Tênue Amor.

2 Capítulo 1.5


Notas iniciais
Decidi fazer esse capítulo como 1.5, e não o segundo, pois é composto, basicamente dos mesmos fatos que o primeiro. A diferença é que, quem está narrando dessa vez é a Hana.
Nesse capítulo tem mais narração que falas pois seria desnecessário repetir as falas, apenas o criei para que pudessem saber um pouco sobre o que se passa na cabeça dessa ingênua, fofa e inocente garota.

"Querido diário, ontem cheguei na minha nova casa e amanhã começo na minha nova escola. Não sei muito oque pensar por enquanto, só espero que as pessoas do colégio sejam legais. A cidade é linda, porém muito diferente do que eu estou acostumada. Muito agitada.
Fico com um pouco de medo quando penso em ser novata mais uma vez. É, ser novata me apavora. Ao menos posso desabafar aqui, sempre que-"
Sua escrita foi interrompida pelo grito de sua mãe:
- Hana, o almoço está pronto!
- Ok, já estou indo! — Dito isso, Hana termina a frase em seu diário "... sempre que precisar." e vai almoçar.

*******

É, hoje é o primeiro dia de aula.
Depois de tantas mudanças já evito pensar em como vai ser, para que não haja aquela ansiedade exagerada.
Ah, só para curiosidade de alguns, me mudo muito por causa do trabalho do meu pai, ele vive sendo transferido e toda a família vai junto.

O professor havia acabado de me apresentar à turma e me apontou um lugar para sentar. Logo que vi a pessoa que estaria sentada à minha esquerda, meu coração disparou. Realmente não sei o porque disso, simplesmente me sentia estranha. Apesar de logo pensar que provavelmente seria por causa da minha timidez, isso me intrigou um pouco. Talvez não mais que o fato de que essa garota ficou me encarando durante toda a aula. Ela tinha cabelos vermelhos, bem chamativos, e olhos castanhos agora arregalados. Não sei porque estava com aquela expressão, parecia impressionada com algo, talvez até assustada.

Quando tocou para o intervalo, vi as outras pessoas encontrando seus amigos e sempre eram grupos alegres, muito falantes e eu não gostava daquilo. Então percebi que a tal ruivinha não falava com ninguém e pensei que poderia ir lá me apresentar, ela até parecia ser gente boa, mas eu estava nervosa pelo fato dela ter me encarado boa parte da aula.
Ela aceitou me acompanhar e nos divertimos bastante, foi super compreensiva quanto a minha timidez e me ajudou no que eu precisei.

O tempo foi passando, fomos nos tornando cada vez mais amigas, até que é véspera de provas. Sempre gostei de estudar mas também sempre tive dificuldade de me acostumar com escolas novas. E esse ano estava bem complicado por ter entrado no meio das aulas.

Clara tinha me convidado para ir até sua casa estudar, chegando lá ela me perguntou se eu queria comer algo antes e, com minha resposta negativa, fomos direto aos livros.
Estudamos por um bom tempo até que já estávamos cansadas e ela sugeriu que assistíssemos um filme que ela tinha alugado, eu concordei. Adoro filmes.
Enquanto ela ia colocando o filme eu faria a pipoca. Do jeito que sou desastrada, não foi lá uma boa ideia. Mas apesar de uma pequena gota de óleo que respingou na minha mão, ocorreu tudo bem. Falando no óleo, assim que me queimei levei um susto e acabei gritando, com isso a Clara veio rapidamente ver oque tinha acontecido. Isso é uma coisa que pude perceber mesmo com pouco tempo de amizade; ela se preocupa muito.

Pipoca pronta, refrigerantes em mãos e fomos assistir o filme, era de terror. Eu tenho medo de filmes de terror e me assusto facilmente. E a besta da Clara ficava rindo e zombando de mim, mas essas brincadeiras me acalmavam bastante, me faziam rir. No meio de uma dessas brincadeiras, aconteceu algo estranho... Algo que não sei explicar. Nós simplesmente paramos de rir e ficamos nos olhando. Como ela tinha acabado de me abraçar para me relaxar, nossos rostos estavam bem próximos, quando o telefone tocou. Ela ficou toda sem jeito e pareceu meio irritada com o fato do telefone ter interrompido. Mas... Interrompido o que?
Ela voltou bem rápido, pelo oque disse, era engano.
– Bom, está tarde, tenho que ir para casa. — Eu disse depois de reparar na hora.
– É verdade, nem vi o tempo passando. Te acompanho até a porta. — Mais uma vez, Clara foi gentil comigo. Apesar de ainda haver um certo nervosismo em sua voz.
Ao nos despedirmos, ela pediu que eu a enviasse uma mensagem quando chegasse em casa. Explicou dizendo que estava tarde e se preocupava por eu voltar de ônibus. Queria saber o motivo que me fez ficar tão feliz ao ouvir isso.

No caminho para casa consegui sentar na janela do ônibus, adoro sentar na janela. Fiquei pensando como estava feliz de ter encontrado uma amiga tão rapidamente.
Ficava pensando nisso e de repente me lembrava dela rindo de mim e, sem perceber, sorria. Por que eu estava sorrindo assim?
Bom seria se eu estivesse pensando apenas nisso, em como ela é legal e simpática, mas estava pensando em outras coisas também. Aquele cabelo vermelho caído em seus ombros e que formavam um contraste incrível com seus olhos. Ah, aqueles olhos. Seu rosto quadrado, com traços fortes ainda que femininos... Seus lábios... Hana, no que está pensando?
Eu realmente não sabia mais oque meu cérebro estava fazendo. Talvez só estivesse cansada. É, era apenas o cansaço...

"Ei, bobona. Cheguei em casa e estou bem. Não precisa se preocupar, ok?"

Notas finais
Então, o que acharam? *morrendo de medo*
Fiquei realmente receosa quanto esse capítulo, não sabia se ficaria bom de fato e continuo sem ter uma opinião 100% formada (por isso coloquei apenas como um capítulo extra).
Me farão muito, mas muito feliz se deixarem um review dizendo oque acharam *-*