Take My Breath Away
15 Capítulo 14
Notas iniciais
“Como Derek está?” foi a primeira coisa que Meredith ouviu ao sair do quarto em que seu marido estava internado.
Deparou-se com Cristina: “Oh, tão bem quanto se pode ser esperado” respondeu “Onde estão meus filhos?”
“As crianças estão de volta à creche e Daniel – não sei se você já chegou ao ponto de considera-lo seu filho – está com Owen”
Ela simplesmente assentiu, cansada demais para questionar o porquê do filho bastardo de seu marido encontrava-se nos cuidados de seu chefe.
Cristina a encarou por alguns segundos, antes de perguntar: “Como você está?”
“Hm?” ela franziu a testa. “Eu? Eu estou bem. É Derek com quem devemos nos preocupar”
As duas começaram a andar pelos corredores do hospital. “Yeah, mas você é sua esposa. Não pode ser fácil para você”
“Tem razão, não é” admitiu. “Mas Derek precisa de mim mais que nunca. Alguém precisa ser forte”
“E por que você tem que ser forte? Deveria ser Derek, além do mais, é ele com um tumor na cabeça”
Mas ela balançou a cabeça negativamente. “Eu o deixei ser o forte por tantas vezes... Acho que é justo eu ser a forte desta vez”
Cristina revirou os olhos. “Ok, então ser forte é apenas um título”
“É, pode-se dizer assim”
Riram levemente e ficaram em silêncio, até que Cristina ousou perguntar: “O que você vai fazer? Digo, o que Derek quer fazer?”
“Bem, ele não queria a cirurgia inicialmente, mas eu o acabei convencendo. Já notifiquei o comitê de Cleveland e agora estamos esperando uma resposta”
A coreana ergueu uma sobrancelha. “Derek recusou a cirurgia? Whoa, esta coisa em seu cérebro está realmente o alterando” Meredith concordou. “Como você o convenceu?”
“Eu lhe disse que não o deixaria chegar perto das crianças caso não fizesse a cirurgia”
“Isso é meio mau, não acha?”
“Você pode me culpar? A última vez que nós estamos completamente sozinhos, ele acabou me agarrando e prendendo-me contra a parede”
“De fato, ele te colocou em uma cama de hospital”
“Sim, e eu não quero que Zola ou Bailey passem por isso. Digo, eu sei que não é culpa de Derek, mas e se ele for atrás das crianças? Eu não sei se conseguiria viver sabendo que meus filhos foram machucados por seu próprio pai”
Cristina lançou-lhe um olhar piedoso. “Mer...”
“Olha, eu estou bem” garantiu. “Eu posso ainda ser assombrada por tais memórias, mas agora eu sei que ele não teve a intenção de me machucar. Ele vai fazer a cirurgia e ficará bem. Todos nós vamos ficar bem”
Mais uma vez, ela lhe lançou um olhar. “Você está estranhamente otimista”
“Eu sou uma pessoa otimista...!”
Cristina forçou uma risada. “Corta essa, Meredith, você é a pessoa mais pessimista que conheço”
“Correção, era” Meredith argumentou.
“Era? Você ainda é. Preciso lembra-la que estava se preparando para a possibilidade de seu filho nascer com DiGeorge, e ninguém nasce com DiGeorge”
“Aquilo não era ser pessimista, mas sim, ter precaução!” Cristina a encarou. “Tudo bem, eu sou a pessoa mais pessimista que existe”
Mas havia uma razão para tal. Tantas coisas ruins já aconteceram na vida de Meredith que acabava por ser pessimista, sempre preparada para o pior. Preferia assim ser a ser pega de surpresa quando a tragédia chegava.
Um sorriso malicioso apareceu no canto dos lábios de Cristina. “Doeu? Admitir isso?”
Meredith deu de ombros, sem admitir mais nada sobre tal assunto. “Então, eu tenho que pegar as crianças na creche – e Daniel – e leva-los para casa. Você quer vir junto e ajudar-me a cuidar delas?”
“Passar a noite de babá? Não, eu passo” fez uma careta.
Meredith riu, sabendo muito bem que esta seria a resposta de sua amiga. E assim, seguiu para a creche.
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