Syn A Milanesa Ou Matt Ao Molho Shoyu?
20 Horário Apertado
Notas iniciais
As meninas deixam-me no hotel para eu pegar minha moto e vão ajeitar suas roupas, mais tarde nos encontraríamos para irmos fazer a make-up, quando chego no hotel vejo papa Gates na recepção, vou até ele, mas esbarram em mim.
–Tá cega é minha filha? – reclamo indignada.
– E se eu tiver? – ela responde e eu a olho, era a loira do bar, Francine, ela também me reconheceu. – Eu devia ter batido mais forte, quem sabe da próxima vez não desloco seu ombro?
– O que é que você tem garota? O que é que eu te fiz?
– Pergunte ao seu pai.
– Walter?
– Seu verdadeiro pai. – ela já ia saindo, mas eu seguro o braço dela.
– Espere ai garota! – digo.
– Me solte! – ela grita e puxa seu braço.
– Você o conhece? – pergunto mais calmamente, decidi mudar minha abordagem com ela, gritos não estavam funcionando bem.
– Você também, agora me solte. – ela sai andando.
– Me diz por favor. – quase imploro.
– Não sou eu quem decide isso. – ela diz. – Junte as peças e descubra vadia.
– Por que essa raiva de mim?
– Porque foi culpa sua!
– Minha? O que foi que eu fiz?
– Nasceu. – ela responde rispidamente. – Se você não tivesse nascido nada disso teria acontecido.
Ela sai do hotel. Eu nasci, que merda é essa? Juntar as peças. Que caralho de peças ela estava falando? O que diabos essa filha da puta ta querendo me dizer? Odeio não saber.
– Nicole? – pergunta-me Brian pai. – Você por aqui?
– Esqueci minha moto. – respondo.
– Quem era aquela?
– Francine alguma coisa, ela sabe sobre meu pai.
– Ela te disse alguma coisa?
– Me mandou perguntar ao meu pai verdadeiro. Como se eu soubesse quem ele é.
– Você não tem nem ideia?
– Bem que eu queria ter, mas infelizmente não tenho.
– Como é que o Brian está?
– Ele ta ótimo.
– Sabe se ele está lembrado da premiação de hoje? Meu filho é meio desatento.
– Ta lembrado sim.
– Ele vai sozinho ou acompanhado?
– Acompanhado.
– Conquistou meu filho mesmo hein?
– Isso só dependia de mim, mas não, ele vai com uma amiga minha. Ela sim está conquistando ele, ta fazendo ele se ajeitar. – digo contente.
– E você vai com alguém?
– Com o Matt. –deixo um sorriso bobo escapar.
– Pelo visto você está apaixonada por ele não é? Pelo Matt?
– O pior é que estou sim. Aquele ogro me fisgou de verdade, nada contra o fodão Gates, mas é que o Matt ele...
– Ele é mais romântico?
– Não sei, só sei que o amo demais.
– Desejo a vocês toda a felicidade possível.
– Obrigada.
– Divirtam-se lá na premiação.
– Pode deixar.
– E com consciência viu? Diga ao Brian que não quero ser avô ainda.
– Pode ficar tranquilo que isso não vai acontecer. – digo rindo.
Antes de pegar minha moto paro no restaurante do hotel para almoçar.
– Mesa para quantas pessoas? – pergunta-me o Maitre.
– Uma só. – digo.
– Duas pessoas. –fala Arin se juntando a mim, o Maitre ainda me olha antes de nos levar a nossa mesa.
– O que é que você ta fazendo por aqui? – pergunto.
– Eu ia encontrar uma gata aqui perto, mas ela me deu um bolo, Lacey me disse que você estava aqui então vim te ver. – fala Arin sorrindo.
– Não consegue mesmo viver sem mim né? –brinco.
– Claro que não, esqueceu que você é meu passe para a putaria? – ele pergunta.
– Não me diga que a gata que te deu um bolo foi a da casa que invadimos?
– A própria, e ela se chama Liza. – diz Arin. – Mirmã, ela sabe o que faz.
– Poupe-me dos detalhes. – digo.
– Quais? Que ela gemeu que nem uma cachorrinha no cio ao meu ouvido? Enquanto eu fudia ela com toda a minha força?
– Cala a boca Arin! –eu quase grito.
– Ta bom, parei. – diz Arin rindo. – E ai o que vamos comer?
– Frango a parmegiana. – digo.
– Boa escolha. –diz o garçom. – E para acompanhar?
– Coca cola bem gelada.
– Garçom pegando fogo não serve não? – pergunta o garçom e eu o olho, ele estava me cantando na maior cara de pau.
– Ô meu filho, ela está acompanhada. – Arin sai em minha defesa.
– Não tenho medo de ossos. – fala o garçom. –Eu gosto é de carne. – ele olha para o meu decote. – Mas não farei nada que ela não queira.
– Então não fará nada, não sou de me apegar, mas quando me apego sou fiel. –digo.
– Então só o frango a parmegiana mesmo. E a coca cola. Pode deixar comigo. – o garçom fala e vai para a cozinha ou sei lá pra onde.
– Que garçom mais atirado. – Arin reclama. – Ah se fosse o Matt aqui...
– Se fosse o ogro invés do esqueleto ele nem me cantaria. –digo rindo.
– Então quer dizer que não sou suficientemente mal não?
– Pode até ser, mas precisa malhar um pouco... – digo e logo corrijo. – Malhar muito para oferecer ameaça a alguém.
– Não precisei estar malhado para quebrar a cara do idiota do beco.
– É, mas depois tivemos que fugir e invadir uma casa.
– Uma ótima casa por sinal, boa vizinhança.
– Seu pervertido. –eu sorrio.
– Ela que me cantou, eu só aceitei as cantadas. – ele diz rindo.
Ficamos conversando bastante ainda antes do nosso almoço chegar, o mesmo garçom atirado que veio nos servir.
– Desculpe o inconveniente mais cedo. – ele diz.
– Ela não desculpa não. Isso é uma falta de respeito, aposto que a ética desse hotel não permite tais atos. – fala Arin.
– Desculpe você é meu advogado agora? – pergunto.
– Não mas...
– Muito obrigada por se preocupar viu amorzinho? Mas eu também sei me defender. –digo e olho para o garçom (ele era bonito, mas prefiro meu Matt). – Não guardo rancor então você já esta desculpado, mas quero que saiba que isso foi uma falta de respeito e de profissionalismo da sua parte. Seja profissional e atenda seus clientes não dê em cima deles.
– Desculpe novamente. –ele pede e sai.
– Vamos comer? –pergunto.
Devoramos o almoço enquanto conversávamos, eu estava realmente faminta. Pedimos a conta, não demora e logo chega, Arin procura nos bolsos.
– Eita merda. – ele diz. – Acho que esqueci minha carteira.
– Esqueceu né? – digo nem um pouco convencida com a encenação dele. –Tome. – dou uma nota de 100 para o garçom.
– Esqueci. – fala Arin.
– Humrum. –digo.
–É sério.
– Não vou ficar com raiva Arin, só não minta.
– Ok, eu trouxe a carteira, mas gastei o dinheiro com uma caixinha de som que nem funciona direito. –ele põe a caixa de som na mesa.
– Quanto custou essa merda? –pergunta avaliando a caixinha.
– 120. – ele reclama.
O garçom volta com meu troco e nós saímos.
– Quer uma carona? – pergunto.
– Pode ser. –Arin aceita.
– Aposto que Liza vai amar ir a premiação com você, ela tava querendo chamar a atenção. Você vai com ela?
– De noite você descobre. – fala Arin botando o capacete.
Eu o imito e saio cantando pneus do estacionamento, paro na mansão Avenger para deixar o Arin lá.
– E ai pequena? O que você acha? – pergunta Matt vestindo um smoking lindo.
– Cê ta perfeito. – digo e o beijo.
– E ainda me perguntam porque eu te amo. –ele diz e me abraça. – Cadê sua roupa?
– Com as meninas, ainda está cedo demais não acha não? Por que você está vestido?
– Porque eu queria saber se ainda cabia.
– Claro que cabe, você continua uma delícia Matt. –ele sorri.
– Vamos tomar um banho? – ele pergunta.
– Tentador, mas não posso, marquei com as meninas no salão e já estou atrasada, tive que fugir dos meus planos ao trazer o Arin.
– Ele tava onde?
– No hotel, levou um bolo da gata ai almoçamos juntos.
– Rum. Só almoço mesmo né? – Matt pergunta fingindo ciúmes.
– Eu bem que tentei roer um ossinho mas não teve jeito. – digo.
– Tentou coisa nenhuma, o garçom bonitão deu em cima dela e ela deu um fora nele falando que não é de se apegar, mas quando se apega não trai e blá-blá-blá. Aproveite viu, ela é fiel.
– Por quê? Vai me dizer que Val não era?
– Não era, vivia me botando gaia, mas eu também botava nela então ta tudo certo.
– Que maluca, onde já se viu botar gaia numa delícia feito você?! Você não vai me trair não né mocinho?
– Só se for com minhas mãos. – ele diz e faz gestos feios, eu sorrio.
– Ela não te satisfaz como eu. – digo e beijo o pescoço dele.
– Ninguém me satisfaz ou satisfez como você. Motivo que garante que você não levará gaia. –ele me derruba no sofá e fica por cima de mim.
– Vou amassar teu smoking. – digo me levantando, Matt me segura e me faz sentar na perna dele.
– Fica vai. – ele pede e beija meu pescoço.
– Ain Matt não faz isso. – falo. –Golpe baixo.
– É isso ae Sanders, se eu não posso curtir minha gata você também não pode. – fala Brian e me tira da perna de Matt. – Tchau gatinha, nos vemos mais tarde.
– Teu pai tava me perguntando sobre você. – digo sendo arrastada porta a fora.
– O que é que meu velho queria?
– Besteira de pai.
– Depois falo com ele. Agora tchau.
– Posso pelo menos dar um beijo na minha namorada? – pergunta Matt, Syn olha para mim e depois para Matt, e logo conclui:
– Não. Só mais tarde.
Sou expulsa da mansão, mas saio rindo, pego minha moto e vou para o salão que marquei com as meninas, elas já estão lá, Lacey com bobs no cabelo Joy com a mão na água, e Gena secando o cabelo, o salão era praticamente nosso, fora nós só tinha mais uma cliente lá.
– Cheguei. – anuncio.
– Pensei que não viria mais. – reclama Gena.
– Tive um contratempo. – digo.
– Foi ver o Matt não é? – pergunta Lacey.
– Sim e não. – explico melhor. – Fui pegar minha moto, reencontrei a loira do bar, Francine, briguei com ela, ela sabe alguma coisa sobre meu pai, disse que eu já o conheço. Enfim, depois falei com Brian pai e almocei com Arin, meu contratempo foi ter que deixar o Arin na mansão.
– Brian pai? Ele ainda estava no hotel? – pergunta Gena.
– Estava sim. – respondo me sentando em uma das cadeiras.
– E a loira apareceu lá? – pergunta Lacey.
– Sim. Onde vocês querem chegar com isso? – pergunto, Gena e Lacey se entreolham, mas ficam caladas. – A não, agora falem.
– É bobagem, deixa para lá. – diz Lacey.
– Não vou deixar, me contem logo. –digo, Joy se ajeita na cadeira para ouvir melhor.
– É só que, sei lá. Você não acha estranho não? – pergunta Lacey. – Primeiro que ela fica toda nervosinha por você estar pegando o Brian, depois Brian pai aparece todo estranho para o seu lado, vocês viram amiguinhos e tudo.
– Não estou entendendo. –digo.
– Até eu entendi. – fala Joy. –Elas tão querendo dizer que isso ta estranho demais, e que o pai do Brian pode ser seu pai também.
– O quê? Cês piraram? Perderam o juízo? Nada a ver cara, ele só foi gentil comigo e a loira devia ser uma ex do Brian, umas das que não aceitaram o término. – digo, recuso-me a pensar que posso ser irmã do Synyster, eu transei com ele, e eu nunca transaria com um irmão.
– É galera, deve ser só coincidência mesmo, mó nada a ver esse lance. – fala Joy.
– Sei lá. – diz Gena.
– Nunca se sabe né? – diz Lacey. –A vida ama pregar peças na gente.
– Não essa, deve ter uma explicação mais razoável para tudo isso, e eu vou descobrir. – digo.
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