Notas iniciais
Aqui iniciarei a um novo capítulo. Tenham uma boa leitura.

Nova Iorque, Estados Unidos. Outubro de 2017.

Atualmente...


Várias pessoas saíam e entravam no estabelecimento tão movimentado, que era tão conhecido como Empire of The Newspaper, uma grande empresa de jornalismo, a melhor, na verdade. Várias pessoas estavam em suas mesas, todas fazendo os seus trabalhos, concentrados na tela á sua frente. Muitos cochichavam e giravam na cadeira para tentar ter mais concentração, mas ninguém ficava quieto. Os telefones sempre tocavam anunciando que poderia ter uma matéria nova e diferenciada das outras. Algumas das pessoas levantavam com algumas pastas nas mãos e saiam correndo indo entregar para alguém, ou mostrar para algum supervisor.

Mas ali, havia uma mulher que estava tão concentrada digitando na tecla do computador que nem estava preocupada com o barulho a sua volta, talvez, a música que estava ouvindo nos fones de ouvido branco fosse mais interessante do que telefones tocando. Ao som de American Money de BØRNS, Elizabeth estava tão concentrada escrevendo e ouvindo a música, que não percebeu que o seu chefe, Gabriel Ratley, estava lhe chamando ao fundo. Na verdade, ele estava berrando o nome dela, enquanto o restante das pessoas observava toda a cena, enquanto isso os telefones não paravam de tocar, porque ninguém queria atender, apenas queriam ver alguma briga ou intriga nesse exato instante.

Gabriel Ratley, podia-se dizer que era um homem bonito, de uma aparência jovem e intimidadora. Olhos negros e cabelo castanho escuro, perfeitamente alinhado ao seu rosto. A barba bem-feita e desenhada, num intuito de mostrar riqueza e sim, claro, a beleza. Um suspiro saiu de seus lábios, já estava se sentindo cansado de estar ali, a chamando mais ou menos por um minuto e meio. Seus dedos da mão direita faziam um toque ritmado no batente da porta de vidro de sua própria sala.

Uma mulher denominada como Déborah Rodriguez se aproximou da mesa da jovem mulher, que atualmente está tão centrada fazendo o seu trabalho que ao menos teve a audácia de olhar em volta.

Déborah tinha o cabelo preto e comprido, olhos chamativos e intensos. Seu sorriso era evidente em seu rosto, enquanto ela olhava para aquela mulher do cabelo castanho e comprido.

Já próxima da mulher encantadora e tão concentrada, Déborah começou a estalar os dedos no rosto da tão distraída mulher.

— Liza! — Exclamou Déborah a e encarando, mas da mesma forma com um olhar divertido. — Elizabeth!

Elizabeth, a mulher tão distraída e concentrada em seus deveres, piscou os olhos quatro vezes, tentando se acalmar pelo pequeno susto que lhe era dado naquele momento. Ela retirou os fones do ouvido os deixando ao lado do teclado. Seus olhos foram diretamente para Déborah e depois olhou em volta, vendo todos os olhares na mesma. Ela forçou um sorriso e voltou o seu olhar para o computador.

— O que foi Déborah? — Elizabeth disse quase que sussurrando.

— O que foi? — Déborah olhou a amiga se sentindo um pouco ofendida, mas ao mesmo tempo vendo a situação de uma forma engraçada. — Olha... O "Sr. Amoroso Ratley" está te chamando faz mais de um minuto.

Elizabeth olhou para a porta da sala de seu chefe e viu o mesmo a encarando, mas com um pequeno sorriso de canto de boca. Seu olhar foi logo desviado do dele, voltando-se a amiga.

Seus pensamentos estavam longe, fazia um bom tempo que não escrevia algo tão empolgante depois do acidente que presenciou na Avenida Jackson. Ela piscou várias vezes para tentar ver se acordava de alguma forma, apesar de que não funcionou muito.

Déborah olhava a amiga, como se lesse a mente da mulher a sua frente. Seus pensamentos ronda o departamento inteiro, enquanto sente outros olhares em si. Elizabeth se levantou, enquanto passava as mãos — que supostamente estavam suadas — na calça. Seus olhos se voltaram ao intimidador Ratley. Ele ainda a encarava com aqueles olhos negros como a noite. Seus lábios fazia um pequeno barulho, mostrando totalmente a sua impaciência.

— Vai de uma vez... — Déborah disse no ouvido de Elizabeth. — Ele não vai te comer... — Um sorriso malicioso surgiu nos lábios da mesma. — Claro, se for ao outro sentido quem sabe. — Disse em tom de brincadeira, assim despertando novamente Elizabeth de seu transe nos olhos negros, que eram de Gabriel.

Instantaneamente Elizabeth deu uma cotovelada no braço de Déborah, fazendo a mesma dizer "Aí" de um jeito pouco agudo.

— Quieta Déborah.

Um sorriso surgiu nos lábios de Elizabeth, e assim começou a andar na direção de Gabriel. Seus passos eram apressados. Ela estava com pressa, sim, com pressa para chegar ao encontro do jovem Ratley. Déborah olhou em volta e viu que alguns ficavam a olhando e outros olhavam Elizabeth indo ao encontro de Gabriel, seus olhos semicerram os olhando.

— O que estão olhando?! Vão trabalhar! — Disse Déborah irritada enquanto voltava para a própria mesa.

Gabriel entrou na sala e andou diretamente para a mesa dele. Elizabeth entrou logo em seguida, prestando atenção em cada detalhe da sala, como se quisesse guardar tudo que estivesse ali para si. De fato, realmente, queria. Tudo ali lhe agradava, tinha uma ótima decoração em preto e branco. A mesa daquela sala era de vidro, e continha um Notebook branco em cima da mesa, juntamente com um mouse da mesma cor. As cortinas da janela eram brancas, com alguns detalhes em preto, como folhas caindo, mas eram tão pequenas que para notar somente chegando perto. Havia um tapete de veludo branco no meio da sala, e bem ao canto tinha um minibar, e sua estrutura era numa cor marrom escuro, envernizada e bem tratada.

— Vai ficar parada na porta, Srt. Báthory?

Gabriel disse já sentado em sua cadeira atrás da grande mesa. Ele a encarou novamente e cruzou os braços enquanto se se encostava à cadeira de couro preta. Seus olhos passearam por todo o corpo de Elizabeth. A mesma estava usando uma calça jeans preta, uma regata branca e um casaco de botões xadrez azul por cima, mas não estavam abotoados.

Elizabeth se sentiu um pouco incomodada com a forma que ele a olhava, se sentia intimidada e um pouco tímida, mas logo deu um jeito de disfarçar antes que ele percebesse algo. Ela andou em direção à mesa dele e puxou uma cadeira da cor branca que estava em frente à mesa do mesmo. Seu movimento rápido, que a mesma se sentou e o encarou por alguns instantes. Seus olhos se cruzaram e pode-se dizer que ambos estavam tensos com a presença um do outro.

— Desculpa se eu não lhe ouvi antes. Estava... — Elizabeth ia continuar, mas Gabriel a interrompe.

— Não precisa se desculpar Srt. Báthory. — Ele lhe sorriu, mas não um sorriso de simpatia, era mais como um sorriso nervoso, intimidador para se disser a verdade. — Aliás, te chamei aqui porque temos algo a tratar.

— Temos? — Perguntou confusa. Não sabia o que ele queria com ela.

Ambos estavam se conhecendo, um olhava o outro de uma forma diferente, mas o orgulho dos mesmos falava mais alto, nenhum queria se mostrar mais interessado, mas era impossível, porque estavam se mostrando muito para as pessoas do mesmo ambiente de trabalho.

Gabriel estava a olhando com intensidade, pensando bem numa resposta em que poderia deixar um vazio, mas a dúvida de como contar para ela estava estampada em seu rosto pálido. Seu olho negro a observavam como um felino observa a sua presa. Naquele momento ele não queria a olhar tanto. Apesar das paredes de sua sala ser de vidro, ele sentia os olhares curiosos para dentro daquela sala. O tão incomodado Sr. Ratley se levantou e andou em direção a grande porta de vidro.

Seus movimentos ágeis puxaram com cuidado um pequeno fio, assim caindo uma cascata escura de cortina preta, assim impedindo que algumas pessoas olhassem na direção da porta. Gabriel fez isso em todos os cantos daquela sala a deixando escura, somente com a iluminação do sol entrava naquela janela enorme — que ficava atrás de sua mesa de vidro —. Elizabeth o observava com atenção, se sentia muito mais intimidada do que antes estando trancada com ele dentro daquela enorme sala.

Gabriel sabia que mexia de alguma forma com as estruturas de Elizabeth. Ele imaginará que ela se sentia retraída quando ficavam lado a lado, mas Liza — como ele estava costumado a chamar — sempre tinha a resposta na ponta da língua, e isso mais o atiçava do que o afastava. A intenção dela não era afastar ele de sua vida, mas sim o afastar um pouco, para não se iludir, mas parece que estava nada corria de acordo com os seus planos.

— Então... — Começou Elizabeth. — O que gostaria de falar comigo?

Suas pernas se cruzaram enquanto o olhava com intensidade. Seus lábios estavam centralizados, e os olhos de Gabriel a olhavam de certa forma com luxuria, como ninguém nunca o viu com aquele olhar "matador".

Gabriel apoia os braços na mesa de vidro e a encarou, como se quisesse rescindir os segredos mais obscuro dela. Seus olhos a analisava com luxúria. A pele clara de Elizabeth chamará a sua atenção, seus lábios eram convidativos aos olhos do homem alto e exuberante a sua frente. Ele apenas a analisava, como fazia com outras pessoas, mas com Liza era diferente. O sentimento que ele sentia por ela, era um tanto quão confuso e curioso. Nunca mais ele olhou para outra mulher a não ser a está que lhe se encontra a sua frente.

Elizabeth o olhava um tanto curiosa. Estava pensando o porquê de ele a olhar com tanta intensidade por tanto tempo.

— Você, Elizabeth Báthory, passou no teste para trabalhar no Jornal Criminalista.— Gabriel confessou enquanto fazia leves batuques com os dedos da mão esquerda. Com a outra mão, ele ajeitou a gravata em seu próprio pescoço, e um sorriso largo se formou em seus lábios enquanto ele observava a expressão confusa de sua querida Liza. — Já pode respirar. — Concluiu, percebendo que a mesma prendia a respiração.

Um sorriso largo surgiu nos lábios da mulher de cabelo castanho. Era tudo que a mesma queria, e por esperar já estava nervosa. Sua respiração não estava tão tranquila quanto antes, parecia estar inquieta com algo, e Gabriel percebeu isso, como em tudo que ela poderia fazer.

— Você está bem? Está inquieta. — Observou Gabriel enquanto inclinava a cabeça para o lado, a encarando de uma certa forma intimidadora.

— Desculpa... Eu estava com os pensamentos longe. — Se explicou-se.

Gabriel não sabia ao certo se ela estava feliz com aquilo, mas sabia que a mesma não iria escapar tão fácil em seus grandes mãos. Um sorriso um tanto quão misterioso surgiu nos lábios dele, e o olhar de Elizabeth foi diretamente para aquele sorriso.

— Quem sabe você não consiga um dinheiro americano, hein...?! — Esbravejou Gabriel.

Elizabeth voltou a atenção para os olhos do homem a frente e sorriu estando um pouco corada. Ela sabia das intenções dele e sabia mais ainda que estava rolando um flerte naquela área. A senhorita Báthory o via apenas como um amigo, mas logo esses sentimentos foram mudando durante os anos.

Gabriel se levantou e deu uma volta pela mesa, assim se sentando ao lado dela e a admirando enquanto o mesmo se encostava na mesa.

— Obrigada Sr. Ratley, por essa oportunidade. Irei escrever o jornal.

— Se quiser pode escrever sobre a sua família. Imagino que esse sobrenome é um tanto quão intrigante. Não acha?

— Talvez, se eu morasse na terra desumana do Conde Drácula. — Elizabeth disse com um sorriso nos lábios, mas logo se levantou, assim o encarando nos olhos.

Os dois estavam tão próximos naquele momento que Elizabeth pensou em recuar, mas antes que ela fizesse isso, Gabriel se desencostou da mesa e se aproximou mais dela, assim a beijando. Ela era um tipo de droga para ele, ele queria se viciar nela, assim como se viciará em livros de suspense e ficção científica.

Elizabeth continuou o beijo, ela não conseguia pensar em nada naquele momento, apenas queria sentir o beijo dele em seus lábios.

Subitamente ela se afastou dele e o olhou desconcertada. Gabriel ficou confuso e chateado naquele momento, mas ele logo disfarçou.

— Desculpa! — Os dois disseram em uníssono.

Elizabeth saiu da sala dele quase que correndo, e olhou em volta, vendo que a maioria das pessoas dali a olhavam de uma certa forma que curiosos. Ela ergueu uma de suas sobrancelhas, a direita, e andou em direção a Déborah.

Déborah estava distraída escrevendo algum artigo no computador, o mesmo era sobre atletismo, de preferência o tão aprimorado Futebol Americano. Depois de a mesma escrever uma frase no Word do computador, Déborah olhou Elizabeth com um pequeno sorriso nos lábios.

— E então...? — Iniciou Déborah enquanto pegava uma caneta e ficava balançando a mesma para lá e para cá, movimentos repetitivos. — O que o chefão te disse? O que ele fez?

Elizabeth sorriu e olhou no relógio.

— Te conto no almoço. Pega as suas coisas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.