Só doces
1 Doces e encontros meio amargos
Notas iniciais
tudo que está em itálico é flashback/passado
Toga estava tímida, o que era uma novidade de sua personalidade para todos que a conheciam na escola.
Digamos que a fama dela não era uma das melhores desde que entrara na U.A para seu ensino médio iniciar-se. Alguns a chamavam de louca e até mesmo desequilibrada; para outros, uma stalker, perigosa e que todos deveriam ficar o mais longe possível.
Porém, Himiko não se considerava assim, muito pelo contrário. Apenas andava com um canivete por segurança — já que sofrera assalto e não pôde defender-se. Já a segunda parte... bem, como poderia se livrar deste título?
Era uma apaixonada invicta quando seu coração acelerava mais forte por alguém, assim, não controlava seus sentimentos pela pessoa, e muito menos media esforços para demonstrá-los. O que para os outros acabava tornando-se um problema, já que em sua grande maioria, a única pessoa a gostar era ela na relação.
E ali estava ele, no horário de seu intervalo, sozinho. Não estava sendo uma stalker, jamais! Apenas observava-o, quieta, notando seus costumes e jeitos fofos, tentando juntar coragem o suficiente para o que queria e guardava em suas mãos atrás do corpo, às costas.
Todoroki Shouto era um novo aluno com boa bagagem e fama transferido para sua escola, e desde que chegara, causou rebuliço entre todos os estudantes — principalmente pela parte das garotas.
O estilo frio e distante deixavam-nas a suspirar, mas a vergonha de aproximar-se era vaga — apesar de algumas já terem tentado —, nenhuma delas tinha a coragem real para algo mais sério.
Mas, para Toga, no início, não fora bem assim.
Tudo o que mais desejava era distância de Shouto à partir do momento que botou os olhos nele.
[...]
— Alunos, hoje iremos receber um aluno novo e espero que o tratem como um grande colega de vocês. Pode-se apresentar, Shouto.
— Eu sou Todoroki Shouto e à partir de hoje irei estudar com vocês. — As palavras saíram secas e vazias, tal como a reverência obrigatória que realizou diante da sala inteira. — Aquele é meu lugar? — perguntou, apontando para uma carteira no fundo da sala, disponível.
— S-sim, pode se sentar lá. — Nem o professor soube como reagir direito a tal atitude cortez preguiçosa e forçada.
Os burburios logo se iniciaram por parte de todos, enquanto o aluno novo atravessava a sala para ir ao seu assento.
Todoroki sabia e não se importava nenhum pouco com aquilo tudo, sabia que seria de tal jeito independente de qual escola fosse estudar. E seu pai não estava nem aí. Ali era o melhor lugar de ensino e era ali que iria ficar, ponto final.
Sentou-se ao lado de uma garota de cabelos louros presos em coques cheios e um pouco desarrumados, e uma franja reta padrão dos costumes japoneses, estranhando o olhar dela ser diferente do dos outros a si. Era perfurante, ao mesmo tempo, assustado. Parecia que ela estava vendo um fantasma, contemplando alguma coisa horripilante, mas não era totalmente direcionado a Todoroki.
Shouto também ignorou seu tapa-olho ao canto direito do rosto; a moda no Japão sempre estava mudando para mais e mais esquisita e o rapaz não poderia ligar menos para tal.
Os comentários começaram por sua cicatriz de queimadura ao olho, para muitos horrível e nojenta, para quem estava encantado, um charme, quase uma cicatriz digna. Deveria ser por isso que aquela garota olhava-o com tanto espanto? Quem sabe.
[...]
— Ficaram sabendo? Dizem que a cicatriz é por uma briga de gangues. Ele e o irmão tem uma própria.
Não demoraram que em poucos dias o assunto que mais circulava pela escola era sobre o aluno novo. Das histórias mais estapafúrdias e até a mais fantasiosas, os demais estudantes tentavam inventar e acertar algo sobre Todoroki.
A realidade era que sua pessoa era reservada demais, ninguém tinha coragem de falar com ele diretamente mais que algumas frases sem achá-lo esnobe ou grosso por demasiado.
Himiko não aguentou-se, chutando a canela do garoto daquele grupinho, saindo em passos nervosos por não entender-se por tal atitude no fundo.
— Sua louca!
Ela até que escutou e iria voltar até ele para ameaçá-lo, porém não o fez, passando em frente à sua sala, notando a quietude ser quebrada por aquela presença que estava evitando há uma semana.
Estava sendo covarde; nenhum tipo de garoto tinha a deixando assim, estava surpresa consigo mesma. Entretanto, sentia no olhar — naquela aura que ele emanava que aquele garoto era como si.
Prometera durante anos que esqueceria seu passado e iria enterrá-lo, no entanto, vê-lo naquele dia foi como acender a chama que queimava seu olho sob o tapa-olho nos piores dias em que tinha pesadelos remanescentes.
Respirando fundo, ela abriu a porta e logo a fechou, não obtendo a atenção do garoto por somente isso. Ainda tinha alguns alunos na sala de aula fazendo seus horários de almoço por ali mesmo, esses por sua vez já olhando para Toga como se esta fosse cometer um crime.
No primeiro dia era como se tivesse sido espalhado que ela mataria Shouto somente com o olhar caso pudesse. Eram os dois alunos mais comentados da escola e pareciam ter criado uma rivalidade natural. Felizmente, era tudo invenção da cabeça dos adolescentes idiotas da escola.
Tudo não passava de um mal entendido, já que a menina era alegre e recebia a todos os alunos de um jeito único e enérgico só dela. Com Todoroki não foi assim e estava ali para reverter isso. Ou quem sabe, aprofundar-se mais ainda em memórias e acontecimentos que não deveria.
Ela caminhou até a carteira de frente a dele, qual tal não era sua, mas iria usá-la por breves minutos. Sentou-se com cuidado para não abarrotar a saia escolar, vendo o rapaz prestar atenção em si por um mísero segundo, prosseguindo a comer como estava de outrora como se a presença dela não fosse nada.
— Sou Himiko Toga, é um prazer conhecê-lo, Todoroki-kun. — A loira se apresentou com simplicidade, o sorriso em face a deixá-la com o ar que todos temiam. — Já deve ter ouvido falar de mim, mas saiba que a maioria das coisas são mentiras.
— Até mesmo que você deu uma facada em outro estudante e se apaixona pelo primeiro à sua frente a ponto de segui-lo por aí como uma Stalker? — Shouto disse bem mais do que queria, porém, era seu mecanismo de defesa apresentando-se bem cedo.
Queria ficar em paz, e caso precisasse magoar alguém que mal conhecia, faria-o para obtê-la.
O Obento de Fuyumi estava delicioso como sempre, agradecia por tê-la como uma irmã carinhosa. Às vezes até demais.
— Aí é verdade. — Toga riu, mexendo em uma mecha de cabelo, gostando daquela personalidade que parecia querer a repelir a qualquer custo. Então ele tinha seus fantasmas também. — Só vim desejá-lo boas-vindas, espero que possamos ser amigos.
Himiko procurou levantar-se, captando todos os detalhes do rosto de Shouto acerca de sua pessoa. Era boa em ler sinais corporais, faciais e tudo de alguém. Assim como quem tocasse demais em si ela acabaria explodindo, o garoto aparentava o mesmo.
Daria um tempo. Mas só aquele intervalo.
[...]
À partir daquele dia então, Toga passou a ficar todos os intervalos disponíveis atrás de Shouto, que com sua cara de poucos amigos e uma paciência zero, era incrível que não tinha mandado a garota embora ainda.
Todoroki sentia certo apreço vindo dela, e era um reconfortante, por mais que ela passagem a visão de sufocar, não era bem assim que a acontecia entre eles.
Shouto aprendeu a ter mais empatia, ainda não era de tagarelar nem passava perto disso, porém, a loira estava ensinando coisas boas a ele.
Aquele dia era o da limpeza da piscina e ambos estavam com roupas mais leves escolares, tentando deixar os azulejos um brinco. A cada espacinho via Himiko querendo saber mais sobre sua vida pessoal mais e mais. Ela fazia Shouto não ter tantas defesas, talvez por alguma empatia estranha?
— O que aconteceu para você usar um tapa-olho? — Naquele dia fora a vez de Todoroki tomar a iniciativa e perguntá-la algo pessoal.
A loira parou até mesmo de esfregar o ladrilho azul claro, olhando com um sorriso meio melancólico aos lábios sempre com algum tipo de gloss ao rapaz.
— Se eu contar o meu você conta o seu? — indagou, jogando totalmente um verde para colher maduro.
Tudo o que recebeu foi um manear de cabeça de Shouto em afirmação, suspirando fundo rapidamente antes de voltar a limpeza como se fosse recitar um conto qualquer e não precisasse de tanta atenção assim.
— Meus pais. Eles costumavam brigar muito por causa de dinheiro, minha mãe estava desempregada porque ele reforçava que mulher tinha que cuidar da casa e ele trazer o arroz pra mesa. — Era perceptível o desgosto com que Toga contava aquilo, porém, não deixava o semblante contorcer-se. — Um dia eles tiveram uma discussão muito ruim, e o meu pai começou a me culpar por tantos gastos em casa e aí eu comecei apanhar junto da minha mãe.
Ao esfregar a testa em sentir certo cansaço por estar varrendo a piscina sem parar, Himiko parou esses segundos também para tomar um ar. Só não esperava que nesse meio tempo, ao olhar para seu novo colega, visse uma face tão sombria ao rosto dele, parecendo que suas palavras haviam pego em alguma ferida.
— Ele passou dia após dia a ficar mais agressivo, até o dia que eu parei no hospital. — Ela parou abruptamente de falar nessa hora, dando uma pausa até mesmo para si própria. Suas memórias ao mesmo tempo que eram vívidas, os fragmentados dela acabavam deixando-a confusa e desconfortável. — À partir de então comecei a usar esse tapa-olho, é bem bonito, não é?
Todoroki segurava a vassoura com tamanha força que faltava quebrá-la entre seus dedos. Escutar aquilo era praticamente como reviver sua infância maldita, arruinada pelo seu pai, adoecida por sua mãe.
O silêncio entre eles não fora ruim, Toga sentia como se tivesse botado para fora aquilo uma primeira vez, comentado com alguém que não fosse sua mãe sobre o acontecido. Estranhamente sentia-se mais leve. Agora lembrar-se do medo bobo que tinha de se aproximar de Shouto passava a ser um pouco engraçado. Conheceu tanto o garoto que habituou-se a ele lentamente. Sua quietude era a paz no caos que sua cabeça costumava ser.
— Foi o mesmo comigo. — Ele iniciou, não tendo parado sua varredura por um segundo sequer. — Eles estavam brigando na cozinha e meu pai estava batendo na minha mãe. Eu tentei intervir, era muito pequeno, não sabia como ia ajudá-la. Tinha água no fogo e eles tentando se separar e tirar eu do meio acabaram por derrubá-la no meu rosto.
— Deve ter doído bastante — comentou, terminando um dos lados, vendo Shouto também finalizar a limpeza.
A piscina estava impecável, parecia novinha em folha, pronta para encher de água e ser utilizada no verão que estava próximo pelo clube de natação e os demais.
— Não tanto quanto ver meu pai incriminar minha mãe por isso e agora ela estar internada numa clínica psiquiátrica.
Ouvir isso de Todoroki fez com que Himiko olhasse para ele com certo peso no peito. Bem que ela sentiu perfeitamente desde o momento que ele pisou naquela escola que suas histórias e traumas eram iguais. Todavia, por que agora estava com vontade de se aproximar mais dele em vez de tomar a devida distância? Era como um imã invisível.
— Minha mãe depois do hospital e que eu perdi a visão ela falou com a polícia, ele está preso agora. — Não sabia se falar aquilo iria amenizá-lo em algo, no entanto, notou um repuxar aparecendo tão rápido quanto também sumiu de suas expressões.
— O meu também, meu irmão mais velho é responsável por nós três.
— O Touya? — perguntou com um risinho.
— Você o conhece? — Todoroki surpreendeu-se de verdade pelo fato dela saber daquele parentesco.
— Digamos que quem me ensinou a usar o canivete tem uma carinha bem parecida com a sua. Ele é uma boa pessoa. — Ela sorriu mais abertamente, vendo o garoto corresponder com um rubor leve e talvez certa felicidade.
Eram ambos livres de suas correntes traumatizadoras, porém, nunca cuidaram desse lado afetivo de forma correta. Estava tudo entalado.
Depois daquela limpeza eles descobriram muitas coisas em comum, e uma dessas foi o paladar por doces meio amargos. O gramado com um banco perto da piscina e às vezes até a arquibancada do local viraram os lugares favoritos deles para conversarem enquanto tinham seus intervalos.
Toga costumava ajudar a mãe em casa, e com isso começou a treinar receitas com bandejas de corações, coelhinhos, e muitas coisas fofas que comprou na loja de casais. Àquela altura ela não sabia mais o que sentia por Shouto.
Passou-se um mês que ele havia ingressado naquela escola e duas semanas que estavam conversando frequentemente, e uma semana que deixava cartinhas e chocolates feitos por si em seu armário e às vezes até ousadamente em cima de sua carteira na sala de aula mesmo.
Poderia ser considerado que eram amigos, não? Mas só da parte dele, claro.
Afinal, amigos não sentem o coração acelerar por tal pessoa, esconder-se por um olhar trocado, por ele estar naquele cômodo e seu corpo não saber reagir por esse fator.
E com isso, disse a si mesma que não seria só mais uma das garotinhas apaixonadas por Todoroki naquela escola, mandando cartinhas em armários, confissões no horário do fim das aulas.
E não seria mesmo.
[...]
Adentrou a sala como se fosse no primeiro dia que tomou a iniciativa em falar com ele, porém dessa vez não se sentou na carteira a frente.
Abaixou-se a altura suficiente de seu ouvido ao sussurrar:
— Me encontra no banquinho perto da piscina.
E simplesmente saiu da sala, mudando o pacote para frente do corpo para que ele não visse o que carregava.
Estava ligeiramente nervosa, quase amassando a caixinha com vários chocolates dentro em formato de coração. Que clichê, pensava.
Logo menos que poucos minutos estava no banquinho que indicou ao amigo, sentada, aguardando-o.
Em menos de dois minutos já podia ver a figura de Todoroki aproximar-se, as costumeiras mãos no bolso da calça enquanto andava, detalhes que somente a loira gostava de contemplar e achar fofo.
Já sentia em seu peito o coração bater em uma velocidade acima do costumeiro e na região da bochecha e rosto este ficar quente, estava corada, tinha certeza.
— Toga? O que foi? — A face impassível dele não mudou, mesmo vendo que a amiga estava agindo de forma estranha.
— E-eu queria te entregar algo e perguntar uma coisa também. — Ela foi direta, indicando para o garoto sentar-se ao seu lado.
Este tomou canto ao lado da loira, que estava em posição estranha, ambas as mãos nas costas.
Touya disse para tomar cuidado com ela porque Himiko era uma garota imprevisível e deveria esperar tudo dela.
Já Touya disse para Toga se apressar e tomar a dianteira e as decisões se realmente quisesse algo com seu irmão, já que em sua concepção, ele era um tanto quanto avoado demais. Principalmente para sentimentos alheios.
E Todoroki demonstrou isso bem ao apenas aguardar as palavras a mais da garota, não sabendo o que fazer ou indagar a mais para saber o que ela estava aprontando.
Com as bochechas ruborizadas, trouxe as duas mãos à frente do corpo, revelando a caixinha em formato de corações. Ela continha separações em hexagonais, cada uma dentro tinha um chocolate com um desenho diferente e também formato.
— São chocolates amargos, como você gosta. — Respirando enfim, ela explicou. — E eu gostaria de saber se você queria sair comigo.
— Não já estamos saindo?
Toga piscou, uma, duas, até três vezes, tentando entender o raciocínio do garoto.
— Tipo agora? — Ela questionou.
— Sim — respondeu inocentemente.
— Shouto eu tô dizendo que gosto de você... de forma romântica. E eu queria sair como se fosse um encontro. — Himiko suprimiu um suspiro. Touya realmente estava certo em seu irmão ser um pouco mais lerdo do que as outras pessoas.
Dessa vez o silêncio partiu de Todoroki que ficou a pensar, aceitando a caixinha com chocolates.
— Mas eu pensei que já estávamos. — Ele rebateu, olhando-o ficar confusa.
— Como assim?
— Desde o dia que você começou a deixar cartas e chocolates para mim. — Revelou.
— Você sabia que era eu?! — Toga sentiu seu rosto queimar de vez.
— Sim, não era para eu saber? — Agora quem se encontrava confuso era Shouto.
— Claro que não, ah... — Ela colocou as mãos na frente do rosto, realmente envergonhada por tudo aquilo.
Então na concepção de Shouto ambos já estavam saindo desde então?
E agora? Ele sabia desde o início. Há uma semana Toga estava fazendo papel de boba tentando esconder que era uma admiradora secreta de Shouto, completamente em vão.
Era isso que significa apaixonar-se por ele?
E então Toga começou a rir, a risada que fazia todos se assustarem com sua presença, principalmente se ela estivesse armada. Ela secou as lágrimas que caíram de seus olhos, o rosto em carmesim leve dando uma graça para todo seu preparo de visual ser sempre impecável.
— Então estamos namorando? — Ela perguntou, esperançosa.
— Tecnicamente. — Todoroki não sabia muito bem como relacionamentos funcionavam, e isso era tão claro e límpido quanto a água. — Eu preciso fazer um pedido formal?
Shouto estava pronto para falar alguma frase decorada para a garota, porém, Himiko foi mais rápida, segurando nas mãos dele e sentindo-as frias, contrastando com as suas mornas e a quase suarem.
Ela pegou a mão esquerda dele, colocando-a sobre seu tapa-olho, enquanto ela fez o mesmo, repousando sobre a cicatriz escura do olho esquerdo do garoto.
As outras duas mãos, desajeitadas, tentavam um entrelaçar pequeno, inicialmente tímido por ambas as partes, mas Toga não deixava de tomar a frente. O clima pesou de forma boa entre eles, era como se só existissem os dois.
Os comentários de que os doces eram envenenados ficaram para trás, assim como tudo o que escutaram diariamente um sobre o outro para aquilo não dar certo dos outros.
Os toques um ao outro eram leves, curiosos, cuidadosos e, principalmente, carinhosos. A loira foi a primeira a tomar a iniciativa, chegando para mais perto de Todoroki lentamente até que seus rostos se encontrassem.
Até que seus lábios encostaram-se, timidamente, de forma leve, sem a pressa de um ósculo totalmente apaixonado ou a pressão daquilo ser perfeito.
Eles se beijaram como se tivessem todo o tempo do mundo para provar a boca um do outro, os estalos baixinhos sendo abafados pelo chacoalhar das folhas das árvores próximas. Quando suas línguas se envolveram no contato mais íntimo, Himiko já estava com os ombros relaxados e Shouto segurava a mão livre dela com mais firmeza.
Separaram-se somente para poderem um apreciar o rosto do outro, seus sorrisos tímidos prevalecendo.
Até que não foi tão desastroso admirar Shouto por uma semana inteira e descobrir que ele já sabia.
E encontrar uma pessoa que fazia sua outra metade vazia ser um pouquinho completada, fora a melhor parte.
Todoroki achou que seriam somente doces amargos. E realmente, foram só doces que recebeu, dos mais variados tipos e gostos.
E Toga era o melhor deles.
Notas finais
A capa foi feita por mim e foi brincando com ela e o PNG da Toga que a ideia da fanfic surgiu ♥
E é isso! Obrigado a todos pelo amorzinho, nos vemos por aí, kissus ~ ♥
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