Sweet battle
12 Um porre transforma pessoas
Notas iniciais
Resolvemos ir com o carro da Kammyile porque ela que queria decidir o restaurante. Da última vez deu merda, mas ela não pareceu se ligar nisso. Ela e Otto foram na frente e eu e Luke atrás.
— Acho que Kammyile está tentando interromper algumas coisas. — ele disse segurando a porta pra mim entrar.
— Ela deve ter algum tipo de sensor pra tensão sexual. — sorri divertida e entrei no carro sendo acompanhada dele.
— Betah, diga pra Kammy que ela não é boa escolhendo restaurantes. — Otto disse olhando pelo espelho. — Da última vez um esquadrão nos atacou enquanto eu saboreava um saboroso suco de laranja. — senti a ponta de indireta pra Luke, que não pareceu se incomodar enquanto sorrateiramente posicionava a mão na minha perna, a qual eu empurrei.
— Kammy você é uma bosta escolhendo restaurantes. — ele botou a mão de novo, e eu a empurrei, ele sorriu malicioso.
— Pelo visto sou uma bosta escolhendo amigos também. — suspirou. — Mas vamos falar da minha festa! — ela disse muito animada.
— Kammy, — Luke disse pela primeira vez chamando a atenção dela. — O convite que Betah me fez foi válido?
— Claro que sim. Você já é da nossa turma. — disse num tom óbvio. — Já beijou a Betah, quer comer ela. — eu me engasguei com minha própria saliva quando ela disse aquilo, Luke somente riu e Otto revirou os olhos.
— Temo dizer que as vagas já estão esgotadas. — Otto disse ríspido.
— Corrigindo, — Luke disse se impulsionando pra frente e ficando no meio dos bancos da frente. — Nunca beijei Betah porque você impediu nas duas vezes que tentei.
— Me desculpem. — ela disse fingindo estar magoada. — Mas comer você já comeu né?
— Não, Kammyile. Eu nunca comi a Betah. — ele sorriu malicioso com isso.
— Só falta beijar e comer ela pra você ser igualzinho ao Otto. — se ela não estivesse dirigindo um carro do qual eu estou dentro eu a enforcaria ali mesmo.
— Hm. — respondeu desinteressado. Eu mataria Kammyile.
Luke posicionou a mão na minha perna e eu empurrei de novo.
— Não! — murmurei baixo pra ele.
— Porque? — perguntou demonstrando certa tristeza. Otto e Kammyile percebendo a movimentação estranha olharam pelo espelho e eu me virei novamente pra frente. — Vai demorar pra chegar, Kammy? — olhei pra janela, evitando olhar pro espelho e sentir os olhos de Otto invadirem minha alma e darem na minha cara.
— Não. — ela parou o carro. — Já chegamos. — e puxou o freio de mão, pegando suas coisas e saindo. Saímos todos.
— Lugar legal. No meio da civilização. Com luz na rua. Gente passando. — Otto disse batendo a porta do carro. — Acho que não vamos ser atacados. — Luke caminhou ao meu lado e tentou diversas vezes agarrar minha mão, enquanto eu apenas a jogava de lado. Acho que aprendi a resistir a tentações faz um tempo.
— Você confiaria em mim no escuro, Otto? — Kammy disse entrando no lugar que parecia legal e sem perigo de invasões. Sentamos em uma mesa e Otto respondeu.
— Não. — ela sorriu. — Porque?
— Não confia em mim nem para escolher um restaurante. — pegou o cardápio da mão do garçom, que lançou olhares pra mim. Otto e Luke se mexeram incomodados. Achei aquilo engraçado.
— Ai você vê né, — disse prestando atenção no cardápio. — Sua amiga tem dois na mão dela, e não fica com nenhum. — senti a indireta ser bem direta.
— Me conte mais, sobre a sua festa, Kammy. — Otto e eu reviramos os olhos enquanto Luke falava a maior bosta da vida dele.
— Claro. — ela disse largando o cardápio enquanto eu pegava ele. — Vai ser amanhã e vai ser muito maravilhosa. Vai ser tipo uma balada assim, mas chique. Terá um bar enorme cheio das coisas mais caras que eu conseguir achar e uma grande mesa de doces porque eu mereço. Terá dançarinas e dançarinos em pole dances e vai ser uma loucura. E se você não for, eu não vou gostar mais tanto de você. — ele sorriu fraco.
— Eu irei. Betah vai me levar. — fiz uma expressão surpresa e olhei pra ele.
— Vou? — demonstrei a surpresa na minha voz.
— Sim. — disse como se eu já soubesse.
— Hm. Legal saber. — virei e chamei o garçom.
— Sim? — ele não era feio.
— Quero quatro sucos de laranja, duas saladas, quatro hambúrgueres, e uma porção bem grande de batata frita. — levantei o olhar do cardápio pra ele, que terminou de anotar.
— E eu quero o seu número... Pode ser? — me surpreendi em como ele podia ser direto sem nem me conhecer.
— Des... — eu fui interrompida por Otto.
— Poxa cara, não vai rolar. — virei o olhar pra ele. — Ela é minha namorada. Então ela pode até te dar, mas você vai sair daqui machucado. — Luke o encarava com um olhar com uma raiva que não queria ser muito escancarada mas acabava sendo.
— Poxa, desculpa ai brô. — falou intimidado. — Já trago o pedido. — e saiu apressado.
— Não sabia que eu tinha namorado. — Luke virou pro outro lado, soltando um suspiro de irritação.
— Eu sei é muito de repente, mas, sim, nós namoramos. — ele pegou minha mão, e eu comecei a rir junto de Kammy e Otto.
— Desculpa. — recolhi minha mão. — Não é você sou eu.
— Tem outro na parada, Betah? — ele parecia realmente magoado.
— Tem. — vi um pequeno sorriso se abrir na boca de Luke. — A gente acaba por aqui. — ele botou a mão sob os olhos e fingiu chorar. Logo parou quando a comida veio.
***
— Então, eu quero todos vocês por lá primeiro. — Kammy dizia saboreando o hambúrguer. — Não quero ficar aguentando minha mãe e meu pai sozinha. E também tem meus irmãos. Ninguém merece!
— Eu estarei lá por volta das sete. Está bom? — sugeri.
— Está ótimo. E por favor, não esqueça do Luke.
— Não esquecerei. — tomei um gole do suco.
— Eu aparecerei por lá por volta das oito, Kammy. — Otto disse comendo um pouco da salada. — Minha mãe marcou o cabelo pras sete e meia e eu tenho que levar ela.
— Está bom. — ela terminou a comida do prato, assim como eu e Luke e também Otto que rápido acabou a salada.
— MOÇO! — ela berrou pro garçom.
— Sim?
— Traga oito copos de vodka. A melhor. Não importa o preço. — ele assentiu e saiu.
— Você está dirigindo pra tomar oito copos de vodka sozinha, Kammy. — Otto disse.
— Não tomarei sozinha. Duas pra cada um. — o garçom logo voltou com uma bandeja cheio de copos cheios da bebida do mal.
— Saúde! — ela disse, enfiando garganta abaixo o copo. Todos fizemos o mesmo.
Demorou um tempo até depois de terminarmos a bebida, começarmos a falar merda. Como já tínhamos prevido que ia acontecer.
— Eu devia ter dado o número no seu lugar para aquele garçom. — Kammy disse com o tom de demência na voz.
— Ele ainda não foi embora, ataca o garoto lá. Selvagem! — disse rindo.
— Eu vou mesmo. — ela se retirou indo até o tal garçom que estava escorado na parede do lado de outros dois. Não demorou muito até ela atacar ele e eles começarem um beijo bem indecente ali no meio.
— Eu deveria ser que nem ela. Pegar as garota e nem ligar se vou apanhar na cara depois. — Otto disse saboreando o resto do seu copo.
— Eu sou assim, amigo. — Luke disse também com a demência. — E olha, a gente até pode apanhar mas vale a pena.
— Você devia ser meu conselheiro, cara. A gente podia pegar as garota na noite. Elas iam baba pela gente quando disséssemos que protegemos a cidade de criaturas sobrenaturais que comeriam a carne delas tipo salgadinho. — os dois riram.
— Partiu, cara. — eles fizeram um brinde com os copos já vazios, mas que logo eles encheram.
— Olá. — Kammy disse voltando com um sorriso enorme.
— Rápido assim? — perguntei espantada.
— Já ouviu falar em rapidinha? — sorri antipática. — E ele é fraco. Foi bem ruim. — bebeu um gole do seu copo. — Vamos pessoal? Amanhã tenho muita coisa pra fazer. — ela recolheu suas coisas e eu a segui.
— Vamos! — falei num tom muito alto, chamando atenção e rindo disso quase caindo, mas com o apoio de Luke não me espatifei no chão.
— Você é meu herói. — dedilhei o rosto dele, enquanto ele me acompanhava até o carro e entrava ao meu lado.
— Eu sei, baby. — ele sorriu e começou a beijar a extensão do meu ombro.
— No meu carro não. — Kammy disse batendo na cara dele, que se afastou rindo. — Façam isso em casa. Seus ninfomaníacos! — ela se sentou na cadeira do motorista, Otto ria sozinho na do lado.
— Otto tá drogadão. — Luke disse com uma risada retardada.
— Será que tem droga na bebida? — Kammy deu partida no carro.
— Feliz Navidad Feliz Navidad Feliz Navidad Prospero Ano y Felicidad. — Luke e Otto cantavam a música alto e entre risos. Kammy e eu ríamos daquela coisa ridícula. Logo estávamos na garagem de casa.
— Vai dormir aqui, Luke? — Kammy perguntou cambaleando para um lado e para o outro.
— Você não me levou em casa e meu carro tá no centro de treinamento. — disse óbvio. — Vou dormir na casa do Otto. — se apoiou nele, enquanto eu cambaleava em direção ao elevador.
— Eu não, bruxão. — Otto o empurrou. — Dorme na casa da Betah e já tem uma noite maravilhosa. — sorri olhando pros dois.
— Então tá, — botou o braço em volta da minha cintura. — Mas será que o pai dela não vai me bater?
— Meu pai nem em casa tá. — paramos no andar da minha casa. — Até amanhã gente. — dei tchau e segui pro meu quarto, Luke veio atrás observando tudo. Evil quase o arranhou. Ele entrou e fechou a porta, fugindo do gato eu somente me joguei na cama e capotei.
— Betah! — ele disse sobre o meu corpo na cama se jogando de lado. — Betaaaaaah. — ele disse com dificuldade botando a mão na minha cara e borrando meu batom. — A gente devia transar agora.
— Você não aguenta nem você mesmo. — ri debochada. — A gente faz isso outra hora.
— Prometeeeee? — berrou.
— Prometo. — respondi rápido me virando pro lado e sentindo sua mão puxar minha cintura pra mais perto.
— Boa noite. — disse pegando no sono.
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