Take My Breath Away
37 Capitulo 37 - Duas partes de uma história mal contada
Notas iniciais
P.O.V. Maka
Inspirei fundo enquanto Kid se afastava e me olhava com uma ar reprovador.
– Eu… — Disse engolindo em seco de seguida. – Tenho de ir lavar essa camisola. – Agarrei a blusa que ainda se encontrava na sua mão. – E secar o cabelo.
Virei-lhe costas e quase corri em direcção ao meu quarto o coração batia tão rápido que parecia que me ia sair pela boca a voar a qualquer momento. Ao entrar no quarto tranquei-o mais por reflexo confesso pois não esperava de todo ser seguida pelo individuo que se tinha infiltrado na minha casa.
– É isso que ele é um intruso. – Disse em voz alta talvez por me estar a tentar convencer disso mesmo, de que ele não era parte da minha vida, apenas um intruso de passagem.
Suspirei enquanto me dirigia á cama, sentei-me nela enquanto retirava o secador do pequeno móvel á direita desta, coloquei a camisa que trazia na mão no chão e fiquei ali durante algum tempo, apenas sentada de secador na mão com o olhar vazio e o pensamento suspenso, até que ouvi um miar familiar vindo de longe e em resposta a voz de Kid, não percebi o que dizia apenas captei as palavras “comida” e “desnaturada”, calculei nesse exacto momento que estaria a dizer mal de mim ao gato.
Levantei-me num pulo e sai do quarto, fiz questão de bater com a porta para ele saber que o tinha ouvido, dirigi-me á casa de banho e tranquei a porta, sentando-me em seguida na sanita e colocando o secador ao lado desta no chão, sem me preocupar em enrolar o fio.
“Terei sido demasiado infantil?” Pensei ao passar os dedos pelo cabelo, afinal ele podia não estar a fazer nada de mal… “Não é o Kid! Não há como não ME fazer mal.” Outro pensamento, mas talvez ele não o fizesse por mal, talvez apenas…
“Não! Nem pensar não irei entrar nessa lama outra vez” Decidi. Levantei-me e dei um passo em direcção ao lavatório o meu pé direito deve-se ter enleado ao cabo do secador pois ao dar o segundo tropecei e ao tentar agarrar-me ao lavatório mas apenas consegui fazer com que tudo o que se encontrava lá em cima caísse fazendo um estrondo imenso, conclusão cai literalmente de boca no chão de azulejo da casa de banho e ainda levei com uma escova em cima.
“Okay, eu estou bem” Pensei enquanto me levantava, olhei o meu reflexo no espelho, apesar de o meu corpo estar dorido não havia qualquer marca, bom excepto um ligeiro corte no lábio inferior.
“Maka” — Ouvi ao longe Kid a chamar-me , o barulho devia ter chamado a sua atenção, abri rapidamente a torneira e passei com agua gelada no lábio, limpando o sangue que começava a querer sair pela pequena greta.
“Knock-knock” – Maka? Esta tudo bem?
– Sim, sim, foi só um frasco de perfume que caiu. – Apressei-me a responder, fiquei um pouco imóvel a olhar para a porta á espera de outra pergunta ou qualquer outra reacção mas nada, passado uns segundos ouvi os seus passos a afastarem-se da casa de banho em direcção a outra extremidade da casa. Suspirei resignada… Ele não se importa.
Olhei a porta e pensei como seria estupido e romântico ele estar do outro lado a fazer exactamente o mesmo, estar ali parado especado a olhar para a porta… “Maka Albarn isto não é uma estupida e tola comedia romântica” Como sempre o meu adorável cérebro fez questão de me estragar o sonho. Respirei fundo e em seguida agachei-me apanhando os objectos espalhados pelo chão, entre eles a escova que me tinha caído em cima, bem como a pasta de dentes, um boião de creme e um frasco de perfume que felizmente não se tinha partido, levantei-me colocando os objectos no seu devido lugar e voltei a baixar-me pegando no secador e ligando-o á ficha eléctrica e sentei-me no chão ali mesmo começando a secar o cabelo.
Passado um pouco pareceu-me ouvir raspar na porta desliguei o aparelho e levantei-me dirigi-me á porta e abri-a bem devagarinho para que Kid não me ouvisse. O corredor encontrava-se vazio “devo estar a ficar louca” pensei. Recuei dois passos e fechei a porta com o máximo cuidado possível para não fazer qualquer som, mas não devo ter conseguido pois em menos de 2 segundos ouvi Kid berrar algo sobre a comida estar a ficar fria, mas decidi ignora-lo.
Voltei a sentar-me no chão e a pegar no secador, mais para fazer tempo que outra coisa pois o cabelo estava quase seco. Em menos de 5 minutos este encontrava-se super seco. Desliguei o aparelho da ficha, recolhi o seu cabo e coloquei-o por cima do lavatório enquanto pegava na escova de cabelo e começava a escovar o cabelo. A minha franja encontrava-se rebelde e cheia de jeitos esquisitos por isso coloquei um pequeno gancho verde a prende-la, olhei-me ao espelho mais uma vez, o corte tinha feito o lábio inchar, raios, mas talvez ele nem repara-se afinal parecia nem se importar.
Guardei a escova, peguei no secador, abri a porta e sai da divisão indo directamente para o meu quarto, ignorei a camisa manchada ainda caída no chão aos pés da cama, e guardei o secador, despi o robe pois tinha ficado com calor devido ao secador, pendurei-o atras da porta e de seguida dirigi-me á cozinha.
Maka’s P.O.V. Off
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P.OV. Death The Kid
Vi Maka virar me costas e ir em direcção ao quarto, e dirigi-me á cozinha onde me sentei num banco em frente á bancada e perdi-me em pensamentos..
“Então… A comida está feita… A mesa está posta… Só falta aquela desnaturada secar o cabelo… Hum… idiota… quanto tempo mais ficaria ali à chuva?!... Ainda por cima deitada toda torta. Podia ao menos estar deitada de forma simétrica…”
…
“A comida está a ficar fria… e ela que não se despacha…. Maka? Alguma bruxa andou a queimar-te o cabelo, ou demoras muito?
Faço-lhe o jantar e ainda me deixa à espera…”
Levantei-me impaciente, ela realmente estava a demorar muito, dirigindo-me ao frigorifico abri-o e retirei um refrigerante fechando-o em seguida e dirigi-me de volta ao banco onde me voltei a sentar e enquanto bebericava o liquido da lata, voltei a deixar a minha mente fluir.
“Hum… Porque é que ainda me importo? Aquilo que temos já não é de todo íntimo… É… É o culminar de toda uma relação… assimétrica!”
“ Há algo que nunca antes tinha pensado, mas que estou farto de mexer com isso… -“
“Mhew!”
– O que queres pequeno? Sai lá dai da sombra. – Vi Shade, ao canto da divisão que se encontrava a meia luz, sair da penumbra onde se encontrava o seu poiso e chegar-se ás minhas pernas roçando-se nelas).
“Mhew!”
– Cheira-te a comida não é? A desnaturada da tua dona não te dá comida? – Perguntei ao gato negro como se esperando uma resposta mas ele apenas se sentou a olhar para mim.
“ Ressonância de almas. É tão óbvio que nem me passou pela cabeça; os opostos atraem-se, equilibram-se…” A minha linha de pensamentos foi interrompida pelo barulho de uma porta a bater ao fundo do corredor, Shade que ainda se encontrava á minha frente correu á procura da dona e da origem do barulho.
“ Faz sentido… É como o Stein…Com a Marie… É um artesão de tal maneira negativo que todas as armas e artesãos são seus opostos, e por isso, todos são possíveis de serem manejados.” Voltei a ser arrancado dos meus pensamentos por um estrondo vindo da casa de banho. – Maka? – Chamei, não ouvindo qualquer resposta levantei-me alarmado, e dirigi-me á divisão onde a loira se encontrava, enquanto caminha vi Shade sair de um dos quartos e acompanhar-me, chegando ao meu destino bati levemente na porta.
– Maka? Está tudo bem?
– Sim, sim, apenas foi só um frasco de perfume que caiu. – Ouvi a voz dela do outro lado, esperei alguns segundos para ver se ela dizia mais alguma coisa mas nada. Resignando à habitual trapalhice de Maka, retornei à cozinha, estava a contornar a bancada quando ouvi o barulho do secador, juntamente com um raspar longincuo. -
– Gato tonto… Ela não te ouve! — Suspirei enquanto me sentava no sofá. “Trapalhona…” pensei. Vi Shade entrar, após perceber que ela não o ouvia devia ter desistido, a bola de pelo negro saltou me para o colo ronronando, acariciei-o ligeiramente e voltei a perder-me em pensamentos.
“ O Stein só está equilibrado quando está com a Marie, mas só é são com o Senpai… Enquanto este o controla e absorve parte da loucura, ela estabiliza-o e com as ondas de cura vai trazendo-o à sanidade sempre que possível… mas ainda assim… ele acaba sempre por estar equilibrado… A sua mestria possibilita-lhe isso, e controlar qualquer arma… consegue ressoar com qualquer alma… Simetria mental perfeita!… Eu consigo o mesmo com a Liz e a Patty… — Não podia ter escolhido gémeas mais desiguais — Mas… Equilibro-as… Ora se as equilibro, também devia estar equilibrado… então porque é que não estou?” Estava a começar a ficar extremamente irritado ela estava a demorar imenso.
– Maka!? A comida fria não presta! – Quase gritei ao ouvir o secador desligar-se finalmente, pensando que já estava pronta tirei Shade do colo e fui para me levantar mas ouvi o secador outra vez, interrompi a acção bufando irritado, — Munpfrrrrrrrrrrrrrrr!!!! Idiota! Só sabe gozar com a minha cara! – Disse para o ar enquanto Shade voltava a saltar para o meu colo. Ponderei por breves momentos o que fazer, e decidi estabelecer uma rápida ligação com o meu pai.
– Oi! Oi! Oi! As minhas 3 risquinhas favoritas!^^ O que se passa Kito-kun? Em casa da pequena Maka? –Perguntou ele parecendo curioso
– Yh. Encontrei-a nos telhados, encharcada e a dormir. Ela acordou, mas decidi traze-la a casa. Entretanto ela decidiu escorregar do telhado, por isso, salvei-lhe a vida pelo caminho. Vi ao lado do Shinigami, Senpai espreitar por de trás deste, deixando cair a cabeça para o lado de forma bastante cómica.
– Death the Kid! Seu pervertido! O que é que pensas que estás a fazer na casa da minha filhinha?!?!?!” – Revirei os olhos, enquanto o shinigami apenas lhe respondeu com um magistral Shinigami-chop.
–Baka. – Disse ele. Pigarreei a reclamando a atenção do meu pai de volta para mim.
– Pai… Tenho estado a reflectir e… Não sou simétrico!!!.
– Kito, estou farto de te dizer que quando tomares o meu lugar, as riscas vão unir-se… — Disse ele como quem tenta ensinar algo pela milesima a uma criança teimosa.
– Não é sobre isso que estou a falar. – Expliquei eu. -Todos nós estabelecemos relações entre si. Artesãos com armas. Um artesão com múltiplas armas, múltiplos artesãos com a mesma arma. Todos têm que estabelecer uma ressonância de almas, e tal só é possível se estiverem em sintonia, equilibrados… Eu tenho a Liz e a Patty, e equilibro-as… Ora se as equilibro, também devia estar equilibrado… então porque é que não estou?
O meu pai olhou para o tecto da sua grande sala enquanto reflectia sobre o assunto, parece que nunca tinha pensado sobre tal coisa, enquanto isso Spirit continuava de rabo po ar a um canto. — Hum… — Disse por fim. — Isso é porque te falta um contrapeso, um polo oposto. Devido ao teu perfeccionismo, teria que ser o teu completo oposto. – Dito isso ouviu-se bater á porta e vi Black Star a espreitar, o meu pai apenas me fez um gesto com a mão e desligou a chamada.
“Perfeito oposto” pensei, mas fui interrompido pelo som de passos no corredor, ao olhar se soslaio consegui ver Maka entrar na cozinha, mesmo não conseguindo ver bem devido á posição em que me encontrava conseguia ver que o seu lábio se encontrava mutilado., sem conseguir evitar o sarcasmo disse:
– Não sabia que agora os frascos de perfume têm cabelo, e olhos, e nariz, e lábios inchados, e são trapalhões como tudo!
– Ninguém diria que estavas tao impaciente para que me despachasse, com esse rabo escarranchado no sofá! – Respondeu-me ela secamente e com uma feição extremamente aborrecida.
Kid´s P.O.V. Off
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P.O.V. Narrador
– Não tenho culpa que sejas uma princesa e demores imenso tempo a arranjar-te! – Responde Kid com ar de indiferença. Ao ouvi-lo proferir a palavra que outrora lhe era dirigida cheia de carinho e afecto Maka encolhesse e olha o chão corando.
– Vamos comer? — Pergunta a rapariga dirigindo-se para a bancada. O rapaz olha-a um pouco confuso mas decide ignorar o que acabara de acontecer. Ao que responde apenas:
– Tinha-te dito que a comida fria não presta! Deixa-me aquecer isso. Se não tivesses demorado tanto já teríamos acabado a refeição e tínhamos comido isto quente! – E prossegue reclamando e resmungando entre dentes enquanto recolhe os pratos e os coloca no micro-ondas. “ Isto é, de facto, o perfeito oposto da perfeição… Terei estado errado este tempo todo?” Pensa enquanto observa os pratos a girar.
Maka observa-o enquanto se senta na bancada, ele ainda se encontrava em tronco nu e naquele momento de costas para a rapariga a observar o microondas, a loira não conseguiu conter o instinto de se levantar e lhe tocar, o rapaz estremeceu um pouco ao ser arrancado dos seus pensamentos perante o toque da pele fria dos dedos da rapariga nas suas costas, vendo o efeito provocado pela sua acção Maka sorriu e passou os dedos ao de leve pelas costas do pequeno shinigami de baixo para cima, de cima para baixo em movimentos um pouco inseguros tal acção provocou arrepios pela espinha do moreno.
Contente por ver que ainda tinha algum efeito sobre o rapaz ela crava-lhe ligeiramente as unhas no ombro, enquanto colava o seu corpo ao dele e aproximando os seus lábios do ouvido direito de Kid sussurra “Tou faminta”.
Ao sentir os seios da loira contra as suas costas apenas separados da sua pele por uma fina camada de tecido os músculos de Kid ficam tensos, e após ela proferir tais palavras ele soube que não se referia á comida que ainda girava no microondas. E mesmo que fosse já não importava ela tinha despertado nele uma sensação á muito esquecida pelo seu corpo algo que apenas aquela rapariga conseguia trazer ao de cima nele...
Kid rodou nos calcanhares e enlaçou a cintura da rapariga puxando-a mais para si, Maka apenas o olhava, o brilho doce e meigo dos seus olhos verdes havia desaparecido estes apenas eram adornados por uma grande luxuria, e não foi surpresa nenhuma quando esta lhe pôs a mão no cabelo e com mais força do que o necessário lhe puxou uns fios, e selou os seus lábios aos dele. Não havia qualquer inocência ou doçura naquele beijo atrevo-me a dizer que naquele momento ambos apenas pensavam em satisfazer o desejo e matar saudades do corpo um do outro e das sensações que apenas conseguiam ter juntos.
As mãos de Maka espetavam-se nas costas de Kid e na sua nuca enquanto o rapaz ainda a agarrava pela cintura prendendo-a conta si, as suas línguas dançavam freneticamente ao som de uma música que apenas os dois ouviam. Enquanto lhe continuava a prender a cintura com uma mão Kid levou a outra ao seu cabelo puxando-o com alguma força o que fez um gemido sair da boca da loira, ao separar as suas bocas eles atacou-lhe o pescoço com beijos e chupões o que fazia com que a rapariga espetasse as unhas mais fundo na sua pele, causando-lhe ate alguma dor. Maka reage levando a sua mão esquerda ao pescoço so rapaz e puxando-o para si, ai ataca-o com mordidas e beijos.
Ouve-se o “bip” do microondas a avisar que a comida está pronta a ser comida mas nenhum lhe dá importância naquele momento não há nada mais importante do que se sentirem, se tocaram, se amarem.
Maka começa a desapertar as calças de Kid que não apresenta qualquer protesto a tal acção, apos lhe baixar as calças e os boxer ate aos joelhos, agarra nas suas partes intimas começando a massaja-las, o rapaz que ainda se encontrava a beijar-lhe o pescoço reage praticamente arrancando a blusa á loira, e atacando-lhe o seio direito com beijos e lambidas enquanto massaja o outro, e depois trocando, o que faz a rapariga gemer e estremecer de prazer.
Escusado será dizer que já nenhum pensava racionalmente e que nenhum se estava a importar com o dia seguinte ou com o monte de coisas que lhes haviam passando pela mente nessa mesma noite, não muito tempo antes.
A blusa de Maka encontrava-se no chão e rapidamente Kid se viu livre das suas calsas meias e bóxeres que ate então lhe prendiam os movimentos, empurrou a loira contra uma parede e virou-a podendo assim contemplar-lhe as belas costas pálidas enquanto ainda a torturava apalpando-lhe os seios e mordendo-lhe as costas, Maka agarrou-lhe no falo fazendo movimentos firmes e consistentes, Kid voltou a vira-la de frente para si e ajoelhou-se a sua frente, agarrou-a com força pelas ancas e atacou com a sua língua o clitóris da rapariga, fazendo-a gemer e contorcer-se de prazer, não aguentando mais Maka empurra-o contra o chão gelado, onde este cai deitado.
A loira senta-se sobe a barriga do rapaz, deixando as suas partes intimas rocarem nas dele apenas para o provocar depois, começa a beijar a sua zona abdominal, e vai subindo beijando os seus peitorais, o seu pescoço, a sua orelha, e mordendo — ninguem diria nesse momento que a rapariga tinha o labio magoado- Kid reage apalpando-lhe os seios, as nádegas e todos os sítios por onde as suas mão passam no corpo da jovem artesã.
Stoune Sour — Wicked Game
The world was on fire and no one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do.
And I never dreamed that I'd meet somebody like you,
And I never dreamed that I'd lose somebody like you.
No, I don't wanna fall in love
No, I don't wanna fall in love
With you
With you
What a wicked game to play
To make me feel this way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
What a wicked thing to say
You never felt that way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
And I don't wanna fall in love
No, I don't wanna fall in love
With you
With you
World was on fire and no one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do.
And I never dreamed that I'd meet somebody like you,
And I never dreamed that I'd lose somebody like you.
No, I don't wanna fall in love
No, I don't wanna fall in love
No I
No I
Nobody loves no one
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