Sygmon Stein

1 Prólogo - Perigo, perigo ao mundo


Estando os três homens caídos, observava, cuidadosamente, seus equipamentos.

— Metal de Lamosk. — Jogou a adaga negra para o lado. — Lutando desse jeito, aço barato é mais útil para você.

Levantando, observava ainda uma espada e uma bastão, todos os dois também negros.

— Por acaso houve uma promoção ou algo assim? — Chutou o bastão e pegou a espada. — E o que é isso aqui? Uma mistura?

A lâmina era reta demais para uma espada tão pequena, batei com ela no chão e o cabo se desprendeu.

O som do aço caindo era agudo e ensurdecedor, chegando ao chão, estilhaçou-se igual vidro.

— Ah sim, obsidiana falsa. — Estava curioso, não fazia ideia do por que atacaram, contudo, sabia que qualquer um faria isso, afinal, o terror se espalhou em questão de horas, o mundo todo estava em guerra, e a culpa? Bem, sabia que não era sua, ainda bem. — Céus, por acaso alguém os enviou?

— Não...

— S-Sim...

O terceiro estava inconsciente, o chute na nuca foi forte demais.

— Quem? — Aproximou-se do que confirmou. — Grengar? Zig?

— Ele... — Apontou para detrás dele. — Ele obrigou...

— É, e agora vos obrigo à morte. — Estalou os dedos e os dois acordados começaram a contorcer-se. — Foram mais úteis do que imaginam.

— E quem seria você? — Levanta com Doul, a pistola com correntes, materializada na mão esquerda, apontando para o sujeito. — Nunca o vi, diga quem é e não atirarei.

— E eles? Não se importa? — Sorria enquanto os dois se debatiam, freneticamente. — Caso queira, eu faço parar.

— Por que deveria? Se usou-os até agora, termine. — A frieza em suas palavras era dolorosa, aprendera a se controlar em momentos assim. Não seria agora que teria piedade de quem tentou apunhala-lo pelas costas, mesmo que controlados. — Quem é você?

— Ah, se é assim, tudo bem, já vi que crueldade com você não existe. — Estalou os dedos novamente, os dois pararam com o desespero. — Saiam daqui enquanto podem, não quero vê-los nunca mais.

Ele possuía olhos verdes, cabelo branco e usava uma conjunto comum, calças jeans e camisa preta, tendo estampada em si a imagem de um simbolo quadrado com um X no meio. Seus sapados, pretos, também tinham o mesmo simbolo na parte de cima e nos lados.

— Me chamo Liff, Liff Crounfard, ouvi muitas coisas de você.

Os dois homens puxavam o amigo, temendo a morte.

— Como sabe sobre mim? — Estava realmente intrigado, fazia muito tempo que estava buscando isolamento. Depois dos conflitos do seu país, fora tratado traidor nacional e seria provavelmente morto se capturado, se fosse este o caso, estava encurralado, pois ou o garoto era extremamente perigoso, ou não estava só.

— Sou amigo de Willz, o pai dele me pediu para vir atrás de você.

— Willz? Por que?

— Por que está morto