Só mais uma história de amor
9 "Prazer, Hanna."
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Olha, eu sei que eu demorei, tá? Foi mal D:
É que eu tava cheia de coisa pra fazer e... Tá, eu sei que isso não cola. É que eu comecei a assistir The L Word anteontem e simplesmente não consigo parar, cara. Eu já assisti metade da primeira temporada! É tipo, muito viciante. E cara, a Shane seduz demais, PQP.
Mas enfim, já falei demais... Enjoy o cap! > ^
– Eu disse que daria tudo certo! Não precisava surtar, Ana! – Pedro exclamou assim que saímos da sala.
– Ok, gente. Eu já entendi! É que eu tava nervosa! E eu preciso desses pontos para passar! – Ela exclamou enquanto amarrava os cabelos tingidos de vermelho vivo.
– Então agora você pode relaxar. – Eu sacudi os ombros. – E a gente pode ir em algum lugar para comer alguma coisa, porque eu tô morrendo de fome!
Pedro, Ana e Júlia riram.
– Vamos naquela lanchonete aqui no campus mesmo. – Júlia falou. – E eu nem vou poder ficar muito tempo. Tenho uma aula daqui a pouco.
– É, eu também. – Ana disse.
– Então vamos lá. – Dei de ombros e nós atravessamos quase todo o campus, chegando à lanchonete que havia ali.
Depois de fazermos os pedidos no balcão e pagarmos, nós quatro seguimos para uma mesa vazia. Ana e Pedro sentaram-se lado a lado, assim como eu e Júlia. Ficamos conversando e rindo até que o homem que ficava no balcão avisar que nossos pedidos estavam prontos.
Eu e Pedro levamos os quatro pratos com sanduíches à mesa, e isso acabou levando a algumas piadas.
– Mari, como você consegue ser tão esquelética comendo assim? – Ana perguntou, olhando para o meu prato. Nele havia um hambúrguer grande e algumas batatas fritas.
Eu ri com isso.
– Eu também tento entender isso. E olha que eu namoro com essa garota há seis meses! – Júlia exclamou e Ana riu. – Me diz, Mari. Como você consegue?
– Sei lá. Genética? – Dei de ombros, vendo que diante de Júlia e Ana havia sanduíches pequenos, de pão de forma e salada.
– Eu queria ter essa genética. – Ana murmurou e eu ri enquanto Júlia pegava uma batata do meu prato.
– Você pediu? – Perguntei, olhando-a.
– Posso? – Ela perguntou com um sorrisinho.
– Não.
– Problema seu. – Ela sacudiu os ombros com um sorriso travesso e comeu a batata, me fazendo rir.
– Boba. – Eu falei e dei-lhe um selinho. Sua mão foi para a minha nuca e ela me puxou para si, começando um beijo de verdade quando...
– Ei, ei, ei! Isso é local público, não o quarto de vocês! Podem parar de se agarrar, tem gente tentando comer! – Pedro exclamou, nos fazendo nos separar.
Eu revirei os olhos e mirei a porta do restaurante, por onde entravam dois garotos. Dei um sorrisinho maldoso.
– Ok, Pedro. A gente não vai se beijar. Mas você também não vai poder expressar reação nenhuma sobre quem acabou de entrar aqui.
Ele fez cara de desentendido e eu indiquei os dois com o olhar, fazendo-o se virar para trás.
– Ai meu Deus, é o Leo! – Ele virou-se de volta para nós com uma expressão aflita no rosto. – Será que eu vou falar com ele?
– Vai, ué. Vocês não estão de rolo? – Júlia perguntou.
– Sim, mas e aquele cara do lado dele? E ele não veio falar comigo!
– Sério, Pedro. Você está igualzinho a uma menina insegura. Aquele cara deve ser um amigo dele, e se vocês estão de rolo, não tem nada melhor a fazer. – Eu dei de ombros, colocando catchup em uma batata e comendo-a.
– Ai, tá bom. Eu vou lá. – Ele se levantou.
– Boa sorte, lady. – Sorri.
– Idiota. – Ele revirou os olhos e deu as costas para nós, andando até onde Leo e seu amigo estavam. Observei os três, vendo Pedro e Leo se abraçarem e trocarem beijos no rosto e Leo apresentar o amigo a Pedro.
Depois disso desviei minha atenção ao meu hambúrguer, comendo-o enquanto conversava com Júlia e Ana.
– Meu Deus! A gente tá mais que atrasada pra aula! Vamos, Ju? – Ana falou logo que nós terminamos nossos sanduíches. Júlia olhou a tela do seu celular.
– É mesmo! – Ela exclamou, levantando-se rapidamente. Me levantei logo depois. – Até mais tarde, amor. – Completou, pendurando a mochila em um ombro.
– Até, pequena. Boa aula. – Respondi, beijando-lhe os lábios bem rapidamente.
– Obrigada. – Ela deu um sorriso antes de sair, junto à Ana, da lanchonete.
Peguei a minha mochila e a minha lata de chá gelado que ainda estava pela metade. Pedro, Leo e o amigo ainda conversavam em um canto da lanchonete, e julgando pelo interesse dos três, aquilo ia demorar a acabar. Joguei a mochila no ombro e saí dali, andando sem muitos planos em mente.
Tirei meu celular do bolso da calça para checar as horas, e segundos depois, senti um impacto contra o meu corpo.
– Ai, desculpa. Eu devia prestar mais atenção por onde eu ando! – A garota á minha frente exclamou, abaixando-se para pegar o caderno que caíra no chão e espalhara algumas folhas por ali. Abaixei-me quase ao mesmo tempo, recolhendo-as.
Ao me levantar, não resisti e soltei uma risada ao perceber que aquilo parecia muito uma cena de filme adolescente americano.
– Não, relaxa. Tá tudo bem. Eu também estava distraída. – Dei de ombros e entreguei-lhe as folhas.
– Obrigada. – Ela sorriu, para depois soltar uma risada. – Isso foi tão ridículo quanto uma cena de filme americano.
– Foi mal, mas eu tenho que concordar. – Sorri, colocando as mãos nos bolsos. – De qualquer forma, qual é o seu nome?
– Hanna. – Ela disse, jogando os cabelos para trás. – Eu sei que é meio estranho, mas é culpa da minha mãe. Enfim. E o seu?
Ri com isso.
– Mariana. Prazer em te conhecer. – Sorri e estendi a mão, que ela apertou incertamente.
– Igualmente. Vai para alguma aula agora?
– Não. – Dei de ombros. – Meu horário é vago.
– O meu também. – Ela sorriu.
– Vai fazer alguma coisa agora? É que a minha namorada e os meus amigos acabaram de ir para a aula e eu não tenho nada para fazer pelos próximos cinquenta minutos.
– Não. – Ela riu. – Também estou no tédio.
– Vamos sentar ali. – Indiquei as mesas que ficavam do lado de fora da lanchonete. – Pelo menos dá pra conversar.
– Você acaba de me salvar de cinquenta minutos de análise de dissertações em língua estrangeira.
– Não precisa agradecer. – Fiz uma reverência e Hanna riu novamente, me acompanhando até uma mesinha quadrada com duas cadeiras.
Durante esse pequeno trajeto, eu pude observar melhor a garota à minha frente; ela tinha olhos de um tom bonito de azul, e bem marcados por maquiagem escura. Seus cabelos eram loiros, longos e ondulados, e tinham mechas azuis, lilases, cor-de-rosa e alaranjadas. Ela vestia uma calça skinny azul-clara, uma blusa branca com as mangas dobradas até os cotovelos e sapatilhas pretas. Pendurada no ombro, ela ainda tinha uma bolsa com todas as cores do arco-íris.
Nos sentamos em uma mesinha de metal com quatro lugares e colocamos nossas bolsas nas cadeiras remanescentes.
– E então, sobre o que vamos conversar? – Ela perguntou.
– Sei lá. – Dei de ombros e ri. – Tem alguma ideia?
– Você está cursando o quê aqui?
– Jornalismo. – Respondi. – E você?
– Psicologia. – Ela deu de ombros.– Você disse que tem namorada, não é? – Ela perguntou e eu assenti. – Qual é o nome dela? E ela estuda aqui?
– Júlia. – Respondi. – E sim, ela faz Jornalismo comigo. – Sorri.
– Ah, que legal! – Ela retribuiu meu sorriso.
– E você? Namora? – Perguntei.
– Não. – Ela soltou um suspiro. – Na verdade tem uma garota...
– Sempre tem uma garota. – Eu dei um sorriso e balancei a cabeça.
– É. Sempre tem. – Ela riu baixo.
– Mas qual é o problema? Ela é hétero? – Ergui as sobrancelhas e ela fez uma careta.
– Na verdade não. É... eu acho que não. Não tenho certeza. – Sacudiu os ombros.
– Como assim? – Franzi o cenho.
– Ah... eu não sei ao certo. Já faz um tempo que eu estou me aproximando dela, mas não consigo saber...
– Não mesmo?
– De jeito nenhum! Ela não me dá nenhuma pista!
Ri com isso.
– E como ela é?
– Ela é diferente de todas as outras garotas que eu já vi. Ela é inteligente, gentil, divertida, tem bom gosto... – Hanna soltou outro suspiro e eu sorri.
– Entendo. Mas você nunca pensou em dizer isso para ela? Ou, sei lá, mandar indiretas... alguma coisa assim?
– Já. – Ela sorriu e depois inclinou-se para frente como se fosse contar um segredo. – Mas eu não tenho coragem.
Ri.
– Sei como é isso. – Eu respondi, ao mesmo tempo em que vi uma garota de cabelos ruivos e ondulados e sardas no rosto vindo em nossa direção.
– Hanna! – Ela exclamou ao chegar perto o suficiente para que a sua voz fosse ouvida.
Ao ouvir seu nome ser chamado, a loira à minha frente abriu um sorriso enorme e virou-se para trás. Pelo brilho que seus olhos refletiram, era mais que óbvio que aquela garota ruiva era exatamente o assunto da nossa conversa interrompida.
– Rafa! – Hanna exclamou, ainda sorrindo daquele jeito. Diante disso eu pensei em como era possível que aquela garota ruiva não percebesse os sentimentos da outra.
– Eu revirei o campus todo atrás de você! Onde você estava, garota? – Ela exclamou.
– Rafa, essa é a Mariana. A gente se esbarrou e resolveu ficar aqui, conversando. – Ela me indicou e eu levantei-me com um sorriso. – E Mariana, essa é a Rafaela.
– Olá, muito prazer. – Sorri.
– O prazer é meu. – Rafaela retribuiu o sorriso.
– Mas você não estava na aula agora? – Hanna perguntou.
– Então, gente. Eu já vou indo. – Falei, pegando meu celular do bolso e mirando a tela. – Foi bom falar com vocês, e boa sorte, Hanna. – Sorri para ela e ela retribuiu meu sorriso, como mostrando que havia entendido o sentido daquelas palavras.
– Obrigada, Mariana. Foi bom falar com você também.
– Com licença. – Sorri novamente e saí dali.
Ao checar as horas, constatei que faltavam alguns poucos minutos para o fim da aula de Júlia e Ana, e resolvi ir até a sala delas.
Não demorei muito tempo para chegar lá, mas exatamente quando cheguei perto da porta, ela se abriu e os alunos começaram a sair.
Logo Júlia apareceu a minha frente, com um sorriso que me fez sorrir junto.
– Hey, Mari! – Ela exclamou, aproximando-se mais de mim e me dando um beijo rápido.
– Hey, pequena. – Retribuí o selinho e ela sorriu.
– Você vai ter mais alguma aula hoje? – Perguntou enquanto andávamos para fora dali.
– Hm... não. Acho que vou para casa, descansar um pouco antes de ir pro Café.
– É. – Ela sorriu. – Boa ideia. Eu também vou para casa.
– Ok. – Eu também sorri.
Enquanto deixávamos o campus em direção ao estacionamento, contei resumidamente à Júlia sobre Hanna, e isso a fez rir.
– Rafaela? Uma ruiva com cabelo ondulado e sardas? – Ela perguntou.
– Isso aí. – Respondi. – Acho que ela também faz Psicologia.
– Ah, claro. Eu sei quem é ela. – Júlia sorriu. – Hanna tem sorte.
– Por quê? – Arqueei as sobrancelhas.
– Ela gosta sim de garotas. – Júlia sorriu. – Não parece, mas...
– E como você sabe? – Dei um sorriso de canto e arqueei uma sobrancelha, olhando para ela.
– Eu tenho meus contatos. – Ela piscou para mim e eu ri.
– Ah, claro.
– De qualquer forma... até outra hora, meu amor. – Ela sorriu e colocou os braços ao redor do meu pescoço.
– Até, pequena. – Sorri e abracei a sua cintura, beijando-a sem demora.
Nos separamos e eu andei até o seu carro, abrindo a porta do motorista. Ela sorriu e entrou no carro. Fechei a porta e me inclinei na janela, beijando-lhe os lábios novamente.
– Te amo, ok?
– Eu também te amo. – Ela sorriu.
– Tchau!
Notas finais
Maaan, a Saah (Samyni) e a Bia (Beatriz Moreira) sabem muito bem do que eu tô falando. Eu tô completamente viciada em The L Word, mano. E na Shane, pqp.
Mas enfim...
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