Notas iniciais
Quem mais está se sentindo muito Tadaima no dia de hoje?

Obrigada, Mandy, essa é pra você por me betar e berrar comigo! TADAIMA!

O coração de Sasuke ribombava no peito.

Por tanto tempo ele foi uma sombra na escuridão, agindo à noite, ignorando o dia e seguindo em frente somente para que o mundo pudesse ser melhor para sua filha e esposa. Somente para que pudesse expurgar os próprios fantasmas de seu coração e alma, sabendo que ambos haviam sido tingidos pelo negro da vingança que se impregnava em seus poros e, por muitas noites, lhe tiravam o sono com pesadelos que envolviam Uchiha Itachi retornando para assombrá-lo.

Mas agora, ele estava ali, diante da porta, mais precisamente na soleira, como um homem e não como a sombra que sempre havia sido ao visitar a filha sem que ela soubesse ou ao partir pela manhã sem que Sakura percebesse.

Uchiha Sasuke era destemido, corajoso e nunca se entregava diante de um desafio. Havia ido para as trevas atrás de Orochimaru, em busca de poder. Abandonou amigos, o time 7, sua única família. Lutou contra eles na guerra até que seus olhos fossem abertos. E mesmo assim teve dificuldades em enxergar a realidade.

Precisou batalhar contra Naruto, perder um braço e ouvir as palavras de Sakura para refletir.

Sakura. Que nunca havia desistido dele. Que havia lhe dado o maior presente de todos.

Engoliu em seco, temeroso depois de tanto tempo. Os nós dos dedos bateram contra a fina folha de madeira do apartamento onde ambas viviam agora.

“Está aberta!”, a voz soou do outro lado, vinda um pouco distante. Por um segundo, Sasuke pensou em virar as costas e ir embora; ainda não estava preparado.

Mas lembrou-se do olhar de Sarada e de todas as vezes que jurou que voltaria. Que agora seria para sempre.

Engoliu o receio, abrindo a porta. Sendo impulsivo como nunca na vida.

− Tadaima. – murmurou da entrada da casa. Uma saudação que não saía de seus lábios desde quando era uma criança, pois nunca teve ninguém para ouvir.

Sentiu no mesmo momento a movimentação na cozinha, os olhos de Sakura que se arregalaram em surpresa e contentamento ao vê-lo. O mesmo aconteceu com Sarada, que colocando a mesa, deixou os pratos caírem no chão, fazendo estardalhaço.

Sasuke encarou os cacos, preocupado que os pés descalços de Sarada se ferissem. A garota, no entanto, perdeu a expressão séria, os olhos marejando, e voou entre os cacos, jogando-se nos braços do pai.

Sakura limpou as mãos no avental, um sorriso pintando seus lábios enquanto se aproximava dos dois, ignorando o assado na cozinha e sentindo o coração preenchido por calor.

− Okaeri, anata. – murmurou baixinho.

Sasuke sorriu fracamente em resposta, sem saber exatamente como as coisas seriam dali para frente. Mas o que importava, é que agora estava em casa.

Finalmente em casa.

Notas finais
É provável que existam mil fics com essa temática, mas a minha é 1001 feita com sazon! Espero que gostem, pessoal!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!