Tão Perto... Tão longe...

12 Eu te amo, Uchiha Sasuke.


Notas iniciais
Oiii gente!!! Voltei! Desculpem a demora, mas o único horário que achei pra postar foi de madrugada rsrs. Bom aproveitem o capítulo e perdoem algum erro ou falta de coesão ou coerência, é que são duas da manhã rsrs. P.S. ESSE CAPÍTULO TEM INSINUAÇÃO DE SEXO, MAS NÃO É HENTAI. Só to avisando pq ta pra 16 anos, não achei necessário colocar em 18 porque essa fic é mais um romance dramático fofo mesmo. BOA LEITURA!

O resto do dia foi incrivelmente estranho e monótono. Não fizemos nada e ninguém apareceu. Sasuke parecia incomodado com alguma coisa, embora afirmasse que tudo estava bem. Quando a noite chegou e eu já estava deitada Sasuke me disse que iria sair.

— Onde você vai? — perguntei inquieta, todo aquele suspense estava me matando.

— Preciso resolver algumas coisas, prometo que não vou demorar. — ele disse de maneira doce, algo que teria me tranquilizado, no entanto, os seus olhos continuavam duros e o maxilar trincado.

— Me leve com você. — Disse já jogando os cobertores para longe. A ideia de sair era ótima.

— Não posso Sakura, desculpe. Não vou demorar. — repetiu.

— Por favor, Sasuke-kun.

Ele suspirou e se sentou ao meu lado.

— Hoje não, isso não é assunto seu. Apenas durma, tudo bem? — ele passou os dedos longos pelo meu rosto, deixando uma trilha de dormência por todo o local.

Eu não queria, mas apenas assenti, sentindo meus olhos ficarem cada vez mais pesados.

Eu queria dormir, só isso.

Vi Sasuke saindo pela porta e antes que ele pudesse fechá-la, vi um vislumbre vermelho no escuro. O que seria aquilo? Uma luz? Não... Eu sabia o que era... Mas o sono parecia muito mais acolhedor e estava tão quentinho ali. Eu queria muito me entregar àquele sono e aos sonhos que ele abrigava, queria mesmo, mas aquela luzinha vermelha não deixava...

Vermelho...

Era a cor de alguma coisa especial, uma vez me disseram para ter medo dessa coisa... O que era? Não sei. Talvez se eu dormir um pouco eu me lembre... quem sabe... vão ser somente alguns minutinhos... Se Kakahi-sensei estivesse aqui ele me ajudaria com a coisinha vermelha que me intrigava e não deixava eu me entregar totalmente ao sono. Kakashi-sensei era inteligente, muito inteligente... Era um ótimo ninja... Por que não dormi ainda? Ah, sim, vermelho. Vermelho era a cor do Kakashi-sensei... Não, não era, era a cor do poder dele e do poder do Sasuke...

A cor do sharingan...

— Kai!!! — gritei enquanto recobrava a consciência, Sasuke havia me colocado em um genjutsu! Mas por que?

Senti meu rosto ferver de raiva e de ansiedade, o que ele estava pensando? Por que eu não pude ir com ele? Sai da cama e peguei um casaco que achei no armário dele, calcei minhas botas correndo e disparei pela caverna. Quanto tempo eu tinha ficado devaneando? Não muito eu esperava. Queria alcançar o Sasuke onde quer que ele estivesse.

Eu não sabia muito sobre rastreamento, mas sabia o básico, usei isso ao meu favor. Eu sinceramente não sabia como me sentia no momento, com raiva? Traída? Eu não sei. Só queria respostas. Talvez esse comportamento esquisito durante o dia inteiro tivesse algo a ver com Tobi e Konoha, mas o que quer que fosse, ele podia ter me contado, não é?

Sasuke tinha esse poder de me surpreender a cada dia, de arrancar de mim todos os tipos de emoções, eram tantos sentimentos misturados que eu não tinha mais certeza de nada. Às vezes eu tinha medo que ele voltasse a ser arrogante e frio, afastando todos ao seu redor, principalmente a mim e outras vezes eu me sentia tão segura e confiante ao seu lado a ponto de querer fazer loucuras por ele e com ele.

Não havia um único sentimento que definisse minha relação com ele, porque não havia um único sentimento que sentíamos um pelo outro. Havia amor e alegrias para nós dois, mas não felicidade, não ainda, uma vez que o medo, o ódio, a dor, a raiva, a perda e a guerra ainda eram muito presentes no nosso mundo. No entanto tínhamos nossos momentos de felicidade, e esses momentos me lembravam que, por mais que vivêssemos em um mundo de batalhas e sangue, havia a esperança em algum lugar, esperando o dia em que a humanidade deixaria de se odiar e passaria a transformar os momentos de felicidade em felicidade eterna. Eu e Sasuke queríamos essa felicidade, pelo menos era o que eu achava, precisava saber se era o que ele queria também.

Senti meus sentidos se aguçarem assim que consegui rastrear um pouco do chacka de Sasuke. Isso era um bom sinal, eu estava perto. Acelerei o ritmo e em menos de cinco minutos eu estava no pequeno vilarejo em que havia estado em meus primeiros dias como prisioneira.

Não era muito tarde, logo havia pessoas passeando pelas ruas, algumas lojas ainda estavam abertas, a maioria vendia comida ou coisas relacionadas. O chacka de Sasuke estava cada vez mais forte e eu comecei a olhar dentro dos restaurantes ou bares, me perguntando o que ele faria em qualquer um desses lugares.

Então eu passei por um bar que estava cheio, havia homens gritando e apostando dinheiro em jogos, algumas mulheres estavam ali também, bebendo ou servindo de companhia para um marmanjo qualquer. Eu teria passado batido se uma cabeleira escura não tivesse me chamado a atenção. Parei subitamente na porta do local, tentando ver Sasuke no meio da multidão.

Ele estava sentado em uma das muitas cadeiras ao longo do balcão de bebidas. Algumas mulheres que estavam por perto o encaravam sem pudor algum e meu sangue ferveu. Sem olhar por onde eu ia comecei a adentrar o local, mas antes que pudesse dar dois passos um cara grande e rechonchudo apareceu na minha frente, me fazendo parar.

— Onde pensa que vai boneca?

— Com licença! — falei dando a volta nele, mas então outro brutamontes apareceu e me segurou pelo braço.

— Ele te fez uma pergunta. Acha que pode só entrar aqui sem pagar?

Eu estava com raiva, não tinha tempo para besteiras assim. Só queria chegar até Sasuke antes que ele me visse.

— Não vou ficar muito tempo, só preciso falar com uma pessoa. — tentei soar calma.

— Ou você paga, ou nos oferece coisa melhor. — eles se entreolharam e o primeiro riu, dizendo:

— Olhando como é magrinha, eu não diria que ela tem algo para nos dar.

Fechei o rosto e puxei com força o braço, me livrando apenas por um segundo do homem, considerando que o outro havia vindo por trás e me puxado pelo casaco, de modo que o segundo homem teve tempo de capturar meus dois pulsos e me erguer até eu ficar da altura de seus olhos. Aquilo doía muito, ainda mais quando se fica sem treinar tanto tempo.

— Ou paga, ou sai! — Um deles gritou, chamando a atenção de todo o bar praticamente. Ouvi risos de alguns e exclamações de surpresa de outros.

Como que por reflexo eu olhei na direção de Sasuke e me arrependi. Ele me encarava incrédulo e o maxilar trincado me dizia que ele não havia gostado de ser seguido. Com um suspiro ele colocou o copo com bebida sobre o balcão e se levantou. Ele iria me salvar, como sempre. Mais uma vez eu seria inútil, mesmo que a causadora do problema fosse eu mesma. Era sempre assim. Sasuke, Naruto, Kakashi, todos sempre um passo à frente, sempre me livrando das minhas próprias burradas.

Mas não dessa vez. Com toda a minha força eu me ergui pelos punhos e acertei o brutamontes com um chute duplo. Ele me soltou na hora que seu ajudante veio para cima de mim. Eu me abaixei antes que suas mãos me alcançassem e lhe dei uma rasteira, fazendo-o cair também. Não havia motivos para bater nos homens, então apenas corri para fora, para longe deles e para longe de Sasuke.

Por que eu estava correndo? Sinceramente eu não sei. Eu não devia estar com medo que ele me alcançasse ou por ele ter me visto, afinal o que eu queria era que ele explicasse o porquê de estar naquele lugar, o porquê de ter me colocado em um genjutsu e o porquê de ter ficado estranho o dia inteiro. No entanto, de repente, me parecia que eu estava errada. Eu não estava, sabia que não estava. A única coisa que eu queria era entender o que estava acontecendo com ele. Então por que eu ainda estava correndo?

Quando finalmente alcancei a floresta novamente eu senti um alívio, que durou muito pouco, pois bem na minha frente havia alguém esperando. Parei de uma vez e encarei os olhos negros que refletiam minimamente a luz da lua. Ele estava de braços cruzados e me fitava.

— Pode me dizer o que está fazendo aqui?

Respirei fundo e recuperei um pouquinho da segurança de alguns minutos atrás.

— E você pode dizer por que me colocou em um genjutsu e o que estava fazendo em um bar?

— Sakura, é uma longa história, tudo bem? Não quero falar obre isso.

— Não! Nós acabamos de nos reconciliar de uma briga. Não quero outra. Me diz o que está acontecendo. O que está te incomodando?

— Isso não é assunto seu. — ele suspirou e quando voltou a falar, aparentava cansaço — olha, desculpa por te colocar em um genjutsu, mas eu sabia que você não desistiria até que eu te trouxesse comigo, foi a única opção que achei... claro que na hora não me lembrei que você era a melhor com genjutsu de nós três. — ele sorriu um pouco e eu não pude evitar relaxar o corpo.

— Por que não podia me trazer?— Perguntei com cautela.

— Porque eu estava indo beber e não acho que aquele era um lugar adequado para você. Me perdoe.

— Não entendo, você podia ter ido em qualquer outro lugar, não precisava ser um tão cheio, e além disso, por que você foi beber?

Ele riu sem humor, como se estivesse envergonhado.

— Ás vezes uma boa dose de saquê faz com que os seus problemas sumam por algum tempo, não sou nenhum alcoólatra precoce antes que você pergunte, só saio às vezes, quando é necessário. E quanto ao lugar, bom, tinha mais gente, alguns chackas se misturando aqui e ali, se alguém me procurasse, demoraria para me achar na multidão.... No entanto você achou.

— No dia que brigamos, você bebeu, estava com cheiro de bebida.

— Sim, eu me lembro.

— O que aconteceu dessa vez?

Ele ficou me fitando por um bom tempo, será que estava pensando em mentir? Eu sabia que o problema não era eu, era algo diferente dessa vez. Ele então saltou para a mesma árvore que eu estava e ficou bem de frente para mim.

— Eu não posso te contar Sakura, não agora. Mas vai ficar tudo bem. Você confia em mim?

Como não confiar? Quando aqueles lindos olhos infinitos parecem tão suplicantes. Era como eu havia dito, ele tinha o poder de me fazer sentir todas as emoções de uma única vez. Eu sabia que devia confiar nele, e eu confiava. Aqueles olhos funcionavam melhor que qualquer jutsu ilusório, pois aqueles olhos continham sentimentos verdadeiros. Aqueles olhos já haviam visto a perda de perto e a guerra, mas também havia visto o amor por duas vezes e isso valia muito mais do que todo o resto. Aqueles olhos viram o amor através do Itachi, mas agora eram os olhos de Sasuke e era para mim que ele olhava, não, olhava não, era a mim que ele enxergava, minha alma e meus sentimentos.

— Eu te amo, Uchiha Sasuke.

***

Aquela noite estava mais fria que o normal, de modo que eu estava congelando sob os cobertores mesmo depois de tomar um banho quente. Sasuke estava tomando banho, no entanto não demorou muito para que aparecesse com uma calça folgada, sem camisa e secando os cabelos. Depois que voltamos para a caverna não falamos mais sobre o ocorrido e eu sabia que isso fazia bem a ele.

Sem pensar muito eu o analisei por um momento. Sasuke tinha mudado muito desde que fora embora da vila, e não me refiro a mudanças de caráter e sim físicas. Ele estava muito alto e forte, seus músculos eram rijos e em alguns lugares podia-se notar algumas veias saltadas, os músculos do abdômen e do peito eram completamente alinhados e cheinhos. E seu rosto tinha ganhado um maxilar anguloso que contornava a boca perfeitamente. O cabelo não havia mudado muito, exceto que agora caía por sobre os olhos. Os olhos. Aqueles podiam ser os olhos do Itachi, mas eram negros e convidativos como os de Sasuke, de qualquer forma, aqueles eram os olhos dele agora e eu adoraria ficar olhando para eles a noite inteira, no entanto Sasuke pigarreou alto e eu me sobressaltei.

— O que foi? — me perguntou.

— O-O que foi o quê? — ainda estava aérea devido à visão incrivelmente entorpecente do seu corpo.

— Está me olhando há quase cinco minutos sem dizer nada. Você está bem? — começou a se aproximar até se sentar na cama ao meu lado. Desviei rapidamente o olhar.

— E-Estou bem.

— Por que está nervosa Sakura? — ele largou a toalha em algum lugar e se embrulhou ainda me fitando.

— Não estou.

— E por que não olha para mim? — falou enquanto segurava meu queixo e virava meu rosto para ele.

Estava tão perto que não consegui evitar suspirar.

— Eu lhe deixo nervosa. — falou sério, ainda me fitando.

— N-Não.

— Não foi uma pergunta, Haruno.

O silencio reinou por um tempo indeterminado. Eu não sabia o que dizer e tinha a certeza de que meu rosto estava tão vermelho quanto o tomate que jogara nele mais cedo. Com o mínimo de lucidez que eu ainda tinha, perguntei:

— Você… vai me beijar? — ele aparentemente não esperava por aquilo, pois sorriu e virou o rosto de lado.

— Era só isso? Podia ter pedido. — então ele tomou meus lábios.

Não era a primeira vez que eu o beijava, mas não deixava de ser extasiante. A boca de Sasuke era incrivelmente macia e quente, fazendo todo o frio que eu sentia sumir de uma hora para outra. Ele entreabriu meus lábios com os dele, de modo que sua língua tivesse passagem, eu fiz o possível para acompanhar seu ritmo. Calmo e depois acelerado. Suas mãos foram para minha nuca e ele entrelaçou os dedos no meu cabelo, em seguida começou a fazer uma trilha com os dedos por meu pescoço, clavícula, braço, até parar na minha cintura, ele a segurou e me puxou mais para si.

Eu aprofundei mais o beijo, desejando que nunca tivesse fim. Em algum momento eu parei em seu colo, mas nenhum de nós dois se importou. Tracei desenhos por seu peito e o abracei mais forte. Ele então começou a beijar meu pescoço e minha clavícula até parar e pôr os dedos no primeiro botão da minha camisa — que na verdade era a camisa dele —, Sasuke me olhou como se pedisse permissão e eu assenti, pois via em seus olhos o desejo que ele tinha.

Sem esperar por uma segunda confirmação ele desabotoou toda minha camisa, me deixando apenas de sutiã, ele me analisou por um segundo e beijou o alto de cada seio, voltando para meus lábios depois. Em um movimento rápido ele me colocou deitada e se ergueu sobre mim. Estava arfando assim como eu.

— Sasuke-kun…

— Não precisa continuar se você não quiser.

— Eu quero. — ele não pareceu convencido — por favor…

Ele beijou meus lábios e depois sussurrou:

— Saiba que pode pedir para parar quando quiser. — apenas assenti enquanto ele continuava a me explorar com as mãos, que eram delicadas e vorazes ao mesmo tempo.

Ele fez um caminho de beijos até meu ventre, com cuidado retirou meu short. A cada toque dele eu sentia uma sensação diferente, mas somente quando ele tocou meus seios que eu senti meu corpo todo formigar e depois amolecer. Sasuke era cuidadoso a todo o momento, me olhava com carinho e dedicação.

E então éramos pele sobre pele, sem nada nos separando. Eu podia sentir o calor do seu corpo aumentar a cada movimento e sabia que eu também estava quente. Sasuke ainda estava sobre mim, seus cabelos caiam no meu rosto, fazendo cócegas e seus olhos tão negros e tão próximos pareciam enxergar toda minha essência.

— S-Sasuke-kun… — minha voz mal saía. Eu queria dizer que o amava, queria dizer o quanto eu o amava.

— Ainda dá tempo de parar — ele sussurrou enquanto beijava meu pescoço.

— Não, vamos até o fim… — passei as mãos por seu peito

— Gostaria que sua primeira vez fosse especial. — ele sorriu.

— Está sendo… Como sabe que é minha primeira vez? — sorri.

— Você disse que eu havia sido o único homem a lhe beijar. — ele não esperou mais e me beijou, dessa vez mais arduamente. — está pronta?

Apenas assenti, incapaz de dizer alguma coisa. Respirei fundo e segurei em seus ombros, tentando me distrair da dor que eu sabia que viria assim que nos tornássemos um. E ela veio, senti lágrimas nos cantos dos olhos e cravei as unhas nos ombros dele de modo impensado.

— Ah, meu Deus! — exclamei e Sasuke tentou me acalmar, beijando minhas bochechas e sussurrando qualquer coisa em meus ouvidos.

Finalmente me acalmei e nossos corpos começaram a se movimentar, de modo sincronizado e agradável. De repente não existia mais dor, não existia mais quarto, não existia nada. Apenas Sasuke e eu. Apenas o desejo que nos consumia.

***

— Como os homens não caem ao seu redor? — me perguntou enquanto me puxava para ele e me aninhava em seu peito. Era a primeira vez que ele fazia algo assim e eu me senti bem.

— Talvez caiam, mas nunca desejei outro além de você. — sorri. No fundo eu queria que ele dissesse a mesma coisa, mas eu sabia que Sasuke era experiente demais para essa ter sido a sua primeira vez.

— Sakura. — falou distraído enquanto brincava com uma mecha do meu cabelo.

— Hum?

— Prometa que será para sempre minha. — aquilo me pegou desprevenida e eu ergui a cabeça para olhá-lo, estava sério e eu sorri.

— Eu prometo se me fizer um favor.

— O que é? — me fitou preocupado e eu sorri mais ainda.

— Deixe-me treinar com você?

— Tem certeza? — ele sorriu, claramente se divertindo com meu pedido.

— Por favor Sasuke-kun, estou parada há muito tempo.

— Tudo bem, começaremos amanhã. — e com isso ele me beijou.

Notas finais
Gostaram? Podem me dizer se acharem que algo precisa melhorar :) Não sei quando sai o próximo, mas a madrugada está aí pra isso, né, escrever fic. Beijos, até mais!!!