Notas iniciais
Oii pessoas!!! Eu demorei um pouco mais, mas aqui está o cap, espero que gostem! Boa leitura!

Apenas colou nossos lábios. Fiquei estática, as mãos prontas para afastá-lo, mas eu não afastei e eu não sei o porquê. Era tão diferente de Sasuke. Salgado e hesitante. Ele moveu os lábios sobre os meus e depois se afastou. Continuei estática e o encarava com olhos muito arregalados.

— Desculpe-me, sei que te peguei de surpresa, mas tinha que ter certeza dos meus sentimentos.

— O que? — sussurrei ainda com os olhos arregalados.

— Precisava saber se realmente sentia algo por você, mas a verdade é que não senti nada com esse beijo, nem mesmo uma fagulha.

— Isso é bom? — ainda estava desnorteada.

— Depende, você iria querer que eu fosse apaixonado por você?

— Não sei, acho que não.

— Então é algo bom. — ele sorriu e piscou

— Mas você disse que eu era como uma irmã…

— Eu sei — sorriu sem graça ­— mas agora tenho realmente certeza de que é como uma irmã.

O olhei desconfiada, sem dizer nada.

— Sem mais coisas estranhas okay? Prometo.

— Então não é nenhum pouco estranho estarmos abraçados na sua cama?

— Hum… — ele pareceu pensar e eu sorri — um pouco na verdade. — disse e se sentou, me puxando em seguida. — como você está em relação ao…

— Sasuke? — me sentei mais reta e apoiei as costas na parede. — eu não sei na verdade, tenho medo de que ele leve a sério o que eu falei, sobre me esquecer… Quer dizer, não é como se ele não já tivesse feito isso antes entende?

— Entendo, mas sabe, desde que você chegou Sasuke age como se tivesse recuperado um tesouro há muito perdido. Eu reparei na maneira como ele te olha e acredite, nunca o vi lançar aquele olhar a mais ninguém. Ele realmente te ama e acho que o motivo de eu ter beijado você é que tenho inveja de Sasuke. — arregalei os olhos sem entender e quando ia perguntar Suigetsu continuou — não tenho inveja por ele ter você. É que ele pode tocar você e falar o que quiser a qualquer hora e você vai ficar vermelha e sorrir, vai amá-lo mais ainda… Acho que no fundo eu queria poder dizer o que sinto e abraçar a Karin também e queria que ela correspondesse. Quando o Juugo machucou você, o Sasuke ficou louco de preocupado e não se importou em demonstrar isso na nossa frente, e enquanto ele estava lá, mostrando o que sentia eu tive inveja por não poder fazer o mesmo… Ele tocou seu cabelo e eu queria tocar o dela também… — Sui pegou uma mecha do meu cabelo e a enrolou nos dedos, estava pensativo.

— Sui…

— Ele acariciou seu rosto e segurou suas mãos. — ele sussurrou e passou os dedos finos e gélidos pela minha bochecha depois segurou levemente minhas mãos e as beijou.

— Sui…

— E ele a beijou, com tanto amor e ternura que eu senti raiva dele. Eu queria tanto poder…

— Sui! — falei mais alto, chamando sua atenção e o tirando do torpor. — O amor é difícil Sui, mas cada um é diferente… Não pode comparar o amor de Sasuke por mim com o… — eu parei, era estranho dizer em voz alta que Sasuke me amava, mesmo depois de tudo que passamos, de tudo que eu passei por ele… desejei do fundo do coração voltar no tempo e escutar o que ele tinha a dizer quando me procurou mais cedo. Talvez não devesse ter sido tão orgulhosa, já que ele parecia feliz…

— Sakura? — Suigetsu me balançou e eu ergui os olhos para ele. — tudo bem? Você não terminou de falar — seus olhos estavam suplicantes — por favor, termine.

— Eu… eu dizia para não comparar o que Sasuke e eu temos com o que você quer construir com a Karin. Nada vai ser igual, pois não somos iguais. Minha história com ele começou há muito tempo, quando éramos crianças. Não sei há quanto tempo conhece Karin, mas precisa saber que tudo é um processo lento. Enquanto não parar de me comparar com ela, não poderá amá-la de verdade. Sei que quando o fizer, ela vai perceber, vai ver o que você sente e se ela sentir o mesmo, irá responder da maneira dela. Não espere que ela fique… vermelha como eu — nessa hora eu realmente corei um pouco. Eu sabia que ficava vermelha quando o Sasuke falava comigo, mas achei que ninguém percebesse além dele. — e não espere que ela faça coisas que eu faria, entende? Ame-a pelo que ela é.

Ele me olhou por muito tempo sem desviar seus olhos lilases dos meus e então, pude enxergar a compreensão passar por seu rosto e ele sorriu para mim.

— Você realmente é a melhor pessoa do mundo. Obrigado Sakura-chan. Agora eu enxergo o que deveria ter enxergado antes.

— Eu que agradeço Sui, por ter me ajudado desde que cheguei aqui. — sorri para ele — bom, sinto que você precisa pensar um pouco e eu tenho que falar com o Sasuke, já está tarde. — olhei para o relógio que ele tinha, marcava mais de meia-noite, eu estava ali com ele há cinco horas ou mais.

— É, vocês formam um casal muito bonito.

Eu sorri.

— Ah, só uma coisa: o que houve com a Karin, quando você foi falar com ela?

— Ah, bom, ela não quis falar comigo, nem abrir a porta. Dei algumas voltas lá fora e quando retornei você estava dormindo.

— Que pena, mas isso faz parte, são essas pequenas coisas que nos fazem não desistir da pessoa que amamos. — ele assentiu e sorriu me inclinei e o abracei o mais forte que consegui e ele retribuiu.

— Obrigado, sempre que precisar, já sabe, mas antes queria te pedir outra coisa.

— Sim? — me afastei um pouco.

— Não vá embora. Sei que Sasuke disse para você ir, mas não vá.

— Não vou Sui, acho que não quero na verdade. — sorri sem graça.

— Que bom. Ah, e eu tenho algo para você. — ele se inclinou e alcançou algo no criado-mudo perto da cama. — Aqui. Me dê seu braço.

Eu obedeci e ele prendeu uma pulseira dourada e delicada, um relógio pequeno. Pareciam vinhas entrelaçadas e brilhava um pouco.

— Sui, é lindo, mas parece ter sido…

— Caro? Não foi na verdade, mas isso não vem ao caso. Você sempre está tentando saber que horas são, e para não ter que ir lá fora o tempo todo, eu resolvi lhe dar isso.

— Obrigada, eu amei. — ergui o braço, fascinada com o relógio.

— De nada. — ele sorriu.

— Tenho que ir. — aproximei-me lentamente dele e dei um beijo carinhoso em sua bochecha e levantei — até amanhã.

— Até.

***

Andei lentamente pelos corredores escuros, pensando no que diria para Sasuke. Eu não gritaria com ele dessa vez, ia escutá-lo e tentar fazê-lo entender os meus motivos também. Eu sei que não fui a única que sofreu todos esses anos, no entanto só pensei em mim e em como eu queria o Sasuke, não parei para pensar nele e no que ele queria. Eu admitia meu egoísmo, mas agora queria concertar isso. Falar com Suigetsu abriu um pouco minha mente e as coisas que eu disse para ele serviriam para mim também.

Abri com cuidado a porta do quarto, as tochas estavam acesas, mas não havia sinal de Sasuke. Suspirei e fui para o banheiro, um banho era bem vindo no momento.

Vesti uma camisa de Sasuke e sentei na cama, esperava que ele chegasse logo, essa sensação de algo errado era horrível. Mal podia esperar para arrumar tudo entre nós dois.

Uma hora se passou e nada de Sasuke chegar. Suspirei e comecei a me arrumar sob os cobertores, estava frio e eu estava começando a ficar sonolenta. Um minuto após eu me deitar, a maçaneta girou e Sasuke entrou no quarto. Ele ficou me olhando por muito tempo, antes de dar de ombros e dizer:

— Achei que tivesse ido embora. — ele começou a retirar as botas e a espada, colocou essa última perto do armário. Estava de costas para mim. Estava me evitando.

— Sasuke — chamei e ele ergueu a cabeça, ainda de costas. Eu me levantei e dei um passo em sua direção — eu… preciso falar com você sobre…

— Achei que quisesse que eu te esquecesse — parei onde estava e engoli em seco.

— Sasuke-kun… por favor não…

— Eu lhe disse para não se arrepender depois. — não havia nada além de gelo em sua voz e eu estremeci.

Eu não disse nada, permaneci na defensiva.

— Eu realmente precisava falar com você mais cedo… de qualquer forma, não irei te obrigar a nada, mas peço que se for partir, faça isso agora. — ele buscou alguma coisa no armário, mas eu sabia que não precisava de nada, só não queria olhar para mim. — se quiser mandarei uma mensagem para Konoha e eles podem encontra-la no caminho e você…

— Pare! — gritei e corri para abraça-lo por trás — por favor, não peça para eu ir embora porque não vou. Não vou deixar você. Desculpe pela maneira como agi mais cedo, estava com raiva… — respirei fundo, tentando não chorar. Eu podia sentir os músculos de sua barriga se contraindo. — não prometo que ajudarei a destruir Konoha, mas vou tentar te ajudar, vou tentar te fazer feliz, mas não me deixe de novo, por favor!

Tarde demais, eu já estava chorando. Lembrei do dia em que ele fora embora, e imaginei que a cena parecia a mesma, embora dessa vez eu estivesse decidida a não deixa-lo escapar.

— Sakura… — ele começou a retirar minhas mãos do seu tronco e eu me desesperei.

— Não, por favor não!

— Calma. — falou suavemente e se virou para mim.

— Não quero que me esqueça… — sussurrei.

— Eu não conseguiria esquecê-la — então ele me abraçou muito forte e eu me vi envolvida por um cheiro de suor, terra e álcool, ele estivera bebendo? Não importava. Eu só queria que ele continuasse me abraçando. — nem se eu tentasse.

— Estou pronta para ouvir o que você queria me contar. — aos poucos eu me afastei dele para olhar em seus olhos. — Não quero que fique com raiva de mim…

Ele fitou e seu rosto foi ficando gentil e então ele sorriu.

— Achei que seria mais fácil deixar você ir se pensasse que eu estava zangado. — eu ainda estava chorando um pouco e ele suspirou, depois me puxou novamente para ele — vem cá.

Ficamos assim por mais um momento até que ele me puxou para a cama, pedindo que eu me sentasse, ele me fitou, seus olhos estavam calmos e brilhantes de um modo que eu nunca vira.

— Me perdoe pelo que eu disse mais cedo, eu tive um tempo para pensar e percebi o quanto estava cego pela minha vingança. Meu irmão decidiu salvar a vila por um motivo e não serei eu quem irá acabar com tudo o que ele acreditou e o com tudo o que é importante para você. Você esteve certa o tempo todo, você e Naruto também. — ele parou e sorriu sem jeito — não acredito que acabei de admitir que aquele idiota estava certo, mas é verdade, e só agora eu percebo isso.

Eu respirei fundo, captando cada palavra dele. Pude sentir um sorriso mínimo se formar em meus lábios.

— O que te fez mudar de ideia? — eu sussurrei.

— Eu vi meu irmão. — ele sorriu.

— O que?

Mas ele simplesmente meneou a cabeça e esticou a mão para poder tocar a minha.

— Você está livre para ir agora, meu amor. Eu prometo que esta é minha última palavra, não irei atacar a vila, muito menos porei o pé lá — ele sorriu triste para mim.

“Meu amor”, aquelas duas palavras eram para mim. Mas havia tristeza em sua voz.

— Não me quer mais aqui? — perguntei cuidadosa. — não ouviu o que eu acabei de dizer? Não vou Sasuke, não vou deixar você.

— É claro que quero você. Sakura, desde que você apareceu novamente na minha vida, eu mudei. Estou diferente e sinceramente, não tenho vontade de voltar a ser o que era. Eu… Eu me apaixonei por você e agora eu amo você. Sei que sou difícil, eu mesmo não conseguiria lidar comigo, não sei como consegue.

— Sasuke-kun, eu amo você, amo muito. Não imagina o tempo que esperei para estar assim com você. Eu quero mesmo ir ver minha família e amigos, mas também quero ficar com você, acima de tudo eu quero ficar com você. Podemos viver aqui, juntos. — eu sorri, a ideia de ter uma vida com ele me irradiava.

— Sakura, se ainda não sou, logo me tornarei um procurado, não quero que sofra as consequências dos meus atos, Konoha é o mais seguro para você.

— Não adianta tentar me convencer, eu não vou. Você me sequestrou, agora terá que ficar comigo até o fim. — cruzei os braços como uma criança faria e empinei o nariz.

Ele riu da minha reação e se sentou perto de mim, passando os dedos no meu rosto.

— Tudo bem, por ora ficaremos aqui, está bom para você?

Fiz que sim com a cabeça, não era exatamente o que eu queria, mas seria o suficiente por agora. Ficar com ele era o que eu mais queria.

— Sasuke-kun? — chamei quando ele se levantou para ir até o banheiro.

— Sim?

— Você está bêbado?

Ele sorriu e passou a mão pelo cabelo.

— Talvez.

***

Dormimos bem aquela noite e de manhã, Sasuke me ajudou a terminar o café da manhã e depois saiu para chamar todos, ele me dissera noite passada que conversaria com seus amigos hoje de manhã, explicaria a nova situação. Nós conversamos um pouco sobre quem era Tobi e ele pareceu convicto de que estava sendo usado. Eu não disse a ele que Sui e Karin não planejavam segui-lo, achei melhor deixar que os dois falassem.

Ao longo dos dias que eu havia ficado no esconderijo, Zetsu trouxera vários utensílios de cozinha e outras coisas também, de modo que a cada dia que passava, mais o lugar ficava parecido com uma casa. E por mais estranho que parecesse, eu me sentia bem aqui, era quase aconchegante na verdade.

Estava terminado de arrumar a mesa quando todos eles chegaram, todos menos Juugo, eu ainda não o havia visto desde o incidente.

— Onde está o Juugo? — perguntei a Sasuke.

— Ele não quis vir.

— Vou chamá-lo. — falei indo para o corredor, mas Sasuke me segurou antes que pudesse passar por ele.

— É melhor não, confie em mim.

Eu sorri para ele e me soltei do seu aperto.

— Sasuke-kun, não acha que quanto mais o tratarmos como um monstro, mais essa parte dele vai se sobressair?

Ele me encarou por um minuto e depois assentiu.

— Eu vou com você então.

Seguimos em silêncio pelo emaranhado de corredores de pedra até o quarto de Juugo. Abri a porta com cuidado e espiei o interior. Estava igual da última vez, exceto que agora as correntes estavam prendendo Juugo. Senti uma pontada no peito e dei um passo à frente.

— Juugo? — chamei baixinho, podia sentir Sasuke bem atrás de mim.

Juugo ergueu a cabeça e me fitou por um momento, depois desviou o olhar. Não havia raiva nem ódio em seu semblante, mas havia culpa e medo.

— Sakura, me perdoe… eu… — ele dizia como que para ele mesmo.

— Está tudo bem, é serio. Eu quero que vá tomar café conosco.

— Não posso…

— Juugo, olhe para mim. — e ele o fez — eu não sei exatamente o que houve com você, o que Orochimaru fez, mas eu, Suigetsu-kun, Sasuke-kun e até a Karin somos seus amigos, e se eu aprendi algo sobre amizade, é que ela serve para erguer aqueles ao nosso redor. E eu não suportaria continuar de pé quando um amigo estivesse no chão. — me ajoelhei ao lado dele. — vamos, erga-se comigo, vamos ajudar você.

— Sakura… — ele me fitou por um momento e pude ver uma luz brilhar em seus olhos.

Eu apenas sorri e estiquei minha mão.

— Sakura… — repetiu e fez que não com a cabeça — não posso arriscar a segurança de vocês, o selo amaldiçoado é mais forte do que eu. Posso estar bem agora, mas a qualquer momento… — parou e me olhou novamente.

— Eu prometo a você, que não descansarei até encontrar uma maneira segura de retirar isso de você. Por favor confie em mim.

Nesse momento Sasuke se ajoelhou ao meu lado e olhou para o companheiro.

— Acredite nela, mas acredite em você primeiro. E não se preocupe em cair, é como ela disse, nos te ergueremos. Por muito tempo eu cometi o erro de não aceitar ser levantado por meus amigos. Sakura, Naruto, Kakashi, sempre estiveram no meu encalço, prontos para me ajudar, mas eu os neguei por orgulho e idiotice, por isso eu peço que não cometa os mesmo erros que eu. — ele também ergueu uma das mãos para Juugo.

Ele sorriu e disse:

— Ela te mudou Sasuke. Talvez devesse tê-la sequestrado antes. — nos três sorrimos.

Sasuke quebrou as correntes de Juugo, libertando-o. Era possível ver a alegria no rosto dele e eu me senti bem, melhor ainda quando fui surpreendida por um abraço de agradecimento. Depois disso fomos para a cozinha.

Esse definitivamente havia sido o café mais afetuoso que tivemos desde que eu chegara. Karin e Suigetsu conversaram muito e ela não parecia tão triste quanto estava ontem, claro que ela não olhou muito para mim ou para Sasuke, mas não me importei. Juugo e Sasuke também conversaram bastante, na verdade fiquei surpreendida, pois nunca os havia visto falar tanto. E em algum momento do café, Suigetsu contou uma piada e Sasuke gargalhou. Ele gargalhou! Todos ficaram boquiabertos por um instante, eu muito mais, pois nunca havia percebido que ele tinha covinhas.

Quando eu servi a sobremesa, Sasuke começou a falar sério novamente, sobre Tobi e tudo mais.

— Nós definitivamente não iremos mais chegar perto de Konoha, no entanto devem saber que de agora em diante Tobi estará contra nós. Eu realmente não sei o que ele tem contra a vila nem o que planeja, mas sei que para que o plano dele obtivesse sucesso ele precisava de mim e dos olhos de Itachi. Tobi me manipulou desde o início e eu fui cego o suficiente para não notar isso. De agora em diante, vamos ter mais cuidado, nenhum de vocês sairá da caverna sozinho, manteremos genjutsus em um perímetro maior do que já temos, poremos armadilhas se for preciso.

— Então vamos basicamente nos esconder? — Suigetsu falou.

— Por ora sim, não é prudente atacar um inimigo o qual desconhecemos a localização e os planos.

— Não estou com um bom pressentimento. Além de Tobi temos de lidar com a Akatsuki. E tem o Naruto… — falei baixinho.

— O que tem o Naruto? — Sasuke perguntou.

— A Akatsuki precisa dele, querem a raposa. E eu tenho certeza de que ele está procurando por mim, Naruto é assim, ele não desiste, e se por acaso, enquanto ele estiver fora da vila, se encontrar com algum daqueles caras? Naruto é forte, mas não contra todos. E se ele morrer, será por minha causa… Eu, preciso voltar, se a Akatsuki vencer Naruto e pegarem a Kyuubi, então estaremos perdidos. — eu estava arfando, nunca havia pensado naquilo, e sinceramente, me assustava um pouco.

— Não seria sua culpa, seria minha. Eu a trouxe para cá. Mas Naruto não seria vencido tão facilmente Sakura, você sabe, além disso preciso proteger você de Tobi, não poderia sossegar sabendo que você está em Konoha e eu aqui sem poder fazer nada. Já atacaram a vila uma vez e embora estejamos correndo o perigo de um ataque iminente de Tobi, preciso de você onde eu possa ver! Sei que disse que Konoha era o melhor para você no momento, mas, depois de pensar melhor, o mais prudente é você ficar aqui. Comigo.

Fiquei boquiaberta por um momento. Sasuke se importava comigo, mas do que com ele mesmo. Sorri meio sem jeito e assenti, desejando que os outros parassem de nos encarar.

— B-Bom, acho que estou convencida. — olhei para os outros e eles parecem perceber meu rubor, pois desviaram o olhar.

— Eu concordo, mas Sasuke, Tobi pode entrar e sair desse lugar a qualquer momento usando o kamui. Não estamos seguros. — Juugo disse.

— Eu sei, mas ainda assim posso sentir o sharingan dele, de qualquer forma, evitem andar sozinhos. — Sasuke olhou para mim por um momento e continuou — acho melhor andarem em dupla. Vocês dois e vocês duas de preferência. — disse ele apontando para Suigetsu e Juugo e depois para Karin e para mim.

— Não acho que seja necessário tudo isso. — Karin falou e depois fitou Sasuke — tem certeza de que essa proteção exagerada não é só por causa dela? — apontou para mim.

Sasuke ficou quieto, fitando-a e eu imaginei se realmente ia responder. Quando Karin recostou na cadeira e cruzou os braços eu disse:

— Claro que não. Vocês são amigos dele também! Sasuke se importa com vocês.

Ela apenas ergueu uma sobrancelha, e eu aceitei como um “se você está dizendo”.

— De qualquer forma, fiquem juntas durante o dia e a noite decidiremos o que fazer para manter todos seguros.

Notas finais
Espero que tenham gostado! essa semana vai ser corrida para mim, por isso provavelmente só vou postar no final de semana, então até lá um beijão para vocês. :3