Sétima Temporada
11 O Inferno Congelou
Notas iniciais
Aproveitem!!!
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— STEFAN NARRANDO
— Nós não devíamos ter feito issoEu e a Elena estávamos sentados na mesa de bar, bebendo e discutindo o que havia acabado de acontecer. Depois que a beijei, ela hesitou, mas me puxou para mais perto e deixou o beijo ainda mais intenso. Só depois de um longo tempo, ela me afastou e agora estamos sentados aqui. Eu bebendo e lembrando, enquanto ela fica assustada de culpando. Acabei soltando uma risada com suspiro— Qual a graça?Olhei para ela que estava muito séria e abaixei o copo— Você. Seu namorado esta viajando com a minha...Revirei os olhos e continuei— Com a Catherine, devem estar em um hotel dormindo junto e você se culpando por ter me beijadoEla bateu os punhos na mesa— O Damon nunca me trairia e ele nao ficaria com ela sabendo que você gosta delaEu me aproximei cerrando as sobrancelhas— Porque não? Ele já fez isso uma vez, o que o segura dessa vez?Suas mãos se abriram, e a raiva foi tomada por tristeza. Eu respirei fundo e me encostei na cadeira— Desculpe, eu só... bebi demais, não sei o que estou falandoEla me interrompeu— Você esta certo. Nós agimos normal depois que te traí com o seu irmão, como se fosse algo realmente normal. Mas não é, eu errei com você e feio, você me amava...Falei tão baixo que pareceu um cochicho— Mas você não mais...Ela levantou os olhos assustada, talvez ouvir aquilo de mim, parecia ainda pior. Eu sorri— Relaxa, isso já nao me faz tão malEla engoliu em seco e se aproximou muito rápido, puxou meu colarinho e me beijou. Mesmo que eu tivesse me assustado, não me afastei. Apenas nos soltamos quando o celular dela começou a tocar, ela caiu no sofá e eu fiquei olhando a Elena respirar fundo e pegar o celular. Assim que viu a tela se assustou e me olhou— É o DamonEu cerrei a mandíbula e fiquei assistindo ela falar com o meu irmão— Damon?— Elena, preciso que você me faça um favorEla ficou meio confusa— Claro, o que aconteceu?— O pai da Cath esta no hospital...Eu me assustei e me aproximei para ouvir melhor— E você sabe como ela é chegada no pai, eu a trouxe para o hospital e ela esta muito abalada. Eu não sou a pessoa certa pra ficar com ela aqui. Então trás o Stefan para cá, ela pode ter dito que não quer vê-lo, mas é mentira.Elena gaguejou um pouco— Tudo bem, eu vou falar com eleQuando ela pensou em se despedir, ele ainda falou— Ok, muito obrigado. Eu te amo Elena!Ela fechou os olhos— Eu tambem...Ela desligou e guardou o celular e me olhou— Você vai me fazer insistir pra você ir?Eu pensei um pouco e me levantei— Não. Eu vou, de qualquer maneira temos coisas pra falar para o DamonEla me olhou assustada e eu sorri— Eu nao vou falar nada, apenas gosto de te ver assustadaEla levantou e me socou no braço— Nós vamos contar para ele, na hora certaEla pegou a blusa e se vestiu— Essa hora nunca existe>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— CATHARINE NARRANDO Assim que o Damon correu para me abraçar e me segurar, eu caí em prantos. Ele falou com a minha mãe pelo telefone e disse que estávamos indo direto para lá. Ao contrario do que pensei, Damon me levou nas costas correndo. Chegamos muito mais rápido do que ir de carro. Assim que chegamos no hospital minha irmã estava na porta. Ela correu para me abraçar e depois indagou— Como você já chegou? A mamãe acabou de ligar para vocêEu estava tão nervosa que nem consegui responder, quem me salvou foi o Damon— Nós já estávamos chegando aqui, só viemos mais rápidoMinha irmã continuou séria e com um pé atrás— E você, quem é?Damon pareceu meio preocupado, minha irmã tinha esse poder sobre as pessoas. Eu me intrometi— Ele é um grande amigo, me trouxe pra ver vocês... Agora me leva pra ver o papaiAgora eu estou aqui, sentada ao lado do meu pai a quase duas horas. Segurando sua mão e vendo todos os detalhes de seu rosto. O cabelo preto, ainda bem escuro, mas sendo tomado por alguns cabelos grisalhos. As rugas do tempo em seu rosto e ele parecia fraco, branco demais. Assim que eu pensava aonde estávamos e o que ele tinha passado, a vontade de chorar voltava. Meu pai sempre foi um homem muito forte e saudável, era militar e mesmo que achassem que ele era um homem rígido e frio, por causa de sua profissão, era a pessoa mais carinhosa que eu havia conhecido na vida. E vê-lo daquele jeito me cortava o coração, ele é o meu melhor amigo, o homem que eu me apoio e sigo, agora esta em uma cama sem nem acordar. E o pior de tudo isso, eu estava longe dele, não pude ajuda-lo quando aconteceu, já fazem dois dias que esta aqui e só hoje descobri como estava. A tristeza e a culpa estava me consumindo. Depois de um tempo sentada ali, que eu nem percebi as horas passarem, minha irmã entrou no quarto.
— Cath...Eu levantei os olhos e vi seu rosto de preocupação— É melhor você sair um pouco, seu amigo quer falar com vocêEu funguei e me aproximei mais da cama— Eu nao vou sair daqui, o Damon vai entenderEla se aproximou e cruzou os braços— Você já esta aqui a quatro horas, ele disse que nao comeu nada. Daqui a pouco vai passar malEu nao ia sair do lugar— Não estou com fome...Ela veio até mim e colocou a mao no meu ombro— Vá respirar um pouco, quero ficar com o papaiEu respirei fundo— E se ele acordar?Ela deu uma risadinha— Duvido que acorde com tantos remédios, mas se ele levantar te aviso na horaEu levantei— Jura?— CathEla me encarou e eu sorri, dei um beijo na bochecha e fui até a porta. Olhei mais uma vez para o quarto, minha irmã sentou aonde eu estava e se encostou, ela cruzou os braços e ficou olhando para o nosso pai. Diferente de mim, duvido que ela tenha chorado. Mas é o jeito dela, antes me incomodava isso, mas hoje até me acostumei. Fechei a porta atrás de mim e fui para o corredor, passei ao lado de um vidro e vi como estava horrível. Dei a volta e fui para o banheiro, lavei o rosto e amarrei o cabelo. Respirei fundo e tirei o moletom, amarrei na cintura e fui para a recepção. Vi meu cunhado sentado com a Elli no colo, o Damon estava sentado ao lado dele conversando com a minha sobrinha. Fui até eles e a Eleanor pulou no meu colo. Eu a abracei forte e beijei sua testa.— Estava com saudades tiaEu sorri— Eu tambem, você esta bem?Ela assentiu e eu a coloquei no colo do pai de novo, me virei para o Damon— Desculpa a demora...Ele levantou e me interrompeu— Até parece, achei até estranho sua irmã conseguir te tirar de láEu respirei fundo— Ela sempre foi a mais mandonaEle sorriu e acariciou o meu braço, logo em seguida levantou os olhos e viu algo atrás de mim e sorriu.— Vocês chegaramEu virei o rosto e vi a Elena sorrindo em nossa direção ( Na verdade, na direção do Damon ). Um pouco atrás dela estava o... Stefan? Ele veio, mesmo depois de eu ter dito que nao queria vê-lo. Ele estava sério, me olhando meio receoso, com as mãos dentro do bolso. Eu fiquei parada e ele tambem, Elena veio na nossa direção e me abraçou forte, depois passou por mim e foi abraçar o Damon. Stefan deu alguns passos em nossa direção, e eu fui em sua direção devagar. Falei baixinho— Você veio...Ele deu de ombros— Damon pediuEu sorri e fui em sua direção, ele pareceu meu surpreso e eu coloquei os meus braços em volta de seu corpo e coloquei a cabeça em seu peito, cochichei um— Obrigada...Ele hesitou um pouco, e então me abraçou apertado. Beijou a minha cabeça e eu senti seu coração acelerado, enquanto o meu acalmava. Não sei quanto tempo ficamos ali, mas quando me afastei, ele nao abriu os braços, eu encarei seu rosto e fiquei na ponta do pés para beija-lo. Assim ele me soltou e colocou as mãos em meu rosto. Dei um sorriso fraco e me virei em direção ao Damon e a Elena, eles estavam abraçados sorrindo. Segurei na mão do Stefan e nos aproximamos deles. O Damon deu uma risada debochada— Eu sabia como te deixar melhorEu sorri para o Stefan, mas ele pareceu meio envergonhado pelo Damon ter falado isso. A Elena pigarreou e me olhou— Como esta o seu pai?Meus ombros desabaram um pouco e senti o Stefan prontamente me envolver com os seus braços— Ele ainda não acordou, estou tão preocupadaEla acariciou o meu braço— Ele vai ficar bemEu assenti, e a Elena logo afastou a mão quando encostou sem querer no braço do Stefan. Eles se encararam e ficaram um pouco assustado, eu e o Damon ficamos sem entender nada. Eu levantei os olhos para o Stefan— Esta tudo bem?Ele sorriu e assentiu um pouco nervoso, alguma coisa nao estava certo. Damon respirou fundo e me encarou— Você precisa comer— Não estou com fomeStefan me olhou— Quando foi a ultima vez que você comeu?Damon respondeu por mim— Ontem de noiteEle me soltou— Já são quase duas da tarde, venha. Vou comer com vocêEle segurou a minha mão e foi me puxando para a lanchonete, eu parei ele— EsperaEle parou e eu olhei para a Elli— Quer ir comer junto?Ela assentiu rapidamente e correu na minha direção, segurou a minha mão e foi pulando até a lanchonete. Enquanto caminhávamos até lá, tive uma sensação boa, andando de mão dada com os dois, como se fossem... A minha família. Espantei esse pensamento e coloquei a Eleanor sentada e sentei ao lado dela. Stefan pegou lanche para nos três, enquanto o Damon pegava para ele e para a Elena, que sentou na minha frente.— Você ficou bem feliz com o Stefan aqui né?Eu encarei a Elena— Ele era a única pessoa com quem eu queria ficar perto desde aquela noite, mas eu iria desabar se ao menos eu chegasse próxima dele...Ela parecia um pouco assustada, então continuei— Quero até pedir desculpas por ter levado o Damon, sei que você ficou chateada. Mas é que eu criei uma amizade com o seu namorado, uma que nao me faria chorar assim que conversasse com ele. Damon me anima e me distrai, era o que eu precisava. Se eu chamasse você, ou alguma das meninas, eu nao conseguiria parar de chorar...Dei um meio sorriso e ela pareceu culpada por alguma coisa. Eu estiquei os braços para pegar em suas mãos— Você me perdoa?Ela encarou nossas mãos e falou rápido— Claro, quero dizer, não tem o que te perdoarEu sorri e ela retribuiu, mas era um sorriso de medo. Aquilo estava muito estranho— Esta tudo bem?Elena abriu ainda mais o sorriso e assentiu. Logo então os dois chegaram, Damon parecia meio confuso tambem. Assim como eu. Logo que sentaram, eu segurei a mão do Stefan, ele parecia entusiasmado por eu estar demonstrando meus sentimentos e tambem assustado com alguma coisa.— Antes de tudo, eu quero deixar algo claro aqui... Assim como disse para ElenaOs três me encararam, enquanto a Elli devorava a sua coxinha— Eu chamei o Damon porque eu precisava me distrair, de tudo de ruim que ando pensando e vem acontecendo...Eles assentiram e Stefan pareceu ficar mais preocupado— E tem uma coisa, não quero que saia errado e nem é importante, mas o Damon ficou abraçado comigo durante essa noite, por causa dos meus pesadelos...A Elena parecia que iria se acalmar, mas quando terminei aquilo a deixou mais nervosa. Damon deu um sorriso para mim— Deixando tudo as claras, por isso me entendo com você CathEu sorri e o Stefan me fez olhar para ele— Se não aconteceu nada, porque se preocupou em contar?Eu sorri— Porque acho que estamos indo para outro nível, eu realmente quero que tudo esteja certo entre nós doisEle deu um meio sorriso e eu lhe dei um beijo rápido, voltei para comer. Nós comemos em silencio, algumas piadas do Damon, mas os dois não pareciam tão animados para brincar ou até conversar. Assim que terminamos e ficamos conversando, vi a minha irmã correndo no corredor e procurando alguém nas mesas, assim que me avistou, ela correu em minha direção e deu um sorriso— O papai acordou, ele quer te verEu me levantei rápido e dei alguns passos, mas voltei depressa e estiquei o braço em direção ao Stefan.— Vem...Ele ficou me olhando e eu sorri— Eu quero que ele te conheçaEle encarou os dois, o Damon estava sorrindo animado e a Elena meio nervosa ainda. Depois eu precisava descobrir o motivo desse clima estranho. Ele veio até mim e segurou na minha mão. Nós corremos até o corredor, no meio do caminho eu tropecei e ele me segurou. Nós rimos e chegamos no quarto do meu pai. Assim que abri a porta, meu pai estava conversando com a enfermeira, sorrindo e brincando. Na hora que ele me viu, estendeu os braços em minha direção.— Minha chefe, consegui que viesse me verSua voz era baixa e um pouco rouca, mas eu ainda sentia seu ânimo— Papai...Fui até ele, e beijei seu rosto e esperei. Ele virou o rosto e beijou a minha testa. Stefan ficou na porta.— Como você se sente?— Eu estou ótimo filha, agora vamos falar de coisas importantes, o que aquele rapaz esta apenas nos olhando e não veio me cumprimentarEu ri e fiz sinal para que o Stefan entrasse, ele ficou um pouco envergonhado, mas entrou. Meu pai estava sorrindo e esticou a mão para ele. Stefan deu um sorriso amarelo e apertou a mão dele.— Stefan Salvatore, é um prazer senhorNo mesmo momento vi que os olhos do meu pai perdeu o brilho, ele nao virou o rosto. Sua voz foi firme— Filha, busca um copo de água para mim
Eu indaguei— Mas pai...— Por favor CatherineEu me assustei e o Stefan tambem, meu pai NUNCA me chamava pelo nome. Então percebi que havia algo de errado, decidi obedecer e ir para porta. Olhei para o Stefan mais um vez e ele me lançou um olhar de súplica. Eu cochichei um "calma" para ele e saí do quarto. Fui em direção ao bebedouro, meu pai só fazia isso quando achava que a pessoa era uma pessoa ruim e queria afasta-lo de mim, pena que meu pai ainda nao sabe o que eu sou.>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>— STEFAN NARRANDO Eu já estava nervoso pelo que rolou com a Elena, assim que vi a Cath me arrependi no mesmo segundo. Depois do carinho que ela me tratou foi ainda pior, e sei que a Elena esta na mesma posição com o Damon. Depois de eles terem contado que ficaram juntos, pela Cath sentir medo, a nossa culpa esta impossível de suportar. Mas agora eu estou preso em um quarto, com um homem de idade, sério e parecia mais saudável que eu, mesmo em uma cama. Ele soltou a minha mão e assim que a Cath fechou a porta, cerrou as sobrancelhas.— Posso entender por um monstro como você esta perto da minha filha?Eu gaguejei— Como?— Pessoa errada para enganar garoto, eu sei que você não passa de um demônio sanguessugaEu me assustei— Então diga logo o que faz com a minha filha, acredite essa cama não vai me segurar de arrancar o seu coração do peitoQuem era esse homem? Eu me afastei com as mãos levantadas— Eu nunca faria mal a ela, eu gosto da CathEle arrancou o respiradouro do rosto— Você acha que vou acreditar em suas mentiras?! Eu já queimei milhares de corpos como o seu— Calma senhor, eu não quero que o senhor me entenda malEle estava prestes a se levantar quando a porta se abriu— PAPAIEle se assustou e eu tambem, a Cath correu ao lado dele e colocou o copo na mesa. — Filha, eu quero conversar com o seu amigo a sós— Antes eu tenho coisas pra contar, fecha a porta StefanEu fui em direção a porta e fechei, ela pegou o pai dela e colocou ele arrumado sobre a cama. Ele se assustou— Como você esta tão forte? Filha, você não...Ela o interrompeu, enquanto o arrumava— Eu nao sou uma vampira pai, eu sou uma lobisomemO pai da Cath pareceu soltar todo o ar do pulmão com aquela notícia— Eu pensei que nunca aconteceria se eu mantivesse você e sua irmã em uma cidade pequena e seguraEla segurou a mão do pai— Do que você esta dizendo pai?Ele apertou a mão dela— Eu sou um lobisomem filha...Cath não pareceu assustada, mas curiosa. Eu fiquei na porta, tentando parecer invisível— E a mamãe?— Sua mãe nunca descobriu e quero que continue assim, depois que saí do exercito eu procurei uma bruxa, que bloqueasse esse meu lado lobo. Assim tive uma vida normal, sem me transformar, mas tambem sem as regalias de me curar.Ela respirou fundo— Então eu posso...Ele completou— Prender essa maldição? Pode!Cath sentou, mas continuou segurando a mão do pai— A Anna também pode ativar essa maldição?O pai dela negou rápido— A tal bruxa me falou que o bloquei poderia cancelar a passagem desse genes para qualquer um dos meus filhos, mas se passou para você. Sua irmã esta livreEla suspirou— Isso é bomEle deu um risadinha— Sempre pensei que se fosse para acontecer, seria com a sua irmã por ela ser mais...Ela completou— Estressadinha?Eles riram e o pai concordou— Ultimamente estou sentindo toda a raiva que não senti a minha vida inteira— Você precisa tomar cuidadoEla riu— Mas meu amor tambem esta intenso...Ela olhou para mim e sorriu, eu me senti envergonhado e mais uma vez culpado— Esta bem balanceado então mocinhaDepois de conversarmos mais um pouco, o médico do Senhor Adrian apareceu e disse que aquela noite poderíamos levar ele para casa. Assim que o doutor saiu, Cath indagou— Como você vai embora hoje mesmo sofrido o que sofreu?Ele sorriu — Acho que o bloqueio não funcionou tão bem assimNós rimos e então deixamos a mãe e a irmã da Cath entrar. Ficamos lá até o horário de levarmos o pai da Cath, estavam animadas. Eu estava me sentindo bem e mal ao mesmo tempo quando ficava perto da Catherine. Ela estava muito intensa, graças a tudo que estava sentindo. E ela nao se importava em demonstrar, a todo momento me abraçava, ficava de mão dada, me beijava ou sorria para mim como se eu tivesse acabado de chegar. Esse carinho estava acabando comigo, mesmo que eu tentasse retribuir, me sentia culpado o tempo todo. Depois que fomos para casa da Cath, a mãe dela nos arrumou quartos. Eu fiquei com a Cath no quarto antigo dela, Damon e Elena ficaram no quarto da Anna. Passamos dois dias bem e tranquilos, se comunicando com a Bonnie por mensagem, para ter certeza que tudo estava bem. No final do terceiro dia Elena recebeu uma ligação, falou rápido com a Bonnie e desceu as escadas pra nos contar. — Precisamos irEla estava terminando de comer um pão e eu afastei o rosto do dela e olhei para a Elena— O que houve?— Niklaus esta próximo da casa, o feitiço da Bonnie foi bloqueado de alguma formaEla levantou correndo e limpou a boca, me levantei e fomos para o quarto pegar as coisas. Nós corremos para guardar as coisas no carro, nós fomos nos despedir dos pais da Cath e ela prometeu voltar daqui alguns dias, nós dois corremos para a casa ao lado para dar tchau a sua irmã e sua sobrinhas.— Vocês já vão?A sua sobrinha parecia que começaria a chorar a qualquer momento— Eu vou voltar logo, você nem vai perceberElas se abraçaram e a Cath veio até mim, se aconchegou no meu braço e cochichou— Espero que eu volte mesmoEu parei ela e segurei seu rosto com as mãos— Eu prometo que vou te trazer de novo para cáEla sorriu e eu senti como se fosse o homem mais forte do mundo, apenas por aqueles olhos confiarem em mim. Damon gritou nossos nomes e fomos para o carro. Fizemos o caminho em duas horas, assim que entramos já estava muito escuro. A casa escura e em um grande silencio, na hora que entramos Bonnie se armou em nossa direção, coloquei a Cath atrás de mim para protege-la. Bonnie respirou fundo— Ah, são vocêsDamon foi até ela— Onde esta os outros?Caroline apareceu da cozinha— Mandei o Rick levar as meninas o mais longe possível, Enzo esta dando voltas na casa. Garantindo a segurançaEu estava preocupado com a Cath— Não seria melhor você ir atrás do Rick?Ela me encarou e negou, olhou para Bonnie e se aproximou dela— Você é uma bruxa, pode me controlar...Bonnie assenti meio apreensiva com o que ela iria pedir— Liga o meu lado lobo e me controla, assim não machucarei vocês, mas posso ser uma armaEu achei que ela estava até brincando— Nem pensar!Ela me olhou— Não estou pedindo... Voltou a olhar para a Bonnie e continuou— Você consegue?Bonnie me olhou e assentiu— Ótimo, então ficarei do seu ladoAssim que pensei em discutir com ela o Enzo passou pela porta correndo— Eles estão chegando!Nós ficamos no meio da casa, eu e a Cath com a Bonnie do lado virados para a porta. Caroline e Elena viradas para a cozinha, Damon e Enzo virados para a escada. Estávamos fazendo uma roda, todos se protegendo. Como uma família. Ouvimos um barulho de vento e a porta se abriu com muita poeira, assim que baixou conseguimos ver quem estava parado na porta nos olhando. Ou melhor, parada. Meu queixo caiu, minha respiração pesou, Cath apertou minha mão preocupada, eu só consegui dizer seu nome— Alice?Aquele sorriso de gato abriu e ela me encarou— Sentiu falta amorzinho?Ouvimos outro barulho nas escadas e eu só consegui ouvir a voz do Damon— Parece que temos muitas surpresas hoje...Não conseguia parar de encarar a Alice, ela estava viva e na minha frente. Cath apertava a minha mão em buscas de respostas. Alguém passou por nós e foi do lado da Alice, quando minha visão focou. Consegui reconhecer aquele rosto... Katherine Pierce
Notas finais
Espero que gostem!!
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