Take on Me
26 Not Strong Enough
Notas iniciais

Natasha bateu com as duas mãos na mesa em frustração, desde de manhã cedo estava interrogando o mercenário preso por ter tentado sequestrar Sarah. Ele somente dizia saber o nome do responsável.
— Eu estou ficando sem paciência. Você parece saber de mais coisas. – Ela pegou a cadeira e sentou. – Olha, os Vingadores estão atrás daquela porta e louquinhos para entrar. Quem devo deixar entrar? Thor? Hulk? Ou Stark? Ele deve ter uns brinquedos para testar em você.
— Eu já disse tudo que sabia. Não sei mais nada, eu juro. – Respondeu o mercenário passando a mão no rosto, ele estava cansado depois de ter sido acordado logo no início da madrugada e levado para a central. – Te dei a porra do nome de quem me contratou. Se ele foi encontrado morto, não posso fazer nada.
— Eu não acredito em você. – Ela levou a mão no ponto ao escutar ser chamada – Ok, já que comigo não vai falar nada, com algum deles falará.
Levantou e saiu da sala, depois abriu a porta e entrou na qual se assistia o interrogatório e encontrou Anna de costas, observando o criminoso pela janela do vidro. Os ombros estavam rígidos, mostrando claramente suas emoções.
— O que faz aqui? – Indagou, curiosa.
— Eu vou interrogá-lo. – Respondeu, se virando.
Havia olheiras grandes, Petrov não tinha conseguido dormir imaginando como estariam Sarah e Melinda.
— Melhor não. – Contrariou a ruiva antes de passar a mão nos olhos.
— Ela tem minha ordem. – Informou Nick Fury entrando na sala. – Agente Petrov vai conseguir a informação.
Anna não esperou mais nenhuma palavra e se retirou da sala, em direção à próxima. Natasha cruzou os braços e encarou a cena nada satisfeita com a ordem. Não duvidava da capacidade da amiga, mas ela tinha mais experiência.
—Fury, Anna está envolvida demais.
— Você também, agente Romanoff. – Rebateu o líder, andando até parar em frente à janela e olhando para o tablet em sua mão.
— Não, não estou. Eu sei separar muito bem as coisas.
— Ela vai conseguir as informações. Agora, peço que se retire da sala. – Mandou sem olhá-la.
— Senhor?
— Eu disse para sair. Você não vai assistir esse interrogatório.
A ruiva comprimiu os lábios e saiu sem falar uma palavra. O líder da organização levantou os olhos ao ver Petrov entrar, apertou no tablet onde desligou a gravação de áudio e câmera. Ninguém teria provas do que aconteceria dentro daquela sala e a única testemunha seria ele que levaria para o túmulo o segredo de Anna. Voltou a prestar atenção nos acontecimentos da sala.
Petrov sentou-se e esticou as pernas em cima da mesa, cruzou os braços e encarou o mercenário.
— É de você que todos comentam na base? – Questionou com um sorriso enigmático. – Devo admitir que estava muito curiosa para conhecê-lo. Escutei falar de você o tempo todo. Meu nome é Annabelle Petrov.
— Olha, se veio aqui saber mais informações, está perdendo seu tempo. – Avisou se ajeitando na cadeira. – Já falei pra ruiva tudo que sei.
A agente soltou uma risada sarcástica, o que pegou o mercenário de surpresa.
— Claro que não perdi meu tempo, porque você vai me dizer o que quero saber.
Ela abaixou as pernas e segurou uma de suas mãos, ele tentou tirar do seu alcance, porém, não conseguiu e ela só aumentou o sorriso.
— O que...?
— Você vai me dizer tudo e será porque quer. – Disse o interrompendo.
Ele a olhou assustado, não entendendo nada o que estava acontecendo.
— Não, não tenho nada a fa... O que você... – Sua voz soou confusa. – Ok, existe mais alguém.
— Nome. – Pediu Anna.
— Eu não sei, só o vi uma vez. – Respondeu sem desviar o olhar dela.
— Quando o viu?
— Não lembro.
Ela pegou sua mão e colocou entre as suas. Notou que eram grandes, mostrando o quanto era forte, porém, ela sabia que era mais e não fisicamente.
— Eu realmente não queria fazer do modo mais difícil, mas você não me deixou escolha.
Anna fechou a porta satisfeita e deu de cara com a Natasha e Fury no corredor. A ruiva não estava nada satisfeita de ter ficado de fora.
— O que conseguiu? – Perguntou sem rodeios a russa.
— Uma descrição. Irei fazer o desenho para o sistema buscar.
— Bom trabalho. – Elogiou o diretor antes de entregar o tablet para Anna. – Sabe o que fazer.
Afastou-se das duas, as deixando sozinhas.
— Como conseguiu? O que você fez? — Indagou a ruiva
— Desculpe, mas se eu te contar terei que te matar. – Respondeu dando tapinhas no ombro. – E não quero fazer isso. – Completou antes de seguir no corredor, não esperando uma resposta. – Preciso só fazer mais uma coisa antes de irmos. Aguenta ai.
Anna olhou para o tablet onde indicava a sala que deveria ir. Nick já deixara separado o lugar para ter privacidade. Demorou alguns minutos para chegar, assim que entrou, verificou se estava mesmo sozinha e então trancou a porta.
Já tinha um bloco de desenhos e lápis a aguardando. Apoiou o tablet para ficar em pé e apertou para chamar a pessoa.
Pegou o bloco e o lápis, deixou seus dedos criarem vida. Anna não era uma artista, mais aprendeu o suficiente para fazer desenhos de pessoas. Começou quando criança, para escapar da vida que tinha, ter algo para distrair sua mente daquela vida, que mais parecia um inferno em vários momentos.
— Anna! – Gritou uma voz masculina no tablet.
A moça deu um pulo e encarou a tela.
— Oi, Coulson. – Cumprimentou com um sorriso sem graça. — Desculpe, estava trabalhando aqui.
— Te chamei quatro vezes. Mundo da Lua?
— Quase. – Respondeu voltando para o desenho. – Consegui uma pista e estou terminando ela.
— Conseguiu fazer o cara falar? Não me diga que foi...
— Sim. – Respondeu o interrompendo. – Foi necessário, senão não chegaríamos a lugar nenhum.
— Eu fico orgulhoso que esteja tentando aceitar esse seu lado. – Disse sorrindo. – Sei que ainda tem medo de sair do seu controle, mas acredito em você.
— O problema é que eu não confio em mim. – Retrucou terminando o desenho. – As memórias são um lembrete constante. – Soltou o lápis em cima do papel. – Eu não quero um bis de tudo que fiz. Ainda posso escutar os gritos de desespero e quando olho para minhas mãos... – Olhou para as mesmas. – É difícil acreditar no que elas já fizeram... O que podem fazer. Se eu tivesse mais segurança em mim, quem sabe o sequestro não teria acontecido.
Fechou os olhos e aqueles momentos passaram em sua mente. Não adiantava enterrar, elas sempre voltavam. Os olhos sem vida da única pessoa que se importava naquele lugar a assombrariam para sempre.
— Não vai acontecer de novo. Você não é mais aquela garota assustada. – Declarou seriamente. – Já é um avanço o que faz hoje em dia. Sei o que prometemos naquele dia, nós três, mas os tempos mudaram e ninguém fará nada a você.
— Não tenho medo dos outros, mas de mim. – Levantou o papel e mostrou o retrato. – Esse é o cara que participou indiretamente da primeira tentativa de sequestro.
— O sistema já está procurando. – Avisou antes de levar a mão atrás do pescoço. – Anna, ninguém pode saber sobre mim.
— E ninguém saberá. Eles vão perguntar sobre vocês e não planejo contar. No entanto, um dia terá de contar.
— No momento certo. – Parou ao aparecer uma ficha em ambas as telas. – Aqui tem um possível nome. Iremos procurar mais informações.
— Vou levar para o Tony. Qualquer coisa, me mande uma mensagem.
— Digo o mesmo.
[...]
Louise estava em pé, encarando a grande tela nada feliz. Estava irritada, cansada e preocupada. Ninguém tinha achado nenhuma pista, era como se Sarah e Melinda tivessem desaparecido no ar. E para piorar, os Vingadores resolveram manter as garotas trancadas no prédio, deixando nenhuma delas felizes. Jane e Darcy ficaram nos laboratórios, Pepper no escritório trabalhando, já a namorada do arqueiro foi para a sala de reuniões, para poder ajudar o grupo em paz.
Ela não queria ser apenas uma carga ou outra preocupação, ela queria ajudar e sabia que podia. Mesmo sendo uma simples dona de café, a moça conhecia pessoas, por causa da sua família e até mesmo amizades.
Um jovem de cabelos negros, olhos azul-claro que lembravam muito uma pessoa importante na vida da moça apareceu na tela. Sua expressão não era boa e logo ela interpretou como péssimo sinal.
— Olá, irmãozinho. – Cumprimentou dando um sorriso triste. – Já sei, nada.
— Oi, Louise. Sim, infelizmente não consegui nada. – Respondeu passando a mão nos cabelos. – Conversei com meus contatos, mas nada. Elas podem estar ainda no país, seria arriscado sair quando estão vigiando todos os meios de saída.
— Eles já deviam prever isso, Thiago, não arriscariam ficar no país. – Disse levando o dedo nos lábios. – Vou falar com outras pessoas.
— Eu já disse uma vez e digo de novo: você devia ter virado agente. – Falou apontando para ela. – Você não trabalha no meio e tem contatos.
— Thiago, já tivermos essa conversa. Vou falar com o papai, com o Jack e...
— Pera! Você vai falar com o Jack? Primeiro: Clint sabe? Como você tem o número dele? Jack é procurado por todos os governos. Ele pode ser nosso “primo” – Fez aspas com as mãos. – Mas ainda é um homem perigoso.
— Tchau, irmãozinho e cuidado. – Então desligou quando Thiago acenou.
Ela apertou outro comando e logo seu pai apareceu. Diferente do seu irmão, que puxou a mãe, Louise tinha várias características do pai. Um homem sério e elegante, seus cabelos não eram mais negros como os da filha, já estavam grisalhos, seus olhos castanhos eram sérios, o peso do seu trabalho já estava estampado em seu rosto envelhecido, porém, ainda charmoso.
— Louise, você está bem? – Questionou com seu forte sotaque britânico. – Nick me contou o que houve.
— Estou sim, pai.
— Está num lugar seguro? Preciso enviar meus homens de segurança?
— Estou bem e não precisa. Estou na Torre dos Vingadores, o lugar mais seguro do mundo, pode ficar tranquilo.
— A festa tinha os heróis e duas garotas foram sequestradas. Realmente está segura com eles. – Ironizou senhor Collins.
— Pai! – Chamou num tom severo. – Diga-me que tem alguma informação. Sei que ainda não falou com o Fury.
— Eu ia perguntar como sabe, mas deixa. Nenhuma notícia, tem uma equipe procurando pela Grã-Bretanha, caso tenham vindo pra cá. Não acredito que estejam aqui. – Contou antes de levar a mão no queixo. – Vou falar com o Rogers e ver se tem algo acontecendo no submundo aqui. Caso eu descubra algo, vou lhe comunicar imediatamente, assim você já informa aos heróis.
— Vai quebrar protocolo, pai? – Questionou arqueando a sobrancelha, surpresa.
— Eu imagino o que o senhor Stark e o pai da outra moça devem estar passando.
A moça sabia que era referente à missão onde conheceu o Clint.
— Tudo bem, obrigada, pai. Sei que deve estar ocupado, não vou tomar mais seu tempo.
Acenou em despedida e encerrou a ligação. As notícias não estavam nada boas, decidiu primeiro ligar para sua amiga, sabia que não se falavam há muito tempo, porém, não negaria ajuda. Levantou e parou perto da tela com os braços cruzados.
— Sammy. – Saudou, sorrindo.
— Chefinha! – Chamou a amiga.
Samantha Claire Cuthbert era amiga de infância de Louise. As duas se conheceram graças à amizade de seus pais, que trabalharam juntos quando estavam na Guarda Real, porém, os dois se afastaram quando cada um foi para uma agência de Segurança. Sr Collins para a SHIELD e Sr. Cuthbert para o MI6. As duas só se reencontraram um tempo depois quando foram estudar juntas e foi assim até a universidade.
Os pais de ambas só se aproximaram depois de assumirem posições elevadas nas agências. Mesmo com a distância grande, ambas permaneceram amigas. Diferente da namorada do arqueiro, Sammy seguiu a carreira do pai e hoje era uma agente de campo.
Cuthbert tinha aparência oposta da amiga, com os cabelos loiros, longos e ondulados, com olhos verdes claros e lábios finos que sempre estavam com um sorriso simpático.
— Já te disse pra não me chamar assim. – Rebateu, fechando a cara.
— Prefere patroa? Não, isso é coisa de casal e fica estranho. – Comentou, rindo. – Faz tempo que não dá sinal de vida. Barton te deixa muito ocupada?
— A vida que está me deixando ocupada. – Respondeu dando os ombros. – Deve saber da novidade.
— Sim, da herdeira Stark e sua amiga. O MI6 soube, porém, não vão se meter já que a SHIELD declarou assunto deles. – Explicou num tom entediante. – Seu pai podia ser legal e dividir o trabalho.
— Deve ser ordem de cima. Como ela é cidadã inglesa achei que trabalhariam juntos. – Comentou seriamente. – Preciso de um favor. Preciso de informações, algo que ligue com as duas garotas.
— Sabe que se eu for pega, posso ter problema? – Louise acenou em entendimento. – Posso dar uma investigada, mas vou querer algo.
— Seu pai resolve esse problema. – Respondeu dando os ombros – Esperava isso de outra pessoa, não de você. O que você quer?
— Somos amigas, mas quero vantagem. – Explicou, rindo. – Quero que me apresente ao Capitão América.
— Posso fazer isso, mas saiba desde já que ele é comprometido.
— Nem todas as mulheres se jogam aos pés dele. Eu quero conhecê-lo porque o admiro. Cresci ouvindo suas histórias heroicas, sabe disso. – Explicou. A moça sempre admirara o herói, que era uma lenda viva. – Assim que tiver algo te mando.
A amiga desligou. Faltava uma única pessoa e ela deixou para o final. Por algum motivo, sentiu que ele teria alguma informação. Tinha de ter cuidado para que não soubesse sobre o paradeiro dele, isso seria péssimo para ela.
Voltou a se sentar e pegou seu celular, discando o número. Ela levou ao ouvido, virou a cadeira, ficando de costas para a porta e colocou os pés em cima da mesa.
— Minha querida Louise. – Disse a voz masculina sensualmente.
— Jack. – Cumprimentou um pouco seca.
— Sentiu saudades?
Jack era seu primo de criação, seu tio havia adotado depois da morte do seu amigo. Mesmo depois da morte de sua mãe e a mudança para Nova York, manteve contato. Quando adulto, entrou para a SHIELD, porém, logo saiu da agência e virou um assassino, atualmente era um dos mais procurados.
A família escondia sua ligação, cortando os laços. O pai de Louise o procurava e tentava prendê-lo, mas nunca tivera sucesso. A moça era a única com quem ele mantinha contato, visto que ele não escondia seu interesse por ela.
Seu irmão, Thiago, desaparecera durante uma missão e ninguém conseguia localizá-lo. Jack descobriu e avisou a moça, mas pediu algo em troca: não cortar ele de sua vida. Desde então eles mantinham contato e aquilo não agradou nem um pouco o namorado dela.
— Não. Nem um pouco. – Respondeu, revirando os olhos.
— Assim quebra meu coração, querida. – Contou, fingindo tristeza. – Meu pobre coração não aguenta essas palavras.
— Sem enrolação. Sabe algo do sumiço da filha do Tony Stark e sua amiga?
Ele ficou em silêncio por alguns segundos pensando sobre a pergunta. Isso serviu de alerta para ela.
— Pode ser, mas eu quero algo em troca.
— O que?
— Um beijo. – Respondeu. – Um grande beijo.
— Tá de sacanagem.
— Por que não? Normalmente peço dinheiro, uma grande quantidade, mas você é uma pessoa especial.
— Stark pode pagá-lo.
— Não, não quero dinheiro. – Disse num tom entediado.
— Eu tenho uma proposta melhor: Você me conta e eles não vão atrás de ti.
— Sei que você está ligando sozinha, nem seu namoradinho sabe.
— Estou ligando na frente deles. Nesse momento Jarvis já te localizou – Blefou a morena. – Antes que possa arrumar suas coisas, eles já estarão ai.
— Isso é mentira. – Rebateu, não acreditando.
— Quer apostar? Nosso acordo é de não cortar a comunicação, nunca foi sobre te proteger.
— Você não fez todo esse tempo, não faria agora.
— Agora tenho motivos. Então me diga o que sabe. – Mandou, irritada.
— Você seria uma ótima agente ou mercenária. – Disse rindo. – Não tenho certeza que são elas, mas escutei sobre um voo clandestino em que tinha a presença de uma lenda. Dizem que é uma imitação do cara.
— Mais alguma coisa?
— Eles foram de barco antes de encontrar o avião em alto mar. Eu soube de um cara que soube de outro cara que tem envolvimento com eles. – Contou antes de parar e ela pôde escutar barulhos de papéis. – Antes que pergunte o nome do cara, ele é conhecido como Rufulus. Você pode encontrá-lo no bar Irmã Margaret. Às vezes vai lá para relembrar o começo da carreira, não duvido estar essa semana.
— Obrigada.
— Não precisa me ameaçar. O beijo foi uma brincadeira... Não totalmente. – Declarou. – Mande um olá ao seu namorado, me conte como ele se sente sendo só o cara do arco e flecha?
— Tchau, Jack. – Desligou sem esperar a resposta, virou a cadeira e deu de cara com seu namorado. – Há quanto tempo está aqui?
Clint estava com uma expressão séria, não tinha gostado do que escutara da conversa entre os dois.
— Tempo suficiente para saber que fala com aquele cara. – Respondeu balançando a cabeça – Eu não gosto do seu envolvimento com ele.
— Não goste, mas aceite. Consegui uma pista, não me deu cem por cento de certeza, mas é melhor que nada.
— A que custo?
— Um beijo – Respondeu se levantando e passou pelo arqueiro que estava surpreso – E não acho que seja no rosto.
— O que? Nem por cima do meu cadáver! – Exclamou, ciumento. – Eu devia achá-lo e entregá-lo. Isso se não acertar uma flecha antes, pelos seus comentários idiotas
— Gavião, relaxe antes que seu cabelo fique branco. Fique tranquilo que não vai rolar beijo, eu o ameacei e ele falou. – Contou rindo da atitude. – Agora vamos encontrar os outros e dar a notícia.
— Não brinca com essas coisas. – Disse antes de segui-la.
[...]
Todos se reuniram na sala, onde Louise e Anna – que havia acabado de chegar com Natasha – passariam as informações e logo todos descobriram ser a mesma pessoa. A namorada do arqueiro se retirou, deixando o grupo, já que isso não era seu assunto.
— Como podemos ter certeza se ele vai estar nesse bar? – Indagou dr. Banner arrumando o óculos.
— Não temos. – Respondeu Clint. – O problema é que ele falou que deve estar lá essa semana.
— Tudo bem, eu vou até lá. – Contou Stark se levantando da cadeira. – Sou o pai e tenho que resolver isso.
— Isso, vai mesmo. – de forma debochada e sínica, Petrov concordava com Stark. – Nem vai fazer o cara fugir. – continuava a debochar. – Afinal, você é nada mais, nada menos que O Homem de Ferro e isso não vai assustá-lo nem um pouco. – O herói olhou feio em direção a agente. – Olha, pra mim, nenhum de nós devia ir atrás desse cara.
— Você já tem uma ideia pelo visto. Conte-nos. – Pediu Steve.
— Fury tem uma equipe e eu já passei a informação por mensagem para eles. – Explicou. – É uma equipe nova, mas com os melhores, eles são bons de verdade.
— Você quer que eu confie numa turma que acabou de se formar na academia da SHIELD?! – Exclamou o palyboy, irritado.
— Stark, fica quieto – Pediu Natasha – Quem está nessa equipe?
— Que tal começar citando A Cavalaria. – Respondeu, cruzando os braços.
— Me convenceu. – Disse o arqueiro levantando a mão.
— Quem? – Questionou Capitão, curioso.
— Uma das melhores agentes que já vi. – Contou a ruiva. – Achei que ela tinha se aposentado, trabalhando no escritório.
— Tinha, mas ela está de volta à ação e está nessa equipe a pedido de uma pessoa e, antes que perguntem quem, não faço a mínima ideia, ninguém quis me contar. – Disse passando a mão no cabelo, não querendo revelar sobre o Coulson. – Temos também o Ward e dois nerds. – Enumerou os outros integrantes. – É uma ótima equipe e só trabalham nos casos complicados e aceitaram esse caso por ser sua filha. – Olhou Tony. – Eles a conhecem e gostam muito dela.
— Acho uma boa ideia. – Concordou Banner – Assim que tivermos mais informação, localizaremos a nave e descobriremos para onde foi. Não perderemos tempo.
Stark vendo que era o único contra o plano, fez careta de irritação.
— Vamos ficar a postos. – Apontou o dedo para Anna. – É para eles nos avisarem primeiro, Fury não precisa saber antes.
— Sim, Capitão. – Concordou batendo continência para o líder do grupo.
[...]
Sarah e Melinda entraram na sala, a mais jovem não podia negar que estava bem equipado, mas nada comparado à oficina do prédio. Tinha duas mesas, ambas com dois computadores, papéis e canetas, uma lousa transparente. O Barão entrou acompanhado do Soldado, que mantinha-se um passo atrás.
— Aqui encontrará tudo que precisar e, se mesmo assim faltar algo, é só pedir para o Soldado que ele irá providenciar imediatamente. – Comunicou Von Strucker apontando em volta. – A papelada está em cima da mesa, os arquivos nos computadores e, antes que tentem comunicar os heróis, saibam que não tem internet nos aparelhos. – Contou sorrindo. – O Soldado ficará o tempo todo na sala e ele tem ordens de ferir a senhorita Graham caso faça algo suspeito, Senhorita Stark. Bom divertimento.
— Divertimento seria bater na sua cara. – Retrucou, zangada.
— Vai ser divertido conviver com o humor Stark. – Pronunciou antes de sair da sala.
A porta foi fechada, Melly sentou na cadeira em frente à mesa e observou que sua amiga ainda estava em pé encarando a sala. Era maior que o quarto, porém, passava uma sensação ruim ali dentro.
— Esse lugar dá medo. – Comentou a mais velha. – Parece que aconteceram muitas coisas ruins aqui.
— E eu não duvido. Esse lugar parece um tipo de sanatório. – Concordou Sarah e virou-se para o soldado. – Como é que vamos falar com ele, se não entende nossa língua?
— Ele deve chamar aquele cara para traduzir? – Sugeriu a morena apoiando o braço na mesa e o queixo na mão. – Acho melhor não provocar.
— Não gosto daquele cara, na verdade não gosto de ninguém daqui, mas especialmente aquele cara. – Então se aproximou e parou em frente ao homem que estava encostado na parede ao lado da porta. – Ok, você fala russo, infelizmente não tive tempo para aprender. Você também não fala meu idioma. Não acho que alguém como você só fala uma língua. – Esperou alguma resposta, mas ele permaneceu mudo. – Por sorte falo outras línguas, três na verdade, sem contar meu idioma oficial.
— Sarah, acho melhor você colocar essa bunda na cadeira e mexer nessas coisas. Ele pode estar com o rosto tampado, mas posso sentir seu olhar assassino. – Expressou com medo.
— Relaxa, eu só preciso descobrir como me comunicar. Afinal, é nossa babá. – Colocou as mãos na cintura. – Fala francês? – Perguntou no idioma, no entanto, não obteve resposta. – Ok. E espanhol? – Indagou no idioma, mas o soldado manteve-se em silêncio. – Alemão? Sabe você tem cara de quem fala, babá invernal.
Ele só cruzou os braços, porém, isso não a amedrontou, mesmo parecendo mais assustador.
— Sarah. – Falou a outra num tom de aviso.
— Acabaram mesmo as opções, Melly. – Lançou um olhar frio em direção ao homem. Virou-se de costas e deu alguns passos em direção à amiga.
— Precisa melhorar a pronúncia, красивый. – Falou o Soldado Invernal pela primeira vez em alemão.
Sarah parou de andar e virou o rosto, seriamente. Mesmo a última palavra tendo sido em russo, a garota ficou aliviada ao saber que podia se comunicar com ele. Assim podia tentar tirar alguma informação que viria a ajudá-las.
— É bom saber que vai entender quando eu te mandar se ferrar. – Declarou, sorrindo.
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