THE REASON

2 Me salvando


Notas iniciais
May isso é pra ti U.u por ti, AUSHAUSH e claro para as outras tbm

Olhei no relógio que estava ao meu pulso, era 12:30... a estrada deserta sem ninguém a recorrer ou pedir ajuda, avistei que estava perto de um grande precipício, era minha hora, assim poderei encontrar minha família e pedir perdão por não ter os salvados. Caminhei calmamente ate o outro lado da estrada, avistando já o mar e suas ondas furiosas que se quebravam. Pudera eu ser tão idiota de não ter salvo a minha família? Por que meu Deus? As lagrimas voltaram a banhar meu rosto, essa era a minha hora. Abri os braços e ergui a cabeça de olhos fechados em direção ao céu engolindo em seco e com a cabeça fervilhando, ia me jogar mas alguém me puxa pelo braço me fazendo cair no chão, abri os olhos calmamente e pude ver pares de olhos claros me observando assustados.

_ Garota, você está bem ? – o que me segurava perguntou parecendo preocupado – Estava tentando se matar?

_ Eu preciso ir ... – falei ainda chorando e as imagens do incêndio invadiam minha cabeça – socorro, eu não posso ficar aqui, preciso ir... – eu estava delirando.

_ Dean, vamos levar ela para algum lugar longe daqui e ver se ela se acalma, não podemos deixar-lá assim – disse o outro do lado, eu já não tinha noção de onde estava, minha cabeça uma confusão, tudo girava.

_ Você tem razão – o tal Dean disse me levantando junto com ele – Algo de ruim aconteceu com ela... – me guiou até o carro abrindo a porta pra mim.

Pov Narrador .

Dean a colocou no banco de trás de seu carro, e a olhou fixamente nos olhos. Ele parecia que estava preocupado, de fato estava, pois não era sempre que em uma de suas viagens encontrava garotas a ponto de se matar. Em seguida fechou a porta e fitou o irmão que ia entrar no carro.

_ Ela não está bem – Dean disse com a cara seria – Ela dizia que precisava ir... tem alguma idéia do que seja? – perguntou a Sam que olhava a garota de olhos fechados e respondeu.

_ Não. Mas, quero poder ajudar-la – abriu a porta e em seguia já estava lá dentro. Dean deu a volta, fazendo o mesmo, ligou o carro, deu a partida e saiu. A garota estava como se estivesse sido dopada, talvez de alguma maneira sim. Ver a família morrer faz qualquer pessoa perder os sentidos, é um choque grande. Os irmãos estavam em uma casa perto da estrada, caçadores tinha livre árbitro de morar em locais assim, pelo fato de facilitar a captura das suas presas sobrenaturais. Sam saiu do carro e foi direto abrir a porta enquanto o irmão se encarregava de levar a garota cujo o nome era Ariel.

_ Coloque ela na minha cama Dean, eu durmo no sofá – Sam disse esperando que o irmão compreendesse.

_ Eu dou o meu jeito Sam – falou entrando na casa e indo em direção ao seu quarto, a porta aberta deixou tudo mais fácil pra ele que a colocou na cama – Pegue uma jarra de água fria e um pano, temos que acordá-la – disse e foi o que o irmão fez de imediato.

Dean tratou de tirar a jaqueta dela, arrumando sua cabeça em um travesseiro. O rosto de Ariel estava sujo pelo fato da fumaça, porém ele não sabia o que realmente havia acontecido. Sam desesperado colocou tudo que o irmão havia pedido em cima da cama. Dean pegou o pano e o molhando, tirou o excesso de água e foi passando delicadamente em seu rosto.

_ Vai adiantar ? – Sam o olhou esperando que aquilo fizesse algum efeito na garota.

_ Vai... – Dean parou após ver que ela mexia os olhos devagar e lentamente os abrindo. Levou a mão para a cabeça, e reclamando de algo – Você ta bem ? – olhava fixamente ela que tentava encaixar as coisas.

_ Minha família – ela dizia e novamente os dois pudera ver que tudo que ela tentava dizer não se encaixava – Eu perdi a minha família – ofegante ela respirava – sou culpada, era pra mim ter salvo eles...

_ Ei! Fique calma, por favor diga as coisas mais devagar para que possamos entender – foi a vez de Sam dizer. Ela pareceu despertar de vez, se assustando com a presença dos dois que a olhava.

_ Quem são vocês ? – perguntou se sentando – Aonde eu estou? Anda me dizem quem são vocês... – ela exaltou-se.

_ Somos amigos, nós te ajudamos... Nos diga seu nome – falou tentando de todas as formas a acalmar.

_ Preciso ir, eu tenho que ir com a minha família – mudou totalmente de contexto os confundindo ainda mais – Está tudo em chamas, tudo – abraçou o joelho e voltou a chorar – tudo em chamas.

_ Dean, ela estava delirando ou está muito mau – Sam falou muito mais preocupado com o estado dela – Como você chama? Ariel respirou fundo olhando para os dois e limpou o rosto e fez do detalhe da coxa da cama seu alvo pra olhar.

_ Ariel – o rosto triste, o jeito que ela se portava, de imediato ela pareceu cair em si e voltar para a terra – Não me lembro de nada após eu tentar pular do precipício, parece que tudo se apagou menos a imagem da ... – engoliu em seco fechando os olhos – Minha família.

_ Pode nos dizer, por que você quis se matar ? – Dean perguntou daquele jeito serio porem preocupado que apenas ele sabia fazer, ela encarou Dean e suspirou.

_ Ontem, eu presenciei a coisa mais terrível que alguém pode ver ... homens, invadiram minha casa, pelo que parecia estavam bêbados, as risadas esganiçadas denunciavam. Colocaram fogo na casa, e por puro azar eu não pude ir junto com meus pais e meus irmãos. Fugi, sei que foi errado ter deixado eles morrerem e apenas salvar a minha pele. Então pra amenizar a culpa tentei me matar, mas depois eu apaguei. – terminou de falar, e os irmãos se olharam entendendo a dor que ela estava sentindo, afinal perderam a mãe muito jovens e pai também já havia morrido.

_ Sentimos muito – Sam diz cabisbaixo – porém você não teve culpa, seus pais aonde quer que estejam precisa de você viva e muito bem. Bom – Sam despertou tentando quebrar o clima tenso – Te salvamos, a gente impediu que você se matasse, sou Sam – deu um meio sorriso. Dean se levantou do lado da garota.

_ Me chamo Dean – disse com a mão dentro do bolso, Ariel os olhava procurando o que dizer.

_ Não sei se eu devo agradecer ou não, mas mesmo assim obrigada – falou – Eu tenho que achar um lugar pra ficar, antes que anoiteça e tudo fique pior – ela foi se levantando.

_ Fique conosco, antes do nosso lado do que solta por ai tentando novamente se matar – Dean disse a encarando – Não será problema.

_ Acredite eu jamais quero ser um problema – suspirou – Novamente obrigada – não tinha nada que faria ela mudar sua cara. A alma da garota totalmente ferida.

_ Sam, pegue uma roupa e dê pra ela tomar um banho. Você precisa – Dean disse e sorriu desanimado – Tome cuidado com ratazanas.

_ Depois do que eu passei, isso é o de menos – falou ela parecendo mais calma – Eu não sei como agradecer.

_ Tome um banho acho que isso agradece nossos narizes – Dean disse fazendo Ariel abrir um pouco mais o sorriso. Sam pegou uma calça e uma camisa deles mesmo e deu pra ela se vestir, apenas por agora e pra não ficar desamparada.

_ Podemos adotá-la – disse Sam chegando perto do irmão que observava a tarde caindo pela janela.

_ Estamos com uma garota de mais ou menos 19 ou 20 anos. Acha mesmo que temos que adotá-la ? – Dean disse e o irmão deu de ombros.

_ Ela é bonita, lembrei muito de quando nossa mãe morreu – Sam abaixou a cabeça e Dean o abraçou.

_ Porém ela está em um lugar melhor agora, e pode ter até encontrado a família da Ariel – falou com ar de irmão mais velho que sempre tranqüilizava o mais novo. Os dois ficaram um pouco mais ali conversando, o tempo passava mais rápido dessa maneira segundo eles. Ariel, estava se trocando, sabia que dali em diante sua vida se resumia em culpa dor e saudade, que mesmo que tentasse esquecer o dia anterior, sempre teria algo pra lembrar deles. Como a camisa que vestia, acabou lembrando no pai e de como ele adorava aquele tipo de tecido.

_ Posso entrar? – se assustou ao ver Dean parado a observando – Ah, vejo que tomou banho – deu um meio sorriso se aproximando – bem melhor.

_ Merecido banho – ela disse – Não quero atrapalhar, eu posso sair e sei lá arranjar outro lugar pra mim ficar – a garota deu de ombros.

_ Acha mesmo que eu Dean Winchester vou deixar uma garota que tentou se matar e presenciou a pior coisa de suas vidas sozinha? – falou – Isso, jamais. Quero que fique segura.

_ Não entendo por que estão me ajudando, nem me conhecem e me colocaram dentro da casa de vocês – Ariel disse encarando o rosto de Dean.

_ Sabemos quando a pessoa é boa realmente, acredite temos experiência em lidar com “pessoas” – fez aspas e Ariel balançou a cabeça positivamente – Vem, vamos comer.

_ O que será que dois irmãos comem sozinhos ? – perguntou ela curiosa.

_ Muita bobagem – ele riu e continuaram o caminho até a cozinha, onde Sam devorava um hambúrguer e mexia em seu computador – Será que pode se sentar a mesa sem fica mexendo nisso? – Dean disse se sentando, e Ariel apenas observava tudo calada.

_ Desculpe irmãozinho – disse ironizando dando sorrisos “amigáveis entre si” – Pronta pra comer a minha comida?

_ Não é muito saudável comer um pedaço de carne, gordurosa, e coloca-la no meio de Paes – Ariel foi atacada por olhares que a estranharam e sorriu sem graça – Desculpe, é que... minha mãe dizia sempre isso ao meu pai – ela suspirou.

_ Bem – Dean tentou mudar de assunto – Acredite isso é bom, e garanto que não vai se arrepender se comer isso – falou pegando e fazendo um hambúrguer pra ela – Coma, e nos diga o que achou ? – Ariel não podia negar nada naquele momento, seu estomago estava vazio e se não comesse iria cair dura no chão. Ela mastigou, e deu um sorriso.

_ Ah sim, eu adorei – e abocanhou mais um enorme pedaço – nada melhor do que encher o estomago com coisas produtivas.

_ Eu disse, não disse ? – Dean falou com a razão fazendo Ariel assentir.

Durante aquele período eles conversaram, disseram do que eram caçadores e o contou um pouco da historia deles. Depois foi a vez de Ariel contar um pouco sua vida, se liberou a dizer cada detalhe.