Take on Me

28 I know you've suffered but I don't want you to hide


Notas iniciais
Hey people o/ Olha quem chegou, a sua Lady favorita -qqqqqqqq Peço mil desculpas pela demora, mas vocês sabem como é. Ambas andam ocupadas, mas o importante eu sempre volto! Vou deixar umas coisinhas nas notas finais, então LEIAM! Sem mais demora Boa Leitura

Sarah

Estava sentada na mesa, balançava as pernas para frente e para trás e empurrava minha comida pelo prato com o garfo. Não estava com muita fome e eu não gostava daquela comida, meu estômago ficava pesado depois. Pedi para o barão outra coisa para comer, nem que fosse só sanduíche, mas ele negou, falou que ali não era um hotel.

Uma das primeiras coisas que faria quando voltasse para casa era pedir uma comida boa, qualquer coisa, só algo que não fizesse meu estômago doer. Ainda tinha esperança que logo sairia, mesmo tendo passado várias semanas ali. Sabia que estavam nos procurando, Steve e Tony não desistiriam de continuar. Tentava me manter calma, não só para não fazer alguma coisa errada, mas pela Melinda, que vinha se mantendo forte também. Se eu desabasse, sabia que ela ia logo em seguida. Mas, em alguns momentos, o desespero batia, como naquele dia em que o Soldado socou a janela.

No final acabou valendo a pena, acabei descobrindo uma pista. Tínhamos descoberto algumas coisas daquele lugar: era no meio de uma floresta, num possível hospital desativado e adoravam carregar em temperos e molhos fortes nos seus alimentos. Aquele último parecia inútil, afinal, como podia ser uma pista? Mas podia significar o tipo de comida que as pessoas daquela região comiam. Claro que tinha grandes chances de o cozinheiro ser estrangeiro, no entanto, não acreditava. Agora eu e minha amiga estávamos tentando descobrir o nome do lugar, se realmente fosse um tipo de hospital, devia ter algum sinal do nome daquele lugar.

— Já acabou? – Perguntou Dimitri rudemente.

Acordei dos meus pensamentos e o encarei feio. Eu nunca odiei alguém como a ele, nem o síndico do prédio onde eu morei era tão insuportável como ele. Aquele cara adorava pegar no meu pé, me apressando, e quando vinha o Barão junto, tinha vontade de mandar para o quinto dos infernos. Os dois achavam que era só estalar os dedos que o problema estava corrigido, claro que eu dava uma enrolada, porém, demoraria.

— Não, não terminei. – Respondi no mesmo tom. Levei o garfo até a boca onde tinha um pedaço de bife. – Quando terminar, te entrego o prato, empregada.

— Não me chame assim. – Mandou, irritado. – Não aprendeu nada naquele dia.

— Aprendi que você é aquele tipo de cachorro que só late, mas não morde ninguém. – Contei rindo.

Antes que pudesse rebater, a porta foi aberta, nem me virei para saber quem era, fitei a parede na minha frente. Não era difícil de adivinhar que era o Soldado Invernal, parou ao meu lado e deu algumas ordens ao chato.

— Você ainda vai ver do que sou capaz. – Avisou Dimitri antes de sair da sala.

Sorri pelo chato ter saído, infelizmente, não veria do que ele era capaz. Sabia que o único que tinha ordem para fazer algo era o soldado, então, só tinha que temer a ele, o que não iria acontecer. Ao lembrar que o Soldado estava na sala, meu sorriso desapareceu. O clima não estava ruim como antes, existia um pouco de tensão entre nós.

Coloquei o prato no meu lado e pulei para fora da mesa. Eles tinham trazido a máquina mais cedo, por ordem do Barão, para eu ver com meus próprios olhos e mexer para descobrir o problema, já que ele pensava que eu estava tendo dificuldade. Mal sabia que em poucos dias descobri o defeito.

Não trouxeram o equipamento todo, só a parte da energia, onde tinha o problema. O que não compreendi, o principal que deveriam ter trazido, não trouxeram. A fonte dessa energia, que devia ser algo bem poderoso. A máquina estava em cima da mesa e, ao lado, o tablet com a planta da mesma. Peguei e fiquei observando o desenho. Barão ia ficar tão espantado com minha pequena surpresa: uma pequena bomba que ia torrar todo o circuito assim que fosse ligada. O único problema era caso eu ainda estivesse em cativeiro quando aquilo acontecesse, devia sofrer consequências graves.

Coloquei o tablet e mexi em algumas peças que estavam ao lado da máquina. Fui pegando cada uma e analisando. Estava tão distraída que esbarrei numa das peças e caiu no chão, o barulho foi alto o bastante para me assustar, foi uma sorte não ter caído no meu pé.

Sem eu ter reparado, o Soldado tinha se aproximando, se abaixou e pegou o objeto. Quando se levantou e me entregou, não consegui esconder minha surpresa: ele estava sem óculos, revelando seus olhos azuis frios e vazios. Pensei ter visto algo, um vislumbre de algum sentimento, porém, acho que foi minha imaginação.

— Obrigada. – Murmurei em agradecimento.

Coloquei junto com as outras e resolvi abrir a máquina.

— Já que a Melly não está aqui, terá que me ajudar. – Informei. – Pode pegar a caixa de ferramentas, Darth Vader?

— Darth Vader? – Indagou, se afastando e indo em direção à caixa.

— Sim, eu estava pensando em apelidos para você e acho que ele combina contigo. – Expliquei, pegando uma ferramenta da caixa em sua mão – Tudo bem que no segundo filme da ordem cronológica ele perdeu o braço direito, mas no terceiro...

— Quem é ele? – Questionou, me interrompendo.

— Você não o conhece? – Ele acenou em negação. – Não assiste filme? Darth Vader é um dos melhores vilões já criados. – Respondi, voltando ao trabalho. – Me lembrou do...

Parei na hora. Não queria falar do Steve e ainda mais para ele. Não sabia o quanto sabia sobre minha vida, não queria que usassem ele para fazer mais alguma coisa.

— Do...?

— Um conhecido que estuda comigo. – Respondi, dando de ombros, e estiquei a mão, apontando para a outra ferramenta. – Estou surpresa em vê-lo sem os óculos. – Comentei. – Acho que a parte ruim é a inferior do seu rosto.

— Não tem nada de errado no meu rosto. – Rebateu um pouco irritado.

— Se você diz. – Falei.

Eu estava curiosa para ver seu rosto. Tinha a sensação de ser até bonito, muito bonito. Ok, por que eu estava imaginando aquilo?

Voltamos ao silêncio, eu trabalhando e ele me ajudando. Então lembrei de um personagem que até caia bem como apelido a ele e comecei a rir.

— Está rindo do que?

— Eu pensei num outro apelido.

— Qual? – Perguntou curioso e não sei se escutei certo, mas tinha até um toque de animação na sua voz.

— Capitão Gancho. – Respondi apoiando as mãos na mesa. – Ele é um dos meus personagens favoritos.

— Quem é ele?

Estava ficando preocupada. Em que mundo aquele cara vivia?

— Ele é o arqui-inimigo do Peter Pan, da história com o mesmo nome. – Respondi.

Ele somente acenou. Esse cara é muito estranho! Voltei a mexer na máquina e encontrei uma peça que aparentava estar quebrada.

— Posso fazer uma pergunta? – Recebi o silêncio como reposta. – Eu sei que tecnicamente já fiz uma pergunta, mas qual é seu nome? – Novamente o silêncio.

O olhei e o vi franzir as sobrancelhas em confusão. Ele soltou a peça que pedi para segurar e virou o rosto.

— Eu não sei meu nome. – Sussurrou num tom triste.

— Você não sabe? Como você não sabe?

— Só me chamam de Soldado Invernal.

Voltou a me encarar, mas daquela vez seus olhos estavam tristes. Senti meu coração apertar. Como alguém podia não saber o nome?

— Isso não é nome, está mais pra codinome. – Levei minha mão para meu queixo e cocei. – Já que não tem nome, posso sugerir um?

Ele acenou em afirmação.

O que eu estava fazendo? O cara era o inimigo e eu estava ali ajudando a escolher um nome? No entanto, parando para pensar, era uma informação importante. E se ele foi sequestrado quando criança e foi treinado para isso? Eu podia conseguir sua confiança e trazê-lo para o meu lado. Garantia descobrir dados sobre si, quem sabe até de sua família. Se eu prometesse aquilo, ele podia nos ajudar a sair dali ou passar informações da nossa localização aos heróis.

— Anakin é o nome de Darth Vader e você não tem cara de Anakin. – Ele acenou, concordando. – Lembrei agora do Robocop, não sei porque, acho que é por causa do braço, mas o nome também não combina. Deixa eu pensar...

— Qual o nome do Capitão Gancho, красивый? – Indagou, curioso.

Por que senti um arrepio ligeiro quando me chamou assim? O jeito que falava soava tão diferente, quase como uma melodia. Pelo menos sentia que não era um xingamento, mas um elogio. Ok, melhor eu focar no assunto e eu não sei como não pensei no nome do Gancho.

— James. Capitão James Hook. – Acenei concordando com a escolha. – James combina com você.

Ele levou a mão na cabeça e fechou os olhos. Será que estava sentindo dor? Estava prestes a pôr minha mão em seu ombro, mas ele segurou meu pulso. Seus olhos foram ao meu rosto e depois foram até meu pulso, onde estava a pulseira que ganhei de Steve. O soldado soltou algumas palavras em russo – que suponho ser xingamento por causa do tom usado – e me puxou para segui-lo. Ao sairmos da sala, deu ordens para os dois homens que estavam vigiando e me arrastou pelos corredores.

Meus olhos passavam por tudo, quem sabe podia ver algo que indicasse que lugar era aquele. Mas nada, nenhuma dica. De repente paramos, ele abriu uma porta e me empurrou para dentro, logo em seguida, entrou e fechou a porta. A sala era pequena, continha somente armários velhos. Quando meus olhos caíram nele, engoli em seco. Senti o pânico invadir meu corpo, o que ele faria comigo? Ele veio em minha direção e eu fui andando para trás até bater na parede, o Soldado apoiou as mãos na parede, em cada lado do meu corpo.

Minha expressão estava séria, por dentro, temia o que ele faria. Encarei seus olhos, seu rosto foi se aproximando do meu. O que ele ia fazer? Pegou minha mão e apontou para o pingente do escudo.

—Isso?

— O que tem o escudo? – Indaguei sem entender.

— Esse símbolo? De quem é? – Perguntou, irritado.

— Capitão América. – Respondi tentando entender o que estava acontecendo.

— Capitão América... – Sussurrou soltando minha mão e virando o rosto.

— Vai me dizer que também não conhece? – Ironizei.

Soltei uma risada, aquele cara era muito estranho.

— O que são essas cenas? Quem é esse cara? – Voltou a me encarar. – O que você está fazendo com a minha mente?

— Do que você está falando?

O soldado pegou meus braços, mas não com força.

— Um homem. Cabelos pretos curtos, um bigode e tem a mesma risada que você. – Respondeu sério. – Ele parece com você.

— Não sei de quem fala. – Falei rapidamente.

Realmente não fazia ideia, na verdade, não pensei muito.

— Você é uma bruxa? Coloca essas imagens na minha cabeça.

— Já fui chamada disso, mas figuradamente. – Falei rapidamente a última parte ao sentir apertar meus braços. – Eu não tenho nada a ver com o que está acontecendo com sua mente.

Olhou bem fundo nos meus olhos, provavelmente procurando algum sinal de mentira e pelo visto não encontrou nada, então, me soltou. Falou algo em russo e socou o armário. Pulei com o susto e quando vi o estado que ficou o armário, só imaginei quanta força tinha esse braço de metal.

— Acabou o interrogatório? – Questionei e passei a mão onde ele apertou no meu braço. Ia ficar roxo.

Estava tão focada no que estava fazendo que não o vi se aproximar novamente. O soldado levou a mão até a minha e tocou. Seus olhos estavam tão arrependidos, seu toque foi gentil, o que fez eu me afastar involuntariamente. Foi suficiente para voltar a si e seus olhos voltaram ao normal, frios.

Não faz isso.

— Vamos voltar, красивый. – Mandou, dando as costas.

— Claro, Gancho. – Murmurei, concordando.

Antes que pudesse seguir, o armário chamou minha atenção. Ele tinha conseguido quebrar a porta, não sei como não desmontou o móvel com o impacto que teve. Notei que tinha várias coisas dentro: papéis, envelopes, caixas pequenas, mas havia algo ali que valeu a pena ver.

— Vamos. – Ordenou já com a porta aberta.

Sorri antes de me retirar da sala. Finalmente tive uma pista de onde estava.

[...]

À noite, voltei para a cela, entrei e me sentei na cama. Melly saiu do banheiro, suas feições estavam melhores, pelo menos sentia menos dor. Ser mulher não era fácil. Esperei ela deitar e acenar discretamente para ir ao banheiro. Assim que entrei, tranquei a porta por segurança. Sentei em cima da tampa do vaso e mexi no rolo de papel higiênico, e em poucos segundos encontrei um pedaço de papel no meio, com a caligrafia da Melly.

O único jeito que encontramos de nos comunicar era com bilhetes no banheiro, acreditamos que aqui era o único lugar sem câmera e podíamos trocar informações.

Antes que a Melly utilizasse, eu entrei e escrevi a informação: havia um envelope com um brasão e deu para notar que era brasão de hospital, com as informações que tínhamos, podia concluir que era um sanatório desativado. Só assim para ser tão isolado.

Desdobrei o papel e comecei a ler. Tive de segurar um grito de alegria já que ela começou a contar que descobriu algo. Ia indicar Melinda para trabalhar na S.H.I.E.L.D., ia virar uma grande espiã. Minha amiga tinha ido para o ambulatório para lhe darem remédio, ela ficou numa maca, esperando, viu uma placa antiga em cima de um dos armários e conseguiu ver o nome do lugar. Ao ler o nome, segurei a respiração, não acreditando.

Só que tinha uma coisa muito estranha naquilo tudo, se eu estava na Alemanha, por que eles falavam russo?

[...]

Narrador

May e Ward desceram do avião enquanto o restante do grupo ficaria aguardando o retorno de ambos. Coulson queria acompanhá-los, porém, os dois encontrariam Thiago, irmão de Louise, para pegar as informações. Eles viajaram até Londres, já que, segundo o que encontraram no apartamento de Rufus, pousariam no país.

May notou um carro afastado e um jovem sentado no capô. Acenou para seu companheiro e os dois foram em direção ao automóvel.

— Agente May e Agente Ward. – Cumprimentou o mais jovem, tirando os óculos de sol.

Ela só acenou.

— Agente Collins. – Disse Ward. – Espero que tenha notícias boas.

— Depende do ponto de vista. – Contou, balançando a cabeça. – Eles realmente pousaram aqui, encontramos até o avião, no entanto, não encontramos nenhuma pista.

— Então, não temos certeza se estão aqui. – Disse May, neutra.

— Aí que vem a possível notícia boa, eles não estão aqui na Inglaterra. – Os dois o olharam sem entender. – Uma amiga minha trabalha para a MI6, me informou que um avião suspeito saiu daqui no mesmo dia e, infelizmente, não conseguimos rastreá-lo.

— Não é uma notícia boa, agente Collins. – Reclamou o mais velho.

— Como disse: depende do ponto de vista. Mais um lugar a cortar da lista de possíveis países que elas podem estar. – Deu os ombros. – Enviei os relatórios da perícia do avião.

— Obrigada. – Agradeceu May antes de dar as costas.

— Agente Ward! – Chamou, o impedindo de seguir sua companheira. – Posso falar uma coisa? – Ele acenou em concordância – Isso me fez lembrar de uma missão que estudei na Academia. Do assassinato do general austríaco em Berlim e que ninguém descobriu o culpado, mas sugeriram ser o fantasma.

— Garoto, não acredita que seja a mesma pessoa, não é? – Questionou num tom de deboche.

— Por que não?

— Ele é só um mito, não existe. – Desconversou. – História para “assustar” os novatos como você.

— Thor era um mito também e, olha só, ele é real e bem real. Londres não vai esquecê-lo tão cedo. – Comentou, não gostando de como foi chamado. – O novato tem um suspeito, e você, velhote?

— Meus companheiros desconfiam do "fantasma", mesmo eu não acreditando. – Comentou irritado. – E eu não sou tão velho.

— E eu não sou novato. – Rebateu descendo do capô. – Se precisarem de algo, é só chamar e, caso eu tenha mais alguma informação, repasso para vocês.

Ward se afastou e andou calmamente em direção à aeronave. Precisava avisar a Hydra sobre as últimas informações e saber o próximo passo que tomaria. Olhou para trás e viu o carro se afastando, ia pedir para alguém dar outra missão para o mais novo, sentia que ele podia atrapalhar os planos que tinham para Sarah Stark.

Notas finais
OMG! Sarcy está acontecendo ♥ Eu vejo muitas fics colocando a OC o nomeando de James, sem explicar de onde a personagem tirou. Só duas fics me convenceram. E eu resolvi fazer minha versão, mas com mas sentido. O que acharam? E onde raios estão as duas? Dica: O lugar esta na história da Anna, "The Story Of My Life". Thiago já sacando quem foi o responsável pelo sequestro. Quem não lembra, Thiago é personagem de outra história minha "The Lady of the Night". Estou postando uma nova história em parceria com minha queria amiga @DoutoraEstranha, mais uma dos Vingadores: https://spiritfanfics.com/historia/lover-fighter-6708883 Chegamos a 401 favoritos da história o SF (outro site que posto) e por isso darei um presentinho a vocês: O banner do próximo capitulo: http://i.imgur.com/y4ZkaHa.gif E um pequenino spoiler do que vai acontecer "- Obrigada, James. – Agradeceu num sussurro. — Ninguém vai mais te machucar.- Levou o pulso até a mascara , como tivesse beijando. – É uma promessa. " A outra surpresa vai ser só no grupo da fic (assim que terminar de atualizar nos sites), então se você quer saber, só clicar no link: https://www.facebook.com/groups/451659868377730/ Não deixem de me contar o que acharam. Podem me chamar por MP, estou a disposição Beijos e até o/