TKA - Taitame Kutou Academy

25 Dilema: Museu versus Diversão!


Sexta feira, última antes do recesso de verão e o dia da prova, não uma simples prova, A Prova. Ela é gigante com quase 10 folhas inteiras e que aborda um tema diferente a cada ano, para preparar os alunos são feitos passeios sobre o assunto ao qual eles devem fazer anotações e estudar pelas próprias. Este ano, o escolhido foi o museu internacional de Sinnoh que fica perto do porto e é lá que nossos heróis estão, literalmente todos.


– Ah... Fazer uma prova sobre um museu, eles querem nos matar de tédio? — iniciou Gold enquanto passava pelo detector de metais.


– Eu concordo, mas é melhor prestar atenção ou não vamos ter aquela viagem de férias. — comentou Red que já alcançava o resto da turma.


– O que tem de interessante em ossos velhos? — teimou o garoto ainda sem motivo.


– Podemos saber como eram os pokemon de antigamente, nossos ancestrais e variadas lendas. — explicou Green anotando no caderno de bolso.


– Oh, então quer mostrar sua data de nascimento para seu neto, hun? — sorriu o traquino acotovelando Green.


– Seu desgraçado! Eu não sou velho!! — resmungou dando alguns cascudos no jovem.


– Foi só uma brincadeira, relaxa aew! — comentou sorrindo.


– Ele é muito sujo pra por as mãos... — murmurou Gold soltando um pequeno riso.


– E você muito idiota pra tirar um dez, nem em mil anos. — retrucou e os demais riram.


– Quem apanha da irmã menor aqui é você! — exclamou jogando o caderno nele.


– Calem-se e vamos continuar! — gritou a inspetora pondo um ponto final na conversa.


– E aqui é a sessão de vidraçarias, das mais raras as achadas recentemente. Não toquem! — alertou o segurança do museu que comandava a expedição.


– Uaaah... estou ficando com sono, Matsuyo. — resmungou Sapphire que andava se arrastando.


– E eu com isso? Tenho cara de cama? — retrucou tentando ao máximo prestar atenção.


– Essa vai ser a prova mais chata do ano... — murmurou encostando-se na parede e quase dormindo em pé.


– E-Ei! Não pode dormir! — chamou balançando a garota.


[...]


– Então, o que esta achando, Satoshi? — indagou Ruby que andava ao lado enquanto bocejava.


– ... — o garoto estranhou que o outro não tivesse respondido.


– Hey! O que foi? — indagou balançando-o. — Satoshi, acorda! — gritou. — Satoshi, hey! — continuou.


– O que quer me balançando? — indagou depois de dar um murro no outro.


– O que estava vendo? Oh... Isso é... — murmurou virando o olhar e vendo uma grande montanha russa.


– É o Dummy Park! O parque de diversões lendário com a montanha russa de mais de 80 metros e que fica durante uma semana em cada local! — exclamou apontando de várias direções para a janela.


– Oh, parece legal, que tal irmos amanhã? — comentou Red que pareceu gostar.


– Amanhã?? Ele vai embora hoje!! — exclamou se descabelando depois de ler um cartaz.


– Eu quero ir... — murmuraram em consenso.


– Temos a prova. — resmungou Gold que olhava de relance para o resto da turma.


– Deixo colarem de mim. — protestou Satoshi e pareceram pensar em aceitar.


– Feito, vambora. — chamou Red andando de fininho.


– Oak e grupo, pra onde pensam que vão? — indagou a inspetora fazendo todos olharem para os doze ali.


– Uh... Vamos ao banheiro, né pessoal? — respondeu olhando nervosamente para os amigos.


– É. — concordaram em coro rapidamente.


– Todos juntos? — retornou a perguntar com certa incredibilidade.


– É que a gente comeu algo estragado e estamos com dor no estômago e ânsia de vômito. — explicou Satoshi.


– É... Bleerg... Ouh... — concordaram alisando as barrigas e enchendo as bochechas de ar.


– Ok. — deixou ainda incerta e correram o mais rápido que podiam.


– Essa foi boa... — comentou Red entre risos. — Dummy Park, lá vamos nós!! — exclamou pulando de alegria.


[...]


– Sinto, mas todos devem dar meia volta e ir embora. — explicou o porteiro e bilheteiro dali.


– QUÊ?? — gritaram olhando o homem e a falta de disposição dele.


– Estamos ocupados, não podem andar na montanha russa hoje, saiam ou eu chamo os seguranças. — resmungou lixando as unhas no meio do serviço.


– Aquelezinho... — resmungou Sapphire irritada.


– Cale a droga da boca. — mandou Matsuyo inconformada.


– Sei como passar! — exclamou Blue com um sorriso traquino na face.


– Cale a boca sua escandalosa!! — reclamou Green tampando a boca da garota e conferindo se o porteiro não tinha escutado o que ela havia falado.


– Moleques... — murmurou algo parecido e voltou a folhear uma revista.


– Ok, desembucha. — suspirou soltando-a e vendo ela ficar ofegante.


– Plano da Maravilhosa, Espetacular, Estilosa... — foi interrompida.


– Para de se bajular e diz logo. — resmungou Red no mínimo impaciente.


– Meu deus! Que pessoal chato... Meu plano é o seguinte: Yellow, Red e Green vão na frente e distraem o porteiro enquanto Gold, Crystal e Esmerald passam a volta, Matsuyo e Sapphire vão pelos fundos enquanto o resto me segue até o desembarque, logo o caminhão que vi mais cedo vai chegar com mais peças e vamos comunicar pelo celular para virem. — explicou seguindo para seu posto.


– Se o porteiro quer que não entremos é porque ele tem uma boa razão. — argumentou Green formulando alguma coisa na cabeça.


– Aqui esta muito quieto, onde esta aquele civil? — indagou Gold que parecia procurar alguém.


– Ele não veio... — murmurou Esmerald tentando calá-lo.


[...]


– Agora, a nossa mais recente exploração indicou o lugar dele, o caixão de âmbar que não pudemos abrir! — exclamou o segurança todo animado apontando para uma seção em especial.


– E onde ele foi achado? — indagou o garoto que ficara para trás, por enquanto.


– Ao norte, perto das ruínas históricas. — comentou andando.


– Tem ideia de o quão profundo ele estava? — interrogou anotando no caderno.


– Uh... Não passava de 40 metros. — parou para responder em dúvida.


– Não palpite se estiver errado! Não aceito informações pela metade. — resmungou fechando o caderno e andando mais pra frente.


– Este é seu melhor aluno? — cochichou para a inspetora.


– Acredite ou não, ele é o pior de todos. — murmurou seguindo com o restante de alunos.


– Aqui é uma seção especial, estão guardados aqui os maiores bens que foram achados em Sinnoh desde o acaso que houve não faz muito tempo. — apontou para um espaço gigante que era escondido pelo escuro.


– A luz. — murmurou apontando para o interruptor. — Por que não a liga e vemos por nós mesmos o que há ai dentro? — continuou ainda com a cara cética que havia copiado do amigo.


– Porque esta fechada. — resmungou afrouxando a gravata. — Tem uma peça faltando que ainda não chegou. — comentou num escape e logo fechou a boca.


– Uh? Mostra, essa cara de gordo que ficou sem biscoito não me interessa. — murmurou afastando-o e ligando a luz por si só.


– Ora seu... — soltou num murmúrio.


Quando a luz foi ligada, a maioria soltou um grito de exclamação, as peças mostradas lá eram algumas das mais raras de que já ouvira se falar e bem lá no centro, um palanque feito de gesso e um suporte de aço encoberto por uma caixa de vidro a prova de tiro esperava a última peça, um brasão feito de ouro puro que seria doado pela família mais antiga do continente para o museu.


– Um brasão? Que família? — indagou fitando o segurança que mostrava uma cara de Bouffalant.


– Não ligue, é uma droga de objeto que não faz a mínima importância. — murmurou imitando-o.


– Olha, se sua vida é um saco, seus pais te odeiam por não ter talento algum, só conseguiu arranjar emprego aqui porque é um pé-rapado que não entende nada além de se mostrar, não culpe alguém que pode ser um pouco, não, milhões de vezes melhor do que você. — comentou fechando o caderno de uma vez.


– ... — o homem ficou de boca aberta enquanto olhava para o garoto que perecia entediado.


– A verdade doí? Posso imaginar. — resmungou encarando o guarda calado.


– Como tem tanta certeza?? — empurrou num tom alto, mas que não parecesse um grito.


– Primeiro, quando lhe perguntei quantos metros o caixão estava no solo, você respondeu que não passava de 40 metros, ou seja, queria dar a impressão de que estava lá quando o retiraram, só que isso deu tão errado que seus olhos não notaram a placa de informações que estava alguns metros a frente e que dizia o contrário. Segundo, depois de comentar "acidentalmente" que havia uma peça faltando, você agiu tampando a boca, o que mostra claramente que é muito ligado a sua parte infantil e que queria que eu fosse abrir a luz e aumentou ainda mais quando murmurou algo sobre mim. Terceiro e último, após me imitar dando ênfase a uma frase que eu certamente não havia dito, ficou claro que tudo o que queria era me dar uma lição depois de estragar sua tentativa falha de aparecer. — explicou bocejando no final.


– E você disse que ele era seu pior aluno... — resmungou alto o bastante para que a inspetora pudesse ouvir.


– Não deveria acreditar nela, eu nem ao menos tenho aulas em sua sala. — comentou posando de intrometido na conversa.


– Taijiri, queira parar com essa atitude, ok? — sonorizou em um tom alto e bem claro.


– Ok, inspetora. — concordou liderando a expedição.


[...]


– Agora, como exatamente vocês entraram aqui? — interrogou um dos seguranças do parque.


– Pela saída de escape. — apontou Blue sendo fuzilada pelos amigos. — A gente só queria entrar no parque, temos dinheiro para ingresso!! — exclamou observando o segurança falar com outro.


– Ok, mas estamos suspensos até que o brasão do museu apareça outra vez. — comentou soltando-os.


– Brasão? Foi roubado? — indagou Red, o único interessado naquela informação.


– É, não saiu no jornal ou na Tv, mas ontem o brasão doado pela família Membron foi roubado de madrugada, ninguém sabe quem foi ao certo, no entanto, todas as localidades por perto estão sendo investigadas. — completou abrindo o hangar e pedindo para pularem.


– Só um pergunta, vão ficar aqui até quando? Ai! — perguntou Gold esperançoso e Crystal pisou em seu pé.


– Que hora inconveniente pra se perguntar... — murmurou olhando o garoto abanar o pé.


– Até semana que vem. — sorriu e Gold pareceu comemorar entre alguns murmúrios.


– Então, desculpe pela intromissão, vamos pessoal. — desculpou-se Red e saiu chamando o resto.


– Esperem, que tal uma volta rápida na montanha russa? — ofereceu e os rostos se iluminaram.


– A gente aceita, só vamos chamar um amigo ali, espera aí! — gritou Gold correndo para o museu.


– Aqui é a praça de alimentação. — mostrou o guarda enquanto pulava uma poça.


– A gente vê. — comentou cínico. — Hora de comer, certo? — indagou para Marchel e esta ascentiu.


– Satoshi!! — gritou Gold de um modo exagerado que chamou certa atenção.


– Olha! O Ero Baka sabe meu nome. — comentou com divertimento e o outro parou.


– É que se eu procurasse por mendigo, viria uma ruma ao meu encontro. — explicou e o outro suspirou.


– Hora de comer, vamo pra montanha russa. — resmungou puxando Gold que acabou sem dizer nada.


[...]


– Prontos? — gritou depois do grupo de adolescentes entrar no brinquedo.


– SIM! — responderam entusiasmados e o segurança ligou.


Os vinte carrinhos subiram por alguns metros em lentidão e quando a marca alcançou 80 metros, quase se arrependeram na descida em alta velocidade que tomou embalo em várias partes da pista que se mantinham 'enroladas' depois de mais uma subida e uma divisão de dez a cada lado, tiveram mais impulso e giraram em espiral para enfim ter uma parada bem calma e simples.


– O parque estava fechado? — indagou depois de saírem dos bancos.


– Parece que estavam sendo suspeitos de roubar o brasão da familia Membron. — comentou o que o guarda havia dito.


– Esperem, vou fazer uma ligação. — sorriu se afastando um pouco do ônibus escolar.


– Não demora ou vão te deixar aqui. — comentou Gold em vão enquanto o outro discava um número no celular.


– Alo? Foram vocês que pegaram o brasão, não foi? — indagou para a pessoa do outro lado da linha.


– Primeiramente eu estou surpreso que saiba meu número e segundo, o brasão não pertence ao museu e sim aos Membrons como eu e você. — terminou desligando na cara do garoto.


– Taijiri, o que faz? Vamos ou vai ficar ai. — gritou a inspetora sendo a última a entrar.


– Estou indo. — sorriu guardando o aparelho e embarcando no veículo.

Notas finais
Green:Aloha!! Estamos de férias!!
Red: Mentira ¬¬, acabamos de voltar, quem liga para o que um cara como o Green diz?
Green: Eu ligo! E muita gente também!!
Red: A vá ¬¬
Green: Agora a gente volta pra droga da escola, sem ofensas U.U
Red: Próximo: A volta da destruição!!
Green: Não somos tão maus!
Eu: Claaaaaaro, eu que sou uma escritora meio maluca ¬¬