Notas iniciais
Bom, gente, essa é a minha primeira história que eu escrevo em um século que não seja o século XIX, então eu realmente estou nervosa rsrs
Eu espero de todo o coração que vocês gostem de Tâmisa Vermelho :)
Apesar de ser inspirada na série da Cassie Clare, Tâmisa Vermelho não tem muitas coisas em comum. Os personagens são diferentes e não vivem em um mundo conectado ao Mundo das Sombras (ou talvez vivam e a gente que não sabe disso kk).
Eu espero que vocês gostem do enredo e dos personagens, os quais eu ainda estou desenvolvendo com muito amor e carinho.
Se houver algum erro ortográfico, peço desculpas antecipadamente.

Capítulo 1 – O Plano

— Eu quero desvendar esse mistério. – Agatha decretou, apontando para a manchete impressa na primeira folha do jornal que estava em cima da mesa do pequeno escritório de advocacia de Benjamin Edwards.

Benjamin olhava, incrédulo, para o jornal e depois para a melhor amiga. Era estranho pensar em Agatha como sua melhor amiga, já que normalmente homens não deveriam ter muito contato com uma mulher, a menos que ela fosse uma prostituta ou então a mulher com a qual ele estaria comprometido. Mas, era esse o título que Agatha possuía. Eles haviam se conhecido enquanto Benjamin ainda cursava direito, quando ele havia entrado na livraria da família de Agatha a procura de um livro para a faculdade e, desde então, havia compartilhado de uma amizade construída através de suas paixões por livros.

— Eu não sei se devo rir ou dizer que você está louca, Agatha. – ele respondeu, olhando com ironia para a garota a sua frente.

— Eu estou falando sério, Ben! A polícia não fez nada até agora só porque se trata de prostitutas! Mas, me diga, só porque elas levam essa vida, elas merecem morrer sem nenhuma explicação? – ela se levantou e começou a andar de um lado para outro no escritório do amigo. – Isso é completamente injusto! Elas tão são pessoas como nós!

— Eu concordo com o seu ponto de vista, Agatha. Mas, o que você ou eu poderíamos fazer?

— Eu já li todos os livros existentes sobre detetives, Ben. Eu posso fazer isso.

— Isso não é tão simples quanto um romance, Agatha. Você está se escutando? Essa ideia é completamente absurda – Benjamin passou a mão pelos fios castanhos, pedindo a paciência necessária para que pudesse fazer a amiga entender o absurdo que era aquela ideia. – E se o assassino fizer algo contra você? O que sua família diria caso descobrisse que você está fazendo isso? E, pior, se algo acontecesse a você?

— É por isso que estou pedindo sua ajuda, Ben! – Agatha exclamou, sorrindo. Era aquele sorriso que Benjamin estava temendo. Aquele sorriso conseguiria conquistar o mundo, e Ben sabia disso. – Você seria o detetive de fachada, enquanto eu seria a sua assistente. Mas, na verdade, eu seria a detetive o tempo todo!

— Por um acaso, fará alguma diferença eu negar ajuda a você?

— Não. – Agatha respondeu, triunfante. – Porque eu infernizarei a sua vida até que concorde com a minha ideia.

Benjamin suspirou, exasperado. As possibilidades daquela ideia de dar errado eram gigantescas, mas ele sabia que se não ajudassem a melhor amiga, ela iria fazer tudo sozinha e as escondidas. Isso não seria apenas péssimo, mas também extremamente perigoso.

— Está bem, Agatha! Eu serei a sua fachada. – ele disse, suspirando. – Satisfeita?

— Não poderia estar mais. Vai ser legal, Ben! Será como em uma das aventuras do Júlio Verne. – Agatha sorriu alegremente para o melhor amigo.

Benjamin aproveitou que ela estava distraída enquanto murmurava seus planos mirabolantes e como se sentia animada para desvendar o mistério para admirar a amiga. Era clichê, mas ele era apaixonada por Agatha. Desde o momento que a viu na Turner’s Bookstore, ele se apaixonou. Agatha brilhava com a sua individualidade. Ela era encantadora quando falava sobre sua paixão por livros ou quando exibia aquele ar sonhador enquanto narrava suas aspirações. Ela sonhava grande e não tinha medo disso. E aquilo era amável aos olhos de Benjamin.

— Ben! – Agatha estalou os dedos em frente ao rosto do amigo, o despertando do transe. – Eu aqui falando sozinha, enquanto você simplesmente estava sonhando acordado.

Benjamin riu, passando a mão pelos fios castanhos nervosamente. Ele sabia que não era o homem certo para Agatha. Ela merecia alguém que tinha uma boa expectativa de vida, alguém que lhe desse futuro, e não alguém medíocre o suficiente para depender de um medicamento até o final de seus dias. Mesmo assim, ele não podia deixar de admirá-la.

— Desculpe. Eu estava pensando em todas as possibilidades dessa ideia dar errado.

— Deixe de ser pessimista, Ben. – ela revirou os olhos dourados e colocou uma mão na cintura, como uma mãe que pretende passar um sermão para o filho. – Somos uma ótima dupla, não há porque se preocupar.

Ele sorriu de forma genuína, o que fez com que ela também sorrisse. Eram raros os momentos em que Benjamin sorria e ela os adorava justamente por essa raridade. Benjamin parecia estar passando por algo difícil, mas não queria compartilhar aquilo com ela e isso só fazia com que Agatha ficasse preocupada e curiosa. Porém, ela respeitava o amigo o suficiente para esperar ele lhe contar o que estava acontecendo.

— A que horas devo passar na livraria para lhe solicitar como assistente?

— Antes que dê o horário para fechá-la, é claro. – ela respondeu como se fosse óbvio e sorriu. Ben revirou os olhos castanhos com aquela resposta, o que fez com que o sorriso da amiga se transformasse em risada. Ele adorou ouvir o som tilintante daquela risada. – Bom, eu já vou indo. Minha mãe deve estar se descabelando a minha procura.

— Você não a avisou?

— Eu apenas disse que iria dar uma saída. Isso já faz uma hora.

— Meu Deus, Agatha! – Ben balançou a cabeça em reprovação, o que fez com que a garota soltasse outra risada. – Até mais tarde, senhorita Turner.

— Até mais tarde, meu caro senhor Edwards. – Agatha fez uma reverência exagerada, segurando de forma delicada a saia do vestido de cetim lilás que usava. Era um vestido simples, sem muitos detalhes ou volume. Exatamente como os que ela normalmente usava. Tudo em Agatha era simples, do modo de vestir até a risada e o jeito de agir.

Ela saiu do escritório, deixando para trás o aroma adocicado de seu perfume. Benjamin sabia que a família de Agatha não era pobre, mas também não era nobre. Os Turner’s eram uma família que possuía dinheiro suficiente para não deixar nada faltar na casa deles, mas não tinham influência na sociedade. Isso nunca afetou o modo como Agatha agia. Ela não precisava de dinheiro para expressar sua opinião, nem se importava com a roupa que usava ou se deveria aparecer bem vestida e produzida para que arrumasse algum marido. Na verdade, Agatha nunca falava sobre o assunto e Benjamin gostaria de saber o porquê. Se alguém tocava no assunto de casamento, Agatha logo mudava o seu semblante e modificava o rumo daquela conversa. Apesar de curioso, ele não ligava. Agatha sempre seria única.

Enquanto andava pelas ruas de Londres, Agatha sentia os olhares de julgamento e os sussurros das mulheres ao seu redor. Ela sabia que seu vestido não era chamativo, nem caro e elaborado. Mas, ela não ligava para aquilo. Agatha também sabia que as pessoas comentavam sobre a sua idade e sua falta de pretendentes para casamento. E ela também não se importava com aquilo.

Afinal, ela não havia casado, não por falta de pretendentes, mas sim porque ela tinha recusado todos os pedidos que seus pais haviam recebido até que, em algum momento, eles desistiram. Ao ver seus pais tristes, Agatha por um momento se arrependia de ter feito todos os seus pretendentes fugirem, mas por outro ela se sentia bem porque assim ela ainda sentia a liberdade restrita bater em seu rosto como uma suave brisa.

Apesar de não poder ter ido para uma faculdade, Agatha sempre contou com o seu irmão mais velho. Havia sido Arthur que tinha lhe ensinado a ler e também tinha sido ele que havia lhe contaminado com a paixão pela literatura. E eram nos momentos de leitura que Agatha sentia a brisa da liberdade ganhar força.

Ela avistou a placa antiga da livraria de seus pais e apressou os passos ao ver o semblante fechado de sua mãe na porta da loja. Certamente, Agatha iria receber um sermão suficientemente grande, mas não importava muito, afinal com a ajuda de seu melhor amigo ela conseguiria realizar seu maior sonho.

[...]

Notas finais
E é isso... Eu espero que vocês tenham gostado do capítulo ^^
A Agatha, como deu para notar, é uma mulher de personalidade e apesar de viver em uma época que aparências eram tudo (o que não é muito diferente dos dias em que vivemos atualmente) ela não liga muito para o que as pessoas pensam dela. Acho que é exatamente isso que chama a atenção das pessoas. A Agatha é a Agatha, e pronto. Se aquilo não satisfaz as pessoas ao redor dela, não é ela a culpada na história.
Eu já aviso de ante mão que o Benjamin é um fofo e que ele conquistou o coração desta humilde escritora rsrs
Ele está escondendo algo? Talvez. A Agatha vai descobrir sobre isso? Sem sombra de dúvida.
O que podemos esperar do próximo capítulo? Eu não sei, porque ainda nem terminei kkk
Enfim, espero que vocês tenham gostado, minna-san ^^
Não esqueça de deixar o seu comentário, por favor, isso é extremamente importante para mim :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.