Sátiros em Falta
1 Que Não Legal!
Notas iniciais
P.O.V. Lúcia
– Acordaa!
– Não! Eu tenho bênção de Hipnos! — respondo, ainda de olhos fechados.
Eu tenho uma dica pra vocês, nunca contrariem uma filha de Hermes. Amanda devia saber que eu não iria acordar, porque segundos depois ela jogou um balde de água gelada na minha cabeça.
– AAAAA! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO, DESGRAÇADA? DESSE JEITO NEM HADES VAI TE QUERER NO MUNDO INFERIOR! — eu falo, ou melhor, grito.
– Melhor pra mim, porque assim eu vivo mais. — Amanda responde calmamente, o que só me deixa mais irritada.
– NÃO FALA ASSIM FILHA DE UMA HERA!
– OPA, OPA, OPA! — Vish, ela começou a gritar. — AGORA VOCÊ PEGOU PESADO BAFO DE DRAKON!
– CALA A BOCA CABELO DA MEDUSA!
– Quiron esta nos chamando. — ela fala normalmente.
– Pra quê? — Eu pergunto. — Se for a Drew de novo eu arranco aquela cabeça de Barbie dela.
– Eu não sei pra que é, mas isso não deve ser isso, ela nunca mais vai falar nada da gente depois daquela pegadinha com creme de amendoim.
– É... — eu digo. — Aquele dia foi épico, nos agradecem até hoje.
– Mas se veste logo, que eu quero ir logo. — Amanda disse e saiu do chalé 6.
Você que está lendo isso deve pensar que eu e ela somos inimigas, ou talvez não ache, mas a verdade é que somos melhores amigas. Eu sei, uma filha de Hermes e uma filha de Atena juntas, é estranho, mas eu nunca fui normal mesmo.
Agora eu vou me descrever porque... porque... ah! depois eu penso porque, mas aí vai. Eu sou um pouco baixinha...
[N/ Amanda: Um pouco? Você é muito baixinha, muito muito, muito mesmo]
Vamos parar com o bullying? Acabou? O.K. Eu sou baixinha, olhos pretos, cabelos pretos e pele pálida, resumindo a aparência incomum para uma filha de Atena, todo mundo diz que eu pareço filha de Hades.
Voltando à história, eu tomei banho, me vesti e blá, blá, blá. Eu saí do chalé e Amanda estava me esperando.
P.O.V. Amanda
A idiota da Lúcia foi se vestir e eu estava esperando em frente ao chalé 6, ela voltou e fomos para a Casa Grande, Quiron estava lá com outros dois garotos filhos de Apolo.
– Entrem pestes, quer dizer, campistas. — Quiron falou e nós, incluindo os filhos de Apolo, entramos.
Na Casa Grande estava o Senhor D. bebendo sua diet coke e jogando aquele joguinho com nome complicado que eu não sei falar e muito menos escrever.
– Bom Dia Amélia, Leila, Tom, Tobias. — nós cumprimentou o deus do vinho.
– Eles são Amanda, Lúcia, Thiago e Trevor. — Quiron corrigiu.
– Tanto faz.
– Eu não vou nem falar nada porque sou anti recalque. — eu disse.
– Nós chamamos vocês aqui porque estamos com poucos sátiros... — Quiron começou — e precisamos de vocês.
– Por que somos importantes? — Lúcia perguntou esperançosa.
– Não. — disse o filho de Apolo que se chamava Thiago. — Porque somos inúteis e não temos nada para fazer.
– Você me chamou de inútil? — eu perguntei sentindo a raiva me consumir.
– Claro que não — ele respondeu — Eu me chamei de inútil.
– Você só sabe falar não? — Lúcia perguntou.
– Não. — ele respondeu.
– Idiota. — murmurou o irmão dele.
– CRIANÇAS! — gritou Quiron — Nós precisamos que vocês substituam alguns dos sátiros por enquanto.
– Quer dizer que vamos ter que procurar semideuses por todo mundo? — perguntei.
– É.
– Com chances de morrer tentando? — Trevor perguntou.
– É.
– Que legal! — disse Lúcia e todos olhamos para ela. — Quer dizer, que não legal!
– Crianças — disse Quiron — Vocês começam amanhã.
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