Notas iniciais
Isso é meio que uma crítica a algumas pessoas, embora não seja pra nenhuma em especial (pelo menos, não era quando escrevi). Espero que entendam, gostem e critiquem :3

Sólido. Enquanto o ar flutua sem precisar de apoio e a água escorre, maleável para agir como bem entender, ele se mantém sempre parado. Fixo, imutável. Assim é o sólido: nada lhe faz mudar de forma, nada lhe impede de pensar como pensa. Nenhuma flexibilidade; sua forma sempre será a mesma, não importa como seja pouco adequada.

Sólido, escravo da forma, aquele que não consegue se libertar. Sozinho ele perece; dois sólidos jamais formam uma mistura homogênea, e ele só interage com líquido e ar porque eles, maleáveis, respeitam sua forma tão teimosa. O sólido não se mistura, não lhe dá passagem para atravessá-lo quando isso se faz necessário. Ele lhe encara ranzinza; imenso, pilar de si mesmo; sem ele o líquido não tem onde apoiar-se, sem ele o mundo e os seres se tornam incapazes de surgir. Como é importante, como é fixo, como é direito, em suas ideias teimosas, em sua forma imutável.

Para sempre será sozinho, aquele que não se abrir a novas ideias. Para sempre calado e cálido será, o sólido desagradável.

Seu aspecto não pode flutuar, raramente pode boiar. Seu aspecto não nos faz carinho ou traz um contato; não nos intriga, não trás mistérios. Aliás, nada traz. Simplesmente é. E é para sempre.

Sólido, pobre dele. Tão só, tão imutável. Tem certeza de que suas ideias teimosas e infelizes o tornam quem é, que não sofre de crises de identidade, que não depende dos outros. Independente, suas ideias assim o fazem.

Mal sabe ele que suas ideias são antiquadas e que o gás flutuante e o líquido escorrente riem-se; não deixam de ser quem são, apenas estão abertos a se tornarem diferentes; melhores.

Notas finais
Deixem as suas críticas *w*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!