Tainá e Luca: Filhos de Apolo

4 Capitulo 4: Meu primeiro dia parte um


Notas iniciais
Essa é a parte um pois o capitulo 4 não está completo. A continuação ficou na casa de minha avó, então continuarei depois.

Acordo de manhã, com um sobressalto. Tive pesadelos horríveis.

–Muito bem – Bia se aproxima – Agora é o café da manhã. Logo depois começa nossas atividades matinais. Se quiserem usar o banheiro, é melhor se apressarem – ela nos entrega duas bolsas, com coisas pessoais: sabonetes, escovas de dentes, etc. também nos entrega camisas laranjas do Acampamento – Temos muito a fazer. A lista de atividades do chalé está ai na bolsa. Boa sorte.

Ela sai e nós nos arrumamos. Indo para o café, encontramos Percy e Annabeth.

*Gravação de Luca

Naquele momento, quando os vi juntos, de mãos dadas, senti uma vontade enooorme de torrar a cara daquele filho do deus da agua, ou que seja. Apertei a mão dele, e disse “iae”, como se fossemos amigos. Sou um excelente ator. Logo depois, fui ao banheiro e lavei bem a minha mão. Nunca se sabe... idiotice talvez seja contagiosa.

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–Então? Annabeth me pergunta – O que achou do Nico?

–Para de provocar, amor – Percy pede.

–Não estou provocando, cabeça de alga – o amor é lindo, não é? – Só estou PERGUNTANDO.

–O.k, você é quem manda.

–Mas como foi, Tay? – Annabeth insiste – Posso te chamar assim?

Tay... era assim que as pessoas que gostavam de mim me chamavam. E eram poucas.

–Claro. Bem, foi legal – respondo.

–Venha comigo. Quero te mostrar uma coisa – ela dá um beijo em Percy e me puxa para uma casinha, ou melhor, acho que era o “quartinho de ferramentas”.

–Aqui é o arsenal – ela me diz – Nossa, lembro de quando trouxe Pipes aqui. Parece que foi ontem...

–Quem é Pipes? Ah, desculpe me meter.

–Tudo bem – ela ri – Piper McLean. É uma de minhas melhores amigas. Ela está passando uns tempos no Acampamento Júpiter, com Jason. Els namoram, sabe. Ela é daqui, ele de lá...

–Acampamento Júpiter é romano, não é?

–Sim – ela responde – Enfim, vamos escolher sua arma.

–O que?

–Bom, os filhos de Apolo usam mais arco e flechas, mas é bom ter uma arma com você. Faca ou espada?

–Não é melhor lutar com espada? – pergunto.

–Nem sempre. Eu sempre usei adagas. Posso achar brechas em armaduras que as espadas não alcançam mas você é quem sabe.

–Hm.... acho que fico com a espada.

–Ótimo – ela abre a porta – Pode escolher.

–Nossa! – exclamo – Nunca vi tanto ouro em um só lugar.

–Isso é bronze celestial. Muito raro. O único metal capaz de matar monstros. Mas não se preocupe. Não afeta humanos.

Ela pega uma espada e me entrega. Pesada demais. A outra era muito grande, não ficava muito bem em minha mão. Outra, pequena. Já estava quase desistindo quando vi uma que me chamou atenção. Experimentei-a. coube perfeitamente.

–Uma espata.... Annabeth diz – Deve ser da Hazel, a irmã do Nico. Não devia estar aqui.

–Por que? – pergunto, meio triste. Tinha gostado da tal espata.

–Isso é ouro imperial, o metal usado pelos romanos. Mas tudo bem, pode usa-la – ela diz – Agora que os dois Acampamentos estão de bem, não há problemas.

–Legal...

–Vamos, o café daqui a pouco acaba.

–Andamos de volta ao salão. Nos sentamos em nossas mesas e comemos. Logo depois, olho minha lista de atividades. Primeira tarefa do dia. Arco e flecha.

Annabeth disse que era muito importante estarmos sempre preparados. Então, devia andar com minha espata em todos os lugares. Mas eu não tinha o cinto onde se prendia a espada (não me lembro do nome), então levei-a em mãos. Saio de meu chalé em direção ao campo de treinamento. No meio do caminho, esbarro em Nico. A espata cai.

–Desculpe – dizemos juntos – Nos abaixamos ao mesmo tempo e nossas cabeças se batem, enquanto seguramos o cabo da espata juntos e nossas mãos se tocam.

–AI! – reclamamos juntos de novo. Solto a espata e levantamos.

–Annabeth me mandou entregar isso para você – ele me entrega justamente o que eu precisava – disse que você escolheu uma arma nova.

–Obrigada – agradeço.

–Quer uma dica? Filhos de Apolo são um horror com espadas – ele ri.

–Ah, nossa, obrigada de novo – eu digo, com sarcasmo – Se você acha isso, por que não me ensina, senhor fodão.

–O.k, hoje, na floresta, depois do almoço. Seria a sua arma de esgrima – ele diz e sai andando.

–Ei! Eu estava brincando! – digo, mas ele já estava longe.

–Tainá! – uma de minhas irmãs, Marie, corre em minha direção – Você está atrasada. E por que está com essas roupas? Não tem como fazer nada com calça colada ao corpo e jaqueta de couro. Coloque uma calça jeans e a blusa do Acampamento.

–Mas eu não tenho mas nenhuma roupa – protesto.

–Ai, deuses! Me esqueci. Venha! – ela me puxa de volta para o chalé.

Eu troco de roupa. Infelizmente. Laranja não é muito minha cara.

–Bem melhor. Agora vamos. Luca estava te procurando – Marie diz.

–Tudo bem.

–Vi você conversando com Nico – ela faz um sorriso zombeteiro – Não sei a piada que você contou, mas merece o Oscar. Ele nunca sorri. Ninguém nunca conseguiu. Não depois que... Ah, esquece.

Ela sai pela porta antes que eu pudesse falar. Sigo-a.

–Até que enfim! – Bia reclama – 10 minutos atrasadas, Tay. Você tem que chegar na hora.

–Desculpa.

–Tudo bem, vamos começar – Bia diz – Luca e Tay, se posicionem na faixa de 10 metros.

–Mas eu nunca usei isto antes – meu irmão reclama quando entregam-nos os arcos e a aljava com flechas.

–Nem eu – concordo com ele.

–Temos um talento especial com isso. Tentem – um garoto, acho que Gabriel, nos disse.

Eu e meu irmão ficamos atrás da faixa mais próxima. Mesmo assim, a distância era grande.

–Prestem atenção no alvo. Imaginem que é a cara de um monstro ou de uma pessoa que odeiam. E é só soltar a flecha.

Faço o que Gabriel disse. Imagino que o alvo é a cara daquela fúria, que me atacou no banheiro. Solto a flecha e...

–FLIC! — ela se crava bem na mosca. A de Luca também.

–Viu? – Bia sorri para nós – Fácil.

Sorrio para ela também. Estava prestes a soltar outra quando um garoto entra correndo no campo de treinamento. Ele era alto, magrelo. Seus cabelos eram castanhos, cacheados. Seu olhar, travesso. Suas mãos estavam sujas de graxa e suas calças... pegando fogo.

–Licencinha, alguém viu meu cão robô?

–Deuses, Léo. De novo? – Gabriel revira os olhos e depois ri do amigo. Da um soquinho no braço dele – Está assustando os novatos.

Léo vira-se para mim e Luca.

–Prazer, Léo Valdez. Se precisarem de um arco novo muito legal ou de uma mão bem suja, sou a pessoa certa – ele estende a mão, com um sorriso brincalhão no rosto. Nenhum de nós a segura.

Ele desfaz o sorriso.

–Que falta de educação. Bem, acho que s calças queimadas não ajuda – o sorriso volta – Até mais.

Ele corre de novo para fora do campo, procurando seu cão robô.

Olho espantada para Bia.

–Ele é filho de Hefesto – ela explica – Possui habilidades com o fogo. É raro um deles nascer assim.

–Ouviram?! – Léo grita lá de fora – eu sou raro! Tema Léo!

–Não liguem, ele é assim mesmo... convencido que só ele – Gabriel ri.

Continuamos com nossa aula, como se nada tivesse acontecido. Logo depois, vamos para escrita Grega.

*Gravaçao de Luca

Nossa, eu nem acreditei naquilo! Aquelas pessoas eram malucas! Aberrações! Se não fosse por Annabeth, teria saído de lá no primeiro dia. E minha irmã ainda me deixa sozinho com eles. No caminho para a próxima aula, saiu andando com Bia e Marie e eu fui andando com aqueles garotos idiota. Eu os tratei muito bem, como disse, sou um excelente ator. Mas minha raiva só aumentava. E quando eu chegasse em meu limite, pouco importava que eles eram meus irmãos.

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Bia e Marie me trataram tão bem. As duas e Annabeth foram minhas primeiras amigas no Acampamento, e eu sentia que seriamos muito amigas. O resto da manhã elas ficaram comigo. Conversamos, rimos, brincamos e lutamos (o chalé de Atena e o de Apolo ficaram juntos no treinamento de duelos do dia).

–Está na hora do almoço – Annie (ela disse que poderia chamar ela assim) disse – Vamos.

Apesar da fome, sinto-me desconfortada. Não poderíamos sentar juntas,

–Por que não podemos ficar na mesma mesa? – pergunto.

–É uma regra – Marie responde – Também não gosto dela, mas não podemos fazer nada.

Lamentei por isso. Andamos em direção ao refeitório. No caminho, vejo o pernas queimadas ajudando uma garota com um jardim de rosas. Ela tinha cabelos castanhos, lindos, e usava um vestido branco, comprido.

–Vestido? No jardim? – pergunto, achando estranho. Annie segue meu olhar.

–Ah, essa é Calipso – ela responde.

–Como? – quase perco o folego – A Calipso? De Ogigia?

–Sim – Marie concorda – A própria.

–Léo salvou ela. A libertou de Ogigia e trouxe-a para cá. Agora ela escolheu ser mortal, e os dois estão juntos – Bia explica.

–Nossa, que fofo. Mas como eles se encontraram? – pergunto.

–Bem... é uma longa história. Te explicamos depois – Annabeth promete. Nos separamos. Ela se sentou em sua mesa e eu e minhas irmãs fomos para a nossa. No caminho, passamos pela mesa de Hades e Nico me chama. Bia e Marie se entreolham e saem, rindo.

–Não se esqueça – ele diz e me encara. Odeio quando ele faz isso. Seus olhos pretos eram super fofos. Assinto com a cabeça e saio.

Após o almoço, me levanto discretamente e procuro-o. Ele não estava na mesa de Hades. Olho para a floresta. Jurava ter visto um vulto. Sigo aquela direção.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.