Só um beijo

6 Capítulo Final


Katsuki recosta sobre o braço da poltrona, como se sua posição encurvada e reclusa fosse capaz de tirá-lo dessa sala no momento. Normalmente, ele não odeia as reuniões com o All Might e o Deku pra discutirem sobre o One for All, é sempre uma boa chance de jogar na cara do nerd todas as merdas que ele anda fazendo e precisa parar de fazer pra melhorar e chegar à altura do papel que o All Might deu pra ele e, bom… Katsuki jamais recusa a chance de passar um tempo direto com seu maior ídolo, mas hoje ele tá particularmente desinteressado em Deku, One for All e qualquer outra merda, é difícil canalizar a raiva para o nerd maldito quando o loiro está tão emputecido consigo mesmo no momento.

Ele devia ter se explicado pra ela, devia ter dito que realmente não lembrava de nada, mas foi bater o olho nela para que todas as memórias fossem reativadas, porque com individualidade ou sem individualidade, basta ele avistá-la sorrindo, ou simplesmente não fazendo absolutamente porra nenhuma, apenas existindo, e o mundo se torna menos merda por um minuto. Ele devia ter dito tudo isso pra ela, mas não, porque na mesma medida em que Uraraka torna esse antro de figurantes um lugar mais tolerável, ela também o deixa mais idiota. Katsuki nunca teve que lidar com a raiva, ou pior, com a mágoa dela — uma das únicas vantagens de se manter o mais distante possível — então ficou sem reação quando ela chegou à estúpida conclusão de que ele tava mentindo sobre suas lembranças e o olhou como se ele fosse o maior merda do universo, desde então, é exatamente como Katsuki vem se sentindo.

— Bakugou-shounen? — o tom de voz do All Might indica que essa não é a primeira vez que ele tenta chamar a atenção dele e trazê-lo de volta ao momento presente. O garoto o olha e encontra um semblante preocupado no rosto raquítico do eterno Símbolo da Paz — Você está bem?

— Tsk, por que não estaria?

— Bom, ouvi dizer que você foi acometido pelo efeito de uma estranha individualidade não tem muitos dias, tem certeza que já passou?

— Ah, com certeza passou, a Uraraka-san já cuidou disso pra ele. — o nerd, sem medo de morrer, dispara essa frase.

— E o que você tem com isso, hein, seu nerd do caralho?! — ele esbraveja, dando seu melhor pra não pular no pescoço desse imbecil na frente do All Might — Ela fez o que tinha que fazer e foi só isso. Não precisa ficar mordido de ciúme, ela ainda é toda sua. — claro que ele realmente não acha isso, Uraraka é apenas dela mesma e de mais ninguém, mas a ideia é só deixar bem claro que ele não tá nem aí pra o que quer que esse maldito tenha com ela.

— A Uraraka-shoujo? — o All Might parece pensativo — Você não tinha me dito que você e ela já tinham decidido serem apenas amigos, Midoriya-shounen?

— A-ah sim, nós… nós conversamos, sim. Ela foi… bem honesta, disse que gostava muito de mim, ela… estava apaixonada por mim. — Katsuki se levanta, não sabendo porque ainda tá aqui ouvindo essa merda — Mas não mais. Acho que, na cabeça dela, eu tô mais pra uma versão masculina da Tsuyu-chan. — o imbecil soa sem-graça, e o loiro meio que quer dar uma risadinha sádica, mas no fundo, ele não se sente bem em ouvir isso, a ideia de ser rejeitado por ela parece bem deprimente — Então não, Kacchan, ela não é “minha”, nunca foi.

— Tsk, eu não quis dizer que-

— Eu entendi exatamente o que você quis dizer, Kacchan. — o nerd tem a ousadia de interrompê-lo — Sabe, eu fiquei pensando muito nessa individualidade Eros que te acertou. Achei tudo muito estranho, porque qual seria o propósito prático de uma individualidade dessas em uma situação de batalha? A pessoa se apaixona pela primeira que vê e fica em um estado de êxtase, inutilizada para contra-atacar, ok, mas… não foi bem esse o seu caso, foi? Você não teve nenhuma das suas habilidades comprometidas, continuou agindo quase normalmente, tirando um detalhe… que é a necessidade de afirmar seu amor pela Uraraka-san. — o nerd não está murmurando, ele fala em tom límpido e eloquente porque quer que Katsuki escute cada palavra.

— Tsk, e daí? — e ele escuta, mas não dará a satisfação ao nerd de achar que ele se importa.

— Daí que eu fiquei me perguntando o porquê disso, o que teria de diferente em você pra mudar a propriedade da individualidade assim? E então eu percebi que… foi muita sorte ou muito azar o seu ter sido justo a Uraraka-san a primeira pessoa que você viu depois de ter sido atingido pela flecha, Kacchan. — ele acena com a cabeça e dá uma breve olhada para o All Might antes de se virar para Katsuki — Porque você já era apaixonado por ela antes desse incidente.

— Você parece ter muita certeza disso. — ele dá de ombros, ignorando o rubor que ameaça subir por seu rosto. Que merda esse moleque! A Recovery Girl chegou a explicar sobre isso de a individualidade tê-lo atingido de um jeito diferente devido a esse “pequeno fator”, e já foi vergonhoso ter seus sentimentos expostos daquele jeito na frente de mais dois outros professores, quando o Kirishima o questionou sobre essa possibilidade, ele desconversou e disse que era só a individualidade mesmo, agora o Deku bancar o Sherlock Holmes e descobrir isso tão fácil não o deixa envergonhado, e sim puto da vida.

— Ora, Bakugou-shounen, dessa eu não sabia. — o All Might sorri serenamente, se é uma tentativa de aliviar a tensão na sala, não dá pra perceber — A Uraraka-shoujo é uma garota e tanto.

— Sim, ela é. — o Deku também sorri e parece ficar vermelho — E o Kacchan a magoou.

— Não foi de propósito, porra! — ele entra na defensiva — Eu lembrei de tudo na hora que a vi, e ela entendeu errado!

— E você nem tentou se explicar? — o All Might questiona.

— Tsk, de quê ia adiantar? Ela… ela acha que tudo que eu fiz e disse nesses dias foi só por causa da individualidade, ela acha que eu a fiz de idiota, porra!

— E você nem se esforçou em convencê-la do contrário. — o Deku diz no seu pior tom lamentoso, como se estivesse com pena dela… e dele. Que vá à merda!

— Vai se foder, Deku, quando foi que eu pedi sua opinião? Isso é assunto meu!

— Vira assunto meu se você magoa minha amiga.

— Então vai dar seu ombro todo fodido pra ela chorar ao invés de me encher o saco, caralho!

— Bakugou-shounen, acho que isso pode ser resolvido se- — é necessária muita petulância pra dar as costas ao All Might e deixá-lo falando sozinho, o nível exato de petulância que Katsuki tem nesse momento. Ele não quer ouvir o cara tentando bancar o conselheiro amoroso e COM CERTEZA não quer o Deku jogando na cara dele como ele foi otário com a Uraraka. Se é pra se sentir um bosta, pode deixar que Katsuki consegue fazer isso muito bem por si mesmo.

***

— Faremos um exercício padrão de resgate. Todas as equipes serão heróis e vítimas uma vez. Para a primeira etapa, teremos Equipe 1 e Equipe 4. Equipe 1: Jirou, Satou e Uraraka são os heróis. Equipe 4: Aoyama, Bakugou e Kaminari são as vítimas. Não responderei a nenhuma pergunta, averiguem a situação por si mesmos e procedam. — o Aizawa informa em seu tom monótono e dá o sinal para começarem;

Ugh, como ele odeia exercícios de resgate! Nunca dá pra sair no soco com ninguém e precisa ter cuidado, paciência, empatia e todos essas merdas, é um saco! Mas nada é pior que ser vítima, porra, ele tem que ficar lá parado de boca fechada e nem pode xingar quando um desses idiotas faz alguma besteira no exercício.

Mas agora ele nem tá com vontade de xingar, não quando a Uraraka surge por entre os escombros e o observa com aqueles olhões enormes, aproximando-se com agilidade e destreza.

— Não precisa ter medo. Estou aqui para ajudar. — ela diz as falas padrão que lhes foram ensinadas e sorri gentilmente, fazendo-o engolir em seco — Consegue andar?

— Acho que minha perna tá quebrada ou alguma merda assim. — ele responde sem vontade, nem escondendo o quanto odeia fingir que tá machucado.

— Certo. — ela se volta para seu comunicador — Earphone Jack, Sugar Man, encontrei um rapaz na área residencial da zona oeste. Ele está consciente e se comunica bem, mas não consegue andar, vou evacuá-lo daqui, é uma zona instável e não vejo sinais de outras vítimas-

— A- ALGUÉM AÍ? AIDEZ-MOI! SOCORRO! — uma voz agoniante ecoa pelo prédio desmoronado. Tsk, quem ouve pensa que o idiota tá morrendo de verdade, é igual àquele maldito do Quatro-Olhos que enche o saco de quem não “entra no personagem” nesses exercícios de simulação.

— Há outra vítima no perímetro, vou ajudar esse rapaz e oferecerei reforço logo. — ela encerra o contato, prendendo a perna dele em uma tala improvisada — Bom, vamos lá? Eu vou te tocar no ombro e talvez você sinta um leve enjoo, já peço desculpas por isso, mas é um possível efeito da minha individualidade, de toda forma, vou conseguir te tirar daqui mais rápido, ok?

— Tá, tá, Cara de Lua. Acaba logo com isso, ninguém tá vendo se você sabe as falas padrão. — ele revira os olhos, mas ao olhá-la brevemente, nota que ela está vermelha. Que p… ah, ele a chamou de Cara de Lua, que merda! Por que diabos ele foi abrir o bico sobre o motivo de chamá-la assim? Katsuki nem sabe se é bom ou não ter se lembrado disso.

— C-certo, bom… lá vamos nós. — ela o toca bem rápido, como se tocá-lo a queimasse ou… a enojasse, tsk. Um segundo depois, ele se sente leve e firmemente apoiado no ombro dela, completamente seguro — Tô saindo com a primeira vítima e indo em direção à segunda. Algum progresso, Sugar Man? Earphone Jack? Ah, sem necessidade de reforços por enquanto, podem prosseguir. Ok, aguardo contato.

Katsuki tenta não pensar muito no quão perto ela tá, algumas mechas do cabelo dela lhe cutucam as bochechas e o cheiro de shampoo levemente misturado ao de suor emana dela. Uma vez, ele foi quem a “resgatou” de uma dessas simulações e ela não parava de rir, incapaz de se manter no personagem de vítima. Hoje, ela tá com um desempenho exemplar, levando isso tão a sério que deixaria o Quatro-Olhos e a Rabo de Cavalo satisfeitos, mas ele sabe, ela só tá fazendo seu melhor pra ser profissional e não deitá-lo no soco. Uraraka faz o que manda o manual, gentil, mas fria e cautelosa, não é de todo ruim vê-la agindo assim, mas… não é o jeito dela de fazer as coisas. Dá pra entender o porquê de ela se manter distante — se não fisicamente, ao menos tentando estabelecer uma barreira na conversa e no comportamento — no momento, ele não tá merecendo o tratamento acolhedor dela.

— Eu não lembrava de nada até a hora em que te vi aquela noite. — ele diz depois de respirar profundamente, ela não demonstra reação — Ei, Uraraka, você me ouviu?

— Não se preocupe, nós estamos quase fora do prédio, algum histórico de doença que precise de cuidados imediatos? Você tem pressão alta? Toma medicação?

— Quê? Você não escutou o que eu falei? Eu disse que não lembrava mesmo do que rolou naqueles três dias, mas começou a voltar quando te vi, não sei como essa merda funciona, mas deve ter engatilhado as memórias, sei lá. Eu… lembro de quase tudo agora. — sim, “quase tudo”, porque do beijo ele ainda não se lembra, não importa o quanto esprema, nada vem.

Ela não responde, apenas mexe no comunicador.

— Os delírios devem ser devido ao choque, não se preocupe, temos toda a assistência necessária lá for-

— VOCÊ QUER PARAR, PORRA? Escuta o que eu tô falando! — ele se desvencilha dela, irritado.

— A gente tá no meio de um exercício. — ela diz secamente, juntando as pontas dos dedos e restaurando a gravidade.

— Um exercício em que você tem que resgatar e acalmar a vítima, eu não tô calmo, Uraraka! Me ouve, porra! — ela poderia argumentar que ele nunca tá calmo, mas é surpreendentemente satisfatório notar que Uraraka realmente tem algo a dizer. É melhor ela dar uns berros do que continuar tratando-o como uma criança machucada.

— Ouvir o quê, Bakugou-kun? Que você se acha um idiota pelas coisas que disse e fez? Vai pedir pra eu não contar pra ninguém? Pode ficar tranquilo, eu não falei nada sobre as conversas que a gente teve em particular, mas não posso fazer nada quanto ao que você disse pra todo mundo. — ela respira fundo — Eu… agradeço por você ter me salvado da flechada, e lamento de verdade pelo que aconteceu com você por causa disso.

— Tsk, eu sei que deve ter sido uma merda eu no seu pé o tempo todo. — ele resmunga — Você disse que eu achava que esses dias tinham sido horríveis pra mim, devem ter sido uma bosta mesmo é pra você. — é uma tentativa de desculpa, mas só parece deixá-la mais irritada.

— Você… você não entende mesmo. — ela aperta os olhos, segurando as lágrimas, mas respira fundo e se recompõe rapidamente — S-Se quer um conselho, só… deixa estar, uma hora vão todos esquecer que você tava falando bobagens sem sentido. — tsk, vai ver não é tão melhor assim do que ser tratado como uma vítima, pelo menos ela não tava falando merda antes. Que porra é essa de dizer que o que ele sente é “bobagem sem sentido”? O que raio ela sabe sobre ele e o que ele sente? Cara de Lua maldita!

— “Bobagens sem sentido” é o caralho! Me escuta bem: tudo que eu disse nos três dias foi verdade! — ele berra — Eu… não lembro de tudo, mas lembro bem que te disse que não tava mais conseguindo controlar a língua e falando o que eu penso de você de verdade, o que você acha que isso quer dizer, porra? Foi muito azar ter te encontrado aquele dia na rua, porque eu só consegui pensar em te ajudar e o resto da merda você já sabe. — ele fecha os punhos — Não achei que ia ter que me confessar um dia, eu achava que você e o Deku já tavam se engraçando, e… foi um jeito bem merda de você descobrir o que eu sinto… o que eu sinto de verdade, mas agora você sabe. E se é pra me rejeitar, Uraraka, acho melhor você fazer isso na lat-

— CUIDADO! — agora é ela quem grita, correndo em direção a ele. A maluca se joga no peito dele. E Katsuki apenas vê um enorme bloco de pedra cair atrás deles, exatamente onde ele tava segundos atrás. Um estrondo, e depois a fumaça e a poeira se erguem no ar.

— Que… que merda! Como eu não vi aquele negócio caindo? — ele tá puto consigo mesmo, mas toda raiva e insegurança que podem nascer desse incidente morrem no abraço e no suspiro aliviado dela.

— Ainda bem que você tá bem.

***

Parece um déjà-vu, Katsuki estava com ela na enfermaria poucos dias atrás, mas a situação agora é bem diferente, bom… nem tanto assim, ele ainda tá apaixonado por ela, talvez ainda mais se isso for possível. Ela já foi liberada do exame depois que a Recovery Girl constatou que tava tudo bem com ambos, e agora eles caminham em silêncio rumo aos dormitórios, que nunca pareceram tão distantes.

— Não… não foram dias ruins pra mim. — ela murmura, e ele quase não ouve. Pra fazê-la falar mais alto, ele finge que realmente não ouviu — E-eu… disse que não foram dias ruins pra mim, eu… gostei um pouco… e esse é o problema, porque não é certo já que você estava fora de si.

— Não por inteiro. — ele a corrige — Mas entendi o que você tá falando. Então… desde quando você gosta de mim? — ela engasga e tosse, e ele se segura pra não rir.

— V-você… você não tem vergonha nenhuma de falar assim?

— Por que eu teria se a gente sente o mesmo? — ele dá de ombros, tentando ignorar uma parte de si berrando pra ele ir baixando a bola, ela nunca disse diretamente que gosta dele, que não tem nem chance de alguém como ela realmente retribuir seus sentimentos — Você não respondeu minha outra pergunta, quando se ligou que gosta de mim?

— Não… não tem um momento específico, eu acho. Por mais difícil que você possa ser, eu… vejo muito mais coisas positivas em quem você é. E… você… faz eu me sentir forte.

— Você é forte, eu não tenho nada com isso. — ele se vira pra olhá-la, deliciando-se com a visão do rosto vermelho dela. Mas logo é ele quem fica enrubescido quando ela se aproxima e foca os olhos nos dele, como se procurasse alguma coisa.

— Sem brilho… — ela murmura e de repente parece perceber o quão perto está, afastando-se — A-ah, quer dizer, é que… nos dias em que você tava… sabe, tinha como eu saber se você tava ou não sob o efeito da individualidade porque tinha um brilhinho nos seus olhos, pareciam uns coraçõezinhos dourados, e… agora não tem nada, você… você realmente acha que eu sou forte.

— Tsk, e você precisa de uma porra de um brilhinho pra saber que eu tô falando a verdade, caralho? — ele não controla o tom infantil e birrento.

— N-não, eu… acredito em você. Acredito de verdade. — ela diz gentilmente — É que… é tão louco isso, você é tão… “você”, e… é raro te ouvir apontando qualidades em alguém, ainda mais sobre força.

— Por que a surpresa? Eu não falei nada disso pra você num desses dias?

— A-ah sim, você… disse isso e mais algumas coisas, aí eu… te beijei. V-você não lembra? — o coração dele alcança a proeza de se acelerar ainda mais.

— O beijo é a única coisa que eu não lembro. — ele admite com ódio de si mesmo — Mas eu vou lembrar, pode confiar.

— Ou então… a gente… pode… recriar a memória. — Uraraka diz suavemente, e ele quase não ouve de novo, mas não vai ficar provocando-a, Katsuki tem coisa mais importante pra fazer. Tipo prensá-la contra a parede do corredor felizmente vazio e beijá-la até ficar sem ar.

E dessa vez ele não vai esquecer, mas só pra garantir, é melhor beijá-la de novo.

Notas finais
E acabou! Huhauahush Eu devia ter avisado no capítulo passado que o de hoje seria o último, mas real esqueci, espero não ter sido uma surpresa muito grande, embora meio que talvez já desse pra perceber pelo rumo que as coisas tavam tomando, e eu já tinha dito que era uma short fic. Enfim, é isso! Acho que meu estoque de repostagens tá quase acabando, mas acredito que semana que vem tem atualização inédita na fic todochako. Se eu não conseguir terminar, teremos mais uma kacchako, veremos... Obrigada por ler! Espero que tenha curtido! Até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!