Switch
1 Único - Switch
Notas iniciais
Nunca li Rave Master, desculpem-me se a personalidade dospersonagens fugir um pouco.
~~Enjoy~~
~~Enjoy~~
A loira caminhava pelas ruas com seu melhor amigo, Natsu. O rapaz de exótico cabelo rosa contava animadamente sobre sua última "briga" com seu eterno rival e grande amigo, Gray, porém a garota nem ao menos o ouvia. Estava confusa quanto a seus sentimentos e pensava sobre isso o tempo todo, já que Natsu sempre estava em seus pensamentos.
Nessa distração, esbarrou em um rapaz, o impacto fazendo seu corpo ir para trás. Entretanto o jovem a segurou, chamando a atenção do rosado. O garoto possuía belos fios platinados e belas feições. Ao perceber que ainda a segurava, enrubesceu levemente e a soltou. -Desculpe. -Tudo bem. — sorriu. — A propósito, sou Lucy. -Meu nome é Haru. Hu? Haru observou a blusa verde de Lucy, que contrastava com a saia rosa. A blusa era da Heart Kreuz, o que fê-lo lembrar de alguém. Mas, por alguma razão, o rapaz parou o olhar nos seios avantados dela e não os moveu. -P-para onde pensa q-que está olhando p... P-perve-ertido? — Lucy estava vermelha. Estranhamente, aquilo incomodou e muito a Natsu. -D-desculpe, é que você me lembrou minha melhor amiga, Elie. -Ah, sim. -Oe, Lucy. Você tá legal? — O rosado se intrometeu na conversa, olhando de maneira raivosa para Haru. -Sim, Natsu, não se preocupe. -É seu namorado? Sinto muito, não tive a intenção de incomodá-los. -Não, tudo bem, eu nem estava prestando atenção nele. Dragneel a encarou, incrédulo. Estava falando há mais de meia-hora e ela não ouvira nada? Logo as bochechas de Lucy inflamaram — coisa que Natsu achou muito fofa — e ela gritou, totalmente rubra: -Ele não é meu namorado! Natsu é meu melhor amigo! Algo dentro do rosado pareceu se quebrar e ele se remexeu, inquieto. Coisa que apenas Haru percebeu. Nem mesmo o próprio Natsu parecia entender. -Aliás, olhando bem, vocês se parecem bastante... — a loira inclinou a cabeça para o lado, admirando o rapaz. — Você é bem bonito, sabia? — constatou, com as bochechas levemente coradas. Assim como o rapaz. -Obrigado, você também é. No entanto, você é bem diferente da Elie. Na verdade, o corpo é parecido. — deu uma risadinha nervosa e a garota cobriu os seios com os braços. -Não olhe para o corpo da Luce! Natsu rosnou, assustando Lucy. Ele estava tãp estranho... Queria saber o que se passava com seu amado. Resolveu ignorar no momento, o outro parecia precisar de uma ajuda feminina: -Você gosta dela, não? -Eh? Elie? — questionou, surpreso. -Sim. -Não sei. — Haru confessou. -Vamos tomar um sorvete e aí você me conta melhor, pode ser? -Claro! — gritou esfomeado. -Nos vemos depois, Natsu! — Ela acenou. Dragneel os olhou, desolado. Resolveu ir p/ algum lugar para comer algo quente, ao contrário de Gray odiava coisas geladas, coisa que fazia a loira lanchar mais com Gray do que com ele durante o verão. Agora, não bastava isso e ainda tinha esse tal de Haru. Bufou, irritado, e se virou para seguir na direção oposta. Porém parou ao se deparar com uma garota a sua frente. Ela o encarava minuciosamente. -Oe, o que você 'tá fazendo? -Você me lembra muito o Haru. Apesar de seus olhos serem um pouco pontudos de mais... — comentou, ignorando a raiva que ele exalava. Natsu não gostou nem um pouco de ser comparado àquele garoto mais uma vez, ainda mais por sua Lucy ter o chamado de bonito sem nunca tê-lo dito para o rosado. -Quer brigar?! -Qual o seu problema? Eu só fiz um comentário. -Eu não quero saber desse Haru, ou o que seja! Ele 'tá com a minha Luce. — corou e se corrigiu em seguida. — Quero dizer, com a Luce. — esfregou a palma da mão na bochecha, confuso com o sentimento de possessividade que estava tendo p c a loira. -Ah, então era ele mesmo que eu tinha visto. Achei que não era porque a pessoa estava com uma loira e ele estava sozinho... Luce é o nome dela? Hunf. -Eles foram falar sobre... Hey, você é a Elle? -É Elie! E sim, sou eu. Por quê? E sobre o que eles foram falar? -Sobre você, eu acho... -Hn. Acha que devemos segui-los? Natsu engasgou, surpreso. Ele estava, logicamente, curioso e preocupado com a melhor amiga, mas chegar a esse ponto? E pior que isso, por que estava com uma vontade horrenda de fazer o que lhe fora proposto? Não podia fazer isso com Lucy, não podia! Mas... por que não podia, mesmo? -Precisa perguntar?! — questionou, animado. Era uma pergunta retórica, obviamente. Elie sorriu, sarcástica, para então retorquir: -Parece que sim, já que ficou tanto tempo pensando. -Ah, fica quieta, garota! — respondeu, irritadiço. Definitivamente não gostava de Elie, por mais que a conhecesse há apenas minutos. O por que, ele não saberia dizer. Para qualquer um, ela pareceria uma jovem adorável — e realmente o era. -Não se preocupe, não fui muito com a sua cara também. — Elie disse, com um sorriso honesto. -Você é estranha. — Natsu comentou, caminhando ao seu lado. — Mas tem um cheiro muito bom. — elogiou-a, vendo-a arquear as sobrancelhas.
-Você está sentindo o meu cheiro? -Eu tenho um bom olfato, a culpa não é minha se você toma um banho de perfume! -Do que você está falando, garoto? — Uma risada suave saiu dos lábios da bonita jovem. — Eu não sou muito de usar perfume, já faz mais de uma semana que eu não uso. Apenas tomo banho todos os dias. -Então o seu cheiro é mesmo muito bom. Melhor que perfume! — deu um sorriso selvagem, fazendo a face da garota ficar um pouco rosada. Ela desviou o olhar, corada. Ele fora totalmente sincero e a elogiara descontraidamente. Por que aquele idiota fizera com que ficasse envergonhada? Deixou um sorriso bobo escapar, de toda forma um bom clima se estabelecera. E eles gostaram disso. -Aqui tem uma sorveteria, deve ser essa! — Ele exclamou animado. — Vem, Elle! — Ela inflou as bochechas: -Meu nome é...! -Vamos! — puxou a mão dela, interrompendo-a. A face de Elie entrou em combustão e ela deixou-se, mole, ser arrastada sorveteria adentro. — Hm, cadê? Eles não estão em lugar nenhum. -Eh? Eles não te disseram em qual sorveteria iriam? -Não. -Idiota! — ela gritou. — Existem várias sorveterias por aqui! — Natsu riu. — Do que está rindo?! — inquiriu, mais irritada ainda. -Você fica fofa quando irritada! -O... O quê? — sentiu as bochechas queimarem mais uma vez. — C-cale a boca, err... Eu ainda não sei seu nome. -Natsu Dragneel. — respondeu risonho. -Então cale a boca, Dragneel! — fez um bico e saiu do local, irritada. Ele deu de ombros. -Não quero. -A-anda logo. -Certo, Elle. — sorriu, andando ao lado da castanha, que fingia ainda estar irritada. Já com Lucy e Haru, as coisas iam bem animadas. A loira gargalhou, para logo depois lamber o sorvete. Sem saber, o fez de forma provocante. Haru quebrou o contato visual, deixando Lucy confusa pela abrupta mudança de comportamento. -Bem, vamos ao que interessa, como você se sente quanto à Elie? -Bom, ela é minha melhor amiga... Posso sempre contar com ela para tudo, eu me sinto feliz com ela, é como se nada me faltasse. acredito que quando ela encontrar alguém eu vou me sentir solitário. -Mas e se você também arranjar alguém? Haru engoliu em seco, embaraçado. Aquilo fora um flerte? Aquela garota linda estava flertando com ele? Ele sorriu timidamente e respondeu-a: -Então eu não me sentiria solitário. -Seria como achar uma substituta? -O quê? — Ele perguntou, surpreso. -Se fosse assim, você teria que conviver com o fato que ela não estará mais sempre ao seu lado, então você terá que procurar alguém que o esteja. — Lucy falou, com a face inexpressiva. Natsu fora essa pessoa quando seu melhor amigo – e paixão secreta – Loke começou a namorar e se afastou um pouco dela. Sendo assim, entendia pelo que Haru passava. -Isso significa que, muito provavelmente, você está apaixonado por ela, ou talvez seja só um amigo ciumento, mas não imagino que seja isso. E que, se ela encontrar alguém, você vai procurar alguém para substituí-la. — disse simplesmente. -E se eu arranjar alguém primeiro? -Para atingi-la? -Não, não, por estar interessado na pessoa. — Haru declarou. -Bem, eu não sei como ela se sente em relação a você e se ela se sentiria mal por você ser feliz. As palavras de Lucy foram duras e o atingiram como um tapa na face. Ele a encarou, sério e decidido e praticamente as cuspiu: -Você não entende! -Ah, eu entendo. Muito. Eu já passei por algo parecido. Ela pode apenas ficar feliz pelo seu relacionamento ou irá se sentir deixada de lado. Mas se você gostar mesmo da pessoa, ela irá aceitar. — deu um pequeno sorriso, esquecendo o desentendimento anterior. — Por acaso você estava com alguém em mente, Haru? Lucy perguntou de um jeito doce, sem nenhuma implicância. Haru não pôde evitar que um sorriso escapasse de seus lábios, aquela loira tinha um carisma enorme. Assentiu, por fim. -Eu pensei na única garota que me interessou, além da Elie. — coçou a bochecha, que estava vermelha. — Mas como eu não a conheço muito bem... — Lucy corou. -D-de quem você está falando? Uma pausa. -De você. Elie engoliu em seco, nervosa, ao ver a cabeça de ambos se aproximar. Natsu, escondido ao seu lado, rangia os dentes. Dragneel quebrou a casquinha de sorvete, sentindo o líquido escorrer entre seus dedos. Quando os lábios trêmulos de Heartfilia – esse era o sobrenome de Lucy – se entreabriram para um beijo com Haru, os dois escondidos levantaram-se. A loira se surpreendeu quando seus lábios foram de encontro a algo mais duro, grande e quente. Era a mão de Natsu. Já Elie colocara seu sorvete na boca do amigo. -N-Natsu?! — Ela exclamou, ficando pálida. O que estava fazendo? O seu coração pertencia à Natsu, então por que batera acelerado com o desconhecido Haru? Não importava, pois agora parecia que ele iria saltar para fora de seu peito. Natsu furioso ficava tão lindo! -Elie? Haru perguntou, surpreso. A melhor amiga lacrimejava, com uma mágoa de traição no olhar. Ele tentou secar as lágrimas dela, mas Elie se afastou. Encostou-se às costas de Natsu e esfregou os dedos nos olhos. -Tudo bem, Elle? -Sim, Natsu, não se preocupe. Haru, você é realmente muito cego por ainda não ter percebido! E, ainda por cima, já está quase aos beijos com alguém que mal conhece! -Espere, Elie-san! — Lucy tentou explicar a situação do garoto. — Isso quer dizer que você gosta dele, não? A verdade é que ele...! -Você me decepciona, Lucy! — Natsu falou, frio, interrompendo-a. — O que a Elle disse para o Haru vale pra você também! Você não conhece esse garoto, como pode querer beijá-lo?! Eu não esperava isso, não de você. -Então por que está chamando ela de Elle? Ela rebateu, sem conter os ciúmes. -Han? -Você mal a conhece e já está todo íntimo. — falou de forma sofrida. Elie pôs a mão na boca. -Lucy-san! Você, por acaso, está com ciúmes do Natsu? Você gosta dele? A face de Heartfilia tingiu-se de vermelho. Ela olhou para os lados, com suor escorrendo em sua testa, de puro nervosismo. Não queria admitir para o rosado. Lucy gaguejou algumas vezes antes de responder. -Q... Q-quem... quem gostaria desse idiota?! — perguntou, olhando para baixo. Natsu sentiu aquilo como um soco no estômago. Então o que pensava sentir por ela não era correspondido? Logo agora que se dera conta de que estava se apaixonando por ela? -Não minta. — Haru disse com um sorriso, surpreendendo aos três. — Estava óbvio para mim, Lucy, que você agiu por pura atração. Você falava com experiência, então imaginei que você tivesse alguém daquele jeito. Eu só agi daquele modo porque – você estava certa – eu queria fugir e fazê-la sentir ciúmes. Sim, eu estou apaixonado pela Elie. -Haru! — A castanha arfou. — E-eu... eu também! Eu te amo, Haru! — se jogou nele, beijando-o. -Tudo está bem quando termina bem. — A loira comentou, com um sorriso satisfeito e puro. Estava feliz por ter ajudado, ao menos um pouco, na relação daqueles dois. A voz de Natsu fez um arrepio percorrer sua espinha: -Não terminou. -P-por que não, idi-diota? -Ele estava falando a verdade? Você estava mentindo? — perguntou com seriedade. -N-não faz diferença para você, não? Você não entende essas coisas! -Nunca diga essas coisas sem saber! Droga, sua estranha! Eu estou apaixonado por você! Aishiteru, Luce! -N-Natsu... — Ela tremia. — E-eu... Ah, Natsu! — abraçou-o. — Aishiterumo, idiota! E então selaram os lábios. O clima que se instalara entre os casais errados eram de uma amizade inesperada, de uma atração física, mas não se comparavam ao amor entre os casais certos. E dali por diante... Os quatro seriam bons amigos.~~Owari~~
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Sayo~
Sayo~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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