Notas iniciais
Third People's (3ª pessoa) PoV
Juliana Cardoso levantara cedo naquela manhã, afinal, a viagem era hoje! A sagitariana, com os cabelos louros bagunçados, feito em nós, e vestindo apenas uma camiseta com estampa de ursinhos, calçou suas pantufas roxas e dirigiu-se ao banheiro, que não ficava muito longe do quarto, lavando seu rosto com água gelada e logo em seguida entrando no banho.
A garota, ainda com ar sonolento, resolveu vestir-se rapidamente, antes que sua mãe viesse atazaná-la, mas logo viu que não adiantou muito, pois ouviu Dona Lourdes resmungando para o marido no quarto ao lado coisas como "Se aquela menina não se vestir rápido, vai perder a hora dessa viagem!" Juliana apenas levantou os olhos pro teto e fora pentear seus longos cabelos loiro-claros, que reluziam à luz do sol que acabara de nascer.
Lourdes adentrou o quarto da menina falando ao celular.
— Oh, sim! Ela já acordou. Fale com ela, um segundo... — disse, passando o telefone à menina.
— Alô? — ouviu ela uma voz familiar.
— Gabi?...
— Eu mesma!
Gabriela's PoV
Assim que terminei de me vestir, liguei pra casa da Ju. O sol mal acabara de nascer e eu mal podia esperar pra embarcar de uma vez naquele avião!
Logo D. Lourdes, mãe de Ju, me atendeu. Dessa vez, não houve nada de embromação: a mulher logo passou o telefone a Juliana, que atendeu, penso eu, desconfiada de quem era.
— Oh, sim! Ela já acordou. Fale com ela, um segundo... — Lourdes disse-me, rapidamente dando o telefone pra Ju.
— Alô? — comecei eu. Imaginei ela parar para pensar quem era do outro lado da linha.
— Gabi?...
— Eu mesma! — respondi, com certo entusiasmo. — Então, já se arrumou? Daqui a pouco vou sair com meu pai pro aeroporto, e ainda tenho que ligar pra preguiçosa da Tata!
— Acho que ela até já acordou, Gabes. Vou ligar pra ela, ok?
— Ok! — confirmei, cada segundo mais ansiosa para viajar.
— Então tá, Gabi! A gente se vê no Aeroporto! Beijos, te cuida. — disse ela, finalizando a chamada.
Eu ainda não acreditava, eu estava tipo: Sério? Londres? Só pode ser brincadeira!, porque ainda não havia caído a ficha pra mim! Viajar com as amigas pra fora do Brasil, oh my God, era o que eu mais desejava nesse mundo, do fundo do meu coração!
Fiquei sentada na cama um longo tempo pensando nisso, até que meu pai me chamou:
— Senhorita Gabriela Fonseca, teremos de nos deslocar até o Galeão para a senhora viajar até a Cidade da Rainha! — tentou ele engrossar a voz, imitando um soldado, com direito a continência; o que com certeza me fez cair na gargalhada.
Fui ao seu encontro e o abracei demoradamente, com medo de ser a última vez que eu o veria naquele ano.
No dia anterior, completaram quinze anos que minha mãe havia morrido. Fiquei triste por um lado, mas feliz pelo outro. Em pouco, desfiz o abraço e meu pai logo foi descendo à garagem para colocar as malas no carro. Apanhei minha nécessaire e uns dois ou três livros para ler na viagem. Antes de embarcar na BMW que meu pai havia recentemente comprado — com muito esforço —, rezei para ter uma boa viagem e rezei por minha mãe.
Meu pai me chamou pela última vez, então que me lembrei que em menos de uma hora eu estaria no aeroporto! Fiz um último check-list, peguei meu mp3 e adentrei o carro, na esperança que aquela ansiedade passasse de uma vez.
Notas finais
P/S: Os próximos capítulos não serão tão pequenos assim, hein! Se preparem!
Fale com o autor