Sweet Temptation
21 Comida mexicana caseira & Maratona de série
Notas iniciais
— Quer entrar? — Freddie a convidou.
— Quero. — Sam aceitou.
A loira entrou e o moreno fechou a porta.
— Quer tomar ou comer alguma coisa? Você já jantou? Minha mãe ainda não chegou. — Ele disse para a garota.
— Você já jantou? — Ela foi com ele para a cozinha.
— Ainda não. Aceita jantar comigo? — Ligou a torneira e começou a lavar as mãos.
— O que vamos ter para o jantar? — Sam se juntou a ele e lavou as mãos também.
— Tem algo de que você não goste de comer? — Perguntou a ela.
— Eu como de tudo, bebê! — Ela disse sorrindo.
— Que bom. Hoje vou fazer Macarrão À La Benson, espero que goste. — O moreno disse indo pegar os ingredientes no armário.
— Hum... Já me deu água na boca. — A loira umedeceu os lábios. — Não gosto de ficar parada. Quer ajuda, Chef Benson? — Perguntou.
— Claro. Pegue tomate, cebola, pimentão e azeite lá na geladeira. Aqui está a tábua de cortar. — Colocou a tábua de madeira sobre a bancada.
Tudo ficou pronto em menos de vinte minutos. Sam e Freddie sentaram um de frente para o outro, em cima das banquetas, colocaram os pratos sobre a bancada.
— O cheiro está muito bom. — A garota inspirou o cheiro da comida e sorriu.
— Prove. — Freddie pediu enchendo os copos com suco de uva, o preferido dele.
Sam enrolou o macarrão com molho rosé agridoce no garfo e provou. Fechou os olhos mastigando, se deliciando com o tempero suave, o molho agridoce e com o queijo ralado.
— E aí? Gostou? — Ele perguntou ansioso, louco para saber o que ela tinha achado.
— Caramba! Isso aqui é muito gostoso. Nunca comi nada igual. — Sam aprovou, ela realmente tinha adorado.
— Que bom que gostou, princesa! — O rapaz sorriu feliz.
— Agora Macarrão À La Benson é uma das minhas comidas preferidas. — A loira disse enrolando mais macarrão no garfo.
Eles jantaram, tomaram suco de uva e conversaram sobre banalidades. A garota até esqueceu sobre a raiva que havia passado mais cedo. Quando estava com Freddie, ela se sentia bem e em paz, pois ele transmitia coisas boas e sempre a fazia sorrir.
Após o jantar, Sam foi embora, não seria conveniente a mãe dele chegar em casa e encontrá-la ali de noite. Ambos concordaram com aquilo. Ela não iria para a aula no dia seguinte, e nem Freddie, e eles marcaram de passar o dia juntos.
[...]
No dia seguinte, às 08:24 da manhã...
Sam havia acordado cedo, tomou banho, colocou uma roupa mais simples, uma camiseta cor de vinho com a frase 'I Love Pop Rock', um short jeans preto soltinho não muito curto, All Stars e amarrou uma jaqueta jeans azul-escuro na cintura.
Amarrou o cabelo fazendo um rabo de cavalo alto, passou apenas gloss labial clarinho, lápis de olho, enfiou o gloss, a carteira dentro de uma bolsinha com alças transpassadas e borrifou um pouco de perfume.
Enfim, estava pronta.
Antes de sair, pediu permissão para a mãe. Pam deixou e perguntou para onde a filha ia.
— Vou passar o dia na casa de um amigo. Não tô a fim de ir para aula hoje. Só quero me distrair e me divertir um pouco. — Aquela foi sua resposta.
— Amigo ou namoradinho? Me diz a verdade, Sam! — Pam tentou arrancar algo a mais.
— Mãe, eu não tenho namoradinho. Não sou mais criança para ter namoradinho. — Sam disse de forma debochada.
— Namorado, então? — A loira mais velha sorriu.
A garota não afirmou e nem negou.
— Vai lá, filha. Se divirta e se proteja. — Pam a alertou.
— Pode deixar, mãe. — A garota assentiu.
Elas estavam tendo uma de suas poucas conversas amigáveis entre mãe e filha. Antes de ir, Sam abraçou a mãe e praticamente correu para fora da mansão, ela estava com pressa para ir ver o garoto Nerd.
[...]
— Sua mãe te deixou faltar numa boa? — Perguntou entrando na casa do moreno.
— Não muito, eu tive que encher o saco dela e ela acabou deixando. — Respondeu Freddie.
— O que vamos fazer hoje, garotão? — Perguntou animada largando a bolsinha em cima do sofá.
— Você gosta de séries? Tenho uma coleção de episódios de uma série bacana gravada no meu computador. Se chama Defiance, já assistiu? — O rapaz perguntou estusiasmado.
— É de de terror? — Perguntou interessada.
— Não. Mas rola muita ação e suspense. — Ele contou.
— Que tal assistirmos mais tarde? — Sugeriu a garota.
— Ótimo. O que gostaria de fazer agora? — Perguntou.
— Você só me deu um selinho sem graça quando cheguei. Que tal me dar um beijo de verdade agora? — Se aproximou sorrindo.
Freddie a puxou pela cintura, juntando seus corpos. Ele sorriu antes de beijá-la, ele próprio pediu passagem para um beijo de língua, surpreendendo Sam que gostou da atitude dele.
"É, ele está pegando jeito e eu estou adorando isso..."
Minutos depois...
Eles se beijaram de novo e de novo, o rapaz apertava a fina cintura da garota. Sam estava com os braços ao redor do pescoço dele. Aquele beijo se tornou intenso, suas línguas se acariciavam com volúpia, o moreno desceu a mão esquerda para a bunda da loira, apalpando-a por cima da jaqueta jeans que estava presa ao redor da cintura dela.
O ar foi ficando escasso, eles tiveram que parar o beijo. Com os lábios avermelhados, os dela mais inchados que os dele, as respirações ofegantes, eles se encaravam, as bochechas dela estavam coradas e o garoto mantinha a boca levemente entreaberta.
— Você já andou na sua nova bicicleta? — Sam finalmente quebrou o silêncio.
— Ainda não. — Freddie respondeu.
— Vamos dar uma volta nela? — Se afastou passando a mão pela franja, sorrindo, corada.
— Claro. Espere um momento, primeiro tenho que ir... — Olhou para baixo, para a ereção recém-formada por conta do beijo quente e da mão boba.
— Tá. Vai lá resolver seu probleminha, eu espero. — Ela prendeu o riso.
Minutos depois...
— Você sabe andar? — Freddie entregou a bicicleta vermelha para ela.
— Claro que sei. — Logo montou na bicicleta. — Vamos fazer o seguinte, primeiro vamos pedalar separados, damos algumas voltas pelo bairro e depois você me leva para tomar sorvete, ok? — Sugeriu a loira.
— Okay. — A rapaz subiu na velha bicicleta azul.
Ambos partiram, cada um pedalando individualmente. Sam disparou na frente, logo Freddie a alcançou. Passaram um tempinho dando voltas pelo bairro, apostando corridas, ambos estavam se divertindo.
Depois o garoto guardou a bicicleta azul e foram na bicicleta nova, a moça subiu na garupa e passou os braços ao redor dele.
Freddie a levou para sorveteria à quatro quadras dali, onde comprou um sorvete de duas bolas para ele e um sorvete de três bolas para ela.
— Que delícia! — Sam sorriu após provar.
Sentaram um de frente para o outro, ocupando uma mesinha redonda com apenas dois lugares. A sorveteria não era grande, só havia sorvete com sabores comuns, com três tipos de cobertura. Lá só vendia sorvete, raspadinha e picolé.
O dela era de chocolate com baunilha e o dele era de morango com creme e uvas passas. Ambos escolheram a calda de caramelo com cobertura de granulados.
— Gostou mesmo? — Perguntou.
— Sim. — A garota assentiu.
A loira acabou se lambuzando toda. Parecia uma criança tomando sorvete pela primeira vez. Freddie riu.
— O que foi? — Perguntou inocentemente.
— Você está sujinha bem aqui. — Passou o dedo indicador pelo canto da boca dela. — Aqui. — Limpou o outro canto. — Aqui também. — Limpou o queixo. Se inclinou sobre a mesa. — E aqui! — Tocou os lábios dela antes de beijá-la.
Suas línguas se encontraram naquele beijo adocicado, lento e intenso. Era mais um beijo intenso trocado àquele dia.
[...]
— O que vamos fazer para o almoço? — Sam perguntou.
— O que quer comer? — Freddie abriu a geladeira.
— Tem frango? — Ela perguntou.
— Tem. — Ele pegou a vasilha quadrada com tampa transparente.
— Eu preparo o frango e você faz a sobremesa, beleza? — A garota colocou o avental com a estampa de legumes coloridos.
— Beleza. O que você vai fazer? — Perguntou curioso.
— Hoje você vai experimentar a Enchilada de frango À La Puckett da mamãe aqui. — Bateu no peito, sorrindo convencida.
30 minutos depois...
O almoço estava pronto, a moça postou a mesa, o rapaz foi pegar a jarra de suco.
Ela o serviu, pondo uma porção de Enchilada, arroz de forno e molho vermelho para ele.
— O cheiro já está me dando água na boca. — Freddie sentou.
— Imagina quando provar, então... — Se serviu e sentou. — Espero que goste de molho apimentado. — Disse se preparando para comer.
— Gosto, mas não muito picante. — Falou.
— E eu gosto de muito picante! — Sorriu, sapeca.
O moreno provou a Enchilada com molho.
— O que achou? — Sam perguntou prendendo o sorriso.
— Muito picante... — Soltou o ar, ele estava ficando vermelho, arfou, tomou um longo gole de suco. Ela começou a rir. — Por Dios! — Exclamou em espanhol. — Quer me matar, mulher? — Os olhos deles estavam lacrimejantes.
— Desculpa, bebê. Acho que exagerei na pimenta. — Ela tossiu por conta da ardência. Tomou um gole do suco.
E eles continuaram almoçando entre colheradas e goles de suco. A comida estava saborosa apesar da ardência, mas aquilo era típico da culinária mexicana, e Freddie acabou aprovando a Enchilada À La Puckett.
Depois degustaram da salada de fruta que o moreno fez para a sobremesa.
[...]
— Pode dá play no primeiro episódio, quero ver se essa série é boa mesmo. — Eles já tinham escovado os dentes e estavam no quarto dele.
Sam tirou a jaqueta da cintura e sentou na cama ao lado de Freddie, o notebook estava sobre as pernas do rapaz.
Só assistiram os dez primeiros minutos do episódio 1. A série era boa e interessante, mas o que era melhor ainda, eram os amassos que eles iniciaram.
Acabaram deixando o notebook de lado, o aparelho fechado sobre a cama.
Freddie estava de camiseta e bermuda, com o corpo másculo sobre o pequeno e delicado corpo feminino. Suas mãos percorriam as curvas da garota, as coxas torneadas desnudas e a cintura por baixo da camiseta.
Sam sentia a ereção dele crescendo. Ele a desejava. E precisava de alívio...
Subiu a camiseta, suas mãos deslizaram pelas costas largas e másculas, as unhas descendo de leve pela pele quente dele.
O desejo falava por si só.
O moreno saiu de cima dela e deitou ao lado para poder desabotoar o short da garota. Abriu os dois botões dourados e desceu o zíper, colocou a mão por dentro do short, invadindo a calcinha.
Ela estava excitada... Molhada para ele.
Sam gemeu sentindo os dedos longos a acariciando. Abriu as pernas dando mais acesso. Ofegou quando ele deslizou um dedo para dentro dela.
— Ahhhn... Mais, mais... — Fechou os olhos.
Ele deu mais prazer a ela, afundando o dedo, e começou a estocá-la, passando o polegar pelo clitóris. E inseriu mais um dedo.
A garota se contorcia e gemia, apertando a colcha da cama com estampa temática de algum filme de Nerd.
Freddie continuou a estimulando-a, só parou quando ela chegou ao ápice. Retirou os dedos molhados.
— Uau! Garotão! — Exclamou ofegante. — Só me dê um minuto.... Quero retribuir esse "carinho" gostoso... — Disse sorrindo maliciosa para ele.
Após se recompor, Sam fez questão de aliviá-lo. O masturbou também, Freddie acabou se liberando nas mãos dela.
Eles se limparam, depois voltaram a assistir a série e acabaram pegando no sono depois que maratonaram a primeira temporada da série.
E aquele foi o primeiro dia que passaram sozinhos o dia todo curtindo a companhia um do outro.
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