele não ouviu mais nada, apenas o barulho da liberação da porta.
Ele entrou correndo, treinava o que iria dizer.
Mesmo não se lembrando de nada, Damon sabia que alguma coisa ele sentia, ele só precisa relembrar todos os dias. Fácil.
Ele bateu na porta e esperou que alguém abrisse para ele.
A porta se abriu, revelando uma Elena com a expressão séria.
—Elena? — ele perguntou
—Você sabe quem eu sou?
—Não… Digo, sim. Eu te conheço por todos os registros que tenho. Será que a gente pode conversar?
Elena abriu a porta e lhe concedeu passagem.
—O que quer falar? — Elena foi direta, sentou no sofá da sala e apontou com a mão para que ele sentasse também.
—Obrigado. — agradeceu educadamente
—Fala logo o que tem pra dizer.
—Eu queria pedir desculpas, primeiramente. Por não ter te contado da minha doença, eu peço desculpas por ter escondido de você por…
—Por mais de um ano. — ela completou, claramente chateada
—Isso, por mais de um ano. Eu realmente sinto muito. Sei que um pedido de desculpas não muda nada, mas mesmo assim eu peço.
Damon pulou de sofá, sentando do lado.
—Eu não sei explicar, mas eu sinto algo muito forte por você, meu coração acelera toda vez que vejo uma foto sua. Todos os dias eu acordo assombrado por você , tem fotos suas por todo lugar no meu quarto.
—Devia ter me contado quando me conheceu.
—Eu não sei o que eu estava pensando, mas pelo que tem nos registros, eu tive medo, medo de que não me aceitasse e que desistisse de mim.
Elena suspirou.
—Isso tudo é uma loucura.
—Eu sei. Mas olha… — ele segurou as mãos dela e olhou firme em seus olhos — Não faço a minima ideia do que você sente por mim hoje, mas tudo que eu sei é que eu sinto algo muito forte por você, e que toda vez que olha sua foto, meu coração bate forte. Eu registrei minha reação toda vez que vi sua foto, todos os dias desses últimos meses, todas as vezes eu senti algo borbulhar no meu estômago e no meu coração. Eu não prometo que vou me lembrar de você, mas eu prometo sentir, todos os dias, esse mesmo sentimento.
Elena não obteve reação.
—Diga alguma coisa, Elena.
Elena afastou suas mãos das dele.
—Eu não sei se posso conviver com isso…
—Mas você pode tentar? Se ainda existe sentimento em você, tente.
Elena suspirou e então abriu um sorriso.
—Eu posso tentar. -disse, mordendo o lábio inferior.
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2019, seis meses após Elena aceitar tentar algo com Damon
Todos os dias Damon levantava sem lembrar de nada, ele olhava os registros e então se surpreendia com tudo. Todo dia era a mesma reação, com exceção das vezes em que ela dormia com ele, esses dias eram um susto para ele. Ela ia embora dizendo que era para ele ler seus registros e então ligar pra ela, ele achava estranho que ela falava isso rindo.
Eles mantinham a boa convivência, se entendiam, mesmo com as confusões de Damon.
—Alô?
Damon tinha acabado de ligar para Elena, ele já havia lido todos os registros e estava ciente de tudo.
—Oi Damon. — ela respondeu
—Eu li tudo...eu...eu…
—Tudo bem. O que acha da gente se encontrar daqui umas duas horas?
Damon sorriu ao celular.
—Eu adoraria.
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—Então a gente tenta a mesma coisa todos os dias?
Damon coçou a cabeça, confuso.
_Sim.
—E todo dia é a mesma coisa?
—Sim.
—A gente dorme junto?
Elena riu.
—As vezes.
—E como é quando isso acontece?
Elena bebeu um gole de seu refri e mordeu uma batata frita.
—É…- ela mordeu outra batata — Meio complicado. Mas dá tudo certo no final. — ela deu de ombros
—Isso quer dizer que a gente já…
Ela olhou sério pra ele.
—Sim, nós já transamos.
—E…. eu mandei bem?
Ela caiu na gargalhada, Damon ficou sem entender por que ela achava tanta graça. Ele ficou ali, esperando que ela parasse de rir.
—Sim Dam, você mandou bem. — ela limpou uma lágrima do rosto — Eu chorei de tanto rir!
—Você fica caçoando de mim!
—Eu não estou caçoando bobinho, eu só estou apreciando sua inocência.
Damon roubou a batatinha frita que estava na mão dela e comeu.
—Ei! — reclamou ela
—Você que começou!
Eles riram, como todos os dias, Damon começara a abrir-se novamente.
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Era dia de Stefan ver os filhos, um belo domingo para dar uma volta com os gêmeos de quase um ano. Ele bateu na porta do apartamento, esperando que Caroline abrisse-a.
—Bom dia. — Caroline desejou assim que abriu a porta — Entra.
Stefan entrou, trazendo o carinho consigo e fechou a porta.
—E as crianças?
—No quarto, com a babá.
Caroline foi até o quarto, Stefan sentou-se no sofá. Ela voltou dois minutos depois.
—Estão quase prontos. -informou — Quer um suco?
—Não obrigado, estou bem.
Caroline parou na divisória entre cozinha e sala e olhou para ele, que estava sentado no sofá diagonal.
—Já faz 6 meses Stefan, não acha que já foi castigo suficiente?
Stefan se virou para ela.
—Isso não é um castigo Caroline, é uma decisão.
—Tenho certeza que você está dormindo com a Hollie Barnes.
Stefan se levantou, impaciente.
—E se eu estiver? Isso não é da sua conta.
Caroline suspirou.
—Realmente, não é. Mas no papel, você ainda é meu marido.
Stefan suspirou.
— Infelizmente.
A babá saiu do quarto das crianças, com ambos no colo.
—Eles estão prontos, Senhor. — ela informou
Stefan foi até ela, pegou os filhos e colocou-os no carrinho. Pegou as bolsas e ajeitou na parte do carrinho dedicado a essas.
—Tenha um bom dia Caroline. — disse, abriu a porta e passou com as crianças.
—Traga eles no jantar!
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Stefan passou a tarde com os filhos, todos eles, e com Hollie.
Seu relacionamento com Willie ia de bem para melhor, os dois se entendiam demais e possuíam os mesmos gostos.
—Obrigado por me acompanhar hoje, Hollie. — ele agradeceu
Eles haviam acabado de chegar no prédio onde ela e o filho moravam.
—Que nada Stefan, adoro passar o dia com vocês, qualquer coisa, é só chamar. — ela sorriu e abriu a porta do carro para sair, mas Stefan a segurou
—Muito obrigado mesmo, eu não sei o que faria sem você.
Hollie sorriu.
—Saberia sim, Stefan. Você tem Caroline e ela sabe melhor do que ninguém o que fazer.
—Caroline me traiu, errou comigo.
—Mas errou tentando acertar. Tenha uma boa noite Stefan. — ela se virou para o banco de trás, onde Hannah e Thomas dormiam na cadeirinha e Willie assistia a algum video no celular. — Vem filho, da tchau pro papai!
Willie pulou pra frente e deu um beijo no pai.
—Se cuida garotão.
Stefan deu tchau pela janela pros dois e os viu subir, então partiu para levar os gêmeos para casa. Ele demorou aproximadamente 30 minutos dirigindo até a casa de Caroline, sua antiga casa, o trânsito estava péssimo.
Ele estacionou o carro, retirou o carrinho, pegou os gêmeos com cuidado e os colocou no carrinho.
—Boa noite, senhor Salvatore. — desejou o porteiro
—Boa noite, seu Nazir.
—Passeio com as crianças hoje?
—Sim.
Seu Nazir sorriu e acenou para Stefan, que acenou de volta do elevador. Ele bateu na porta do apartamento, que ao se abrir revelou uma Caroline muito séria e brava.
—Era pra você ter chego no jantar!
—Eu sei, me desculpe. Eu passei pra deixar Hollie e Willie em casa e o trânsito estava uma loucura…
—Não interessa. — ela abriu a porta — Se eu disse que era pra ter trazido meus filhos no jantar, era pra ter trazido eles no jantar!
—Desculpe, e para de gritar.
—Eu não estou gritando. A babá já foi, como vou cuidar deles sozinha agora em?
Stefan resistiu por um momento.
—Já que eu sou o culpado, eu posso ficar e ajudar.
Caroline arqueou as sobrancelhas.
—Você?
—Eu.
Ela riu com deboche.
—Você não aguenta o tranco.
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Caroline fez Stefan trabalhar duro, ela só observou enquanto dava diversas ordens de como cuidar do gêmeos. Ás 21:30, os gêmeos adormeceram, cada um no colo de um dos pais.
—Vem, vamos colocar eles no berço.
Caroline e Stefan se dirigiram ao quarto dos gêmeos. Ele não pode deixar de notar como o quarto estava diferente, fazia tempo que ele não entrava ali, nunca tinha se atrasado antes. Além dos berços, que agora estavam posicionados na lateral da parede esquerda, havia uma cama de solteiro bem arrumada na outra lateral.
—Tem dormido aqui? — perguntou Stefan, colocando a filha no berço e cobrindo-a
—Sim.
— Porquê?
—Shiu.
Ela terminou de colocar Thomas no berço, cobriu-o. Eles saíram do quarto, deixando a porta um fresquinho aberta. Stefan se sentou no sofá, Caroline foi até a cozinha e pegou uma garrafa de vinho e duas taças.
—Trouxe um vinho. — informou, sentou-se ao lado dele e colocou um pouco nas duas taças. Entregou uma taça a Stefa e bebeu um gole da sua.
—Não respondeu minha pergunta. — ele disse entre um gole e outro
—Que pergunta?
—Você é loira, mas não é burrinha. — ele riu
—Quer saber por que eu não durmo no nosso antigo quarto, não é isso?
Ele bebeu mais um gole antes de responder.
—Exatamente.
—Não achei prudente… e também é melhor ficar com gêmeos, já que estou sozinha. — ela olhou de soslaio para ele
—Aham. Você não queria é ficar com nossas lembranças, relembrando tudo sozinha naquele quarto. — ele riu, estava apenas zoando
—Na verdade, é exatamente isso.
Stefan parou de rir e a encarou. Caroline o encarou também.
—Foi besteira perguntar, desculpe.
—Foi besteira responder. — ela suspirou e desviou o olhar — Você pode fugir, eu não.
—Eu não quis fugir, eu só quis…
—Só quis esquecer que eu existia, porque estava puto comigo. -ela completou e olhou pra ele
—Você errou Caroline, o que queria que eu fizesse? — ele terminou o último gole da taça e encheu mais um pouco
—Queria que entendesse meu lado! Queria que estivesse aqui comigo pra ver os gêmeos darem a primeira risada, a primeira comida sólida, os primeiros passos, você só descobriu isso depois!
—Você me privou de ter isso com o Willie!
—Quem privou você disso foi a Hollie! Eu só tirei 6 meses dele de você.
—Seis meses foi muito tempo Caroline, eu poderia ter conhecido ele melhor, além do mais você não me contou que estava pagando pensão por mim.
—Não é isso que um casamento? Compartilhar?
—Casamento também inclui honestidade.
Caroline virou sua taça, não deixando para trás nenhum gole.
—Eu errei tentando acertar. — justificou — E eu já pedi desculpa.
—Desculpas já não adiantam mais.
—Não tem volta né? — ela o encarou
—O que? — ele olhou para ela
—Nós dois.
Stefan ficou em silêncio, eles continuavam a se olhar.
—Nunca mais. — ele respondeu em um sussurro
—Nunca? — ela perguntou em outro sussurro, enquanto se aproximava mais dele.
—Nunca.
Foi a última coisa que saiu da boca de qualquer um dos dois naquela noite.
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