THE HUNTER
1 Halloween (Parte 1)
Eu me chamo Taylor Watson e não sou o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer, na verdade eu prefiro não me relacionar com ninguém, pois sempre que me aproximo de alguém essa pessoa sai ferida ou ela acaba morta. Não tenho nada além de um carro velho, uma casa caindo aos pedaços na cidade de Providence – Rhode Island, um escritório cheio de livros e uma xicara de café — às vezes sem o café.
Poderia contar minha vida desde o começo até chegar aqui, mas, isso ficaria chato, então prefiro que me conheçam com o tempo. Ah mais uma coisa, não se importem as vezes eu sou meio arrogante é normal para uma pessoa que só vive a base de cafeína. Agora vocês são tudo o que eu tenho então preciso de total lealdade e paciência comigo.
Amanhã será dia 31 de Outubro, eu nunca saiu de casa nesse dia, mas amanhã serei obrigado a fazer uma viagem cruzando o país até Los Angeles, houve um caso de Magia Negra por lá e eu preciso investigar. Eu pareço ser maluco, mas, acreditem em mim essas coisas existem e o dia do Halloween não é um dia que deveria ser comemorado, alguns monstros são reais.
Vou pedir a vocês que percebam bem as intenções de alguém que se aproxima de vocês antes que as deixem se aproximar ou entrar em suas casas, não é tão difícil quanto parece com o tempo você consegue notar só com um olhar ou um gesto fora do comum que uma pessoa não é confiável. Eu precisava dormir essa noite para ir bem descansado na viagem amanhã, mas não consigo, desde que decidi escrever meus relatos como forma de deixar minhas memórias vivas eu não consigo pensar em outras coisas além de caçar e escrever. Droga! Já estou enrolando de novo e está acabando o meu café, vamos começar.
Foi em um dia como esse a mais ou menos um ano, era cedo ainda eu estava caminhando numa Praça em Central Falls – East Providence com Jorja — minha namorada na época – eu disse a ela que iria buscar alguma coisa para comermos em uma loja de conveniências do outro lado da rua, literalmente de frente a praça, quando sai de dentro da loja ouvi um gripo pelo meu nome, corri desesperadamente até Jorja e ela já estava caída ao chão jorrando sangue pela boca. Ainda tive tempo de leva-la ao hospital, ela entrou na UTI, mas, não saiu de lá com vida.
Dias depois eu tive a coragem de pela primeira vez ir ao seu apartamento e olhar suas coisas, eu abri armários, gavetas e olhei cada prateleira até dentro de sua bolsa procurando algo que pudesse guardar e lembrar dela para sempre, e foi nesse momento que eu encontrei um saquinho com umas coisas nojentas dentro, abri o armário da cozinha novamente e tirei o que estava dentro, dessa vez eu descobri um fundo falso, fiquei pasmo e com medo, nele ela guardava ervas e potes com plantas entre outras coisas que eu nunca tinha visto, isso não era uma coisa que eu consideraria normal para uma pessoa como ela.
Comecei a investigar sobre coisas haver com bruxaria e rituais de magia quando tirei minhas conclusões, Jorja era uma Bruxa. Inacreditável, mas tudo fazia sentido, às vezes ela não me atendia no celular e nunca me deixava ir até seu apartamento e eu nunca entendia o porquê, no nosso primeiro mês juntos ela me deu um cordão com uma pedra azul pendurada e me pediu para jamais tirar aquilo do meu pescoço, mesmo magoado com ela por ter me escondido o que fazia eu não o tirei, prefiro acreditar que ela era uma Bruxa do bem. Hoje eu sei o porquê não tirar a pedra de perto de mim, ela me mantem protegido de qualquer tipo de bruxaria ou feitiço. A partir desse dia eu não tive mais paz, depois que Jorja morreu todo tipo de criatura sobrenatural começou a vir atrás de mim e tentar acabar comigo, eu ainda não entendo o motivo, espero que junto a vocês eu consiga descobrir.
Já são meia-noite melhor tentar descansar um pouco antes de partir. Espero que ainda estejam aqui amanhã.
Happy Halloween.
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