TOMO II - Legacy
1 Parte 2 - Scorpius Malfoy
Notas iniciais
Quando Scorpius entrou em Hogwarts, ele só queria fazer amigos e mostrar que era diferente, claramente Scorpius não sabia nada sobre a vida, pois o desastre começou no trem, crianças podiam ser realmente maldosas! Então de passou a viagem sozinho e, quando entrou para Slytherin, as palmas dos colegas não evitaram que mais uma vez a solidão fosse a única companhia. Ele foi perseguido e zombado pelos corredores, ninguém sabia realmente como lidar com ele. Sobretudo, seu jeito observador e calado não ajudava no quesito amizade.
Quando um garoto do segundo ano o encurralou entre as paredes de pedra, ele ficou realmente apavorado. Então, Rose e Albus apareceram. A imagem daquele dia permanece viva na memória de Scorpius, eles lançaram feitiços no garoto mais velho e caminhando pelo corredor tranquilamente, mas dessa vez eles o chamaram, o aquele foi o início de um tipo disfuncional de amizade. Nos dias seguintes eles fizeram alguma coisa com o garoto do segundo ano, Scorpius nunca soube o que era e eles nunca tocaram no assunto, mas o menino se tornou mais introspectivo e se dirigia aos três de cabeça baixa. Não sabia na época, mas ali, eles galgavam os primeiros passos rumo a uma soberania na casa verde e prata.
A partir daí, ainda criança, Scorpius teve a súbita constatação de que havia entendido alguma coisa errada. Como um tapa na cara, ele entendeu que para se defender ele teria que atacar primeiro, e com esse pensamento mais condizente com a realidade, as coisas começaram a acontecer para ele.
Como o bom observador que era, primeiro reparou em Rose Weasley. Naquela áurea sensual que parecia circulá-la vinte e quatro horas por dia. Em como seus movimentos eram graciosos e em como seu quadril balançava sempre que ela andava. Embora o aspecto físico lhe chamasse muita atenção, foi sua personalidade que mais lhe instigou. Então, ele reparou nas pequenas nuances da garota ruiva. Na postura e no tom de voz que mudava de pessoa para pessoa e em todos aqueles toques estratégicos. O auge de ser um bom espectador, sem dúvidas, era perceber coisas que ninguém mais podia. Scorpius percebeu como Rose Weasley sempre conseguia o que queria, manipulando a todos e fazendo com que eles se curvassem sob sua vontade.
Ao invés de afastá-lo, aquela constatação fez brotar no peito de Scorpius uma espécie de adoração esmagadora, ele gostava de observá-la o tempo todo, a maldade impregnada naquele corpo magnífico lhe excitava. Pouco ele entendia sobre a cultura dos trouxas, mas sabia que, se fosse condenado por algum pecado, com toda a certeza seria o da luxúria.
Além disso, foi Rose que fez com que ele deixasse a vergonha de lado e visse o próprio sobrenome com admiração. A memória viva em sua cabeça: Scorpius nu sob o corpo quente de Rose Weasley, quando entrou nela pela primeira vez, ela gemeu um “Malfoy” em seu ouvido. “Você pode me chamar de Scorpius, querida” respondeu e ela negou. Disse que Malfoy combinava mais pois era um sobrenome nobre e que essa grandeza combinava com Scorpius. Depois, em cada parede de pedra em que ele provava daquele gosto, gostava que ela sussurrasse seu sobrenome em meio as obscenidades juvenis.
A passo que Rose Weasley se alastrava nos poros de Scorpius, Albus Potter tornava-se um problema. Não demorou para que percebesse que algo estava acontecendo entre os dois. Claro que ele sabia que o relacionamento entre primos era aceitável no mundo bruxo, mas a família Weasley não parecia muito fadada a esse costume purista. Observar aquela interação se tornou o passatempo preferido de Scorpius.
Não demorou muito para perceber que Albus gostava de ter o controle. Sempre sondando, colhendo informações valiosas e marcando território. Era irônico que ele parecesse tão fodidamente interessado na prima, visto que os dois possuíam personalidades tão semelhantes. Aquilo era uma espécie de narcisismo? Bem, podia não saber qual o objetivo, mas para ele ficava cada vez mais nítido que Albus e Rose tinham uma espécie de relação.
Quando pensava na família Malfoy, os milhões de galões e a má fama eram as únicas coisas das quais se recordava, mas a voz de Rose ainda parecia sussurrar em seu ouvido dizendo que seu sobrenome era o seu legado. Fazendo uma retrospectiva dos seus ancestrais, Scorpius chegou a conclusão de que o legado de sua família era sempre conseguir tudo aquilo que queria e vendo Albus deslizar a mão pela coxa de Rose durante a aula de transfiguração, ele soube que o que ele mais queria era fazer parte daquilo.
Como um legítimo Malfoy, Scorpius foi atrás daquilo que queria. Ele passou a tocar mais, elogiar Rose, principalmente quando Albus estava por perto. Vê-lo com o sangue correndo acelerado dentro das veias trazia uma espécie de satisfação doentia.
Rose passou por Scorpius afim de subir para o dormitório feminino. Albus lia a algumas poltronas de distância e Scorpius sabia que ele estava totalmente consciente da presença dos dois. Aproximou-se, inspirou o perfume que exalava do pescoço dela e subiu os lábios para beija-lá no canto da boca. Seu olhar fixo no garoto de olhos verdes que parecia hipnotizado com a cena. Tão logo Rose subiu, como Scorpius previra, Albus veio em sua direção. Ele teve tempo de reparar da postura defensiva e na face de descontentamento de Albus antes que esse o empurrasse contra parede com a mão espalmada na altura de sua clavícula.
—Você não deveria entrar em um jogo que sabe que não pode ganhar – avisou, seu tom de voz era baixo e ameaçador. Por mais estranho que possa parecer, Scorpius sentiu algo agitar-de dentro dele, seu sangue correndo mais rápido pelas veias. A presença de Albus tão próxima atiçou sua imaginação.
Scorpius umedeceu os lábios antes de colar ainda mais seus corpos, deixando seus lábios a poucos centímetros de distância. Ambos achavam-se capazes de sentir a densidade que preenchia o ar. Albus entreabriu os lábios sem perceber e Scorpius respirou mais fundo.
—E é aí que você se engana, Potter. Desta vez, o jogo é todo meu – Scorpius respondeu com um sorriso sacana no rosto, depois empurrou-o com firmeza, afastando-o e seguindo em direção ao seu dormitório de monitor chefe.
As coisas continuaram a acontecer da mesma maneira, Scorpius provocava Albus e tinha Rose entre os seus lençóis. Para um bom observador, existia uma inquietação que ocupava a sala quando os três estavam presentes. Eriçava os pelos dos corpos, excitava-os e nublava suas mentes. A serotonina em suas correntes sanguíneas deixando seus corpos mais quentes e aumentando a libido em um nível que eles nunca haviam experimentado.
Scorpius gostava de provocar Albus, sua mania de controle, seus ciúmes e o recém descoberto desejo pelo outro garoto, o deixava a ponto de ebulição. E Scorpius adorava ver as mudanças, ao contrário de Rose que era sútil, Albus era copioso, oferecendo um mundo de reações.
Em uma noite, Scorpius os viu esgueirando-de para fora do salão comunal da Slytherin. Permitiu-se sorrir, deixou o copo inacabado de firewhisky— costume dos alunos mais velhos da casa verde e prata – e seguiu-os despretensiosamente. Provavelmente Albus fora se meter entre as pernas de Rose, e aquela constatação o deixou duro. Alcançou-os no corredor a esquerda do sétimo andar, conhecia muito bem aquela tapeçaria que retratava Barnabás.
Ainda no corredor, Albus beijava Rose de maneira lasciva, as mãos firmes na bunda da garota. Quando eles perceberam Scorpius parado no corredor, separaram-se com brusquidão. Albus tinha a face tranquila, a camisa do uniforme aberta mostrando seu abdômen definido e um volume considerável na parte de baixo onde tinha o zíper aberto. Scorpius imaginou como ele seria por baixo da cueca.
—Vai rondar em outro lugar, Malfoy – Albus aproximou-se perigosamente.
—Eu acho que meu trabalho está exatamente aqui – retrucou. Rose sorriu maliciosa e se aproximou dos dois, colocando-se exatamente no meio, virou-se para Albus, sua bunda roçando na agora despontada ereção de Scorpius. Então ela puxou o primo pela gravata e tomou-lhe os lábios. O Malfoy podia jurar que o ar lhe faltou por alguns minutos. Rose pegou sua mão e colou em sua cintura e era a deixa que o loiro tanto esperava. Com a outra mão, ele enrolou os cabelos ruivos e passou a distribuir beijos, sua língua serpenteando pela pele, a outra mão correndo pelo corpo curvilíneo, pode ouvir um gemido, não soube dizer de quem era. Rose soltou-se de Albus e virou-se para Scorpius, o moreno empurrou-a levemente e a ruiva enroscou-se no pescoço do Malfoy beijando-seus lábios. O corredor cheirava a luxúria quando sentiu que Albus contornava-os e se posicionava atrás de Scorpius. Sentiu a ereção proeminente tocá-lo e aquilo provocou reações em seu corpo, ele puxou Rose para si, mordendo levemente seu lábio inferior.
Albus deslizou a mão por dentro da camisa de Scorpius, a mão grande passando de maneira firme pelo peitoral. O garoto colou ainda mais os corpos e apertou o quadril antes de grudar seus lábios na sua orelha.
—Então faça o seu trabalho – sussurrou rouco e, com um puxão, virou Scorpius de frente para si. Se encararam por alguns segundos, e Albus tomou seus lábios, as línguas brigando em um beijo extremamente sensual.
Ali, nos braços de Albus, ciente de Rose acariciando seu pau e distribuindo beijos por sua escapula, ele sentiu-se realizado. Ali, experimentando pela primeira vez aquela atmosfera de luxúria e prazer, entendeu o que Rose dizia, seu legado era a grandeza, e, para ele, não existia nada mais grandioso e solene que aquilo.
Notas finais
Logo mais, TOMO III - Queen!
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