Take My Breath Away

15 Haverá futuro?


Notas iniciais
Happy valentine's day :D
Finalmente depois de tanto tempo um capitulo maiorzinho :)
Boa leitura espero que gostem :D

- Para! Já te avisei. – Disse recuperando os meus sentidos e afastando-o de mim.

- Eu paro, quando tu o disseres com convicção. – Disse voltando a avançar na minha direção, fazendo-me vacilar por um momento.

- Eu disse para parares. – Sussurrei tentando recuperar a minha compostura á muito perdida. Voltei a perder-me naquela imensidão dourada que eram os seus olhos. Ele arqueou uma sobrancelha e colou o seu corpo ao meu. – Asserio Kid eu quero que pares. – Disse tao baixo, que ele só ouviu devido á proximidade dos nossos corpos.

- Nem tu acreditas no que dizes. – Sussurrou-me ao ouvido, fazendo com que vários arrepios me percorressem todo o corpo, encolhi-me instantaneamente, vi-o sorrir em vitoria, parecia que sempre soube o que ia acontecer, isso fez algo brotar em mim.

Senti uma emoção estranha a tomar conta do meu corpo, um sorriso nasceu no meu rosto, e quando voltei a levantar a cabeça, pude ver naqueles enormes olhos dourados algo que raramente via: surpresa e duvida, mas isso só me fez sorrir mais. Foi a minha vez de avançar, coloquei as mãos no seu peito empurrando-o, fazendo com que recuasse 3 passos, na direção da parede, num ato de reflexo puxou o meu braço levando-me com ele, estávamos a meros centímetros da parede esquerda do grande corredor, quando ele me presou contra esta.

Estava um pouco tonta devido ao sei rápido movimento, então levei a mão ao seu ombro, agarrando-o com força para não cair enquanto tentava recuperar o equilíbrio, levantei os olhos dando de caras com o seu rosto a escaços milímetros do meu, prendi a respiração no momento em que os seus olhos encontraram os meus, uma corrente elétrica percorria toda a extensão do meu corpo. A minha mão que outrora se encontrava sobre o seu ombro, agora fazia-lhe caricias na bochecha, vi-o fechar os olhos e sorrir enquanto sentia a frieza da sua pele contra a palma da minha mão quente.

Ele abriu os olhos e a intensidade do seu olhar chegou-me á alma, fiquei sem reação quando os seus braços enlaçaram a minha cintura e puxaram-me contra o seu peito num abraço apertado, passado algum tempo de ele me estar a abraçar eu finalmente recuperei o controlo do meu corpo, abraçando-o de volta. Estava com a cabeça encostada ao seu ombro, podia sentir os nossos corações baterem em uni som, agarrei o seu casaco com ambas as mãos com força, não o querendo deixar. Respirei fundo inalando o seu magnífico cheiro, senti o seu nariz no meu cabelo, e a sua respiração na minha nuca, provocando-me ligeiros arrepios.

A minha mente insistia em lembrar-me o que eu supostamente estava ali a tentar fazer, mas o meu coração implorava por mais uns segundos naquele abraço, tentei afastar-me dele, mas ele abraçou-me ainda mais apertado, fazendo com que o meu coração disparasse, e eu apertasse cada vez mais o seu casaco, inalando o seu cheiro.

- Precisamos conversar Kid. – Sussurrei-lhe ao ouvido, ele afrouxou o abraço fazendo com que eu pudesse finalmente olha-lo nos olhos. Ele olhava-me com dúvida como se estivesse a ponderar o que fazer, apos longos momentos, sem nunca quebrar o nosso olhar suspirou resignado.

- Se é o que tu queres… — Disse após longos segundos de silencio. Agarrou-me na mão e começou-se a dirigir para uma sala que havia no corredor oposto a onde nos encontrava-mos. Ao chegarmos á porta tirou do bolso esquerdo das calças uma chave que parecia feita em ouro de tao dourada que era, era comprida em fina com a inscrição da família Death na ponta. – Queres falar? Vamos falar. – Disse abrindo a porta e dando-me passagem para entrar, entrou em seguida e fechou a porta atrás de si, deixando a chave na fechadura.

Respirei fundo dando 2 passos em direção ao centro da sala, olhei para traz e pelo canto do olho pude vê-lo a encostar-me numa posição descontraída á parede onde a porta de encontrava. Voltei a avançar até ao centro da sala onde se encontrava a secretaria da professora Marie e sentei-me em sima desta, enrolei as mãos às minhas pernas num claro ato de vergonha, e estava prestes a começar a roer as unhas quando uma forte onda de coragem me assolou.

- Diz-me a verdade. – Pedi olhando-o, ele apenas acenou com a cabeça concordando. – Porque fazes isto. – Afirmei apontando na minha direção.

- Isto o quê? – Disse fingindo um olhar confuso.

- Não te faças de parvo, que tu de parvo não tens nada! – Afirmei já um pouco revoltada com aquela conversa.

- Não sei do que estas a falar. – Disse ele encarando o chão. Arqueei uma sobrancelha perante aquela reação de gatinho assustado, mas por muito estranho que pareça isso não me comoveu, apenas e deu mais raiva.

- Para com isso! – Explodi por fim, levantei-me num pulo e comecei a andar apressada às voltas pela sala. – Mas se tu não sabes eu explico, não seja por isso amor. – Disse numa atitude sínica e irónica. – Queres que comece por onde? Á já sei, 1º ages como se gostasses de mim, depois como se eu tivesse lepra! Não me olhas, não me falas, só falta trocares de rua quando me vês. E depois ainda tens a cara de pau de agir como se não fosse nada, como se tudo fosse normal!

Ele voltou a olhar para baixo como que envergonhado “ Não foi de propósito” ouvi-o sussurrar, revirei os olhos.

- Ai não foi!? Então foi o quê? Por um feliz acidente percebes-te que gostavas de me ver sofrer é isso? – Quase gritei. – Porque desculpa lá mas parece que fazer-me sofrer é o teu hobbie! – Cuspi as palavras.

- Eu nunca te quis magoar. – Disse ele virando-se por fim para mim. – Essa nunca foi a minha intenção.

- Então qual foi!? – Gritei não aguentando mais a raiva que me sufocava a cada vez mais. – Diz-me porque eu sinceramente não entendo qual possa ser. – Disse sentando-me no chão.

- Eu sou assim, não consigo evitar. – Disse agachando-se á minha frente e tentando alcançar a minha mão, empurrei-o e levantei-me bruscamente.

- Estas a gozar com a minha cara só pode. – Voltei a gritar. – Diz a verdade, ou será que custa muito ser sincero!? Ou queres que seja eu a dizer-ta? – Ele permaneceu calado olhando-me. – Muito bem se é assim que queres. A verdade é que nessa tua cabeça distorcida não passa de um miúdo assustado, e pior nem é assustado com algo importante. Tu vives com medo do que os outros possam pensar de ti. Não passas disso! Um menininho assustado que nem barba tem, és um shinigami mas nem coragem para assumir os teus próprios sentimentos tem, ou será que eu não estou á altura de sua majestade é isso? Diz – me Kid é essa a verdade? Ou será que nada disto passou de um jogo para ti? Pela 1ª vez na tua vida sê sincero contigo próprio, porque se tu não o fizeres agora, não adiantara fazer depois, porque eu já ca não vou estar. Se é para viver assim contigo, lamento mas prefiro viver sozinha. – Dirigi-me á porta e rolei a chave na intenção de me ir embora.

Olhei para trás, vendo-o ainda sentado no chão, e com o olhar perdido no horizonte. Respirei fundo amaldiçoando-me internamente por o que fiz a seguir. Larguei a porta e andei na sua direção, sentei-me á sua frente e agarrei-lhe a mão, ele baixou o rosto olhando-me, abriu a boca 2 ou 3 vezes fechando-a a seguir como se não encontrasse as palavras certas.

- Kid por favor confia em mim, conta-me ou então eu juro que sairei por aquela porta e ai já vai ser tarde de mais. – Apertei mais a sua mão contra mim, numa súbita e estranha reação ele largou-me a mão bruscamente e eu pude ver o exato momento em que a raiva invadi-o aquele sempre pacifico olhar.

- Tu achas que és a única pessoa magoada!? Se eu alguma vez te magoei eu garanto que tu me fizeste o mesmo. Achas que eu gosto de te ver sempre agarrada ao Soul? Aos abraços e beijinhos, todos pensam que vocês namoram Maka! Vais dizer que é por quê? – Abri a boca tentando defender-me mas o seu olhar cortou-me. – E andares sempre a falar da perfeição que é o outro miúdo, achas que é agradável? Não, não é, eu até posso não saber expressar bem os meus sentimentos, mas tu também não estás a ajudar.

- Se alguma vez te magoei a culpa não foi minha. – Disse olhando o chão. Ele olhou-me raivoso. — Sim Kid! A culpa de tudo isto é tua ou já te esqueces-te que foste TU – Disse apontando para ele. – Que começas-te esta maldita guerra ao fingires que nada se tinha passado entre nos.

- Oh é claro porque a nossa história começou no dia em que te foste embora é? – Revirou os olhos. – Não te faças tu de parva Maka, porque ambos sabe-mos que começou muito antes, ou não?

Engoli em seco, realmente á quase um ano que esta historia se arrastava, brincava-mos ao toca-e-foge sem que ninguém soubesse, mas alguns suspeitassem.

- Não é essa a questão! – Disse, já não sentia raiva, apensas tristeza, porque ele não compreendia? – Sim nós tivemos os nossos momentos antes, mas tu não percebes que ali eu abri o meu coração a ti e tudo o que tu fizeste foi manda-lo embora.

- Eu? Maka tu apareces-te á minha porta a dizer que te ias embora para sempre, eu importo-me contigo, e por um momento precisei de demonstra-lo antes que fosse tarde de mais. – Ele respirou fundo continuando, como se fosse o seu maior segredo que me estava a contar. – Mas depois tu voltas como se não fosse nada, querias que eu fizesse o quê? Tu mentiste-me sabias que eu não estava preparado para isto e mesmo assim fizeste-me faze-lo.

- Eu nunca te menti, o objetivo era essa, mas depois do que aconteceu eu quis voltar, por ti, por nós, porque tu és importante para mim. – Suspirei. – Eu nunca quis que tu fizesses algo que não querias, eu só queria ser sincera comigo própria, e eu não podia ir-me embora sem que tu o soubesses.

A sua mão fria acariciou-me a bochecha fazendo com que uma onda de amor e carinho invadisse o meu corpo, agarrei a sua mão com a minha e apertei-a perto do meu coração. – Eu sei que tu tens medo eu também tenho, achas que isto é fácil para mim? – Sorri, vendo-o sorrir de volta. – Mas nos podemos tentar juntos, sem compromissos, sem obrigações, amar por gostar é simples. Esquece os outros, esquece o medo, esquece tudo o que aconteceu, ou irás viver para sempre com medo. Então como vai ser Kid?

Ele olhou para mim no fundo dos meus olhos e abriu a boca prestes a responder


–----- continua-----


Uma de cada vez — Royalistick

Toca no meu rosto, sente o gosto do meu toque,
Toca no meu ombro quando mais nenhum te conforte,
Toca a tua vida pra frente, conta comigo
Que eu sigo, eu caminho do teu lado, eu tou contigo
So posso ser amigo eu nao sei prometer nada
Quando nada é garantido acredito que tem mais piada
Nao penses que é conversa, que so penso em ti na cama
Ou quem te quer agora para passar um fim de semana
Porque eu respeito essa personalidade
De quem tem muito mais que do que vaidade e futilidade
Nao es sereia nem princesa, dama nem duquesa
Es mulher com m grande e sabes disso com certeza
Respira comigo nosso momento é agora
Entrega faz por si o que nenhum plano elabora
Fecha os olhos e sonha, abre e vive o que acontece
Expira agora como se amanha ja ca nao estivesse
Porque...

So se ama uma vez de cada vez
Sem temer o perder
Ate poder outra vez
Sem deixar de viver

Eu gosto e sei que gostas mas eu nao prometo nada,
Nao quero um compromisso isso no fundo é fachada
Prefiro amar-te com a mesma liberdade
De quem trabalha porque gosta e so nao por necessidade
O amor é livre, se for expontaneo é fixe
Porque eu amo estar contigo quando eu nao me obrigo a isso
Compromisso só magoa so obriga e força coisas
Tipo, eu ja nao oiço e falas quando eu ja so quero que oiças
E discussao vem de obrigaçao
Responsabilidade moral que tens ou nao
Da desconsideraçao que tu tens com o teu parceiro
Dos ciumes pelo meio, o bonito torna-se feio
Ves, mais vale estar, andar e ver
Mais vale sorrir e respirar do que chorar por temer perder
No fim so tou contigo e como nada é garantido
Torna-se mais especial cada palavra ao ouvido
Porque..

So se ama uma vez de cada vez
Sem temer o perder
Ate poder outra vez
Sem deixar de viver

O amor sao momentos e a recordaçao que se guarda
Seja afecto com amizade ou a chama que cedo se apaga
Quimica de uma noite que acaba quando acordares
Uma ressaca que so te lembras no fundo ate gostaste
Sao historias que tu contas, tudo o que tu guardas
Em memorias que nem com 100 anos apagas
E fica presa a ti esta eterna recordacao
Que nao se apaga ou se consome no odio de uma traiçao
Na mentira obrigatoria em prol da relacao
Na promessa que se esgota com o tempo esgotado em vão
Nas garantias de presenças cada vez mais curtas
Nas palavras que querias ouvir mas ja não escutas
E no fim so fica a dor que te destroi
Daquilo que podia ter sido mas nunca foi
E eu so te amo uma vez de cada vez
Cada segundo que posso ate poder outra vez
Porque..

So se ama uma vez de cada vez
Sem temer o perder
Ate poder outra vez
Sem deixar de viver

Notas finais
Muahahahahahahahahahahahah hihihi
Que tal? xD
Eu shei mereço morrer por este final.. mas era perciso um pouco de suspence a historia estava demasiado previsivel, e talvez agora aconteça algo imprevisivel u.U
A MAka está um pouco revoltada como alguem consegue resistir áquela coisa fofa de olhos dourados? :o *:*
Beijinhos... digam o que pensam please..