Notas iniciais
Holaaaaa Eu sei, faz anos que não atualizo essa fic, apesar de eu ter diversos capítulos prontos. Não, não me matem, apenas aproveitem esse capítulo xoxo Enjoy*-*

“Você está pronta para ver o papai, Zozo?” Meredith Grey perguntou à sua filha mais velha, com quem andava de mãos dadas, sendo que seu outro filho estava em seu colo.

“Moma, eu não quelo ver papai” a menina choramingou.

E Meredith sabia muito bem o motivo de seu suplico.

Ela se ajoelhou, para ficar na mesma altura da criança. “Zola, papai está muito doente. Foi por isso que ele machucou a mamãe, e agora nós sabemos o porquê dele ter feito isso, e nós não o deixaremos fazer isso de novo”

Algumas lágrimas apareceram no canto de seus olhos. “Papai esta doente? Papai vai moler?”

Lágrimas apareceram nos olhos da própria mãe. “Eu não sei, meu amor... Eu espero que não”

Puxou-a para seus braços e abraçou-a. A ideia de perder seu marido, a pessoa que mais amava naquela vida, com exceção de seus filhos, era simplesmente devastadora.

“A gente pode ver o papai agola?”

“Sim, querida”

Assim, os três seguiram para o quarto do neurocirurgião.

E Derek não podia estar mais surpreso ao ver sua família. “Hey! O que vocês fazem aqui?”

“Nós viemos ver o papai!” Zola gritou, pulando então para a cama de seu pai, Bailey logo se juntando a ela.

Derek não via seus filhos há apenas dois dias, mas sentia sua falta imensamente. O pensamento de morrer e nunca mais poder vê-los, poder abraça-los, o aterrorizava. “Onde está Daniel?”

“Ele está com Owen. Eu sei que ele é, hm, família, mas está passando por tantas coisas no momento que acho que ele não precisa do fardo de ter um pai doente também” Meredith disse, sentando-se em um assento ao lado da cama.

Ele assentiu com a cabeça. “Meredith? O que você está fazendo aqui? Você não disse que não me deixaria ver meus filhos até que eu fizesse a cirurgia?”

Ela balançou a cabeça negativamente. “Eu disse que não o deixaria vê-los caso não fizesse a cirurgia, mas mesmo assim, não estava pensando direito. Você é o pai deles, não posso separá-los de você. E... e eu acho que deveriam passar o máximo de tempo possível com você, já que... um... não sabemos o que acontecerá na cirurgia” disse, sendo tão pessimista quando Cristina havia a julgado ser alguns momentos antes.

Derek pegou sua mão, cruzando seus dedos nos dela. “Eu estou feliz por vocês estarem aqui, mas Meredith... se qualquer coisa acontecer, se meu humor mudar mesmo que o mínimo possível...”

“Eu tirá-los-ei do cômodo, imediatamente” ela garantiu, um sorriso condescendente no canto de seus lábios.

Ele balançou a cabeça e beijou sua mão. “Você recebeu alguma resposta de Cleveland?”

“Sim” ela começou. “A maioria dos cirurgiões recusaram. Não estão com medo do tumor, mas sim, do paciente. Um erro e sua carreira acaba. Entretanto, três cirurgiões aceitaram fazer a cirurgia, então eu pesquisei um pouco sobre eles: Josh Callas, UCLA, a maioria de seus pacientes sobreviveram, embora a maioria de seus casos sejam simples, então não creio que ele esteja pronto para tal. Robert Rusk, Mass Gen, não tem uma taxa de sobrevivência tão alta quanto Callas, porém ele arrisca muito mais e tem sucesso na cirurgia que você precisa, então eu creio que é nossa melhor escolha. E, Albert Dilens, Mayo, sua taxa de sucesso é a maior de todas, tanto em procedimentos simples como arriscados, mas ele já não opera em quase um ano e eu não me sinto confortável tendo você como seu primeiro paciente”

Derek a escutou atentamente, ao mesmo tempo que fazia cafuné em sua filha, quem já estava quase adormecendo em seu colo. “Então você está dizendo que Rusk é nossa melhor escolha”

“Em minha opinião, sim, mas é sua decisão”

“Eu concordo consigo”

“Derek, é em seu cérebro que vão cortar. Você precisa ter certeza e não confiar no que penso”

“Meredith, eu não confio nessa coisa dentro de minha cabeça. Pode facilmente me convencer a fazer a escolha errada. Mas eu ainda confio em você, e se diz que Robert Rusk é nossa melhor escolha, é ele quem me fará a cirurgia” disse “Eu te amo”

Deu-lhe um breve beijo nos lábios. “Eu também te amo”

Meredith deitou sua cabeça em seu ombro, sem dizer mais nada, ambos apenas olhando para seus dois filhos. Zola tinha entrado em um sono pacífico já há alguns minutos, e por mais que Bailey estivesse ativo brincando com um chocalho, sabiam que era questão de momentos até que ele estivesse dormindo também.

“Você deveria leva-los para casa, antes que tenha duas crianças sonolentas para cuidar”

“Yeah” ela riu. “Eu tenho que pegar a cadeira de Bailey no carro e Daniel, então se importa de cuidar deles por alguns momentos?”

“Meredith, eu não acho que isso seja uma boa ideia...”

“Eles sãos seus filhos, Derek, você não os machucará”

“Você é a mulher que eu amo e ainda assim, eu te machuquei.”

Ela suspirou, olhando para baixo.

“Olha, eu amo as crianças mais que tudo neste mundo e eu não quero machuca-los, mas não podemos tomar qualquer risco. Eu não confio nesta coisa em meu cérebro, consequentemente, não confio em mim mesmo para cuidar das crianças. Você mesmo disse que não confiaria em mim para ficar sozinho com elas”

“Derek, quando eu disse isso, estava em negação. Estava com medo de te perder... Digo, ainda estou, mas agora... agora eu já aceitei o que aconteceu, e quando digo que confio em você para cuidar de nossos filhos, falo seriamente”

“Ok” ele respondeu simplesmente.

“Ok. Eu volto em alguns minutos”

E assim, Meredith praticamente correu para cumprir seus afazeres. Por mais que quisesse confiar em seu marido, ele mesmo havia dito que não poderiam acreditar no tumor em seu cérebro. Mas ela também achava que mostrar que nele acreditava era essencial.

Pegou a cadeirinha de balanço no carro e foi à procura de Owen e Daniel. Encontrou-os jogando bola em uma área aberta do hospital. Ambos pararam ao notarem sua presença ali. “Olá, Meredith”

Cumprimentou-os brevemente. Falou para a criança pegar suas coisas, enquanto ela falava com Owen. “Como ele se comportou?”

“Bem, ele é um bom garoto” respondeu. “Se você lhe desse uma chance, acho que realmente gostará dele”

“Não é que eu não goste dele, mas com tanta coisa acontecendo, nem consigo imaginar em cuidar de uma terceira criança, ainda por cima, uma criança que tecnicamente não é minha”

Ele balançou a cabeça. “Como você está lidando com tudo? Como você está?”

Meredith revirou os olhos. Estava cansada de ter todos ao seu redor perguntando-lhe como estava. Ela não estava bem, e continuar tal lhe perguntando não a faria ficar bem. “Ótima” mentiu.

“Cristina me disse que Derek decidiu ter a cirurgia”

“Sim. Nós vamos para Boston amanhã” respondeu, embora nem tivesse coabitado com Derek sobre quando sairiam do hospital.

Ele balançou a cabeça. “Você quer que eu cuide das crianças?”

“O quê?! Não, não, eu não poderia pedir-lhe isso. Além do mais, você tem que trabalhar”

“Meredith, eu sei que você é teimosa demais para pedir ajuda, mas nós estamos aqui para você. E acredite em mim quando digo que seus filhos são dois-três anjinhos, não dão trabalho algum”

Ela pareceu pensar um pouco. “Tudo bem”

“Eu passarei em sua casa por volta de oito horas amanhã, pode ser?”

“Yeah, ok” assentiu e junto a Daniel, voltou para o quarto de Derek.

Encontrou-o com as duas crianças deitadas em seus ombros. Zola ainda dormindo e Bailey com um dedo na boca, quase caindo no sono também”

“Vê? Eu disse que você se sairia bem” ela sorriu, aproximando-se de sua cama, o menino bem atrás dela.

Ele não respondeu nada, apenas ofereceu-lhe um sorriso.

“O que tem de errado com você?” o menino perguntou, de fato, a primeira coisa que Meredith o ouviu falar naquele dia.

“Eu estou doente, Daniel” Derek respondeu.

“Você vai morrer também?”

Ele engoliu um seco. “Hm, eu espero que não”

“Mas e se você morrer, como que eu ficarei?”

“Bem, você ficaria com minha esposa, Meredith”

“Mas e se eu não quiser ficar com ela?” ele praticamente gritou. “Ela não é minha mãe!”

Ele tentou sair do cômodo, mas Meredith o impediu. “Eu posso não ser sua mãe, mas neste momento, eu sou tudo que você tem. E eu sei que ainda sente falta de sua mãe, mas não pode gritar comigo por tentar fazer o que é melhor para você” sua voz era fraca, mas ao mesmo, rígida. “Agora, sente-se e espere nós irmos para casa”

O menino obedeceu-a, embora com uma cara emburrada, mas Meredith nem se importava.

E Derek não podia deixar de sorrir ao ver a mulher que mais amava naquela vida agir como uma mãe até mesmo para seu filho ilegítimo.

Meredith virou-se para ele e ele foi rápido em esconder o sorriso. “Então, Owen ofereceu-se para cuidar das crianças e nós podemos sair para Boston amanhã mesmo”

“Amanhã?” ele arregalou os olhos.

“Por quê? Tem algum problema com amanhã?”

“Não, é que...” ele não sabia como se explicar sem parecer tosco. “Eu pensei que teria mais tempo”

Tais palavras levaram dor ao coração de Meredith. “Derek, v-você não vai morrer. Você não-não pode ir para a cirurgia pensando que vai morrer, senão...”

Sem que percebesse, lágrimas escorriam por suas bochechas. Derek foi rápido em pegar sua mão. “Você está certa, eu não voou pensar assim mais. É apenas que.. Eu te amo tanto, Meredith. E eu amo tanto nossas crianças, e não sei se estou pronto para perder qualquer um de vocês”

Meredith limpou as lágrimas de seu rosto, embora outras caíssem logo em seguida. “Você não vai me perder porque não está terminado ainda. Sua missão no mundo não acabou ainda. Você não vai nos perder”

Ele balançou a cabeça, lágrimas formadas em seus próprios olhos, antes de procurar por seus lábios. “Eu te amo tanto” ele repetiu, uma vez que quebrou o beijo.

“Eu também te amo” ela respondeu, olhando na imensidão de seus olhos. “Está ficando tarde. Eu deveria levar as crianças para casa”

Derek então abraçou seus filhos fortemente. Abraçou-o como se fosse a última coisa que faria naquela vida. “Diga-lhes que eu os amo acima de qualquer coisa”

Meredith simplesmente assentiu. E enquanto ela colocava Bailey em sua cadeira, ele teve uma breve conversa com Daniel. “Eu preciso que você obedeça a Meredith”

“Por quê? Ela não é minha mãe!” a criança estatou.

“Eu sei, você já deixou isso bem claro. Mas na minha ausência, ela se torna a pessoa responsável por você”

“Você também não é meu pai! Só porque minha mãe escolheu um cara rico para cuidar de mim, não significa que seja meu pai!”

E foi isso. A voz elevada de Daniel foi o que bastou para puxar o gatilho dentro de Derek e fazê-lo entrar numa raiva repentina.

E sua falta de resposta foi suficiente para Meredith perceber o que estava acontecendo, por tanto ela foi rápida para pegar Zola, quem ainda dormia no colo de seu pai. “Daniel, saia do quarto, agora

Sua voz era tão firme que fez o menino obedecê-la imediatamente. “Meredith! Não deixe meu filho bastardo imune sair!”

Sabendo que ela não poderia fazer nada, chamou uma enfermeira para que esta o sedasse. E na espera de sua chegada, os gritos incessantes do homem doente causaram tanto Zola a acordar como Bailey a começar a chorar.

Meredith estava totalmente impotente. Tinha um filho aos berros, uma filha amedrontadíssima, uma criança a seus cuidados que basicamente a odiava e um marido que falava palavras que fariam até um marinheiro corar. Sentia-se como em um trem em alta velocidade e ela estava prestes a cair para fora.

E palavras não poderia descrever seu alívio de quando seu marido foi induzido em um sono profundo. Ela abraçou suas duas crianças, de alguma forma conseguindo ter os dois em seu colo.

Seu coração estava a mil, o único motivo dela não estar histérica era por causa de seus filhos. Alguém tinha que ser forte por eles.

“Moma, por que o papai é tão mau?” a menina perguntou, segurando-se firmemente à sua mãe.

Meredith não respondeu nada. Não conseguiria formar qualquer resposta quando seu marido acabara de ter um ataque de raiva bem à frente dela e das crianças; Portanto, apenas disse: “Vamos para casa, querida”

Notas finais
Acho que esse é o maior capítulo da fic até agora, então dá para recompensar o tempo que passei sem atualizar, hm? De qualquer jeito, reviews:)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.