Notas iniciais
Esse é somente uma pequena introdução à história, narrando fatos que acontecem em uma casa tomada pela solidão e angústia.

24 de Março de 2015

A residência de N° 969 se encontrava no Bairro do Limoeiro, um arborizado lugar encontrado no subúrbio de São Paulo com muitos campos verdes, calçadas e belas casas. Infelizmente, devido ao início de outono a área se encontrava bastante chuvosa e nublada o que tirava a essência do lugar o transformando com poças de água, ruas desertas e um ar depressivo. Mas isso não é novidade para os moradores do 969 que passam praticamente o ano inteiro neste clima.

Pelos olhos dos que ali passavam, a residência não passava de um velho casarão abandonado qu estava no ápice da demolição que tirava a beleza do lugar e transformava aquilo em uma visão de um cenário digno de um terror hollywoodiano. Um homem bem-vestido passava em frente com uma mulher toda formal, uma provável corretora de imóveis, de que a casa se encontra naquele estado há um bom tempo e que deveriam tomar medidas quanto à ela. E lá da janela do primeiro andar se encontrava uma tímida, encabulada e fechada jovem com cabelos pretos e algumas mechas roxas todo bagunçado, roupas brancas antigas rasgadas e desprezo no coração que observou a conversa dos dois. Ela observou uma menina loira e um menino de cabelo castanho brincando no quintal, parecia ser pega-pega e teve um leve sorriso e deu as costas olhando para os corredores empoeirados do lugar de carpete fino.

Segurando um cálice com velas na mão e andando com a mão arrastando suavemente pela parede que se encontrava cheia de auto-retratos e pinturas do século XVIII como A Leitora de Jean-Honoré Fragonard e Indian Widow de Joseph Wright. Andando lentamente com uma noiva indo para seu altar ao encontro de seu príncipe encantado. Uma verdadeira dama de branco!

Ela passou pela porta que dava ao porão, que com um leve vento abriu devagarinho e encontrou olhos brilhando na escuridão que dava escada abaixo, com certeza sendo do vampiro que ali habitava em seu macio caixão em meio às tralhas e bugigangas ali guardadas. Uma jovem e sensual empregada também esfregava o caro carpete com um semblante triste como se estivesse tido um passado obscuro, fugindo de alguma coisa ou presa à algum lugar. Ela ignorou e continou andando e de repente um som de piano começou da sala. Sem se importar ela observou que um jovem de cabelos longos vermelhos e roupas dark havia chegado de surpresa como sempre fazia e começou à tocar piano, o seu passatempo favorito e começou a tocar a clássica ''Love Story''. Ela tinha uma leve queda por ele e se afastou rapidamente, subindo as escadas de madeira sofisticada para os padrões antigos.

Majestosamente chegando ao segundo andar, sempre com seu glamour e móveis do século retrasado, ela continuava seguindo seu caminho pelos corredores da casa quando um homem de terno espantoso passou apressadamente carregando alguns papéis e nem olhou para o rosto da bela moça de rosto capisbaixo. Ela se aproximou do quarto de uma elegante madame, a mulher mais poderosa e rica da mansão, como sempre se maquiando com cores leves e chiques e vestindo seus vestidos exuberantes o qual a jovem moça admirava.

Subindo para o último andar da casa abrindo o alcapão que revelava uma escada de madeira tradicional havia chegado ao sótão espaçoso, enquanto ''Love Story'' ecoava pelos cantos, ela ajeitou as flores que estava próximas da janela traingular do sótão, enquanto o pássaro Bacurau havia chegado voando silenciosamente com um brinco em formas de coração, provavelmente de mais algumas vítimas de seus poderes estranhos. Ela acariciou a pequena ave, que em instantes se soltou para a liberdade. ''Love Story'' havia finalmente acabado e o jovem moço de cabelos vermelhos como uma pimenta malagueta deve ter se retirado rapidamente para se encontrar com uma adolescente de cabelos azuis que esconde estranhos poderes. A jovem continou olhando pela janela e observou um casal, uma moça com agasalhos modernos e um rapaz com cachecol fashion segurando a mão um do outro enquanto ele provavelmente dizia coisas bonitas para ela em um banco não muito longe dali. A jovem do 969 ficou pensando se finalmente teria um amor verdadeiro para vir buscá-la ali, naquela casa do sofrimento, das desilusões amorosas e onde todos os moradores estão simplesmente mortos.

Notas finais
Espero que gostem e acompanhem a história =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.