THE KILLER: O Matador de Ipswich
1 Festeje até cair… morto.
𝐎𝐫𝐞𝐠𝐨𝐧, 𝐈𝐩𝐬𝐰𝐢𝐜𝐡
𝐉𝐮𝐧𝐡𝐨, 𝟏𝟗𝟖𝟒
A gota de gel verde escorria como algo do fundo de um pântano em decomposição. Ela se espalhou é se acomodou em seu recipiente, tremendo, como se procurasse uma maneira de escapar ou de assumir o controle.
Enfiei à mão na pia de porcelana e espremi lentamente a massa gelatinosa.
— Que nojo! — disse. — Tem certeza que quer colocar isso no seu cabelo?
— Vá em frente — disse minha amiga Tracy Walker. Tracy estava sentada em um banquinho de madeira em frente ao espelho do banheiro, uma toalha cobrindo os ombros, o cabelo castanho recém-lavado pendurado em cachos úmidos pelas costas.
— Eu sei que você viu uma revista famosa sobre cabelos. — disse — mas essa coisa se parece com uma coisa que comi em Cincinnati. E nem vou te contar como é.
— Vá em frente — Tracy insistiu. — Minha mãe usa no cabelo o tempo todo e fica ótimo. Todo brilhante e cheio de corpo.
— Tem certeza de que não se refere a cadáveres?
Comecei a aplicar o gel no cabelo. Logo as longas tranças estavam cobertas de lodo exalavam um leve cheiro de gelatina.
— O que agora? — Perguntei quando terminei de finalizar.
— Agora vamos esperar secar. — disse Tracy — Nesse ponto eu serei arrebatador. Tem certeza que não quer experimentar? Poderíamos arrumar seu cabelo com pontas.
Toquei no meu próprio cabelo fino como um bebê. Era baixinho, alourado e reto. Tudo o que eu podia fazer era usá-lo em camadas e torcer pelo melhor. Minha mãe disse que meu penteado me fazia parecer um anjo. Eu não tinha certeza se gostava de ideia, mas espinhos não soavam melhor. — Não, obrigada. — disse — Já tenho problemas suficientes sem tentar a fórmula secreta x-oh-nove ou seja lá o que for.
— Essa pode ser sua grande chance — disse Tracy, mas ela não pressionou, ela não parecia se importa muito. Na verdade, ela parecia um pouco entediada — tão entediada quanto eu me sentia.
— Que maneira de passar as férias de verão — disse com um suspiro.
— Sim, odeio admitir, — disse Tracy — mas ficarei feliz quando as aulas começarem no próximo mês. Será ótimo ver todas as crianças, começar a ir aos bailes e jogos.
— Sim, eu acho. — disse.
— Ei senhor e senhora entusiasmo. — a voz ecoada do meu melhor amigo, Tyler Harris. Com o porte de jogador de futebol ele aparece na porta. — Levante suas bundas do banheiro, vamos para a festa da Jennifer!
— Merda! Esqueci completamente da festa de Jennifer. — Ela se levantou com um pulo do pequeno banco, indo direto para a janela tentando ver as luzes da casa de Jennifer Lantz.
— Pessoal, não… — Eu sabia que eles estavam entediados, mas uma festa de líderes de torcidas? Nunca é uma boa ideia.
— Qual o problema? Seus pais não estão em casa, a festa é no final da rua, não voltaremos muito tarde. — disse Tracy, com olhos grandes é brilhantes.
Meu pai está fazendo turno da noite no hospital, minha mãe vai dormir na casa da sua irmã, tia Betty. Eu poderia ir para festa, mas provavelmente seria um saco.
— É que não sei o que esperar — disse.
— Qual é? — Disse Tyler — Vai ser divertido, estou cansado de revisar filmes de terror barato.
— Isso, divertido! Viremos embora se não gostamos. — Disse Tracy, eles odiavam aquelas festas de adolescentes. Apenas um monte de garotas que se acham ficando bêbadas e traindo seus namorados, é o que eles sempre diziam. Bom, penso, acho que eu finalmente concordo.
— Então… — Tracy, quase súplica.
Saindo pela porta, tranco é escondo a chave em baixo do tapete de “Bem vindo”. Olho para a janela do meu vizinho, senhor, Jones Baker.
Vejo pela janela que ele está com a presença de um garoto que deveria ter a minha idade vestido com uma camisa da MTV. Isso é estranho, o S.r Jones mora sozinho, além de ser muito tarde para uma visita.
— Alex! — Tracy grita. — Anda logo!
Olho novamente para janela do S.r Jones onde ele e o garoto não estão mais lá.
— Droga! — Acabo de tropeça em alguma coisa que quase me fez cair. Parece um jornal empoeirado que deveria estar no meu gramado a uns dois dias mas algo estampado na primeira página me chama atenção.
— Pessoal, esperem! — disse, atrasando meus amigos — vejam isso.
[ 𝐆𝐚𝐫𝐨𝐭𝐨 𝐥𝐨𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐞𝐦 𝐛𝐚𝐢𝐫𝐫𝐨 𝐞𝐦 𝐈𝐩𝐬𝐰𝐢𝐜𝐡. 𝐉𝐢𝐦𝐢 𝐋𝐞𝐰𝐢𝐬, 𝐮𝐦 𝐠𝐚𝐫𝐨𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬... ]
— Meu Deus! Jimi está desaparecido. — disse, segurando o jornal para meus amigos lerem.
— Hum, quem? — disse Tracy, sem tirar os do final da rua.
— Jimi Lewis? O garoto que sempre estudou com a gente deste do fundamental? — disse, meus amigos fazem caras de confusos. — O garoto do jornal. — disse, junto com um longo suspiro.
— Ah, como ele desapareceu? — O garoto, Tyler. Pergunta mostrando interesse no jornal.
— Eu não sei, ele apenas desapareceu no trabalho — disse — Eu não sei se seria seguro sairmos com todas as crianças desaparecendo.
— Lá vamos nós… — Tyler murmura.
— O quê?
— Qual é? já sabemos o que você vai dizer, conspiração, tudo conectado, as crianças não são aleatórias, fazem parte de um acobertamento alienígena. — Ele rir.
— Vocês não acham estranho? Olha, no verão passado um garoto desapareceu em Hazelton. Agora outro garoto desapareceu em Freeport?
— Alex, eu adoro você. Más você parece um esquizofrênico. — disse Tracy, rindo e me dando um soquinho no ombro.
— Lembra de quando você ligou luzinhas no teclado pra tenta se comunica com extra terrestre? — Tyler, lembra.
— Ou a presença demoníaca no seu quarto, porque construímos nossas casas em cima de cemitérios indígenas. — Tracy, complementar.
— Isso foi a 3 anos, e construíram mesmo as casas em cima de cemitério indígenas.
— Alex, não a prova nenhuma disso. — disse ela, mostrando os fatos.
— Sim, tem.
— Não, não tem!
— Já terminaram? — disse Tyler, enquanto nós aproximamos da festa.
Era quase impossível para Jennifer Lantz deixar uma festa de verão sem seus pais no Atrito. A varanda enorme tinha sido decorada com luzes estroboscópicas, dois bares completos e uma bola de cristal estelar, que piscava no salão de dança, repleto de pessoas festando.
— Uau, podem falar o quê quiser da Jennifer, mas ela tem estilo. — Tracy segue direto pra uma mesa cheia de bebidas.
A persigo com Tyler a o lado, resolvo pegar apenas um copo de Dreamy Blue Shush, um drink altamente alcoólico. Quando percebo a anfitriã vindo na nossa direção. Jennifer Lantz não tirava o sorriso do rosto. Nas luzes estroboscópicas, ela se movia em câmera lenta. Seu cabelo ia e voltava, enquanto ela caminhava na nossa direção.
— Virgens, que bom ver vocês. Faz tempo que não os vejo numa festa. — Jennifer colocou uma mecha de cabelo suado atrás da orelha e saiu da sala principal, com os olhos baixos e uma alegria radiante no rosto. Sua música favorita começou a tocar e ela saiu na direção contrária à multidão.
Observo de relance, quase sem querer, Scott Turnê com uma garota nos braços. Espero que ele não note minha presença, não quero que ele estrague minha noite. Não sei se ele me nota, mas volto minha atenção à meus amigos.
— Ok, tudo bem. Vamos nós separa e nós divertir, nós encontramos aqui em vinte minutos. — Tracy empurrar uma mecha escura para trás da orelha e sorriu pros garotos. Quando Tracy sorria, ela usava os olhos – aqueles olhos escuros, quase azul- marinho. Era o tipo de sorriso que você podia tentar imitar, postando-se diante do espelho do banheiro feito uma idiota. O sorriso magnético e delicioso "dá pra parar de olhar pra mim, por favor" que as supermodelo passavam anos aperfeiçoando. Bem, Tracy sorria desse jeito sem precisar se esforçar. Ela anda direção de uns garotos do time de futebol.
— Ela vai aprontar muito hoje. — disse Tyler, olhando para mim. — Bom, vou atrás de umas gatinhas. Procurar uma também é tenta se divertir. — ele faz arminhas com os dedos com um “garoto descolado” parecendo um pouco vergonhoso. Ok, com certeza Tyler não vai pega nenhuma “gatinha” somos a maior dupla de virgens.
Suspirei e voltei a atenção para o meu próximo drinque, Falta De Parafuso Confortável. Deveria existir uma palavra para aquele sentimento de fazer uma coisa que você não estava com vontade só para apoiar outra pessoa mas, de repente, percebe que a pessoa em questão não precisava de você e ninguém teria percebido se você tivesse ficado em casa de pijama comendo pasta de amendoim direto do pote. Enfim. Era isso. Eu estava sentindo isso. Provavelmente já deveria ter ido embora, mas aí bancaria o cuzão que apareceu na Festa, não fez o mínimo de esforço para socializar, bebeu dois drinques e se mandou sem falar com ninguém.
Vejo Scott andando na minha direção. Eu não queria brigar com ele. Bem, eu queria dar um soco nele, mas realmente não queria fazer isso aqui na festa. Se eu começasse uma briga com Scott aqui, onde todos pudessem ver, isso se transformaria em uma coisa toda. Seu time declararia ainda mais guerra a meus amigos e isso ferraria nossas voltas as aulas.
— Alex, podemos conversar? — Ele olhar firmemente nos meus olhos.
— Scott, não é uma boa hora. — Tento da uma desculpa me afastando.
— Será que dá pra você me ouvir, droga? Você não sabe o que eu vi, eu preciso te conta. É importante. — Ele começa a ficar um pouco alterado.
— Scott, não fode! O que você vai dizer? Que não vai ser mais como antes. — Digo me virando.
— Que saber? Se fode! Eu vou deixar você descobri sozinho. Porque quanto mais você não soube o que tá acontecendo, maior vai ser a sua queda. — Ele sai arquejando.
A única forma de lidar com um garoto como Scott era rir na cara dele, e é exatamente isso que faziam todas as garotas que o conheciam. Em outros círculos, Scott podia ter sido banido como lixo da pior espécie, mas nossas família eram amigas há gerações. Scott era um Turnê, e portanto estavam presos a ele. Nós acostumamos com seu anel cor-de-rosa com monograma em ouro, o as jaquetas vermelhas do time e as cópias da foto de sua cara que se alastravam pelos muitos apartamento e casas de seus pais e cuspiam para fora de seu armário na escola de Ipswich.
Reviro os olhos, quando dou meia volta acabo tropeçando em alguém.
— Olha por onde anda, cara. — a pessoa qual não reconheço a voz fala.
Virei e encontrei um desconhecido ao meu lado. Um desconhecido bem gato, com aquele tipo de olhar direto e sedutor que eu sempre achei estranhamente charmoso.
Ele é alto, cabelos pretos acima do ombro, usa uma jaqueta de couro preta, problema.
— Nossa, cara. Desculpa mesmo.— Digo tentando limpa sua camiseta encharcada de Dreamy Blue Shush.
— Tá legal, Chega! isso não tá adiantando de nada. — Ele suspira.
— Desculpa, mas isso foi culpa sua, se tivesse olhando por onde anda. — Pensando bem eu não deveria ter falado isso, eu que não estava olhando por onde andava.
Ele me olha com um olhar mortal. — Como é? A culpa foi sua! — Ele se aproximar ainda mais, me fazendo afasta em pequenos passos até sentir minha costas numa parede, não tem pra onde correr, é impossível não ver o medo em meus olhos.
Ele suspira: — Olha, desculpa. Ok? É que eu não to gostando de um bando de adolescentes na minha casa quebrando tudo.
— Sua…casa? — Pergunto confuso. — Achei que essa casa fosse da Jennifer.
— Sim, sim. Ela é minha irmã. — Ele fala olhando com olhar de desprezo para sua irmã que esta a beijos com um cara.
Como eu não sabia que Jennifer tinha um irmão? Conhecemos todo mundo desde criança. Quando percebo ele não está mais na minha frente e tinha sumido.
Ele era… fofo e tinha um charme infantil sobre ele e eu já estou começando a pensar muito sobre isso, Bobagem. Mas o que havia nele que era tão atraente? Será que ele parecia de alguma forma…. perigoso?
Uma vez que me convenci de que estava composto o suficiente, saí do banheiro, pegando minha cerveja da prateleira em que a havia deixado antes de entrar. Olhei abaixo do corrimão no andar inferior, vendo Scott e “sua garota” ainda conversando alegremente. Senti uma onda de melancolia sobre mim.
Eu não gostei da ideia de ter que fazer novos amigos. Eu estava bem com o jeito que as coisas estavam. Eu não estava pronto para começar de novo.
— Hipocrisia, certo? — Eu afastei meus olhos da festa lá embaixo e me virei. No começo, eu não vi ninguém, mas meus olhos baixaram para ver um garoto sentado contra a parede a poucos metros de mim. Ele tinha cabelos loiros sujos e olhos castanhos brilhantes. Seus antebraços estavam descansando de joelhos na frente dele, com uma lata de cerveja na mão esquerda, Mike Winston.
Eu pisquei algumas vezes antes de perceber que não tinha respondido.
— Sim, desculpe. — disse — Como vai? — Ele me deu meio sorriso, olhando para mim com olhos divertidos.
— Eu vou bem. Percebi que você estava na formatura do último ano, minha irmã estava se formando. Não sabia se deveria falar com você. — Eu acenei com a cabeça e mandei um sorriso de desculpas para ele.
— Mia Winston. — Eu franzia a testa, reconhecendo. — Ela ainda era uma líder de torcida, certo?
Ele riu. — Sim.
Depois que cresci só a via nos corredores e nos jogos da escola. Ela era baixa, pequena e muito popular, se bem me lembro.
— Sim, ela era muito legal. — Eu respondi, sem saber mais o que dizer. Eu nunca mais tinha falado com ela. Ele riu de novo, parecendo divertido.
— Desculpe, eu não queria à colocá-la no lugar… — eu balancei a cabeça com desdenhoso e estudei suas características enquanto ele me observava. Ele estava usando um jeans azul solto com decote em V preto. Ele não parecia se sentir desconfortável com o silêncio que permanecia.
Eu me senti estranho apenas olhando para ele, então andei e me sentei contra a parede ao lado dele, virando meus olhos de volta para a festa abaixo.
— Então, ela te trouxe aqui? — Eu perguntei, curioso.
— Sim, e alguns amigos da universidade também estavam vindo, então eu acompanhei. — ele respondeu, eu senti os olhos dele em mim. Eu virei minha cabeça de interesse.
— Você vai para universidade em Corvallis? — ele assentiu, tomando um gole de sua cerveja. — Para onde você está indo? — eu suspirei.
— Eu não sei, Mike. A faculdade ainda está muito longe.
— Como assim Alex? A faculdade já está bem perto. — O seu olhar lúcido estava filtrando a parede.
— Eu não sei, não penso muito sobre isso. Ainda faltam dois anos. — fico envergonhado — Não sei se tenho capacidade para entrar numa faculdade, provavelmente irei para
— Eu não sei, não penso muito sobre isso. Ainda faltam dois anos. — Fico envergonhado — Não sei se tenho capacidade para entrar numa faculdade, provavelmente irei para Metropolitano.— Metropolitano. Não sei por que ficaria envergonhado de dizer aos outros que iria para a faculdade comunitária.
— Conheço algumas pessoas lá, acho que você vai gostar. — disse ele, dei uma pequena risada.
— Obrigado, espero que sim. — Tomei um gole da minha bebida e apertei meu rosto para cima. — Por que Dreamy Blue Shush cheira e tem gosto como se tivesse infundido com maconha?
Mike olhou para mim, um sorriso entretido se espalhando por seu rosto.
— De jeito nenhum tem gosto de maconha. — disse ele, meus olhos se abriram e eu segurei meu copo no rosto dele. Ele gentilmente tirou de mim antes de tomar um pequeno gole. Eu assistir como sua expressão de descrença desvanecia e um pequeno sorriso derrotado crescia em seu rosto.
— Ok, bem, talvez um pouco… — ele riu e tomou outro gole.
— Eu não entendo por que as pessoas gostam de maconha. — Eu olhei para ele, curiosamente.
— Sério? — Ele balançou a cabeça. — Eu tenho que discordar, estou muito chapado agora...— Ele se aproximou mais de perto mostrando suas pupilas.
— Eu nem percebi você esconde bem. Por que você gosta? — Eu inclinei minha cabeça para trás contra a parede e olhei para a distância.
— Bem, você sabe quando você realmente se perde em seus próprios pensamentos? Tipo, não há nada que você possa fazer para parar de pensar em uma determinada coisa, repetidamente até ficar paranóico e estressado com algo em que você nem deveria estar pensando. Weed meio que tira esses pensamentos de mim por um tempo. Me dá um pouco de paz. — disse ele, eu me virei para olhar para ele. Ele estava me observando enquanto falava, ouvia com atenção.
— Eu gostaria que isso me afetasse assim. Faz o oposto para mim. Vou ficar super paranóico quando estiver chapado, pensando demais nas menores coisas. É por isso que eu fico com o álcool. — Eu disse, levantando minha cerveja.
Ele riu e trouxe sua cerveja para bater levemente contra a minha, antes de nós dois bebermos. — De qualquer forma — ele começou — Que tipo de coisas você tende a pensar demais? — eu encarei, pensando se deveria contar a ele.
— Uh, não tenho certeza. — Virei a cabeça e olhei para os olhos castanhos me observando. — Principalmente... apenas investigação e.. — Eu me arrastei enquanto suas características com sua pequena cicatriz no queixo.
— Eu sinto muito… só não tenho certeza se estou… bem. — me levanto. — Foi bom conversar com você Mike, me fez lembrar de quando éramos crianças.
Contínuo a seguir pelo segundo andar, abro algumas portas dos quartos à procura de um lugar pra ficar sozinho. Sempre tinha jovens ocupando as camas, tenho certeza que um doa quartos era dos pais da Jennifer.
Opto em me escorar numa pequena janela que dava uma péssima vista para o gramado abaixo. Fico bebendo do meu copo enquanto olho o relógio de pulso.
— 10:00 — bem, por quanto tempo os adolescentes podem festejar de qualquer maneira?
-
— 4 malditas HORAS! — Ouço o irmão de Jennifer grita a plenos pulmões, enquanto desço as escadas. Ele deve tá rezando para que de alguma forma eles ouvissem a sua angústia e baixasse o volume. No entanto, como sempre, a vida decidir ser uma vadia e a música ainda pulsa pelos seus ouvidos. Juro que se fosse mais alto, essa casa inteira cairia no chão.
Eu me sento no sofá, passo minha mão pelos meus cabelos castanhos.
Ok, eu não aguento. Não é tão ruim assim. Além do fato de que eu não consigo me enturmar, então tá tudo bem. Qual é a pior coisa que poderia acontecer de qualquer maneira?
— Oh meu deus… — O irmão de Jennifer suspira quando ver um naufrágio na sua sala de Star. As mesas estão viradas, suas fotos em família estão sendo usadas enquanto guardanapos e latas de cerveja no chão cobrem o chão.
— Você viu o que fez? — Ele grita pra sua irmã porque a música estava tão alta. Ela sorri muito e bombeia o punho no ar.
— Sim, eu fiz a maior festa que está pessoas já viu! — Ela está bêbada, obviamente.
Pensando bem, isso não tá tão ruim. Eles dois estão brigando na minha frente como entretenimento.
— Que vai fazer você ser assasinada e ensacado pela nossa mãe! E se os vizinhos disserem a ela? — ela sorri e aponta para esquerda.
— Você quer dizer o Sr. e a Sra. Bennet que estão se beijando no sofá ali. — Eu me aparei nessa direção vendo os aqui... beijando como um casal de crianças de 16 anos. Por que eles estão aqui... é meio assustador. Isso não é apenas perturbador, tenho certeza de que também é ilegal. Meu Deus, eles usam muita língua.
Ele faz um cara de nojo e espanto ao vê-los fazer isso. Jennifer se aproxima dele lhe entregar a a cerveja dela.
— Eu voltarei, tente se divertir irmãozinho.
Algo me diz que a Jennifer é a ovelha negra da família.
— Como eu poderia me divertir quando estranhos estão rasgando minha sala de estar em pedaços? — Ele diz pra si mesmo.
Eu coloco o meu copo de bebida na mesa e me aproximo dele. Espera, o que eu to fazendo? Alex Miller, pare de meche às pernas!
— Como modo de desculpa, vamos numa competição de bebidas? — Ofereço com o intuito de começarmos uma conversa.
— Você de novo? — Ele olha pra todos menos pra mim. — Não preciso beber agora. — Ele é tão frio e idiota.
— Tudo bem, se você acha que não venceria. — Por que eu sou assim?
Ele sorri, um sorriso convencido. Ele claramente sabia o jogo que eu estava fazendo, mas ele escolhe não ser subestimado, agarrando meu pulso me levando a uma mesa onde alguns caras estão. O adolescente na minha frente olha para cima e sorrir.
— Bem, bem, o pequeno calouro acha que pode me vencer? — O garoto diz, sorrindo.
— Oh NÃO. Eu não queria sentar aqui.
— O quê, você assustou o garotinho. — Ele zomba, olhando para seus amigos que cercaram a mesa de álcool. Todos eles riem dele como a matilha de ovelhas sem sentido que são.
— Para ser bem honesto, sim. — Eu respondo de verdade, más ele não está tendo isso. Ele deslizar uma cerveja na minha direção.
— O que você quer que eu faça com isso? — Pergunta entupida, porque todos eles riem. Aquele sentado na minha frente aponta para ele arrotar.
— Beba isso, carinha. Viva um pouco. — Eu engulo com força é pego.
— Bem, tudo bem, mas apenas um.
𝟓 𝐦𝐢𝐧𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬
— Whooooooooooooo!!!!! — Eu grito no topo do meus pulmões em pé encima da mesa de cerveja enquanto as pessoas me cercam.
— Droga, doze cervejas em 5 minutos. — Um deles diz, eu realmente não posso dizer mais. Tudo o que eu vejo é um grupo coletivo de pessoas embaçadas.
— Quem é a próxima vadia. — Eu insulto segurando uma lata de cerveja e quase caindo da mesa dos pais de Jennifer. Ou ninguém levantou as mãos ou estou apenas perdendo, então pulo da mesa para as costas de alguém e agradeço a eles quando saio. A sala começa a balançar e girar e, por algum motivo, continuo ouvindo o riso de um palhaço na parte de trás da minha cabeça... Então é assim que é estar sob a influência? Eu bati em alguém e bati na parte de trás da cabeça dele. — Veja para onde você está indo... — Eu saio enquanto o Sr. Tall moreno e Handsome vira meu caminho.
Merda, não deveria ter feito isso… desço da mesa é tento ir atrás de Tracy ou Tyler para ir pra casa.
— Você está bêbado. — Uma voz atrás de mim diz era o mesmo cara que me botou nessa, irmão de Jennifer.
Apesar das luzes estroboscópicas, consegui enxergar o brilho nos olhos dele. E me peguei pensando qual seria a cor longe de todas as sombras e arco-íris artificiais da pista de dança. Aquilo era um péssimo sinal. Perigosamente perto de gostar de alguém. E olha só o que gostar de alguém tinha feito comigo.
— Não. — Eu quase tropeço, mas ele me pega me fazendo rir involuntariamente — Sim… —eu admito e começo a rir novamente.
— Ok parceiro, que tal irmos para meu quarto? — Ele me pega no estilo núpcias e vai para as escadas.
— Ousa, você é tão doce. — Eu cutuquei seu nariz e ele me olha mais estranho.
— Agora eu sei porque nunca te vi em festas….
Ai. Mesmo bêbado que ainda dói. O fato de as pessoas olharem pra mim porque eu não gosto de festas ou fazer sexo ou fumar ou, ou, ou……..Droga, acho que sou um bêbado bipolar porque estou à beira das lágrimas. Talvez eu não devesse beber tanto.
Ele me coloca na frente da porta do seu quarto e abre silenciosamente. Eu o sigo e fecho atrás de mim. Ele vem na minha direção, mas eu o empurro na sua cama.
— O que você tá fazendo? — Eu não respondo a ele; eu apenas subo encima dele. Ele congela e o olhar em seu rosto é de choque e horror. Eu me incline até que meus lábios estejam na orelha dele.
— Você parece muito mais gostos* de repente. — Eu sussurro e sinto que ele treme. Eu trago minha cabeça de volta para encontrar os olhos dele.
— Sinto muito, mas eu não sou.
— G*y ? Deste então, você tem que ser g”y para fazer amor com alguém? Eu te acho atraente e você me achar atraente, então porque não? — Não tenho certeza se ele acha que sou bonito, mas neste momento não me importo, o cérebro com álcool tem vontade própria. Ele aperta a mandíbula e começa a protestar, mas eu trago meus lábios para o dele. Ele só está deitado lá congelado. Mas então ele começa a responder, tornando-se cada vez mais agressivo e mais no controle. Ele enfia a língua na minha boca e se senta comigo no colo.
— Você quer jogar? — Ele sussurra, de pé comigo em suas mãos. Ele me joga na cama e assume sua camisa, revelando um belo peito tonificado. Ele sobe de volta e paira sobre mim.
— Tudo bem, vou jogar. Más lembre-se de uma coisa, você pediu.
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𝑀𝑖𝑠𝑠𝑖𝑛𝑔 𝐽𝑖𝑚𝑖 𝐿𝑒𝑤𝑖𝑠
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