Notas iniciais
ATENÇÃO! Esta história é inspirada na fanart de quadrinhos baseada na websérie "Critical Role" e do jogo "Dungeons & Dragons", e não é recomendada para menores de 16 anos, por favor, respeite a classificação indicativa! Esta obra é de conteúdo sensível (sugestão de citação de nudez parcial e insinuação ao sexo), em caso de sensibilidade à leitura, por favor, NÃO LEIA e aguarde a próxima obra. A tia deseja uma boa leitura e até a próxima história! ~chu :3

Foi um susto bobo, ela sabia que foi um susto bobo...

Mas ele estava de camisa quando foi pescar na outra ponta do rio.

Ive foi lavar alguns alimentos para o almoço, afinal, o verão estava apenas começando e os orcs tinham muito trabalho pela frente.

Com o cesto de vime ao lado, ela cuidadosamente lavou as beringelas e os inhâmes, depois pegando o pano que enrolava suas amoras doces.

Assim que terminou, voltou para casa e começou a acender o fogo, suas panelas esperavam ociosas para um bom peixe assado!

— Ele já deve estar voltando... -pensou alto enquanto agradecia mentalmente pelo bom marido que os Deuses lhe trouxeram;

O dia estava lindo, seria uma ótima estação para colher flores.

— Ive, estou de volta.

— Oh, estou quase acab... EH?!

. . .

Foi um susto bobo.

Seu rosto de bronze ficou vermelho como tomate após notar a figura belíssima de seu marido encharcado de água, um pouco de lama e carregando a cesta de peixes.

Mas ela jurava que ele estava usando uma camisa, quando saiu. — Q-Querido?! Suas roupas!

— Oh, não é nada. Eu tropecei quando peguei um peixe.

— Mas e a sua camisa?

— Enroscou num galho seco e eu tive que deixá-la. Eu estou bem. -subiu os ombros-

— Mas eu não... -corou ainda mais-

. . .

Marul sempre foi um bom marido, Ive nunca pediu ou exigiu nada que não fosse possível de sua parte, porém, ela ainda não era a orc mais confiável no que dizia respeito a intimidade.

Se acostumar com a vida de casada estava sendo meio difícil, afinal, os últimos ataques aos orcs foram devastadores.

Por fim, Ive tentou esconder sua vergonha com o cabelo sedoso, mas sua missão foi interrompida pelas mãos quentes do mais velho.

— Você está doente? Parece com febre.

— E-estou bem, apenas com calor...

— Então troque essas roupas, vai se sentir melhor. -o moreno bufou numa risada leve e deixou a cesta com peixes perto das verduras- Vamos, eu cuido disso.

— É que... -seus dedos seguraram os braços fortes um pouco- Posso ficar na sua companhia? Eu... Só... Estou gostando disso...

— Hn? -tombou a cabeça para o lado-

— Você... Parece atraente, agora...

Oh...

Marul sentiu suas bochechas esquentarem, mas não deixou de sorrir maldoso com a verdadeira resposta dela.

Ainda molhado , ele desceu as mãos até a lombar de Ive, encostou seu rosto ao ouvido sensível.

— O fogo ainda não está bom, teremos que esperar ele aquecer mais. O que quer fazer enquanto esperamos?

— ...

— Venha, me deixe trocar suas roupas... -uma língua deslizou gentilmente pela ponta da orelha dela e desceu o caminho até seu pescoço;

— Claro...

Ive assentiu enquanto sentia o calor subir.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!