Take on Me
34 Sorry not Sorry
Notas iniciais

Anna
Estacionei o carro e sai correndo em direção ao hospital. Sarah vinha logo atrás, colada em meus calcanhares. Ao passar pela porta, vi Rumlow com sua equipe, ele abriu a boca para falar algo, mas o impedi de continuar, só exigi saber onde estava Fury e ele indicou o lugar.
Ao encontrar a sala abri a porta e vi Steve, Natasha e Hill, os três não falaram nada, somente voltaram a olhar à cirurgia. Fui para o lado da Hill e também observei. A situação parecia feia, dava para ver que as chances eram poucas.
— Ele vai sobreviver? — Perguntei para Steve.
— Eu não sei.
Engoli seco, aquela resposta não era a que eu esperava.
— Me conte sobre o atirador. — Pedi.
— Ele é rápido. Forte. — Steve lembrava dos detalhes. — Tinha um braço de metal.
Por alguns segundos, meu olhar desviou para a Stark que chegou à mesma conclusão: era o mesmo cara que a sequestrou.
— Balística? — Questionei a Hill.
— Três projéteis impossíveis de serem rastreados.
— Fabricação soviética? — Quis saber de Natasha.
— Sim.
Abri a boca para fazer mais perguntas e então um dos enfermeiros avisou que Fury estava entrando em colapso.
Os médicos faziam o possível para salvá-lo, nenhum esforço foi desperdiçado, porém não parecia ser o suficiente, nada funcionava. E, de repente, os médicos pararam de tentar, aquilo foi um soco em meu estômago.
— Hora do óbito: uma e três da manhã.
Encarei o corpo sem vida de Fury por alguns segundos antes de sair da sala, parei no corredor e encostei-me à parede. Sarah veio em seguida e parando à minha frente.
— Eu sinto muito Anna. — Disse colocando a mão sobre meu ombro.
Não disse nada, apenas assenti. Logo Steve se juntou a nós, parecia abatido e triste.
— Anna…
— Agradeço. — O interrompi, já sabia que ele diria. — Se não se importarem quero ficar sozinha. Aproveitam o tempo e se acertem. — Os dois se olharam. — É sério, brigar por causa da SHIELD é burrice.
Me afastei dos dois e fui andando pelos corredores devagar, precisava de um tempo para mim, precisava de um tempo para processar. Fury era como um tio. Não éramos próximos, como eu sou com Coulson, mas ele sempre estava lá para me ajudar.
Se eu tivesse sido a primeira a ser chamada eu o teria levado para o mesmo lugar para onde Coulson foi levado e trazido de volta à vida e, talvez, Nicky Fury poderia estar vivo agora.
Com a morte do diretor da maior organização de segurança do mundo, saber em quem confiar ficava difícil. Coulson até poderia estar vivo para mim, mas para o mundo ele continuava morto. Alexander Pierce, cada pedaço de mim não gostava dele, talvez por ser burocrático demais. Eu só poderia contar com Sarah e Tony, ninguém além deles, se alguém do governo desconfiasse dos meus poderes, seria usada como cobaia em qualquer experiência bizarra. A proteção dos Stark era a minha única chance de me manter longe dos cientistas.
Parei de andar ao ver a equipe do Rumlow e alguns policias. Parecia que todos já sabiam do ocorrido. Peguei o celular e vi a hora, Fury estava morto a meia hora. Mandei uma mensagem ao Coulson, sabia que não responderia na hora, mas desejava que respondesse.
Resolvi voltar para onde todos estavam e devo admitir que fiquei aliviada em encontrar o casal em melhores condições. Quem visse, não notariam que eram um casal, os dois sabiam muito bem esconder o relacionamento.
— Anna. — Chamou assim que me viu. — Quer um pedaço? — Ofereceu a barra de chocolate que comia.
Peguei e mordi, não estava com fome, mas seria bom ocupar a boca e não precisar falar. Notei Natasha mais afastada, encostada na parede. Pensei em ir lá falar algo, porém, desisti. Encostei numa parede, afastada alguns metros. Sarah veio ficar comigo, enquanto Steve ficou com Natasha.
Sarah só falava o essencial, o que eu agradecia. A companhia dela, foi o suficiente para passar por essa tristeza. Hill apareceu algumas horas depois para informar que podíamos ir nos despedir de Fury. Não me mexi, continuei onde estava. Sarah deu dois passos e me encarou, estranhando minha atitude.
— Pode ir, Natasha. — Digo.
Quando os três saíram e deixaram nós duas, Sarah voltou e cruzou os braços.
— Por que não foi?
— Porque não há necessidade. — Respondi. — Não vai mudar a última vez que o vi. — Soltei um suspiro e encostei a cabeça na parede. — E não precisa me olhar como se eu fosse cair em lágrimas.
— Eu sei que é forte demais para isso. — Seu celular começou a tocar, pegou e olhou para a tela. — É o Tony, um momento.
Ela se afastou, me deixando sozinha. Fiquei encarando a parede, minha cabeça começou a doer e já sabia que ia piorar. A porta se abriu, Natasha saiu e logo depois Steve, nenhum de bom humor. Os dois trocaram poucas palavras até Rumlow interromper. Falou algo que fez a ruiva se afastar. Em seguida, ele se afastou do Steve e veio até mim.
— Você e a senhorita Stark tem que vir até a SHIELD.
— Tudo bem, vamos só precisar voltar para casa e…
— Não. — Disse me interrompendo. — Irão junto com a gente.
— Por que essa pressa?
Ele não me respondeu, só saiu andando para minha raiva. Sarah voltou não entendendo nada, expliquei o ocorrido e fomos em direção onde Rumlow havia saido. Nenhuma de nós duas havia entendido o motivo, mas pensamos a mesma coisa: tem algo muito errado.
[...]
Sarah olhou para a tela do celular pela décima vez e nem tinha passado cinco minutos, ela soltou um suspiro de irritação e se levantou, começou a andar de um lado para o outro na sala. Fomos colocadas em uma sala e sem explicação de o porquê tínhamos de ficar aqui dentro até nos chamarem.
A garota estava entediada e frustrada, ela não ficava parada, nunca na verdade. Meus olhos passaram na sala para que ela pudesse fazer algo, mas não tinha nada. Levantei e abri a porta, um dos homens do Rumlow estava na porta, Jack Rollins. Ele estava com cara de entediado, como sempre e ao me ver, se endireitou.
— Agente Petrov, precisa de algo?
— Por que temos de ficar aqui dentro? — Perguntei, já que não tínhamos respostas, perguntei a ele.
— Proteção à senhorita Stark.
— Eu já estou num lugar seguro, ficar trancada numa sala não vai me deixar mais segura. — Disse Sarah se metendo na conversa.
— São ordens de cima.
— Posso pelo menos ir até o carro pegar o livro que deixei lá? — Indagou a jovem esperançosa.
— Não.
Ela soltou um grito de frustração e se afastou. Fechei a porta para conversar melhor com ele, e encostei na mesma.
— Me fala, por que tudo isso?
— São ordens do Secretário de Defesa.
— Alexander Pierce? — Questionei sem entender.
— Ele assumiu o comando da SHIELD. — Explicou o agente. — Sua ordem foi manter a Stark aqui.
Logo em seguida, ele foi chamado pelo ponto. Escutei passos e virei, e sorri ao ver quem era.
— Olá, agente Williams. — Cumprimentei
Claire Williams, era agente do mesmo nível que eu, porém mais nova. Era muito bonita, seus olhos azuis sempre brilhavam, como se escondessem um segredo. Seus cabelos, longos e castanhos claros sempre estavam presos, exceto em ocasiões especiais.
— Agente Petrov. — Sorriu e voltou-se ao Jack, que tinha terminado de falar. — Foi avisado?
— Sim. — Virou-se para mim. — Agente Williams ficará no meu lugar.
Ele se afastou indo em direção ao elevador. Assim que ficamos sozinhas, ela soltou um suspiro.
— Precisam de algo Ana? — Perguntou já sabendo a resposta.
— Sair daqui seria uma boa. — Respondi. — Eu não entendo pra quê trancar a gente aqui.
— Nem eu, a ordem que recebi foi render o Jack. — Explicou sabendo menos que eu. — Não posso deixar vocês soltas por aí, mas se quiserem algo.
— Sarah queria um livro que deixou no carro. — Pedi. — A garota não consegue ficar parada por muito tempo sem algo para fazer.
— Podemos ir lá pegar. — Ela olhou no seu lado direito. — Iremos pelas escadas, porque se formos de elevador, ele não vai sair do lugar, pois irá nos identificar.
— Tudo bem. — Abri a porta e vi Sarah perto da janela. — Pirralha, vamos pegar seu livro.
— Como convenceu ele? — Perguntou se aproximando.
— Agradeça à ela.
Quando viu a agente, sorriu em agradecimento. Durante o caminho, fomos conversando, nada referente a morte de Fury ou o que estava acontecendo. O assunto parecia no momento ser proibido, algo que não deve ser comentado até saber exatamente o que aconteceu. Somente, eu e Sarah, tínhamos ideia de quem foi, mas não tínhamos conseguido falar sobre isso entre nós ou com alguém.
Claire foi a primeira a entrar na garagem, olhou em volta e notou não ter ninguém. Fez sinal para que eu fosse na frente. Mesmo conversando, reparava tudo em volta, como Claire também. Estava tudo muito quieto nessa parte.
Chegamos onde estava o carro. Destravei e Sarah abriu a porta do passageiro. Encostei no carro, enquanto aguardava ela encontrar o livro. Claire, foi para meu lado e virou o rosto como se estivesse observando, mas sabia que tinha outra intenção.
— Capitão Rogers está sendo interrogado pelo Pierce. — Sussurrou.
— Pierce fazendo pessoalmente? Será que ele acredita que Steve fez isso?
— Não sei, mas daqui para frente as coisas devem mudar.
Sarah voltou, finalizando a pequena conversa.
— Muito obrigada Agente Williams. — A Stark agradeceu mostrando o livro. — Pelo menos vou passar o tempo até entender essa palhaçada.
— Os Miseráveis? — Questionou Williams soltando uma risada. — Leitura leve.
— Super leve. — Comentei.
Logo em seguida escutamos barulho e vimos Steve correndo em direção a sua moto, que estava à poucos metros de nós. Sarah deu dois passos para frente e o chamou assim que ele chegou e montou na moto. Steve encarou Sarah, parecia que ambos tiveram uma conversa silenciosa por alguns segundos, até escutar o barulho da porta da garagem se fechando.
O herói me encarou e ficou sério.
— Proteja Sarah!
Ligou a moto e deu partida. A garota tentou segui-lo, mas a segurei. Não sei o que estava acontecendo, mas faria o que havia mandado. Claire falou algo no ponto, porém, não prestei atenção, estava segurando a Stark e a acalmando.
— Agente Petrov e Senhorita Stark. — Nos chamou. — Por favor, me acompanhem.
Claire abriu a porta, Sarah foi a primeira a entrar, eu fui em seguida e a agente por último. Entramos na sala, não havia ninguém no momento. Coloquei Sarah sentada numa poltrona e sentei ao seu lado. A jovem estava muda e quieta, o que estranhei. Olhei em volta procurando uma jarra de água, mas não tinha. Meus olhos foram para a mesa a nossa frente, tinha papéis espalhados, mas não consegui ler. A porta se abriu novamente e dessa vez foi Pierce quem entrou.
— Agentes Williams, por favor, saia. — Mandou Pierce. — Depois conversamos.
— Se for por ter saído da sala, a culpa foi minha. — Disse Sarah.
Pierce ignorou o que ela disse e fez sinal para Claire sair.
— Você também, Agente Petrov.
— Não, Anna fica. — Sarah colocou a mão no meu braço e virou-se para encará-lo.
— Tudo bem. — Ele foi até a poltrona do outro lado da mesa e sentou. — Meu nome é Alexander Pierce, sou o Secretário de Defesa.
— O que aconteceu? — Perguntei.
— Capitão Rogers mentiu para nós.
— Mentiu sobre o quê? — Questionou Sarah.
— Ele tem informações sobre a morte do diretor Fury e se negou a revelar.
Nos olhamos espantadas com o que ouvimos. Steve não tinha ideia de quem atirou em Fury, as únicas que tinham uma ideia éramos nós duas e não tínhamos falado com ninguém sobre isso. Não precisei ler sua mente para saber que era para manter isso só para nós.
— Senhor Pierce, como pode ter certeza que Steve sabe essas informações? — Indagou a mais jovem.
Ele encostou na poltrona e encarou Sarah de um jeito estranho.
— Porque eu sei. Como também sei que você e Capitão Rogers são mais que amigos.
Ela abriu e fechou a boca.
— Como sabe disso? — Questionei.
— Fury colocou escutas no apartamento do Capitão Rogers.
Puta Merda!
— Por isso queria que eu ficasse trancada naquela sala? Para que Steve obedecesse à tudo?
— Para sua segurança. — Respondeu. — Não sabíamos se os responsáveis do assassinato de Nick sabiam a relação de vocês.
— O que vi acontecer com Steve? — Sarah perguntou fechando os olhos e passando os dedos na testa.
— Ele se tornou um fugitivo e iremos caçá-lo. — Declarou firme. — Sei que é difícil o que irei pedir, mas se ele entrar em contato preciso que nos avise.
— O quê? Quer que eu o entregue? — Coloquei minha mão sobre a dela e mandei uma mensagem telepática, pedindo para concordar. Ela me encarou e eu assenti. Sarah bufou e concordou. — Tudo bem, se ele entrar em contato, aviso.
— Ótimo! — Expressou não muito confiante. — Agente Petrov continuará responsável por sua segurança, mas colocarei mais alguns agentes.
— Por que? — Perguntei.
— Não sabemos quem mais está envolvido e não queremos uma repetição do que houve com a senhorita Stark há alguns meses.
Ele me culpou pelo sequestro de Sarah, não dei uma resposta como queria, mas meu olhar foi o suficiente. Não estava gostando nada do que estava acontecendo, tinha algo muito errado. Li sua mente e só pensava em capturar Steve.
— Eu estava cercada dos maiores heróis da Terra e isso não impediu que acontecesse aquilo. — Falou Sarah irritada. — Se você acredita que seus homens me protegerão melhor que os Vingadores, quem sou eu para contrariar você.
Ele fechou a cara e se levantou, aproveitamos e também o fizemos.
— Acho que terminamos a conversa.
Ele nos acompanhou até a saída, estava prestes a sair, quando ele me chamou.
— Senhorita Stark, preciso trocar algumas palavras com a agente Petrov. A agente Williams e os outros agentes lhe acompanharão até o carro. — Sarah olhou para mim e acenei para continuar. Pierce fechou a porta e apoiou na mesma. — Tenho uma missão para você.
— Qual?
— Se ver ela fazer algo suspeito, me informe imediatamente.
— Não posso fazer isso, minha missão é de protegê-la e não espioná-la.
— Você trabalha para SHIELD e não para os Starks, está na hora de provar se é uma agente, ou uma babá. Onde está sua lealdade, agente Petrov?
[...]
Logo em seguida mais quatro entraram e verificaram cada cômodo. Sarah entrou e jogou o livro com tudo no sofá, fazendo um grande barulho, fazendo o agente virar com a arma.
— Ele não está aqui! — Exclamou Sarah irritada.
A Stark foi em direção ao quarto e eu a segui. Temia que ela matasse algum deles e piorasse mais ainda sua situação.
— São ordens, senhorita Stark. — Explicou o outro agente dentro do quarto dela.
— Ordens idiotas. — Murmurou em resposta.
— Sarah, por favor. — Pedi.
— Tudo bem. — Ergueu as mãos em derrota. — Não esquece de olhar de baixo da cama, quem sabe ele não se escondeu lá. — Cruzou os braços. — Aproveitando que está aqui, vê se tem monstros escondidos também.
O agente a ignorou e finalizou a revista. Fui até a porta e tranquei, ela só arqueou a sobrancelha estranhando minha atitude. Fiz sinal para ela sentar e ela acatou.
— Precisamos ter uma conversa.
— Anna…
— Steve é considerado um criminoso, e procurado pelo governo. — Digo a interrompendo. — Por isso, quero que coopere com a SHIELD.
— Você está de sacanagem comigo? Acredita mesmo nisso?
— Sarah, você precisa compreender. A SHIELD está tentando pegar o responsável pelo que aconteceu com o Fury. Então vou precisar que você nos ajude.
— E ajudar prendendo Steve? Nem fudendo. — Levantou e passou por mim, destrancou a porta e a abriu — Agora, espero que compreenda que quero ficar sozinha.
— Tudo bem. — Concordei e andei até a saída. — Mas espero que entenda no final tudo isso.
Ela bateu a porta com força, mostrando a raiva. Sabia que ficaria assim, mas sei que irá fazer tudo que eu mandar.
— Ela vai precisar de um tempo. — Comentou um dos agentes.
— Sim. — Concordei. — E então?
— Estamos de olho em tudo.
Peguei o celular e digitei rapidamente, o tempo estava passando rápido e não estava ao nosso favor. Apertei o enviar e guardei o aparelho, não teria resposta no momento. Me afastei e fui até a janela ver a vista, pensando nos próximos passos.
Demorou um tempo para tentar conversar com Sarah, ela se trancou na oficina depois que saiu do quarto. Fiz um lanche para ela, estava preocupada de não ter comido nada e sei que ela quando foca em algo, se esquece.
Sai da cozinha, com a bandeja e fui até a oficina, os agentes estavam espalhados pelo apartamento. O agente que estava na porta, acenou para mim antes de bater na porta.
— Não enche o saco! — Gritou irritada.
— Olha como você fala comigo! — Exclamei de volta. — Trouxe um lanche para você.
A porta se destrancou e ela abriu. Entrei e a vi, mexendo em algo na mesa, não consegui identificar. Aproximei e coloquei a bandeja ao seu lado e no mesmo instante agarrou o sanduíche que fiz.
— Obrigada. — Agradeceu.
— De nada. — Encostei na mesa e a encarei. — O que você está inventando agora?
— Nada demais. — Respondeu e deu de ombro. — E quero me desculpar por mais cedo.
— Tudo bem, não se preocupe. — Digo e coloco minha mão em seu ombro. — Entendo, mas preciso que me entenda.
— Certo.
— Coma e depois descanse.
Afastei-me dela, mas parei quando ela me chamou.
— Fala.
— Obrigada por tudo. — Agradeceu se aproximando de mim.
— Não agradeça. — Pedi. — Eu sempre vou protegê-la, não esqueça disso.
Ela sorriu, logo em seguida levantou a mão e tocou no meu pescoço, senti um choque forte e logo depois desmaiei. Quando acordei, estava deitada no sofá e com a cabeça doendo, parecia que eu estava de ressaca. Sentei e toquei onde fui acertada, menina inteligente.
— Agente Petrov? Tudo bem? — Perguntou Agente Williams.
— Só com dor. — Respondi e vi que ela esticou a mão com um copo de água, balancei a mão negando. Olhei em volta e vi que estava uma bagunça e não fui a única que estava ferida. — O que houve?
— Sua protegida fugiu. — Explicou sentando no meu lado. — Ela te eletrocutou e depois apagou o resto.
— Sozinha? Não sei o que dizer.
— Que tal orgulhosa? — Perguntou e sorriu.
O celular dela tocou e atendeu, disse algumas palavras e me entregou.
— Agente Petrov, como está?
— Estou bem, senhor.
Não estava surpresa de ser o Pierce.
— Como deixou isso acontecer?
— Eu a subestimei. — Expliquei e pude escutar sua irritação. — Não pensei que faria isso.
— Venha imediatamente para SHIELD.
— Sim, senhor. — Finalizei a ligação e devolvi o aparelho. — Me dá uma carona, agente Williams?
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