Take You
1 Beginning Of Everything
Notas iniciais
Tudo bem com todas?
Então, fic novinha em folha aqui e eu espero que todas vocês gostem e também espero que as fantasminhas da minha vida apareçam colorindo por aqui.
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Se alguém aí não leu as Notas da História, faça-me o favor e volte até lá e leia, é importante.
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No começo é meio chatinho e bobinho assim mesmo, mas depois a coisa começa á pegar fogo (:
[...]
— Merda.
A mesma rotina tédiosa ocorria novamente.
Estávamos em um jantar de família, no qual eu não queria marcar presença, mas fui obrigada pelo meu pai. Fitei minha família em volta da enorme mesa, todos tão santos e tão escravizados pela sociedade. Tão infelizes e coitados, me dão pena.
Ninguém se salvava, ninguém era tão dócil ali ao ponto de se arrepender. Aquele jantar me cheirava á falsidade e principalmente arrependimento. Minha avó morreu e ninguém da família se importava muito com ela, á não ser eu, portanto era um jantar tédioso, triste entre aspas e totalmente sem pé, nem cabeça.
Minha família era tão estranha, tão fria e manipuladora e de alguma forma eu sabia de onde vim, eu nunca me esqueceria. Eu sou á rebelde, á menina má e sem controle. Mas na verdade, todos nós eramos, mas ninguém queria admitir. Não quando se tem um famoso em nosso meio.
Justin. Chegamos no ponto em que eu estava querendo chegar. Justin Bieber é meu priminho, é o príncipe da família, a conta bancária dele tem muitos zeros, por isso era tão mimado e idolatrado por todos, menos por mim.
Seu cheiro, sua voz, seu cabelo, tudo nele me irritava ao extremo. Tudo nele me dava um ódio enorme e uma grande vontade de manda-lo pra Marte. Ele era o mimado nojento que se achava por ter alguns zeros á mais em uma maldita conta, era o vagabundo e o príncipe ao mesmo tempo. Eu o odiava, odiava até á morte.
Ele não estava presente no momento. Outra coisa que eu nunca entendia era o porquê motivos Justin pode ficar de molecagem por aí e eu aqui, tendo que ficar e conviver com minha família nada perfeita ao redor de uma mesa cheia de comida.
— Não vô, sou vegetariana.
Avisei pela milésima vez ao meu querido vovô que eu não comia carnes em hipótese alguma. Aliás, outra coisa que me dava ao nervos era á minha tão amada e querida família não entender que eu sou vegetariana.
— Por isso está tão magrinha minha princesa. Tem que se alimentar direitinho. — minha tia falou me olhando com dó. Bufei.
— Não tia, eu não como animais indefesos.
Falei nervosa com o comentário de minha tia Clarie, a mesma me mandou um olhar feio com minha resposta curta e grossa e sorri irônica com vontade de lhe mandar meu dedo médio, mas não o faria, se não ficaria sem internet e meu celular por meses.
Minha mãe. Ela fazia falta, foi morar com Deus lá no céu e me deixou aqui, nesse lugar escuro com pessoas falsas. Meu pai, ele apenas queria que eu fosse perfeita como minha prima Jéssica, mas eu não era e nunca tentaria ser.
Depois de Justin ficar milionário, á família começou á ter zeros
na conta e de repente todos ficaram riquinhos e falsos. Antes não era assim, mas agora é e eu não entendia o quanto conseguiram mudar em menos de alguns anos.
Retirei-me da mesa sem pedir licença e caminhei para fora da enorme copa, percebi alguns olhares me seguir com os olhos. Provavelmente olhando minha roupa que julgavam ser vulgar para uma menina de família.
Peguei meu celular de meu bolso e me sentei no primeiro degrau da escada bem limpinha. Entrei no twitter e postei um tweet falando que estava com a droga de minha família e que tudo estava uma completa merda, papai me mataria quando soubesse. Também mandei um tweet para Justin, que me parecia estar online, lhe falando o quanto tudo por aqui estava uma porcaria.
Fiquei sentada na escada vendo o tempo passar. Na primeira oportunidade que tivesse tentaria sair dessa joça de fininho. Eu odiava minha família, odiava.
[...]
Acordei toda dolorida e notei que estava em um sofá. Abri mais meus olhos verdes e percebi que estava em minha casa, deitada no sofá jogada de qualquer jeito. Passei as mãos pelos meus olhos e minha mão se sujou toda por causa de minha maquiagem escura e sem vida.
Levantei-me sem a mínima vontade e estralei meus dedos rapidamente. Me lembrei do quanto minha vida era uma merda e me lembrei do tal jantar em 'família' de ontem, também lembrei que dormi no carro e acordei jogada aqui, meu pai como sempre, super delicado e amoroso comigo.
Joguei meu corpo pesado no sofá confortável e encarei o teto branco. Permanecia com raiva de Justin, ele estava lá, na casa dele em Los Angeles e eu tendo que aguentar minha querida família na Florida. Nada poderia ser melhor.
— Cate, vai trocar de roupa. Vai ficar aqui na sala toda descabelada e com essa maquiagem assustadora toda borrada?!
Escutei á voz que me irritava até o fundo da minha alma. Justin. Justin. Justin. Justin. O que diabos Justin está fazendo aqui?
Abri meus olhos rapidamente e encarei sua figura em minha frente. Dei uns tapas em minha cabeça pensando que estava completamente maluca, não dava pra Justin estar aqui, ele estava em Los Angeles á algumas horas atrás.
— O destino é muito filho da puta, ou eu sou muito azarada. — falei colocando uma almofada em meu rosto com vontade de gritar até ficar rouca.
— Calma aí senhorita. É você que é muito azarada mesmo. —Bieber falou e o cômodo foi preenchido por suas risadinhas idiotas.
Tá vendo. Não o odiava apenas por ele ter acabado com nossa família, ou por ser um metido esnobe, mas também o odiava com todas minhas forças porque ele era uma peste que sempre que via uma brechinha aberta tentava tirar uma com minha cara.
— Eu acho que você merece á morte. — falei me levantando e ficando de frente ao meu primo, ou melhor, ao viadinho que era meu primo.
— E eu acho que você tem que escovar os dentes e ter mais respeito. — ele falou ficando sério de uma hora pra outra e tampando o nariz. Revirei meus olhos em imediato com á atitude nem um pouco imatura dele.
— Você é um idiota e mamãe me deu muita educação, mas não á desperdício com pessoas como você. — falei séria ainda parada em sua frente. Estava com vontade de o atacar e arrancar tua cabeça com minhas próprias mãos, como se fosse um animal selvagem.
— Só estou aqui porque a senhorita Pattie ali me obrigou e porque vovó morreu. — ele falou revirando os olhos.
— Só vem agora, depois que ela morreu todo mundo aparece com essa cara de cachorro sem dono, sério, que se foda essa porra. — falei nervosa empurrando Justin e logo vi tia Pattie e meu pai parados na porta com caras de tapados.
— VOLTE AQUI CATE.
Ouvi a voz de meu pai, mas não dei muita bola. Continuei subindo as escadas sem nem ao menos olhar pra trás e não estava arrependida de nenhum 'a' falado á Justin. Entrei em meu quarto soltando fumaças de meu ouvido e pisando duro, tomei meu banho, coloquei uma roupa leve e deixei minha maquiagem toda borrada em meu rosto, que se dane.
Coloquei meus fones de ouvido e liguei em um rock qualquer, me deitei na cama toda bagunçada com roupas em cima e fui dormir. Só de saber que Justin estava respirando o mesmo ar que o meu e que estava em minha casa, me dava nos nervos.
[...]
— Cate, levanta. Já é 4 horas.
Escutei á voz de alguém de longe me chamando. Revirei na cama para o lado direito ficando de costas pra onde vinha a voz e me concentrei em tentar dormir novamente. Não queria descer e ver a cara daquele babaca.
Escutei novamente á voz me chamando e me toquei que era Ellen, a empregada da casa e minha única amiga. Desisti de dormir e abri meus olhos me revirando para a direita e fitando a figura de Ellen.
— Ellen, como ousa me acordar as 4 da manhã? — perguntei irônica tentando acostumar meus olhos á claridade.
— É 4 horas da tarde meu amor. Seu pai está te chamando na sala.— ela falou saindo do quarto.
Revirei meus olhos. Com certeza aquele babaca do Justin estava lá em baixo também. Dei um jeito em meu cabelo loiro apenas bagunçando mais ainda ele com meus dedos e sai de meu quarto cantarolando uma música qualquer.
Terminei de descer as escadas e já dei de cara com o viado Justin. O fitei mandando meu dedo médio á ele e olhei para Pattie que apenas sorriu, á tia já estava completamente acostumada comigo. Já meu pai apenas me olhou feio e assentiu apontando para o sofá. Justin se sentou mostrando ser educado e obedecedor de ordens, revirei meus olhos e continuei de pé. Meu pai repetiu o gesto e por fim me sentei fazendo bico.
— Então, eu vou ser bem reto para TODOS aqui entender. — John falou apontando para mim e Justin, assentimos e o mesmo começou á falar.
— Pattie me falou que Justin não é esse santo que aparenta ser...
— Só notou isso agora querido papai?! — falei irônica interrompendo a frase de meu pai e soltei uma risada mais irônica ainda no final.
— Como eu ia dizendo antes de uma mal-educada me atrapalhar. Cate também não é uma santa, como todos já perceberam aqui. Nós estamos tomando uma decisão séria sobre esse seus comportamentos.
Uma cara feia formou em minha cara e na cara de Justin. Sabiamos que dali partiria uma bomba e uma coisa nada legal.
— E nós decidimos que, ou vocês provam que são humanos corretos, e que sabem conviver juntos por uma semana, ou caso contrário os dois irão para um colégio interno e só retiraremos vocês de lá quando provarem que melhoraram.
Pattie finalizou á frase e meu queixo caiu. Como assim conviver com Justin Drew Bieber, meu priminho viado por exata uma semana?!
Notas finais
Deixem reviews pra titia aqui (:
Me esforcei e espero que tenha saído um bom resultado e agradado á todas.
Milhares de beijos pra todas vocês minhas bebês.
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