Syn A Milanesa Ou Matt Ao Molho Shoyu?
9 Sério mesmo?
Notas iniciais
– Amo a Lacey, mas não pense que você escapou completamente de mim não viu? – diz Johnny brincando.
– E quem disse que quero escapar de você? – pergunto. – Só fiz o que era certo.
– Então vem cá. – ele me puxou pela cintura e me abraçou.
Ele me solta e comemos em silencio nossos sanduíches.
– Vou dormir viu? – diz Johnny assim que morde o último pedaço de seu sanduíche.
– Boa noite. – digo.
– Sem beijos? – Johnny reclama e se aproxima de mim me dando um selinho. – Agora sim.
Ele sai da cozinha rindo. Quando termino de comer arrumo as coisas, Johnny fez a maior bagunça enquanto preparava nossos sandubas, depois de ajeitar a cozinha decido ir para o meu quarto, mas Syn me interrompe.
– Boa noite. – diz ele.
– Já está sóbrio? – pergunto duvidando.
– Nunca estive bêbado na verdade. – fala Gates impedindo minha passagem.
– Então pode ir para seu quarto sozinho. – digo e tento passar por ele.
– Tá com pressa?
– To é com sono.
– Você pode ir dormir comigo.
– Ah, obrigada, mas eu passo. – digo.
– E quem disse que você vai ter escolha? – ele agarra meu peito.
– Haha Syn, muito engraçado. Agora me solta. – digo.
– Qual é Nicky? Vamos para a minha cama.
– Para quê? Para transarmos e no outro dia você me chamar para dizer que não vai mais acontecer? – digo. – Mais uma vez, eu passo. – tento escapar dele. – Dá para me deixar passar? – já estava ficando irritada.
– Mas foi você mesma que tocou no assunto naquele dia. – ele se defende.
– E você concordou, achou até mais fácil assim. – digo.
– Qual é? Vamos transar! Você também gostou! – ele insiste e aperta mais meu peito se aproximando de mim, senti o forte cheiro do álcool vindo de sua boca.
– Me solta, você está bêbado!
– Me diga que você não me quer, eu duvido. – ele passa a mão na minha intimidade.
– Me solte. – repito e bato nele, ele me agarra a força e cola nossos lábios. – Brian! Pare!
Digo tentando me libertar dele, ele estava passando a mão em cada parte do meu corpo, eu fico empurrando ele. Geralmente eu gosto dos toques do Syn, mas ele estava sendo abusivo e insistente, estava tentando me forçar, e como não posso contra ele, ele vai acabar ganhando.
– Synyster pare! – peço já irritada, querendo chorar.
Não preciso ser virgem para ser estuprada e era exatamente isso que ele ia fazer. Ele apertava meu peito com cada vez mais força, estava me machucando.
– Você está me machucando! Pare! – dou vários empurrões nele, mas ele está determinado e eu não tenho força suficiente para impedi-lo, deixo uma lágrima escapar.
– Você não está ouvindo? Ela mandou parar. – Matt fala autoritário.
– Dê o fora Shadows, ela quer isso tanto quanto eu. – Synyster diz e volta a me beijar, sei que ele está sob o efeito da bebida, mas eu já estava ficando com nojo dele.
– Mandei você parar. – Matt tira Syn de mim e lhe dá um soco. – Ela já disse que não quer. Agora vá dormir e pense na merda que você estava fazendo. – Matt me abraça e sobe comigo. Assim que chegamos no meu quarto ele pergunta (ainda me abraçando): – Como você está?
– Péssima. – respondo Matt fica alisando minha cabeça. – Não acredito que ele ia me obrigar, sei que ele está bêbado, mas mesmo assim...
– Bebida não é desculpa para agir daquele jeito. – Matt diz.
– O Syn não é assim. – ele tentou me estuprar e eu o defendo, bem eu. – Ele só fez aquilo porque estava bêbado.
– Pode até ser, mas isso não diminui a minha raiva ou o que ele tentou fazer.
– Ouça Matt, prometa não ficar com raiva dele, foi efeito do álcool e só. – digo e olho Matt nos olhos, ele desvia o olhar. – Me prometa. – digo e fixo meu olhar no dele, ele ainda não me olha, seguro seu queixo e o obrigo a me olhar. – Já passou e não aconteceu nada.
– Não aconteceu porque eu impedi. – ele diz.
– Verdade, mas já passou. Prometa que vai esquecer sobre isso e que não vai ficar com raiva dele. Prometa.
– Prometo tentar esconder minha raiva, com o tempo passa. Mas não posso prometer esquecer nada. – ele me aperta, confortando-me.
– Dorme aqui comigo hoje por favor, não quero dormir sozinha. – digo.
Ele me olha nos olhos – finalmente –, beija minha testa e se deita na minha cama ainda abraçado a mim, fico com a cabeça em seu tórax. Matt fica alisando minha bochecha e eu acabo dormindo. Olho para os lados, Matt não estava mais lá, saio do quarto e vou para a cozinha, mas Synyster me prende contra a parede e põe o antebraço em meu pescoço, me enforcando.
– Você vai transar comigo por bem ou por mal. – suas mãos passeiam pela minha lingerie.
Dou um grito e sinto braços ao meu redor, tinha sido um pesadelo.
– Shhh, calma, já passou, estou aqui. – Matt me abraça mais forte.
Ajeito-me de modo a ficar de lado confortavelmente, Matt me abraça pela cintura e fica dizendo:
– Estou aqui, não precisa se preocupar.
Incrível como eu me sinto segura ao lado dele, como se nada de ruim pudesse me atingir, com essa calma que ele transmite eu durmo mais tranquilamente e sem pesadelos dessa vez. Quando acordo noto que estou ocupando 60% da cama – de solteiro por sinal –, deixando Matt todo encolhido coitado, eu sorrio com isso e o acordo.
– Já pode se espalhar. – digo e ele se espreguiça. – Devia ter me empurrado e não me deixado tomar metade da cama.
– É que você estava dormindo tão bem que não quis te incomodar. – ele diz e me abraça.
– Desculpa pelo grito que dei naquela hora. – digo.
– Não precisa se desculpar, é normal devido ao que quase te aconteceu.
– Mas meu grito não foi porque sonhei com o acontecimento não. – minto. – Na verdade eu sonhei que estava fugindo de um cachorro.
– Na coleira dele aposto que tinha escrito Syn. – Matt disse.
– Não deu para ver a coleira, mas devia ter isso mesmo. – eu falo, já que inventei uma desculpa de merda dessas, vamos pelo menos fingir que é real. – Vou lá para baixo. – anuncio.
– Eu vou com você. – Matt diz criando coragem para se levantar.
– Não precisa Matt, não chegou a acontecer nada.
– Mas só porque eu impedi.
– Ele estava bêbado – defendo. –, não está mais.
– Ainda assim acho que eu devia...
– Vamos fazer o seguinte – eu o interrompo. – eu desço sozinha e qualquer coisa eu grito, ok?
– Não gosto dessa ideia.
– Relaxe que não vai acontecer nada.
– Você também achava isso ontem
– Mas ontem estavam todos bêbados, hoje não, estão de ressaca.
Vou ao meu banheiro, faço minha higiene matinal, tomo um banho e me visto antes de descer. Matt ainda está no quarto deitado, olhando para cima.
– Vou descer. – digo mais uma vez e ponho a camisa do Johnny no ombro.
Matt não fala nada, apenas dá de ombros e continua fitando o teto. Desço e encontro Johnny no pé da escada.
– Tome baby. – digo entregando-o sua camisa. – Não preciso mais dela.
Zacky e Arin estão na sala assistindo TV, Johnny logo se junta a eles, e eu fico na poltrona. Uns minutos depois Synyster sai da cozinha e eu dou um pulo do sofá e o olho – não por medo, é só que ele me assustou abrindo a porta tão depressa –, ele também me olha – “me encara” seria mais adequado –, fica um clima muito estranho, meio pesado, todos percebem esse clima. Sinto três pares de olhos em mim e no Gates, todos tentando entender o que estava acontecendo, Brian se meche, claramente desconfortável com a situação, ele coça a nuca, respira fundo e diz:
– Acho que precisamos conversar.
– Acho que sim. – respondo.
– Vai ser outra conversa daquelas? – Matt se intromete descendo as escadas. – Porque se for tenho que interferir.
– Do que eles estão falando? – ouço Johnny perguntar aos sussurros.
– O que será que aconteceu? – esse foi o sussurro de Zacky.
– Matt... – reclamo.
– Não vai ser. – Gates afirma.
– Como posso ter certeza? – Matt insiste.
– Matt, eu agradeço o que você está fazendo, mas preciso ter essa conversa a sós com o Brian. – digo.
– Xii, chamou de Brian nesse tom. – Arin comenta baixinho.
– A porra ta séria mesmo. – Zacky completa e Johnny concorda.
– Vamos. – digo, Syn e Matt se mexem. – Você fica Shads. – começo a subir as escadas.
– Vocês não vão conversar num quarto, acham apropriado? – ele pergunta.
– Não tem diferença... – digo.
– Ok, Matthew. Nós conversamos na varanda. Feliz? – Syn sugere.
– Não muito, mas é melhor que entre quatro paredes. – Matt sorri sem achar graça.
Íamos mesmo ficar na varanda, mas o problema de lá é que teríamos platéia, então resolvemos ficar andando pelo jardim. Tomamos uma boa distância da casa, não dava para nos ouvir, mas Matt ainda podia nos ver. Achei melhor assim, pelo menos teria menos problemas.
– Seu cão de caça está atento hein? – Synyster fala apontando com a cabeça para Matt.
– Ele só está...
– Te protegendo. De mim.
– Ele não...
– Não está errado. – Synyster, ou melhor, Brian fala. – Depois do que eu te fiz ontem...
– Você não chegou a fazer nada.
– Eu te toquei, te apertei e sei que te machuquei.
– Podia ter sido pior.
– Podia sim. Eu poderia ter te forçado. Só não o fiz porque o Matt me interrompeu.
– Aquele soco que ele te deu foi...
– Foi o que me acordou.
– Eu ia dizer desnecessário.
– Isso também, mas se ele não o tivesse feito eu não pararia. Eu iria te estuprar, era só nisso que eu conseguia pensar, em te levar para cama. Em fazermos sexo. – sinto que ele ainda não acabou então fico quieta. – Sei que disse que éramos só um casinho qualquer, mas isso não é verdade. – ele respira fundo. – A verdade é que não paro de pensar em você, em nós, no que podíamos vir a ser. Isso tudo é que me levou a quase te estuprar.
– Você estava bêbado Synyster. – digo.
– Mas agora não estou. E não quero que você pense que eu estava assim só por estar bêbado, eu realmente não consigo te tirar da minha cabeça, você mexe demais comigo. Não sei explicar, só sei que gosto dessa sensação e que não quero que ela acabe. – ele segura em minhas mãos, eu não tenho idéia do que dizer, estou literalmente sem palavras. – Só não te beijo agora porque sei que você sente alguma coisa pelo Matt e ele por você, por mais que ele não fale sobre isso.
– Synyster eu...
– Shhh. – ele diz. – Não diga nada, só pense a respeito – ele beija minha cabeça –, e me desculpe pelo que quase fiz.
– Eu nunca te culpei. – digo. – Assim que acabou você já estava desculpado, não estou com raiva de você.
– Pois deveria, eu quase te estuprei. Mas enfim – Syn ri – o Matt já esta com raiva suficiente por vocês dois.
– Ele não deveria ficar com raiva de você, se a mais interessada não está, por que ele estaria?
– Eu o entendo. Ele gosta de você, se importa com você, e se eu fosse ele, e um idiota tentasse te violar eu também ficaria irritado.
– Me violar. – ironizo. – Como se esse idiota já não tivesse feito isso antes.
– Ele fez. – Gates concorda. – Mas você quis e não foi forçada.
– Mas o idiota estava bêbado na segunda vez. – por que estamos falando do Syn em terceira pessoa mesmo hein?
– Mas isso não dá a ele o direito de te forçar a nada. – eu já ia protestar, mas ele continuou: – O idiota aqui errou, e ele assume esse erro e também suas consequências. Você pode negar, mas eu vi o quanto você estava assustada ontem.
– Mas Gates...
– Chega. O assunto morreu, eu errei e assumo isso. – ele finaliza nossa conversa. – Agora pense nas coisas que eu te disse.
Brian volta para casa e eu fico no jardim ainda, sento-me em um dos bancos. Sério que o fodão Gates disse que estava meio que apaixonado por mim? Mesmo com as palavras dele, o que pude entender foi isso, mas não pode ser verdade. E o Matt? Qual é? Ele não gosta tanto assim de mim. Eu não dei motivos a nenhum dos dois, então eles não podem estar gostando de mim desse jeito. Isso é simplesmente impossível, eu sou muito sem graça, não tem como eles estarem gostando de mim. Não tem e pronto. Assunto encerrado, arquivo morto, Cold Case.
– Como você está? – Matt pergunta e se senta ao meu lado.
– Estou bem... Acredita que o Synyster disse que você estava gostando de mim?
– Ele disse isso?
– Humrum. Ele disse que só não me beijava e selava suas palavras porque você estava a fim de mim, e ele queria que eu decidisse, mas não me pressionou a nada. Como se houvesse qualquer decisão a tomar, qual é? Onde que ele ou até mesmo você podem gostar de mim? Fala sério.
– Ele está certo. – Matt diz.
– Hum? Certo? Como assim?
– Nada, esqueça. – Matt diz. – Vamos comer.
– Certo sobre o quê? – eu pressiono.
– Certo? Ah sim, o... O Zacky, ele que ta certo, ta perto da hora do almoço, você deve estar com fome. – Matt diz. – Vamos, venha comigo.
Dessa vez ele escapou, mas ainda vou descobrir, “ele está certo”, sobre o quê? O que diabos eu falei hein? Eita maniazinha mais chata de falar sem pensar e depois se arrepender. Meu motivo de arrependimento da vez foi ter esquecido sobre que tipo de merda eu estava falando, falei tanta coisa, que merda de cabeça confusa, puta que pariu viu?
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