Notas iniciais
Gente, é só o prólogo, para ver se vocês gostam ou não! Nada mais a declarar!

Eu tinha certeza que ia morrer.

Sim, todo mundo morre um dia. Já me acostumei com isso. Não se trata de alguma crise existencial. Meu problema era bem menos complexo. Não. Eu sabia que a minha hora tinha chegado.

Meus pés não eram rápidos suficientes para a minha fuga. O ar entrava com dificuldade nos meus pulmões e as minhas pernas protestaram pelo esforço excessivo. Nas minhas mãos estava a razão de toda a perseguição. Da eterna perseguição. A informação que era perigosa demais para ser exposta ao mundo.

A adrenalina que corria em minhas veias era o único combustível que me mantinha em movimento.

Agora estava perto. A curva que fiz no corredor escuro me permitia ver a porta de saída e ouvir o tráfego caótico de carros. A rua, banhada pela gloriosa luz do dia, era a minha salvação.

Mas alguém se colocou na frente da passagem milagrosa e com segundos de atrasos percebi que haviam outros deles, sempre exibindo sorrisos vitoriosos por acharem que conseguiriam capturar a presa mais arisca de todas. Eu.

Infelizmente para mim, eles pareciam ter motivo para a presunção. Parei ofegante, com as mãos cobrindo meus joelhos. O desespero estava fluindo pelo meu corpo. Eu sempre soube que mais cedo ou mais tarde seria capturada.

Mas eu não podia deixar que destruíssem a única prova que tinha. Senti a aproximação dele atrás de mim mas estava cansada demais para lutar. Sua mão deslizou perigosamente pela minha cintura me mantendo atada a ele. Sua voz roçou em meus ouvidos.

— Bons sonhos, pequena.

O cheiro de éter engolfou-me completamente. Tentei lutar contra o seu poder, apertando o objeto em minhas mãos com força como se a dor fosse o despertador que eu precisasse.

Eu podia apelar, pedir, suplicar, agir como uma maldita donzela em perigo. Mas se durante toda a minha vida nunca entreguei os pontos, não seria agora, às portas do meu inferno que o faria.

As forças foram se esvaindo e minha cabeça tombou de lado antes de levar o resto de mim. A mão que segurava minha cintura não estava mais lá. Pela visão turva percebi que eles se aproximavam.

Com algum esforço fiz um gesto fiz um gesto obsceno aos inimigos que riram, não se intimidando. Não tive tempo de me frustrar.

A escuridão de que tanto fugia por fim me alcançou.

Notas finais
Bom, vê o que acham, comentem, dê sugestôes!Ainda não me decidi se vai ser UA. Por hoje é só,pessoal! Carols (Caderninho Azul e Miss Caroline)