T r y.
3 Y.
Notas iniciais
Meu corpo está fraco, a alguns dias não como direito, tento passar maquiagem em meu rosto, porém o sol não deixa nem abrir os olhos direito, me jogo na cama desistindo de passar qualquer coisa, sem ânimo nem de levantar, a Ribalta é o local aonde eu menos quero estar, se tornou desagradável ser uma atriz, estava sendo intitulada como 'Magranca', sinto um puta dor de cabeça, havia bebido até de mais. Karina entra juntamente com a Céu, que usava óculos, a meses não a via de óculos, Céu se aproxima e beija meu rosto, ela e a Ka chora, minhas irmãs me levam para o chuveiro, as gotas geladas caem sobre meu corpo coberto por um vestido de seda, meus pulsos ardem, os cortes estavam lá abertos, assim como o álcool do lado dá minha cama. A Céu sai rapidamente, voltando tão rápido quanto saiu e então puxou o meu pulso limpando com um algodão, ardeu e eu gritei, mais um pouco e outro grito, a Ka empurra minha cabeça para debaixo dá água. Chorava, gritava, gemia, sentia uma dor, era dor de verdade, dor que nunca sentir na vida. Puxei alguns fios de cabelo, a Karina arranca minha mão do cabelo, todas estávamos chorando, a Céu me abraça, sem pensar duas vezes a abraço, Karina fica nos olhando. Minha irmã, aquela que não vi crescer, aquela de pais diferente, me amava tanto quanto Karina.
Saímos do banheiro, sou jogada na cama e tenho minhas vestes retirada, sinto vergonha, mas não tenho força pra lutar, mais um vestido. Meus olhos pesam, minha boca está partida, sinto meu estômago doer, meus pulsos tem cortes que nem eu lembro de ter feito. As mãos de Céu desembaraça o meu cabelo, as de Ka passam pela minha perna, sinto meus olhos pesar, viro de lado e deixo o sono me dominar.
Acordo com a voz do Gael -Sim Gael, a algum tempo não o chamo de pai.- chamando todos para baixo, sentia 60 vezes mais pesada que o comum, minha cabeça estava pesada, pego algumas pulseiras e coloco nos pulsos, prendo o cabelo, coloco um vestido por cima do que já vestia, me olho no espelho, se eu emagrecer mais um pouquinho... Meus pensamentos são atrapalhados por Gael. Chamo as meninas, descemos as escadas conversando sobre a série que assistiamos juntas. Sento no sofá e olho para frente esperando Gael dá seu veredicto, Dandara passa pela porta com uma mala. Ela iria embora? E junto com ela Vicki e o João, todos gritaram o nome do João, Carlinha custou a acreditar e sua primeira reação foi pular em seu colo.
– Meu gamer está de volta! — Carla mostrou o jogo que jogava no celular e ria com a cabeça no ombro do rapaz.
A Céu a empurrou e puxou para abraçar, o abraço da garota foi tão forte que simplesmente o magrelo não aguentou, os dois acabaram caindo no meu colo. O Miguel correu até minha perna e deu vários tapinhas, rindo da situação sinto meus olhos se encontrar com o da Vicki que observava tudo limpando a lágrima solitária que caia sobre a face e então pude perceber a sua barriga, a garota magra tinha grandes seios e sua barriga estava redonda e por um acaso sua outra mão estava sobre a barriga. Meus olhos sem querer se encontrou com o do João, queria lhe beijar, o sentir, mas me contentei com um beijo na coxa. Minhas mãos vão ao cabelo do rapaz, minhas unhas coçam o seu coro cabeludo, assim que a Céu sai do seu colo o rapaz levanta e pega o barulhento, que na verdade é o Miguel, é lindo ver eles brincarem. As lágrimas que escorre no meu rosto são vista de longe, me coloco de pé e assim fazendo o João bater a cabeça no sofá, meus pés andavam o mais rápidos que podia e minhas mãos limpava as lágrimas. Me jogo na cama, o vazio que se abrigava em mim, me fazia acreditar que nunca seria amada. Vou até o banheiro, pego a gilete, caminho e pego o álcool debaixo da cama, bebo um pouco do álcool, sinto as lágrimas descerem no meu rosto, passo a gilete no braço, outro gole, mais um corte, sinto arder, fecho a mão e corto em cima dá veia, bebo todo o álcool e faço uma cara feia, jogo o pulso para trás sinto meu corpo ficar mole, guardei a garrafa debaixo da cama e escondo o braço por de trás de um travesseiro.
Alguém bate na porta, um grito fino escapa pela minha boca chamando quem quer que fosse entrar, o João não entra, ele fica simplesmente na porta observando-me pela porta. Conserto-me e bato na cama, o chamando para sentar na cama, ele se senta, ficamos em silêncio. Coloco minha cabeça em seu colo, escondendo o pulso, fecho os olhos e então sinto como se minha alma estivesse indo embora, a respiração estava falha, sinto o João me sacudir, abro a boca para falar, piora a situação.
– Não morre minha Julieta, não...
Digam ao meu Romeu que eu sempre estarei com ele...
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