Síndrome de Gaea.
15 Ethos.
Eu não acho a perspectiva feminina desinteressante. Desde pequena sou fascinada por ela. Não me imagino sendo outra pessoa além da persona que sou: uma mulher de 22 anos. É isso o que sou. Essa é a minha narrativa. As perdas e os ganhos de uma pessoa com 22 anos que cresce em adjacente a luz, como uma planta, que teve o crescimento do caule recentemente. Não entende as delícias e as desgraças da selva de pedra que a espera quando abre os olhos. Em paralelo à isso, estou fora do jogo há um bom tempo. Jogando em em paralelos, de vez em quando, algo o suficiente pra me lembrar quão boa sou em fingir que sou alguma coisa e é tão amargo o gosto que eu sinto quando engulo minha própria saliva.
Minha perspectiva é única. Tão exclusiva que me sinto à margem todo o tempo. Será que ninguém está vendo o que eu vejo? Minhas opiniões sobre tudo são divergentes e minhas emoções são não somente um raio de luz que desce dos céus ao chão como um evento canônico. Não! Minhas emoções fazem parte de quem eu sou, e elas estão sempre colidindo entre si.
Me questiono se ninguém está vendo, de fato, quão intragável é o mundo e até aonde toda nossa arrogância nos levará. Tudo está conectado como dominós caindo em cadeia de modo infinito. Do conflito entre Israel e Palestina, à críticas de artistas em websites até as grandes geleiras do Polo Norte, tudo se liga entre si de modo indigesto. Vamos todos morrer infelizes, e gradativamente colapsar o mundo, eu sei. Minhas mãos também têm sangue e eu com certeza não sou perfeita mas sou absolutamente observadora no quesito mundo.
Estou cansada de ser mulher e ter gostos de mulheres. As pessoas me olham como se meus gostos não fossem bons. Elas me olham como se eu fosse aculturada quando todos sabem — Não sou. O que eu sou mesmo é uma pessoa sensível. Num nível de sensibilidade que só se tem quando se é artista e que é tremendamente perigoso de se ter. Não há muito a ser feito. Não acredito em nada do que dizem. Eu acredito em mim. Acredito no que vejo e em como vejo. Acredito em mim com todas às forças, e pra mim, isso basta. Mas às vezes, eu queria companhia. Queria alguém com o mesmo Ethos.
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