Syn A Milanesa Ou Matt Ao Molho Shoyu?
1 De boa na balada
Notas iniciais
Lá ia eu, toda arrumada de calça jeans preta rasgada e colada, blusa branca – curta, mas só um pouco acima do meu umbigo com piercing – com a deathbat estampada, um colete preto de tachinhas prateadas, um salto de dez centímetros, vermelho sangue, umas pulseiras – também com tachinhas prateadas – e um colar de caveira para completar o look. Maquiagem com delineador preto, deixando meus olhos ainda mais marcantes, lápis de olho preto também, e um batom vermelho puta como costumo chamar. Meu look rockeiro como o usual, só um pouco mais reforçado já que estava indo para a balada mais badalada de New York. Não é daquelas que você precisa de uma pulseirinha ridícula para entrar não, e sim daquelas que já tem seu nome numa ata, no meu caso na ata VIP. Ajeitei meus cabelos pretos ondulados, com mechas verdes e azuis e fui para a entrada. Nem precisei enfrentar a fila quilométrica, já fui direto ao segurança que já me conhecia.
– Bem vinda novamente Nicky. – disse-me o segurança e pegou seu carimbo apontou para meu pulso e carimbou. Detalhe: não fica aquela marca feiosa não, na verdade é uma que só pode ser vista na luz negra. Com a sigla VIP.
Dei um beijinho na bochecha dele sem encostar os lábios, para ser sincera só aproximei meu rosto do dele e dei um estalo com os lábios, um smack bem apressado. Queria logo entrar e começar a curtir a night, porque além de eu adorar as baladas que vou, ainda era meu aniversário de 21 anos, precisava comemorar. Já tinha tido aquela festinha chata com a família, e comemorei com meus amigos no sábado de tarde, uma coisa mais tradicional – sessão de filmes com pipoca, seguida de uns solos sinistros no guitar hero do Avenged. Não é querendo me gabar não, mas ninguém é melhor que eu nos solos do Syn – pelo menos não dos meus amigos – deles sou imbatível.
– Te achei né sua vagaba? Tava te procurando. – disse Joy, minha melhor amiga, que por algum motivo bizarro não curte o Avenged tanto quanto eu, para ela é só mais uma banda legalzinha. Quando ela me disse isso pela primeira vez só faltei voar no pescoço dela. “Só mais uma banda legalzinha” qual é? Estamos falando do Avenged Sevenfold, não é “só mais uma banda” é “a banda” com bastante ênfase no “a”.
– Fala vadia, cheguei agora meu bem, nem que você quisesse iria me encontrar. – respondo.
– Sua cachorra, demorou muito. Mas enfim. Essa balada está muito bem frequentada hoje.
– Ela sempre é bem frequentada. – e por bem frequentada queremos dizer que está cheia de caras deliciosos.
– Mas hoje está bem mais. – fala ela.
– Pode estar tão bem frequentada, mas nunca será tão perfeita quando a bunda do Matt. Ou melhor como que o corpo inteiro dele. Ou do Syn. Até o Johnny bitch ou o gordinho meu Deus que delícia os quatro! Não consigo escolher apenas um.
– Foco gata. Foco. Saia da sua fantasia sevenfoldiana e volte para a realidade. Contente-se com os caras normais que já estão deliciosos o suficiente.
– É o jeito. E ai? Já achou sua vítima da noite?
– Claro. Aquele ali do canto com uma tequila na mão.
Um loirinho delicioso. Pelo menos foi o que pude ver a distância. Ele levantou a mão e acenou para ela, que retribuiu com um aceno bem fresco.
– Vai lá gata. Ataca. – digo.
– Mas você acabou de chegar...
– Mas eu não vou para a cama com você. Ele vai. Divirta-se, nos vemos amanhã.
Ela foi para perto dele e já chegou lá botando as mãos no pescoço do cara e o beijando, ele surpreso deixou seu copo cair no chão, mas se recompôs botando a mão na cintura dela, e escorregando um pouco para a bunda dela. Ok, não preciso mais ver nada, putaria por putaria deixe-me com a minha. Esquivo-me das pessoas dançando e vou direto para o bar começar de fato a minha noite.
– Me dá uma Dulce Rosa. Com bastante álcool. – digo. O barman prepara minha bebida e, rapidamente me entrega.
– E que tal um beijo como acompanhamento? – sugere ele. Eu me aproximo dele, dou dois tapinhas em seu rosto, pego minha bebida e digo:
– Que tal só minha bebida?
Saio do bar bebendo minha Dulce Rosa, acabo com o líquido em menos de cinco minutos, deposito o copo numa das bancadas e começo a dançar. Não que eu seja convencida, mas a coisa mais rara é eu chegar nos homens, eles que cheguem em mim. Soei convencida eu sei, mas não sou. Enfim, não demora e eu sinto uma barba por fazer encostar na minha orelha, seja lá quem for já começou bem, adoro uma barba por fazer. Ele acocha em mim e dançamos praticamente colados.
– Desde que você chegou que me chamou a atenção. – sussurra ele em meu ouvido. Bem, sussurra não é bem a palavra, porque estava a maior zuada, então ele teve que gritar no meu ouvido. Mas pareceu um sussurro então que seja.
– Mesmo? – pergunto. – E qual o nome do mané que eu chamei a atenção? – fui grossa, sei disso, mas não consigo evitar, sempre sou assim, e, na grande maioria das vezes funciona. Essa vez não foi exceção, pude ouvir perfeitamente ele rindo em minha orelha. Meio conhecida a risada, admito, mas não consigo me lembrar do dono.
– Matt. – fala ele sedutoramente. Mais um ponto positivo para ele: o nome. Já ganhou pontos com a barba, a voz ajudou, a risada me intrigou e o nome? Nem preciso falar né?
Viro-me de frente para ele, não consigo o ver direito, estava meio escuro, assim só vejo a silhueta deliciosamente malhada dele. Boom, mais pontos positivos. Dou um sorriso.
– Posso te pagar uma bebida? – pergunta ele.
– Não precisa de bebida para me conquistar não. Além de que eu acabei de tomar uma, ainda estou com o gostinho dela na boca. – digo.
– Posso provar? Quem sabe eu não descubro qual bebida você tomou? – ele mal termina a frase e já me pega pela cintura e me cola a ele, colando seus lábios nos meus, sinto o piercing dele roçar meus lábios. Mais pontos positivos.
A boca dele tinha um delicioso gosto de menta. Sua língua explora minha boca lentamente no começo, mas logo depois ele aprofunda o beijo, beijando-me com mais velocidade e ferocidade. Que beijo! A pegada dele aperta em minha cintura, e ele põe a outra mão na minha nuca, levantando um pouco os meus cabelos. Fecho minhas mãos na nuca dele e bagunço um pouco seus cabelos. Ele se inclina para a frente e eu para trás, sem desgrudar do corpo escultural dele. Ele me dá um selinho forte – e relutante – antes de parar nosso beijo.
– Que beijão da porra menina. – elogia ele.
– Obrigada. Mas não sou uma menina, sou uma mulher. Estou fazendo 21 hoje. – digo ainda meio entorpecida pelo beijo dele.
– Prefere caras mais velhos ou mais novos?
– Isso vai interferir na sua idade?
– Não. Tenho 31.
– Mais pontos positivos. – digo. – Caras mais velhos. – respondo a pergunta dele.
– Minha idade interferiu na sua resposta?
– Nem um pouco.
– Dulce Rosa. – fala ele.
– Dulce Rosa o quê? – pergunto.
– A bebida que você estava tomando.
– Mentos. – digo. – A pastilha que você estava chupando.
– Quer sentar? – convida-me Matt.
– Sim, e aceito aquela bebida agora. Minha boca está seca. – digo.
– Posso hidrata-la para você. – ele me beija novamente, um beijo mais demorado, mas com a mesma intensidade, me deixando quase sem ar.
Chegamos numa mesa, Matt vai buscar umas bebidas para nós. Joy chega com o batom todo borrado.
– Que delícia era aquela que você tava agarrando? – diz ela limpando o canto da boca com os dedos.
– Matt. – respondo.
– Matt Shadows? – pergunta ela incrédula.
– Quem me dera. E se fosse o Matt eu não estaria falando com tanta calma.
– Isso é verdade.
– O que você ainda tá fazendo aqui? – pergunto. – Seu loiro já te abandonou?
– Na verdade eu abandonei ele. Ele é gato, mas o beijo... Não é tão bom assim. Ele babou meu rosto todo. – ela olha para o lado. – Opa, Matt delícia vindo a esquerda. Joy filé vazando a direita. – ela sai e eu fico rindo.
– Quem era aquela? – pergunta Matt entregando-me minha bebida.
– Minha amiga Joy. – respondo.
– Nada contra, mas ainda bem que ela já foi. Te quero só para mim
– Defina “te quero”.
– Prefiro demonstrar.
Ele bota sua bebida na mesa e me beija, com uma de suas mãos percorrendo a lateral esquerda do meu corpo, apalpando minha coxa. Não perco tempo e percorro o tórax dele com minha mão livre – a que não estava me apoiando, evitando-me de ficar deitada no sofá da boate –, levanto um pouco a camisa dele e aliso suas costas bem definidas. Ele passeia com sua mão na minha barriga, e fica brincando com meu piercing.
– Quer ficar aqui na boate ou prefere ir para um lugar mais, reservado? – pergunta ele apenas a alguns centímetros de minha boca, sinto o hálito quente dele tocar minha boca.
Um dos holofotes para bem na gente e o DJ diz enquanto eu cubro meus olhos com as mãos:
– Parabéns! Vocês ganharam o prêmio “casal pegação” da noite! – Matt se esconde e eu finalmente consigo vê-lo direito.
Meu coração veio a boca e voltou. Eu não podia acreditar no que estava vendo. O Matt que eu estava pegando era de fato o Matt da banda que gosto, o Matt Shadows, o Matthew Charles Sanders, vocalista do Avenged Sevenfold. Pelo jeito que ele estava me olhando eu devia estar com uma cara de surpresa misturada com espanto. Pela primeira vez em muito tempo eu não sabia o que fazer, minha cabeça parecia estar vazia. Agi por impulso e o beijei mais ferozmente que antes. Isso o distraiu.
– Vamos dar o fora daqui. – diz ele.
– Vamos. – confirmo.
Ele me segura pela mão e me guia pela pista, Joy segura meu braço e pergunta:
– Para onde você vai?
– Para a casa dele eu acho. – digo, Matt espera que eu me despeça dela.
– Mas você nem o conhece!
– Isso vindo da garota que sempre dorme fora.
– Durmo em hotéis ou motéis. Nunca na casa dos caras. Você perdeu o juízo?
– Perdi. – digo. – No momento que vi que era de fato o Matt Shadows.
– Cê tá me zuando.
– Não, e não importa para onde. Eu vou para qualquer lugar que ele queria me levar, não me importo nem se for estuprada por ele. Ele pode me fazer de gato e sapato essa noite que eu deixo. Caralho é o Matt Shadows, eu faço o que diabos ele quiser.
Matt me puxa, já ficando impaciente com minha demora. De todos os lugares que eu esperaria encontrar o Shads, uma balada nem estava na lista.
– Desculpe qualquer coisa. Mas é que os paparazzi não iriam perder a oportunidade de criar histórias. – diz Shads. Ok, ele percebeu que eu percebi que ele era famoso. Mas ele não precisa saber que sou super fã dele, e que um dos meus sonhos é ir para a cama com ele. – Você ainda quer...?
– Quero. E muito. – respondo. Quero mais do que nunca.
– Se importa se for na minha casa? Não quero que os fotógrafos me vejam entrando em um motel, menos ainda acompanhado.
– Cara. A gente podia até transar atrás de uma moita que eu não iria me importar. – digo. Ele vai pensar que sou uma fã doida então acrescento: – Se seus beijos são daquele jeito, estou louca para provar mais coisas.
Ele dá um sorriso, sinal de que me sai bem, e balança a cabeça me indicando seu carro. Durante o caminho fico curiosíssima para perguntar: E a Val? Como fica? Mas não quero que ele descubra que sou uma de suas fãs, não sei por que, simplesmente não quero.
– Casado? – pergunto olhando para a parte não bronzeada de seu dedo, onde costumava ficar a aliança.
– Estamos nos divorciando. – diz ele abrindo e fechando os dedos. – Problema com isso?
– De forma alguma. – digo tentando conter minha voz de felicidade. Tudo bem que o casamento deles não ia bem, mas dai a eles se divorciarem? Me dei bem.
Ficamos jogando conversa fora no caminho, nem demorou tanto quanto eu imaginei e nós chegamos. Não deu para ver direito, estava bem escuro, mas pude perceber que era uma casa enorme. Uma das casas dos Avengers, o que me fez pensar se essa é uma daquelas em que moram os quatro e com quem eu poderia esbarrar no meio da noite. Pois independente da vontade do Matt eu pretendo dormir aqui. Mas no momento não preciso – nem quero – me preocupar com isso, já estarei suficientemente ocupada com um Avenger, os outros eu penso depois. Entramos na casa na ponta dos pés, com o maior cuidado para não fazer barulho. A TV tá ligada e tem alguém deitado no sofá, olho melhor e vejo aquela inconfundível barriguinha, era o gordo que tava dormindo no sofá com um pote de pipoca caído no chão. Coitado, Zacky nem é tão gordinho assim, que pecado.
Subo as escadas – ainda na ponta dos pés – e Matt abre uma porta, assim que entro Shads a fecha e tranca. Logo depois ele já está me imprensando contra a porta, beijando-me freneticamente, ferozmente. Cada parte do meu corpo fica arrepiada, já transei com vários caras, mas o Matt mexia comigo de uma forma diferente, nova. Talvez por ele ser um dos meus ídolos, talvez simplesmente por ele ser tão tentador. A mão dele não demora e encontra minha bunda, ele a apalpa e depois pega minhas pernas e as levanta, eu cruzo minhas pernas nas costas dele, não deixando escapatória. Meus braços que estavam agarrados a ele se afastam e minhas habilidosas mãos tiram a camisa dele, revelando aquele delicioso peitoral tatuado.
Ele me deita em sua cama e arranca minha camisa, dando uma boa olhada em meu sutiã – ou no conteúdo dele – eu já ia abrir o fecho do meu sutiã, mas Matt me virou de costas – ainda deitada – e ele mesmo tirou. Ele gostava de estar no controle pude perceber. Ele soltou o fecho e beijou minhas costas, depois subiu para meu ponto fraco – minha nuca – e despejou mais beijos. Ele mordeu minha orelha, depois me desvirou e começou a brincar com meus seios, ele beijava, lambia e chupava. As mãos experientes dele escorregaram pela lateral do meu corpo e encontram rapidamente meu zíper, abrindo-o sem nem pensar duas vezes, depois ele se levantou e tirou seu cinto seguido de sua calça, ele já estava excitado e eu nem tive tempo de fazer nada ainda.
– Deixa que eu tiro. – disse e me ajoelhei na cama, eu mesma tirei a cueca dele, ele só me olhava.
Matt segurou meu queixo e me fez levantar para beijá-lo, desviei meus beijos para o pescoço dele, depois para o torax. Mas antes que pudesse chegar no principal lugar, ele me empurrou na sua cama, terminou de tirar minha calça, enquanto ele pegava a camisinha no criado mudo eu tirei minha calcinha, ele mal botou a camisinha e já se jogou em cima de mim. (O resto fica a critério de quem tá lendo pois sou péssima com cenas hot)
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