TBF - Tempos Modernos
36 Nós temos uma banda!
Notas iniciais
(Trilha Sonora: World is Mine — Hatsune Miku)
.P.O.V. Kyra.
Assim que eles decidiram a primeira banda, fiquei pensando, vou entrar para uma banda também! Dane-se a timidez, eu toco, não toco? É o que importa! Fui falar com o Leir, com certeza ele toparia.
– Leir, você já tem uma banda? — perguntei.
– Não, estou tentando montar uma. — ele respondeu. — Você vai querer entrar?
– Óbvio! Vou tocar bateria! — respondi. — E sei um pessoal que pode entrar pra nossa banda.
Ele aceitou a proposta e eu fui chamar duas pessoas que eu conhecia que se encaixavam perfeitamente nas posições que faltavam. Mavis e Do Contra. Fui perguntar se eles topariam ou não e, obviamente, eles toparam! Agora nós tínhamos banda feita, eu seria a baterista, o Leir o guitarrista, o DC seria o DJ e a Mavis a vocalista da banda.
– Isso vai ser incrível! — eu comentei, animada, me jogando no sofá da sala de casa.
– Você não tem que deixar o Dream na casa do professor Sandman? — perguntou Leir, segurando a guia do cachorrinho.
– Claro, vou indo lá, e você, — eu disse, apontando pra ele. — avisa o DC e a Mavis que eles tem que passar aqui em casa mais tarde pra gente decidir o que vai tocar!
– Ok, ok! — ele respondeu. — Vou começar a ligar pra eles agora!
– Acho bom! — eu gritei, já na rua.
Fui até a casa do Sandman e entreguei a guia do Dream para ele, peguei o dinheiro e fui para casa, animada. Assim que cheguei, arrumei o eu quarto e comecei a fazer alguma coisa que nem eu sei o que é na cozinha. Pelo menos o cheiro estava bom.
O som de miados da campainha tocou (sim, o som da minha campainha são miados, problemas?) e eu fui atender, era a Mavis, uma das minhas melhores amigas! Convidei ela para entrar e voltei para a cozinha.
– Quem é aquele garoto? — ela perguntou, entrando na cozinha. — Seu namorado?
– NÃO! — eu exclamei. — Ele é meu irmão!
Quando esse pessoal vai entender que eu não namoro? Primeiro, a Dakota pergunta se o Soluço é meu namorado, depois, a Mavis pergunta se o Leir é meu namorado. Tá certo isso, produção?
– Sério? — ela questionou. — Vocês não tem nada a ver!
– Sei disso. — comentei, mexendo o caldo com um cheiro delicioso na panela. — Agora, uma coisa que eu não sei, é o que é isso aqui que eu estou preparando.
– O que você fez?
– Ah, joguei uns pedaços de bolo de cenoura aqui dentro, depois, coloquei chantilly, e, por último, uns pedaços de morango. — listei, tentando lembrar mentalmente onde deixei os morangos depois de colocar uma parte deles dentro da panela.
– E você tá esquentando isso tudo? — ela perguntou, incrédula.
– Sim! — respondi, o que fez ela rir.
Terminei de mexer e coloquei para esfriar na geladeira, sim, eu esquentei o doce pra depois esfriar, e daí? A campainha tocou de novo e eu fui atender, onde o Leir se meteu? Ele bem que podia atender, né?
Era o DC, convidei ele para entrar e sentar no sofá, junto com a Mavis, Leir apareceu um pouco depois, com o Tchoti no ombro. Sentou do lado do DC e nós começamos a pensar em uma música legal para tocar no dia.
– Que tal se a gente tocar What Hurs The Most ? — perguntou Mavis, animada. — Eu amo essa música!
– Ok, se todo mundo estiver de acordo. — respondi, animada.
– Por mim tdo bem. — disse Leir.
– Por mim também. — respondeu Do Contra, animado.
– Então, amanhã a gente começa a ensaiar na sala de música? — perguntei. — Tenho certeza de que a Silvermist vai deixar!
Todos concordaram e eu fui pegar o meu doce — não — identificado — mas — comestível da geladeira. Ofereci para eles e cada um pegou uma xícara com um pouco do doce. Estava surpreendentemente bom!
Quem é a mestre-cuca? Eu sou a mestre-cuca!
Ok, continuando, depois que todo mundo comeu, o DC e a Mavis foram embora, e eu fiquei sozinha com o Leir de novo, tédio absoluto. Espera, lembrei de uma coisa!
– Eu ainda tenho que acertar umas contas com você. — eu disse, me virando para ele.
– Que contas? — ele perguntou, assustado.
– Por que você abriu a sala em que a Punz e o Jack estavam? — perguntei, dando um tapa na testa dele. — E você nem pra me ajudar a fugir da Punz!
– Ai! Desculpa! — ele reclamou. — Mas que foi engraçado, foi.
– Ha, ha, ha. — eu ri, ironicamente. — Fala sério, eu podia ter morrido!
– Nossa, e a Punz super teria força pra te matar. — ele ironizou.
Acho que ironia é coisa de família, sei lá, todo mundo da minha família que eu conheço é irônico. Deve ser genético ou algo do tipo.
Decidi ir falar com a Rida e ver como eles estavam se saindo. Mas, mudei de ideia, eu quero uma surpresa. Vai ser melhor, porque aí eu vou me divertir mais e, como eu sempre falo, diversão é o principal. Não importa nem um pouco se a gente vai ganhar ou não, se a gente se divertir está ótimo.
Meu pensamento nem sempre funciona, às vezes eu quero me divertir e acabo me metendo em uma burrada, mas, isso não vem ao caso agora.
.P.O.V. Merida.
Nós decidimos tocar Roar, da Katy Perry, era fácil e legal. Fomos para nossas casas e eu decidi passar na floresta de carvalhos. Estava passeando por lá, acertando algumas árvores com as flechas, estava tudo calmo, só alguns bichinhos chatos voando em volta da minha cabeça. Nada muito diferente do de sempre, quer dizer, quase nada.
Comecei a escutar barulhos estranhos vindos de uma moita, ok, Merida, agora não é o momento de bancar a curiosa, eu sabia disso, mas, era mais forte do que eu. Afastei umas moitas e fui pararem uma clareira, e, bem no meio dela, havia...
Fale com o autor