Symphony of the Night - Reborn
3 Capítulo 3 - Contato
Notas iniciais
Maria, com seu enorme poder espiritual invoca a sabedoria dos quatro deuses celestiais (Konami misturando mitologia oriental às histórias) para encontrar pistas sobre o paradeiro de Alucard.
Primeira manhã fora de casa. A cama da hospedaria deixava muito a desejar. Era comum haver um crucifixo na parede da cabeceira da cama, para manter os sonhos dos hóspedes livres de qualquer influência maléfica. A decoração era minimalista, rústica e aconchegante. Nessa época do ano o serviço de quarto não funcionava normalmente devido as datas comemorativas que movimentavam a bucólica vida do vilarejo. Maria sabia que teria mais privacidade para planejar o que quer que fosse.
Horas depois, estava ela na frente da Igreja, á procura do padre Richmann.
- Se essa é a casa de Deus, onde está a recepção divina? — Disse Maria com um sorriso.
- Menina Maria! — Falou o velho sacerdote, abrindo os braços para recebê-la.
- A quanto tempo não nos vemos padre.
- Com certeza não viestes aqui para falar sobre teu casamento. Conta o que te traz aqui, menina Maria.
- Padre, não pude deixar de ouvir quanto fostes à casa dos Belmont relatar sobre a suspeita de vampiros na região. É um caso que muito me interessa, algo pessoal.
- Casa dos Belmont, dissestes? — Pigarreou o sacerdote com desconfiança.
- Força do hábito...
- Bom, se ouvistes a conversa toda, deves saber que os animais da fazenda dos Loftern estão sofrendo ataques, morrendo de fraqueza, um a um. O intrigante é que não existe um “predador natural” para o gado, não nessa região, muito menos a essa época do ano. Algo está se alimentando desses animais, bebericando de seus fluídos vitais e enfraquecendo-os. Poderia pensar que é uma fraude de um servo à beira da loucura e da falência, mas testemunhei as marcas nos animais e posso garantir que são vestígios de vampiros.
- O que me aconselha, padre?
- Aconselho a menina Maria a voltar para sua casa, a “Casa dos Belmont”. Também aconselho que largue esse passatempo perigoso e deixe que algum de seus inúmeros pretendentes tente conquistá-la.
Maria riu, desconcertada com o que o padre dissera. É realmente um profundo conhecedor do ser humano,
- Não tenho mais nada a dizer. Apenas que tome cuidado, menina... Que Deus continue protegendo teus passos.
Ela se curva diante de Richmann para receber a bênção, faz o sinal da cruz e deixa o local com a cabeça baixa em sinal de reverência.
Voltou para a hospedaria e foi para seu quarto, onde sequer desceu para cear. Em meio aos seus pensamentos, Maria cai num sono profundo...
Ela se vê envolta numa névoa espessa, nua. Sente o frio arrepiar-lhe a pele, o calor confortando-lhe as sensações e a umidade mediando tais elementos opostos. Abre os olhos e nada enxerga. Compreende que seus sentidos não serão necessários. Deixa simplesmente que as sensações transcendam em si. Ela se concentra e invoca os quatro espíritos elementais: Seiryuu, Suzaku, Byakko e Genbu.
“Aquele que procuras também está procurando algo” disse a tartaruga negra do Norte.
“Algo que tu podes oferecer” rugiu o tigre branco do Oeste.
“Algo que fora tirado há muito tempo, de ambos” vociferou o dragão azul do Leste.
“Apressa-te antes que o último prego sele seu esquife” grunhiu a fênix vermelha do Sul.
De repente a paisagem muda, os quatro Deuses Celestiais transforam-se em ponto brilhantes e sobem aos céus. Agora está caminhando por um lugar familiar. Cheira a umidade, fungos, decomposição... Sim, percebe que é o cemitério do Vilarejo, reconhece pela estátua de São Miguel no centro do local. Aproxima-se da estátua, limpa a inscrição e avista um nome: Lisa Farenheit.
Batidas na porta interrompem o sonho estranho de Maria, que acorda surpresa com a nitidez de sua visão onírica. A senhora camareira da hospedaria estava esmurrando a porta fazia dez ou quinze minutos. Maria deixa o quarto, tempo suficiente para a senhora arrumar o cômodo enquanto desce para tomar um ar. “A lua está coberta por nuvens, como na noite em que te conheci, Alucard....” disse Maria a si...
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