Tainá e Luca: Filhos de Apolo

2 Capitulo 2: O Acampamento Meio – Sangue


Notas iniciais
Os chalés citados depois do número 13 foram colocados em ordem diferente. Alguns foram de minha autoria.

Paramos em uma rua próxima a uma colina. No alto havia um pinheiro e, ao seu pé, um dragão.

–Bem vindos ao Acampamento Meio – Sangue – Grover diz.

–Tem certeza que deseja ficar aqui? – O taxista pergunta.

–Sim , claro – ele paga o homem e sai. Eu e Luca vamos atrás dele.

Chegando ao topo da colina (tomando cuidado para não chegar muito perto daquele dragão) mal pude acreditar no que via.

Uma área com aproximadamente trinta chalezinhos à direita. Uma quadra de basquete, um salão de refeições ao ar livre, uma fogueira enorme no centro do tal Acampamento e uma parede de escalada com – com lava?! – Aquilo tudo era incrível.

Descemos a colina. Ao chegar lá embaixo, cinto cheiro de morangos. Hmm.... Havia várias plantações de morangos, nos campos. Adoro morangos. Começo a ver campistas. Muitos campistas. Todos pareciam atarefados.

–Bom, vamos procurar Percy e Annabeth – Grover começa a tirar suas calças.

–Ei, o que é isso?! – tampo os olhos.

–Tay – Luca fala, espantado – você precisa ver isso.

Abro os olhos devagar.

–Um burro? – pergunto, rindo.

–Não, um bode! – Grover diz, parecendo ofendido. Metade de seu corpo (da cintura para baixo) era coberta de pelos, e ficava em um ângulo estranho. Isso explicava porque ele andava estranho. Seus pés, na verdade eram cascos. Ele tira o chapéu e vejo que possuía chifres.

–Okay, foi brincadeira, senhor sátiro.

–Você sabe o que eu sou? – ele pergunta, meio surpreso.

Dou de ombros.

–Sei tudo sobre mitologia, grega e romana.

–E você não se importa com o fato de tudo isso existir de verdade?

–Depois daquela fúria. Acreditaria até se você me dissesse que os deuses existem de verdade – digo, rindo.

–Que bom. Nos poupou de muitas explicações.

–O que? – Luca finalmente fala – Isso é algum tipo de brincadeira? Tainá, diga que não acredita neles e vamos embora.

–Vocês até podem ir, mas não garanto que sobreviverão por muito tempo – ouço uma voz de garota atrás de mim. Viro – me

Me vejo diante da, provavelmente, garota mais intimidadora do mundo todo. Cabelos louros, presos em um rabo de cavalo. Seus olhos eram cinzentos e profundo. Ela usava uma armadura de couro, estilo grego, e uma adaga presa à cintura. Ao seu lado estava o tipo de garoto que faria qualquer garota babar. Ele tinha os cabelos pretos, olhos verdes, da cor do mar. Também usava armadura, porem sua única arma era uma caneta, que estava em sua mão. Bem, sei o que você está pensando, mas a resposta é não. Não me interessei por ele. Ele não era bem meu tipo. Vejo que meu irmão estava hipnotizado pela garota. Eles sorriem para nós.

–Olá – o garoto diz – vejo que Grover trouxe vocês em segurança, para variar.

–Ei! – Grover reage com um soco no braço do amigo.

–Calma ae, menino bode – ele cai na gargalhada. Ele olha para mim e meu irmão – Bem, meu nome é Percy Jackson. Essa é Annabeth Chase. Somos os vices coordenadores do Acampamento.

–Acho que já vi vocês na TV – Digo, tentando me lembrar.

Percy ri.

–É bem possível... nos metemos em muitas confusões – Ele pisca para mim.

–Bem, vocês devem estar cheios de dúvidas – Annabeth diz – Mas vamos esclarecer tudo antes da fogueira.

–Os deuses estão atrasados com esses – Percy nos observa atentamente – Já são mais velhos.

–Eu tenho a sensação de que esse deus seja Apolo – Grover entra na conversa.

–Isso explica – Percy sorri, zombeteiro.

–Bem, vamos lá então. Mostrar o acampamento, etc. quem irá comigo? – Annabeth pergunta.

–Eu! – Meu irmão pula para frente e fica ao lado da garota. Percebo o ciúmes se espalhando pelo rosto de Percy.

–Divirtam-se – Ela dá um beijo no rosto de Percy. Foi a vez de Luca explodir por dentro.

* Gravação de Luca

Então foi isso... Eu sou levado de minha escola por um menino bode, descubro que nunca poderei ver mais meus amigos, conheço a garota mais incrível do universo e ela tem namorada! Isso me deixou fervendo de raiva. E foi ai que fiz uma promessa para mim mesmo: Eu acabaria com aquele Percy Jackson.

Eu e Annabeth andamos em direção as casinhas esquisitas.

–Quer dizer que os deuses existem de verdade? – Pergunto.

–Sim – Ela responde, simplesmente.

–E eu sou filho de um deles? – Começava a entender tudo. E eu acreditava. Não sei porquê, mas que aquela garota era filha de um deus... tava na cara.

–Você aprende fácil, novato. Me poupa explicações – Ela brinca.

–O.k... – tento me aproximar dela – E essas casinhas ai?

Paramos em frente a primeira.

–É onde os campistas ficam. Esse é o chalé um, dedicado a Zeus. Por enquanto somente Jason fica ai, por causa do juramento dos três grandes, Zeus, Poseidon e Hades, de não ter filhos. Mas não funcionou muito bem. O chalé dois é o de Hera. Na esquerda fica o lado masculino. E na direita, o feminino – Ela explica.

–Vai me mostrar o seu? – Pergunto. Acho que ela percebeu a cantada, mas não me matou.

–Chalé seis, Atena. Três, Poseidon. Quatro, Demetér. Cinco, Ares. Sete, Apolo. Oito, Ártemis. Deusa virgem, está vazio. As caçadoras dela ficam ai quando vem nos visitar. Nove, Hefesto. Dez, Afrodite. Onze, Hermes. Doze, Dionísio. Possui mais homens no Olimpo.

–Tem mais que 12 chalés ai – Digo.

–Sim, senhor gênio. Criamos chalés extras, para os deuses menores. Chalé Treze, Hades. Ele é um deus grande, mas não era muito bem vindo no Olimpo. Quatorze, Héstia, também uma deusa grande, mas deu seu lugar no Olimpo para Dionísio. Quinze, Nêmesis. Dezesseis, Íris. Dezessete, Hécate. Dezoito, Jano. Dezenove, Morfeu. Vinte, Perséfone. 21, Éolo. 22, Pã. 23, Medéia. 24, Hipnos. 25, 26, 27 e 28 são dedicados aos deuses dos ventos Norte, Sul, Leste e Oeste. 29 para os deuses Phobos e Deimos, filhos de Ares. 30, para Triptólemo. 31 para Melinoe, não entre lá, nunca. 32 para Hebe. 33 para Geras. 34 para Hudson e East. Os filhos deles quase se matam, mas se amam iguais os pais. Bem, temos muito mais chalés, eles ficam lá para o outro lado. Devem passar dos 50, mas não temos muito tempo. Você entendeu tudo?

–Sim, você é do chalé seis – Ela ri.

–Vamos logo, novato. Falta pouco para o jantar e ainda tenho que levar você até Quíron.

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Percy me lava para o lado da floresta. Chegando perto dela, viramos a esquerda e subimos uma colina.

–Adoro ficar aqui. Sempre trago os semideuses novatos para cá. Bem, vamos começar com as perguntas – ele diz.

–Não preciso. Eu já sei. Filhos dos deuses etc. Aqui é coisa dos gregos, não é? Sim... Apolo em romano é Febo.

–Sim. Você é esperta – Ele elogia. Acho que até corei. Não estava acostumada com elogios.

–Eu tenho tempo para ler sobre isso. Meus colegas me chamam de drogada pelas minhas roupas e meus pais acreditam em tudo o que dizem de mim. Eles me odeiam – Desabafo.

–Somos sua família agora – ele diz – E minha amiga Thalia iria adorar suas roupas.

–Quem é Thalia? Acho que já ouvi esse nome...

–Filha de Zeus. Virou uma das caçadoras de Ártemis – Ele explica — Vamos, vou te mostrar os chalés.

Ele se levanta, me ajuda a levantar e andamos em direção aos chalés.

No caminho observo um colar com pingentes.

–O que significa esses pingentes? – Pergunto. Ele olha para o pescoço.

–Ah, isso? A cada verão ou ano que passamos aqui ganhamos um.

–Você está aqui desde quando? – Me espanto, pois vejo uns 5 pingentes.

–Cheguei aqui aos 12 – Ele diz.

–Então você está com uns 17 anos? – chego à conclusão óbvia.

–Sim – ele confirma – Mas estou aqui a pouco tempo comparado à Clarisse, que está faz 7 anos e Annabeth, que está faz 10 anos.

–Nossa...

–Ela fugiu de casa aos 7 anos. Igualmente a você, ela tinha uma madrasta. E o pai dela não passava muito tempo em casa, pelo trabalho, etc. Ela lutou contra monstros por um bom tempo, junto com Thalia e Luke, até Grover os encontrarem.

–Isso explica por que ele parece ser tão velho para ter 13 anos – digo, rindo.

–Sim – Percy concorda – Mas não conte para ele.

–Tudo bem – prometo – Mas continue, por favor.

–Ah, sim. Thalia se sacrificou por seus amigos. Então seu pai, Zeus, a transformou naquele pinheiro – ele apontou para o pinheiro guardado pelo dragão – Ele que dá a proteção do nosso Acampamento.

Sinto minha boca ficando seca.

–Então ela... Sinto muito.

–Por que? – ele ri – Ela está viva.

–Como?!

–Conhece o Velocino de Ouro? – ele pergunta.

–Sim – Respondo

–A árvore estava morrendo, por causa de veneno. Achamos o Velocino e colocamos nela. Bem, digamos que ele salvou mais que a árvore.

–Entendo... – chegamos aos chalés. Ele me explica tudo, igual Annabeth explicou para Luca. Só que de trás pra frente, já que fomos pelo lado contrario.

Depois de todas as explicações necessárias e de me mostrar todos os lugares, encontramos com Annabeth e meu irmão.

–Esta na hora de falar com Quíron – Ela diz.