Take me Home - Um Amor Pra Toda Vida
4 Capítulo 4 - Dúvidas
Notas iniciais
“De repente a campainha toca, Niall foi abrir a porta. Era meu pai. Meu pai? O que ele tava fazendo ali?
– Carol, vem, a bolsa da tua irmã rompeu. Estamos indo para o hospital!”
Me levantei , de um tchau rápido para todos e saí correndo. Só pude ouvir Louis comentando:
– Lá vai ela correndo de novo!!!
Entramos no carro e fomos para o hospital, as contrações estavam bem próximas, era mais ou menos 3 horas da manhã quando Kate nasceu. Ela era muito linda, tão pequenina, tão fofa, ficamos todos babando em volta dela.
Então, meu telefone toca.
– Alo?
– Alo, Carol? É o Liam.
– Liam? – estranhei, Liam me ligando quatro horas da manhã.
– Pois é, peguei teu telefone com o Niall, liguei pra saber se deu tudo certo com o bebê.
– Ah, sim. Nasceu faz uma hora mais ou menos. Tá tudo bem sim. Ela é um amor, você precisa ver que gracinha.
– Que bom, agora posso dormir sossegado, estava meio preocupado.
– Ah, Liam, obrigada por ter ligado. Quando a bebê for pra casa te aviso pra você ir conhecê-la.
- Vou adorar, boa noite. Beijos.
– Beijos, Liam.
Ai que fofo, se dar ao trabalho de me ligar essa hora pra ver se tá tudo bem. Decididamente o Liam é perfeito... Minha mãe ficou no hospital com a Kelly e a bebê e meu pai, meu cunhado e eu voltamos para casa, já estava amanhecendo e eu estava muito cansada, com muito sono. Cheguei em casa e fui direto pra cama.
Acordei meio-dia, desci e já estavam almoçando, meu pai comentou que depois do almoço iriam ao hospital, falei que também queria ir. Meu telefone tocou.
– Oi Carol, é o Niall, tudo bem?
– Oi, seu chato, tudo bem e você?
– Bem, eu preciso falar com você. Você dar uma passa aqui em casa?
– Quando?
– Agora, pode ser?
– Tá, Niall, to terminando de almoçar, já vou ai. Bjos
. — To te esperando, bjos.
Terminei de almoçar e sai sem falar com ninguém lá de casa. O que será que o Niall queria. Mal toquei a campainha e o Niall já abriu a porta.
– Oi, Niall. O que aconteceu afinal.
– Quero te perguntar uma coisa e preciso muito, muito mesmo que você seja sincera. – Niall estava sério, que estranho.
– Fala logo, o que aconteceu?
– Foi você que me mandou isso? – Niall apontou para uma caixa de bombons imensa, toda enfeitada, linda de morrer.
Então ele pegou um cartão que veio junto com a caixa. E leu pra mim.
“Niall, te amo demais e um dia você será meu”
Olhei pra ele e ele estava com uma cara... não sei dizer se era de apavorado, ou de curioso, só sei que era muito engraçado.
– auauhiahiau Niall. Você acha mesmo que eu faria isso? – falei quase enfartando de tanto rir.
– Não foi você, então?? — Perguntou todo sem graça.
– Niall, você sabe que somos amigos, tenho você como um irmão. E pensei que pra você também fosse assim. – falei abraçando ele.
– Mas pra mim também é assim, te adoro como se fosse minha irmã. Mas, sei lá, nunca tinha recebido nada dessas coisas. Como você foi a única pessoa que conheci nesses dias....
– Olha, Nini, não fui eu mesmo. Mas isso vai ser legal, pois a gente vai ter que investigar... quem pode ser?? — sentei no sofá.
Ele olhou para o relógio e falou:
– Claro que vamos investigar, mas só depois, agora tenho que ir ao dentista para apertar o aparelho. Já estou atrasado.
– Nossa, eu tenho que ir ao hospital, tinha até me esquecido! Saímos juntos e Niall pegou o carro e saiu, enquanto eu fui para casa. Tentei abrir a porta, droga, tava trancada. Toquei a campainha, nada. Ah não, será que eles foram sem mim? Peguei o telefone e liguei para meu pai, ele disse que me procuraram e não me encontraram e decidiram ir sem mim mesmo. Mas falaram que não iam demorar, era pra eu dar um tempo do lado de fora mesmo.
– Droga, muito legal eu ficar aqui que nem uma tonta esperando do lado de fora! Ai que raiva! O que eu vou ficar fazendo? O Niall tinha que ter saído logo agora? Esse era o tipo de coisa que só acontecia comigo.
Sentei na soleira da porta da casa da minha irmã e fiquei ali pensando, quem será que mandou aquela caixa de bombom pro Niall. Podia ser brincadeira de alguém, mas também poderia ser verdade. Vai saber. Depois comecei a pensar no Liam, lembrar da nossa conversa de ontem, da festa, do telefonema.
Enquanto estava ali mergulhada nos meus pensamentos, um carro para na frente da casa do Niall. Harry desce e vai em direção da porta, ele olha pra mim e me abana, ai ai ai, que sorriso! Me levantei e fui falar com ele:
– Harry, o Nini foi ao dentista.
– Ah, não acredito! O cara marca as coisas e se esquece. A gente tinha combinado de sair pra ver uns livros pra faculdade. – falou indignado
. — Mas ele me falou que não ia demorar. Até podia te convidar pra esperar lá em casa, só que estou presa pro lado de fora, não posso entrar. – falei com cara de decepção.
– Você ficou trancada pro lado de fora?? Como tu consegue isso? Você é muito estranha! – começou a rir e não parava mais.
Ai que ódio, aquele garoto ali rindo de mim na minha cara e eu parada com cara de retardada olhando pra ele. Quer saber também, não tenho que ficar agüentando isso.
– Que rir da minha cara, pode rir. Se bem que você tá aí plantado na frente da casa do Niall que nem eu. Fica aí rindo sozinho que eu vou voltar pro meu lugar.
– falei, já virando as costas pra ele e voltando pra sentar na soleira.
P.O.V. Harry
Tinha combinado com o Niall de ir comprar uns livros para a faculdade, apesar de estarmos de férias. Eu gostava de comprar tudo com antecedência para não correr o risco de ficar sem alguma coisa. Parei o carro na casa Niall e olhei para casa ao lado, e Carol esta lá sentada e me olhou. Droga, estomago embrulhado, de novo, não entendo isso. Desci , ela estava me olhando, abanei pra ela e sorri. Ela se levantou e veio em minha direção, nos nunca tínhamos conversado diretamente, sempre foi com varias pessoas. Ela chegou falando que o Niall não estava em casa e que ela estava trancada pro lado de fora. Achei tão engraçado a cara que ela fez que não me segurei e comecei a rir, mas no fundo eu estava era nervoso. Como uma garota poderia me deixar nervoso? Mas ela me deixava e eu não conseguia parar de rir, até que ela se irritou e saiu de perto de mim. Por que eu tenho que ser assim também.
Fui na direção dela e me sentei ao seu lado.
- Carol, eu estava brincando, desculpe, tá bem? – eu falei olhando pra ela que olhava para rua.
– Tá , tudo bem! – ela se virou e olhou pra mim.
Desta vez meu estomago não embrulhou, decididamente ele deu uma volta de 360 graus. Meu coração disparou, e eu não conseguia desviar meus olhos do olhar dela parecia que tinha um imã que me puxava, e, ao mesmo tempo ela também não desviava, ficou me olhando fixamente a centímetros de distância, tive vontade de me aproximar, mas ao mesmo tempo tive medo. Não sei quanto tempo ficamos ali, mas eu não podia mais esperar, estava decidido. Vou beijar essa menina.
P.O.V. Carol
Ele simplesmente veio e sentou do meu lado na soleira da porta, estávamos muito próximos, procurei nem olhar pra ele continuei olhando pra rua, era mais seguro. Ele veio me pedir desculpas, eu aceitei. Ficamos em silêncio. Sentia que ele me olhava, não sabia o que fazer, a vontade era de sair correndo, mas de repente virei meu rosto para ele. Imediatamente meus olhos bateram com os dele, fiquei hipnotizada por aqueles olhos verdes.
Agora era tarde não conseguia me mexer, a única coisa que se movia no meu corpo era meu coração que estava batendo enlouquecido, parecia que ia sair pela boca. Naquele momento pensei tanta coisa, pensei no Liam, mas um desejo veio á tona.
Quer saber? Vou beijar essa boca!
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