Sweet love complex
1 De volta a rotina
Segunda de manhã, primeiro dia de aula do segundo ano.
“Mais um ano que começa, as mesmas caras de sempre, todos patéticos, só estão nesta escola por causa do dinheiro dos pais, já eu, tive que estudar para conseguir entrar aqui.” – Pensava Sali a caminho da escola.
Chegando, logo foi para o painel ver em que sala iria ficar “Sala ‘1’ como de costume, nem sei por que venho conferir”, na escola em que estuda, as salas são separadas pelo desempenho de cada aluno. De fundo ela escuta alguns múrmuros escandalosos de meninas, por não terem ficado na mesma sala que Draco. “Só pensam em namorar, não estudam, por isso não caem na mesma sala que ele”. Ela da mais uma olhada na lista e como de costume, ele estava na mesma sala.
—Estamos na mesma sala novamente Sali. – aparece Draco atrás da mesma apoiando uma mão em seu ombro.
—Tire sua mão de mim, e de você estar na mesma sala que eu, ainda detesto. – diz num tom frio como de costume.
—Sempre tão legal... — diz o jovem sorrindo. “Ela me odeia” — pensou.
”Eu não mereço isso...” — pensou Sali.
Ela se vira e caminha até a sala de aula, no caminho escuta os múrmuros de negação, ninguém gosta dela por causa de seu jeito. Assim que chega na sala se senta no lugar de sempre, ao lado das janelas. O resto dos alunos chegam, Draco se sentou ao seu lado, como de costume e seus amigos completaram o meio círculo, e ela ficando no meio. A aula começa, todos em silêncio.
Bate o sinal para o intervalo, Sali pega seu lanche e começa a comer na sala, Draco se vira para ela todo sorridente.
— Então Sali. Eu mudei de casa, estou em um lugar muito legal.
— Bom pra você — continuou a comer o lanche calmamente.
— Perto de onde você mora.
Parou de mastigar por um instante, ficou processando aquela informação em sua cabeça e volto a mastigar.
—Tanto faz. — Seu coração deu uma acelerada.
— Vamos poder ir embora juntos!
Ele disse aquilo muito alto, todos olharam e os amigos dele ficaram dando risada. Uma menina de outra sala chamou Draco na porta, ele não ouviu.
— Tem uma de suas namoradinhas ali na porta. – pronunciou Sali.
— Assim você me deixa sem jeito Sali, até parece que eu saio com muitas meninas... e eu ainda não conheço aquela bela jovem.
— Então vai logo. – ela termina de comer seu lanche e pega seu caderno de anotações começando a ler.
— Está querendo virar meu cupido?
— Só quero que você fique longe de mim – o encarou com um olhar frio.
“Pelo menos ela está falando mais comigo este ano.” — pensou o jovem.
Ele sai da sala. Ela fica lendo suas anotações e escutando os amigos de Draco.
— Poxa, as meninas só pensam nele.
— A gente anda com ele, e recebemos nenhuma atenção.
— Pelo menos a gente também fica popular, relaxem e aproveitam.
“Bons amigos Draco” — pensou a jovem.
O sinal bate e todos voltam para sala.
— Sali, uma menina se declarou para mim, ela disse que começou a gostar de mim desde o começo do ano passado, e disse que estava decidida em me contar esse ano, nós vamos nos encontrar amanhã depois da aula, não é lindo?
— Isso não me interessa. “Irritante! Eu não quero saber de seus encontros.”
— Não precisava ser tão grossa. Quero compartilhar meus momentos com meus amigos.
— E quem disse que sou sua amiga? "Ele me chamou de grossa, droga... Não, não pense assim, você tem que esquece-lo, esqueça." – sem olhar no rosto do rapaz, ela fica vidrada no caderno.
Já na hora de ir embora, ela estava saindo da escola quando Draco a chamou.
— Sali!
— O quê? – Se virou para ele demonstrando ao máximo que estava irritada.
"Ela parece brava..." — Vamos embora juntos! Agora moramos perto – ele continuou dizendo com um sorriso forçado e com o tom de voz um pouco alto.
No fundo as meninas começam a sussurrar e olhar para ela com raiva, suspirou saiu andando, ele logo foi atrás.
Chegam ao lugar onde ela mora, um pequeno prédio.
— Você mora aqui? – diz Draco.
— Sim – diz ela subindo as escadas.
—Pensei que você morava naquela casa – ele aponta para casa ao lado – Bom, eu moro do outro lado da rua – ele aponta a grande casa – Quando quiser me ver, é só chamar lá.
— Não se preocupe, não sentirei essa vontade – ela termina de subir as escadas e vai até seu apartamento.
— Até amanhã Sali! – ele grita lá de baixo.
Antes de fecha a porta ela da um sorrisinho forçado.
Draco vai até sua casa pensando na jovem. Ao entrar, vê a empregada passando pano na casa.
—Ah, me desculpe.
— Não tem problema senhor, pode entrar.
Ele vai até a escada e para.
—Kanuia, não me chame de senhor já pedi.
— Me desculpe, é que Draco se parece com seu pai...
— Não diga tamanha idiotice – ele a encara com raiva.
— Me desculpe! – ela abaixa o tronco e sai de vista.
“Me comparar com um homem daquele, quanta idiotice”
Draco vai até o quarto e começo a jogar, e pela janela ele vê Sali saindo de seu apartamento. “Para onde será que ela vai?” Se perguntou, a acompanhando com os olhos até ela sumir de vista.
Já de noite, ele janta sozinho, como de costume, sua mãe liga do hospital, conversam um pouco e logo ele foi para meu quarto. Voltando a jogar pelo computador, assim que termina uma partida olho pela janela e vê Sali chegando em seu apartamento. “Ela chegou tarde...”
— Draco? – a empregada o chama na porta.
— Diga.
— Já estou indo, quer alguma coisa?
“ Eu e meus pensamentos maliciosos...” – um pequeno sorriso surge em seus lábios.
— Não, obrigado.
— Boa noite.
— Até.
Não demorou muito ele foi se deitar. “Primeira noite sozinho, em uma casa só para mim... mudou nada de como era antes.”
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