Só podia ser Você

7 Meu Deus... Inuyasha sabe usar o cérebro!


Notas iniciais
Olá pessoas! Então, a música contida nessa fanfic não é minha é do lindíssimo John Mayer! Nome: Say. Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo Sete

Meu Deus... Inuyasha sabe usar o cérebro!

O carro esportivo vermelho entrou no tal do clube. Deveria ter piscinas por toda parte, campos de todos os esportes, jardins com as flores mais lindas do mundo e quiosques de todos os tipos, mas naquele instante NADA me interessava mais do que ‘aquilo’.

Um papel amaçado de folha de caderno qualquer, sujo, por alguém ter pisado e com um garrancho de alguém que deveria urgentemente voltar a fazer caligrafia desde o zero. Entretanto o conteúdo era único e assustadoramente... Comovente.

“Pegue toda a sua honra desperdiçada,

Todas as pequenas frustrações passadas,

Pegue todos os seus chamados ‘problemas’,

Melhor coloca-los entre aspas

Diga o que você precisa dizer

Caminhando como um exército de um homem só,

Lutando contra as sombras em sua mente,

Vivendo o mesmo velho momento,

Sabendo que você estaria em melhores condições se quisesse,

Se você pudesse apenas...

Dizer o que precisa dizer

Não tenha medo de continuar,

Não tenha medo de desistir,

Você entenderá melhor isso no final:

É melhor falar demais, do que nunca dizer o que você precisa dizer de novo,

Mesmo que suas mãos estejam tremendo

E sua fé esteja perdida,

Mesmo se os seus olhos estiverem se fechando

Faça isso de coração aberto...

Diga o que você precisa dizer”

O carro parou no estacionamento. Meus olhos o fitaram surpresa tentando enxergar como exatamente aquelas palavras entraram naquela cabeça oca ou saíram. Voltei a ler o papel, o Inuyasha escreveu isso? Eu não aguento mais! Tenho que saber!

— Inuyasha... — Ele tirou a chave da ignição e me olhou.

— ...Hum..? — Mostrei o papel em minha mão.

— Foi você que escreveu isso? — Ele arregalou os olhos surpreso. Girou os olhos dando uma de desentendido e tomou da minha mão.

— É lixo, vamos! — Saiu do carro. Lixo? Não, não é lixo! Saí do carro dando a volta nele vendo ele jogar o papel na lixeira.

— Não!!! — Enfiei a mão na lixeira pegando o papel amassado, desdobrando ele e limpando. — Você fico louco? Isso aqui não é lixo! — Estava espantado me encarando. Eu sei! Kikyo nunca colocaria a mão na lixeira, mas essa não é questão! — Você escreveu isso? — Piscou algumas vezes afirmando.

— Foi! Você sabe que o doutor disse que eu precisava fazer algo para me expressar ou ia me obrigar a tomar remédio, eu escrevo essas músicas, mas são um monte de lixo... — Arregalei os olhos negando.

— Não é lixo coisa nenhuma! Espera aí?! Isso aqui é uma música..? — Ele franziu o cenho confuso.

— Kikyo, o que droga tá contecendo com você? Você nunca se interessou por isso antes, disse até que eu tinha sorte por ter um pai rico, por que se eu dependesse disso para viver ia morrer de fome. — Abri a boca e depois fechei os olhos incrédula. Porra Kikyo! Isso lá é coisa que se diga! Engoli seco, balançando a cabeça.

— Pois eu retiro tudo que disse! Isso aqui... — Movi o papel na frente do rosto dele. — ...é muito bonito! E você tem uma voz bonita, não duvido nem um pouco que faria sucesso. — Ele ficou espantado, depois me fitou sério.

— Você...Você gostou? — Afirmei claramente.

— Eu adorei! Quer saber? Isso aqui é... Motivador! Muita gente guarda as coisas dentro de si ao invés de realmente dizer o que precisa, e quando a gente guarda essas palavras na cabeça elas se acumulam e acabam se tornando monstros que nos amedrontam por uma vida toda. — Tornei a balançar o papel na frente dele. — Isso aqui não é lixo Inuyasha! Talvez seja a coisa mais sensata que já saiu da sua cabeça! — Ele fez uma careta.

— Hey! Não precisa exagerar! Você não é de me criticar... — Engoli seco.

— Mas bem que você precisa, fica perdendo o seu tempo com coisas idiotas sem perceber que seu pai tenta de tudo para fazer você se interessar pelos negócios da família. — Tornou a franzir o cenho.

— Como é que é? Desde quando você se interessa pelos assuntos da minha família? — Rosnei.

— Estou seguindo o seu conselho... — Mostrei novamente o papel. — ...Você não cansa de ouvir só o que quer? Por que eu vou te dizer uma coisa Inuyasha, um dia o mundo vai querer te dar uma lição que seus pais estão tentando há ohhh... — Estalei os dedos na frente dele. — ...Anos! Só que o mundo, meu querido, não vai ser gentil como eles, não vai passar a mão na sua cabeça quando doer ao contrário, vão pisar onde mais doí!

— Por que está me dizendo essas coisas? — Engoli em seco nervosa.

— Por que você é um hanyou! Por que outros hanyou usam você como espelho! Por que você pode influenciar eles a serem mais como você e ao invés disso você gasta o seu tempo com idiotice!

— Eu gasto meu tempo com você! — Berrou diante mim nervoso.

— Ótimo! Então para de focar em mim e foca em você! Você tem o mundo nas suas mãos e não vê! Pode ser o que quiser no mundo e se tornou o quê, Inuyasha? Você já leu nas revistas o que eles falam de você? Chamam você de filho parasita dos Taisho! — Isso o deixou mais nervoso.

— O que quer que eu faça??? — Gritou furioso. — Sempre foi assim! Desde que eu nasci TODAS as expectativas JÁ estavam no Sesshomaru! Eu já não tinha chances antes mesmo de pensar em nascer! Nem as empresas do meu pai, nem as empresas da parte da minha mãe me querem por perto! Sempre foi bem claro que era o Sesshomaru que dirigiria tudo! Ninguém vai querer receber ordens de um hanyou!!! — Disse nervoso e até um pouco ressentido.

— E você se apegou a isso? Essas pessoas não te conhecem, sabe de quem elas receberam ordens? De quem pagar elas Inuyasha! Elas não tem que questionar quem dá ou deixa de dar ordens! Não pode abaixar a cabeça, tem que ter orgulho de quem você é! Sabe por que todo mundo se curva diante a imagem do seu irmão? Por que aquele babaca prepotente e orgulhoso NUNCA se curva diante ninguém! — Ficou boquiaberto. — Você não é metade humano e metade yokai, é uma parte do seu pai e uma parte da sua mãe! TODOS nós somos assim! Isso inclui o Sesshoumaru! — Girei os calcanhares inquieta. — Você não tem a menor ideia do que pode fazer, não é? — Eu tenho que parar se não as coisas aqui vão ficar muito tensas. Respirei fundo e me acalmei. Ergui o papel até ele. — E é talentoso, devia seguir suas próprias palavras. — Ele pegou ainda perplexo, depois me encarou.

— O que eu conseguiria faria com isso? — Mostrou o papel.

— O que não conseguiria fazer com isso? Olha, você tem a atenção total no colégio e fora dele, é o ÚNICO hanyou em destaque na mídia... — O encarei séria. — ...Você pode fazer o que quiser, ser o que quiser! Mas precisa... Eu não sei, se descobrir. — Respondi incerta. — O que você não pode fazer é deixar que as expectativa de estranhos sejam as suas. — Ele olhou para o papel confuso e depois para mim sorrindo.

Ficou um silêncio meio intenso naquele momento. Acho que passei dos limites...

— Keh! Acho que é a primeira vez que a gente briga. — Sorri sem graça. A Kikyo vai me matar. — E é a primeira vez que sinto esse seu lado compreensivo, não sabia que se preocupava tanto assim com o meu futuro?! Eu nunca ti vi xingando o Sesshoumaru antes! — Arregalei os olhos. Cara, isso está MUITO errado! Ele deu uma risadinha.

— Foi a sua música, me motivou a dizer o que eu precisava dizer... — Falei com um sorriso muito sem graça. Ele guardou o papel no bolso e... Aí aí... Por que ele está me olhando assim? Por que está se aproximando de mim! Não!!! O segurei pelos ombros antes do beijo acontecer. — Espera, espera, espera! Eu não acho que seja momento para isso... — Ele sorriu largo.

— Você me deu a bronca do século, eu TENHO que te beijar! — Abri a boca para falar NÃO, mas o cretino aproveitou para colar as duas.

Meu Deus, eu vou para o inferno! Tem aquele tal pecado sobre não cobiçar o companheiro da amiga, embora não fosse minha amiga, mas tá difícil se a amiga fica me aproximando do companheiro dela que acha que sou ela e vem com essa língua sempre que a gente se encontra.

Eu fiquei estática, com um meu estomago sentindo um frio do Alasca – não sei como – com a língua passeando na minha boca. Eu fiquei tipo... Não devolve, não devolve, não se mexe, não se mexe... Mas cara! Teve um momento que aquela mão com as unhas maiores que as minhas alisaram as minhas costas e eu não consegui ser tão fria.

Deus entenda minha posição! Eu não fico com um garoto há muito tempo, a última vez que beijei alguém para valer foi há mais de um ano e daí vem o Inu-boboca, que pode ser bobão, mas não tem nada de feio e... Caraca... Não dá, eu não consigo! É muita tentação!

Lá fui eu fazer o que não deveria, mas fiz me segurando para não fazer — ou não, sei lá, eu estava meio aérea e zonza!

Levei minhas mãos até seu pescoço terminando com o pouco espaço que ainda restava entre nós. Nossas línguas se encontraram e o frio no estomago só aumentando! Ele me apertou mais contra si virando o rosto de lado e... Aí! Ele me mordeu! Mordeu minha língua! Abri os olhos surpresa... E ele nem parou de me beijar, simplesmente me mordeu e continuou! Respirei acabando me deixando levar de novo até... Aí!!! Ele me mordeu de novo!!!

Dei um tapa no ombro daquele estupido! E me separei dele.

— Você me mordeu! — Ele arqueou uma sobrancelha e riu.

— Não mordi não! — Semicerrei os olhos o encarando.

— Mordeu sim, minha língua! — Ele tornou a rir.

— Não mordi! Você passou a língua nas minhas presas com vontade... — Apontou para os caninos e... Ahhh! Bom saber. — ...Achei que já tivesse aprendido Kikyo. — Arregalei os olhos. Eu já beijei alguns garotos, mas humanos, não tinha que me preocupar em perder a língua no meio do beijo.

— Eu-eu... Me deixei levar... E esqueci... — Cara, eu fiquei muito sem graça com o sorriso largo dele, como se tivesse MUITO feliz com o que acabou de ouvir. Veio com aquela mão enorme no meu rumo e eu já tratei de dar outro tapa. —...Nem vem, você machucou minha língua. — Já foram dois beijos de língua até agora, desse jeito vão gravar meu nome nas primeiras cadeiras do inferno. Sorriu franzindo o nariz.

— Mais um motivo para a gente se beijar. — Oh droga! Esqueci que a espécie dele se regenera rápido e tem o boato das salivas ajudam no caso dos humanos, pelo menos é o que dizem, embora o caso de agora pareceu mais uma desculpa. Pigarreei negando.

— Confio mais nos meus anti-corpos. — Inuyasha tornou a rir.

— Você está tão estranha... — Ahh querido, você não sabe da missa um terço. Virei o rosto limpando os cantos da boca. Não acredito que eu cedi. A Kikyo vai com certeza me matar. De repente a mão me puxou sem permissão mesmo até colar com o corpo dele. — ...Estou adorando... — Quase tive um troço ali mesmo quando aquela língua úmida passou pelo meu pescoço.

Um tremelique veio dos pés a cabeça e agora além do meu rosto vermelho eu tive certeza que corei desde a unha dos pés até os pelos da sobrancelha. Que abusado! Empurrei ele para longe... Meu Deus, essa coisa está ficando fora de controle. Respirei fundo.

— Escuta, não devíamos encontrar o seu pai?! — Ele fez um bico não muito a favor, mas afirmou.

— Ah, é. — Ele começou a andar e eu o segui. Minha nossa, ainda bem que essa é a última vez! Kikyo não disse nada sobre ele ser libertino assim!

Eu quis enfiar minha cabeça num buraco e me enterrar assim que ao dar a primeira virada no estacionamento estar ali, próximo a nós, ninguém menos, ninguém mais do que o dito cujo: O Sr. Oyakata Taisho junto com Sr. Mamoru.

Ahhhh que vergonha!

Até pela distância o Sr. Mamoru sendo humano não poderia ouvir nada, mas o sogro da Kikyo sim.

Eu quero um buraco para me enfiar agora!!!

— Ah, aí estão eles. — Disse o Sr. Taisho num sorriso largo. — Até pensei em ir até vocês, mas... Pareciam tão enérgicos que não queria interromper nada. — Corei dos pés a cabeça.

— Hum. Eu trouxe ela como pediu. — Dei um passo a frente muito constrangida. Me curvei levemente em comprimento quando... A ficha caiu.

Kagome Higurashi, você estava diante ao O cara! O senhor que se fosse uns dez anos mais novo me casaria com ele sem pensar duas vezes. O gênio! O brilhante e ilustre Sr. Tamaki Mamoru. Abri a boca e sorri largo sem crer. Minhas mãos até tremeram de empolgação.

— Ah minha nossa!!! Doutor Mamoru! O dono e gênio por trás dos projetos Hitoshi?! — Falei quase sem ar. O pai do Inuyasha riu apontando para mim.

— Eu disse que ela era sua fã! — O senhor ali sorriu largo acenando para mim.

— O que é uma novidade, geralmente só agrado aos velhos. — Meus olhos se encheram de lágrimas. Era ele!!! É muito estranho dizer que pensei muito em agarrar o pescoço do homem como uma tiete num show de rock na sua banda preferida??!

— Eu não diria fã, mas se mandasse eu vender alma, eu faria isso imediatamente! — Falei me contendo para não dar um longo e eterno abraço nele. Eles riram de mim.

— Sr. Mamoru, está é Kikyo Hitsumi, minha nora, o meu filho você já deve conhecer. — CRACK! Esse foi o som que eu ouvi dentro de mim. O sorriso e toda a minha empolgação sumiu na hora. Eu não sou Kikyo, Kikyo nem sabe o que ele fez... Engoli em seco sem graça. Não era assim que eu queria realizar meu sonho, me passando por outra pessoa.

— É um enorme prazer conhecer uma moça tão jovem que já pensa tão abertamente. — Levantei o rosto sorrindo. Acenei brevemente.

— O prazer é todo meu.

Apesar de ter ficado chateada de conhecer o Sr.Mamoru sob essas circunstancia não deixei de aproveitar a oportunidade de dialogar com ele. Foi a primeira vez em anos que tinha uma conversa tão intelectual com alguém, descobri que meu ídolo era bem mais interessante do que eu conseguia ler nas revistas.

Conversamos sobre... Tudo! Ele me contou sobre estar desenvolvendo um novo sistema de atendimento para facilitar e agilizar os exames, era possível ver que ele realmente amava o que fazia. Mas amava acima de tudo a filha. Falou no nome dela umas trinta vezes e no quanto se orgulhava dela.

“Rin gosta de estudar ervas”, “Rin nunca teve medo de encarar feridas”, “Rin respeita qualquer tipo de paciente.”... E por aí ia. Chegava a ser engraçado e bonitinho, quem dera eu tivesse tido um pai assim.

— Li um artigo sobre ela, me pareceu ser mesmo uma garota bem determinada. — O senhor afirmou.

— E é! Estou tentando transferir ela para cá, mas não quer perder as provas que está fazendo no outro colégio então combinado que assim que terminasse ela estudaria na Shikon no Tama. — Arregalei os olhos e quase gritei: NÃO FAÇA ISSO. Mas é a escola do meu suposto pai, eu não poderia dizer.

— Espero-espero que sejamos amigas. — Ele sorriu.

— Pelo pouco que já conheço você mocinha, eu posso dizer que vão ser melhores amigas. — Corei sem jeito. Dúvido que a Kikyo vai querer ser amiga dela sendo esnobe do jeito que é.

— Tomara.

Que dia. Conheci o cara que eu mais admirava, mas ele não me conheceu.

Inuyasha abriu a porta do carro e eu entrei, tentei não parecer desanimada com esse fato. Assim que entrei ali aqueles olhinhos amarelos me fitaram com um brilho malicioso.

— Que tal um passadinha no meu apartamento? — De repente uma batedeira no peito. Neguei no mesmo instante.

— Não! Nem pensar... Eu... O sr. Kouki, digo meu... — Ele estranhou e olhou no relógio.

— São seis horas, não está tarde. — Abri a boca para falar.

— Eu... Estou cansada. — Pigarreei e ele não gostou. Espera aí! A Kikyo não disse que ele não fazia questão?

— O que você quer? — Pisquei confusa.

— Hun?! Como assim? — Dessa vez ele piscou confuso.

— Ora, para vir comigo? Uma pulseira? Brincos... Você sempre quer alguma coisa! Se você topar vir comigo eu dou o que você quiser... — Falou malicioso e eu quis muito dar um tapa na cara dele. Mas daí lembrei que devia ser normal, Kikyo sempre chegava com presentes em casa e agora faz sentido por que ele dava tanto, devia ser tipo um acordo entre eles.

— Dessa vez só quero dormir. — Ele sorriu de lado.

— Então dorme comigo. — Fiquei vermelha no mesmo instante. Pensa Kagome!

— Você-você nunca-nunca fez tanta questão... — Falei o que apareceu na cabeça de acordo com o que Kikyo tinha me dito. Pude ouvir ele rir de um jeito galanteador.

— Você nunca me excitou tanto... — Abri os olhos perplexa e já não estava corada estava pálida e sem fala. Meu Deus, balbuciei algumas palavras, sem conseguir pronunciar nenhuma.

Ok. Vamos deixar algo claro aqui. Eu não gosto do Inuyasha, o pouco que conheço dele me mostra que ele tem todos os adjetivos que eu detesto numa pessoa.

Mas caráter a parte.

Eu sempre entendi muito bem por que as meninas do colégio suspiravam por ele ou pelo irmão dele. Esses olhos ambares, esse sorriso maldito de quem faz travessura, esse timbre de voz enrouquecida e não vamos esquecer os cabelos prateados. Eu sou uma garota como qualquer outra, não estava imune a esses encantos e ele dizendo essas coisas para mim não é diferente de dizer para qualquer uma delas.

Meu libido atingiu níveis que se minha mãe sonhar vai me dar uma bronca do tamanho do mundo.

Engoli em seco muito nervosa sentindo meu coração querer sair pela boca. Mordi os lábios e não acredito que quando ele avançou em mim eu consegui forças do céu para empurrar ele e negar.

— Va-va-vamos deixar para outro dia. — Meus lábios tremiam e minha meus hormônios estavam fora de controle.

— Kikyo... Não faz isso comigo... Ou vou passar a noite inteira zangado me perguntando por que logo hoje você não veio comigo... — Disse ele com a voz quase sofrida. Respirei fundo me recompondo.

— Amanhã... — Amanhã é ela e ela que se vire com esse meio yokai depravado! Rosnou negando.

— Mas eu quero você hoje! — Cocei a nuca. Cara que situação. — Agora! — Levei um susto o encarando, ele não vai me agarrar, vai?

— Que isso?! Se controla, não está há tanto tempo assim na seca. — Chutei, se ela fica com ele todas as vezes que não volta para casa, então os dois fazem isso com muita frequência. Franziu o cenho.

— Seca? — Afirmei.

— É, não faz tanto tempo que a gente ficou junto para exigir com tanta urgência. — Ele virou para frente nervoso.

— Eu não te entendo. Reclama quando eu não te procuro e não me quer quando estou te procurando. — Ligou o carro. — Depois não me venha encher o saco questionando se eu não sinto mais desejo por você. — Cruzei os braços. Sinceramente? Acho que a relação deles está de mal a pior.

— É só hoje, não pode segurar isso para amanhã? — Eu nem sei por que perguntei isso.

— Não pode ser hoje ao invés de amanhã? — Devolveu a pergunta e eu me encolhi. Esquece isso. — Eu nem entendo por que está recusando se está obvio que você quer tanto quanto eu. — O fitei incrédula negando.

— Eu não! O que te faz pensar isso? — Sorriu malicioso.

— Suas pupilas se dilataram quanto me encarou, está vermelha, seu coração acelerou e você está hiperventilando... Aposto a minha alma que seu cheiro está simplesmente implorando por isso... — Virei o rosto para o outro lado. Cruzei as pernas, eu sabia do que ele estava falando. Isso é carência meu filho, misturado com hormônio adolescente, não significa que quero dormir com você. — Para com isso Kikyo... Eu juro que não faço aquilo mais! Mas vem comigo! — Implorou. Aquilo?

— Aquilo? — Ehh se curiosidade matasse eu estaria morta.

— Você sabe... — Ele abaixou o rosto sem graça.

— Me trair...? — Chutei e ele me fitou espantado.

— Não! Eu nunca te trairia! Érr... Mentir sentir aquilo, quando não... — Usei toda minha mente pervertida para entender aquela frase. Só então entendi o que fez meu rosto ferver.

Meu Deus a situação deles está pior do que eu pensava. Segurei os lábios para não cair na gargalhada. Não, eu não estava rindo da situação trágica da Kikyo, por que um dia vai que eu passo por isso, estava querendo rir é de como deve ser o Inu-boboca tentando fingir que está tendo aquilo. Deve ser tão óbvio que magoa o coração de qualquer mulher.

— Acontece nas melhores famílias... — Murmurei tentando não rir.

— Você vem? — Fechei o sorriso negando.

— Não! Bom... Me leve em casa, deixa eu trocar de roupa e pensar, te dou a resposta depois, pode ser? — Seus olhos brilharam animado.

— Combinado! — Quando chegar em casa Kikyo que responda isso por mim.

Assim que cheguei corri para o quarto dela. Tomei cuidado para ninguém me ver e ela me fitou surpresa.

— E aí? — Apontei para fora.

— Tem um meio-yokai sedento por esporte ali, e ao contrário do que me disse ele vai fazer caso sim, eu disse a ele que ia me trocar e dava a resposta, a batata quente está com você. — Ela fez careta estranhando.

— O quê? — Comecei a tirar a roupa.

— O Inuyasha quer dormir com você, eu disse a ele que não e ficou zangado sobre você ficar reclamando que ele nunca te procura e que quando te procura você recusa... Deu para entender agora? — Ela engoliu seco, pensou e foi correndo procurar uma roupa no guarda-roupa.

— O que você disse a ele? — Mexi os ombros.

— Disse que ia trocar de roupa e pensa no caso dele, então ele está lá em baixo esperando você. — Correu na penteadeira e passou um pouco de maquiagem.

— E se ele me perguntar alguma coisa sobre hoje... — Fitei Kikyo seca.

— Minha querida eu duvido muito que ele vai querer conversar... Amanhã eu conto para você sobre hoje. — Ela concordou passando perfume.

— Certo.

— Hey! — A gritei antes de sair pela porta. — ESSA foi a última vez, não me interessa se o mundo vai acabar, eu não vou fazer de novo. — Afirmou correndo.

E pelo fato dela ter ido com ele acho que sei a resposta que ela deu.

Notas finais
A imagem é para quem não conhece a composição da familia Taisho! Sim, a diferença entre eles é pouca. Até o próximo!