TBF - Tempos Modernos

42 Isso vai ser incrível!


Notas iniciais
Hey, hey! Como o pessoal queria que eu fizesse Willeta, porque está faltando muito esse shipp, o capítulo de hoje vai ter Willeta, Aleluia!

(Trilha Sonora: It's Time — Imagine Dragons)

.P.O.V. Willbur.

Como o pessoal estava todo na batalha de bandas, eu convidei a Vi para passar a tarde aqui na minha casa, jogando videogame. A Vi adora jogar videogame comigo, talvez seja porque ela sempre vence, mas, isso não vem ao caso.

Agora estávamos nós dois fazendo nossa própria batalha de bandas, literalmente, estávamos no PVP de Guitar Hero, ela estava jogada no sofá, com as costas no assento e as pernas no encosto.

Ela estava ganhando de mim jogando DE CABEÇA PARA BAIXO. Isso é triste, mas, mesmo assim, eu gostava de passar as tardes com ela, é engraçado, a Vi é minha melhor amiga desde que eu me lembro, e nós sempre fizemos isso.

– Yes! — ela comemorou, quando a partida terminou, com o visor anunciando "Player 2 wins!". — Admita, Topetudo, você nunca vai ganhar de mim nesse jogo!

– É, isso eu admito. — desdenhei. — Mas, será que você ganha de mim no GTA?

– Pode apostar. — ela sorriu.

– Isso é o que vamos ver! — exclamei, pegando o jogo e colocando no meu Playstation 3.

É óbvio que ela ganhou, mas, no fim, foi bem divertido, minha mãe chegou, perguntando se nós queríamos um lanche. Nós estávamos morrendo de fome, então aceitamos. Um fato sobre a minha mãe: Ela AMA a Vi. Tipo, ama mesmo! Ela quer que a gente se case!

– Aqui está! — disse minha mãe, voltando com uma travessa de cookies e dois copos de suco de laranja. — Façam bom proveito.

– Obrigada, senhora Robinson! — disse Vi, pegando um cookie. — A senhora é demais!

– Ah, que nada. Você merece! — disse minha mãe. Não falei? Minha mãe deve gostar mais da Vi do que de mim! — Will, depois que terminarem o lanche, levem tudo para a cozinha, hoje é dia do seu pai lavar a louça. — ela piscou para mim.

É ótimo quando meu pai lava a louça, porque quase sempre ele usa uma máquina nova, que faz todo o trabalho por ele, mas, mesmo assim, se a máquina não funcionar, ele lava a louça do mesmo jeito.

– Vai querer ficar para ver a invenção nova do meu pai? — perguntei, virando-me para falar com a Vi.

– Claro! Espero que essa dê certo! — ela exclamou, da última vez que meu pai fez uma invenção com ela aqui, voou sabão para todos os lados, a cozinha ficou um CAOS!

Guardei o jogo na caixa dele e nós subimos para o meu quarto, onde eu fui procurar um jogo de tabuleiro, enquanto ela avisava para a mãe dela que ia ficar até um pouco mais tarde. Nossas mães são amigas, sempre confiaram na gente, e a mãe dela me adora, o que é bom, né?

A Vi pode não saber, mas eu sempre gostei dela, ela é inteligente, simpática, engraçada, gosta das mesmas coisas que eu, e é tímida, realmente, eu gosto dela, sim. É engraçado que, em tanto tempo que nos conhecemos, eu nunca tenha contado isso pra ela, tipo, a gente se conhece desde os cinco anos de idade, e eu gosto dela desde os nove.

Agora, nós tempos quinze anos e eu ainda não contei pra ela, está decidido, vou falar para ela, mas tem que ser uma coisa bem épica, bem incrível! Tipo, uma invenção que falasse para ela, ou melhor, uma invenção que ME ajudasse a falar para ela.

– Afinal, você vai ficar aí parado pra sempre ou vai pegar o jogo? — ela perguntou, acenando com a mão na minha frente. — Já sei! Vamos brincar de esconde-esconde.

– Vi, você tem quantos anos? Oito? — perguntei, rindo. — Isso é coisa pra criança.

– Só porque eu sou boa nisso! — ela exclamou, irritada. — Você nunca ganhara de mim, de qualquer jeito.

– Eu ainda consigo ver suas roupas quando você fica invisível. — comentei.

– Não mais! Aprendi a deixar elas invisíveis também!

– Sério?

– Sim! — ela disse, desaparecendo do nada, deixando as roupas invisíveis também.

– Ok, já pode aparecer de novo. — eu falei. — Espera, ah não! Vi, você me deixou aqui sozinho DE NOVO?!

De repente eu ouvi risadas vindas do andar de baixo, desci correndo e dei um susto nela por trás.

– Willbur! SEU LOUCO! — ela gritou. — QUER ME MATAR DO CORAÇÃO?

– Talvez. — eu sorri.

– Humpf, sei. — ela resmungou. — Se você fizesse isso, quem iria te vencer no videogame?

– Verdade, né? — eu sorri. — Se eu matasse você o coração, ninguém conseguiria me vencer no videogame e eu seria o soberano dos videogames! — finalizei com uma risada maléfica.

– Duvido muito. — ela riu. — Mas, se eu morresse, quem ia ser sua melhor amiga?

– Ok, agora você pegou pesado. — comentei. — Acho que não vou te matar, não.

– É bom mesmo!

Meu pai anunciou que ia lavar a louça e fomos todos para a cozinha, assim que chegamos, ele ligou a máquina dele, era parecida com um barco, só que voador, da parte de baixo, saíram dois braços metálicos, que começaram a pegar a louça, a bucha e o detergente, logo eles estavam limpando tudo, haviam algumas bolhas de sabão flutuando no ar {N/A: Não, sabe, flutuando no chão}, mas tudo bem.

Assim que o "espetáculo" terminou, a Vi ligou para o pai dela, para vir buscá-la aqui em casa, já que a Vi mora uns 23 quarteirões de distância. Assim que o pai dela chegou, ela se despediu de cada uma aqui de casa, me deu um beijo na bochecha e entrou no carro.

Coloquei a mão no lugar onde ela tinha beijado e entrei, subindo direto para o meu quarto. Se eu queria fazer uma invenção que resumisse tudo o que eu sentia por ela, tinha que começar logo, principalmente se eu quisesse fazer algo bom de verdade. Comecei a fazer rascunhos e mais rascunhos e logo tinha um modelo ótimo no papel, agora, na prática era outra história.